segunda-feira, 28 setembro, 2026
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Pesquisa Datafolha: Reprovação ao STF atinge recorde histórico e chega a 47%

BRASÍLIA – A avaliação negativa do trabalho dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) atingiu o patamar mais alto de sua série histórica, iniciada em 2019. De acordo com um novo recorte da pesquisa Datafolha divulgado no sábado (26), a parcela de eleitores que consideram o desempenho da corte ruim ou péssimo subiu de 40% em maio deste ano para 47% atualmente. Por outro lado, a aprovação dos magistrados recuou para 18%, igualando o índice mais baixo já registrado, que havia ocorrido em dezembro de 2019. Outros 31% avaliam a atuação como regular, e 4% não opinaram.

Os dados revelam uma profunda polarização política na percepção pública sobre o tribunal. Entre os eleitores do presidente Lula (PT), o trabalho do STF é visto como ótimo ou bom por 32%, enquanto apenas 24% o consideram ruim ou péssimo. Esse cenário se inverte drasticamente quando analisado o eleitorado de Flávio Bolsonaro (PL): a rejeição à corte dispara para 69%, enquanto o índice de aprovação despenca para apenas 6%.

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Além de avaliar o desempenho geral, o Datafolha consultou a população sobre a conduta dos ministros fora e dentro dos tribunais. O comportamento mais rejeitado pelos entrevistados é o conflito de interesses familiar: 88% consideram inaceitável que um magistrado julgue processos de pessoas representadas por advogados que sejam seus parentes.

A insatisfação popular também é expressiva em relação ao comportamento corporativo e político do tribunal. Para 85% dos eleitores, é inaceitável que ministros aceitem convites para eventos pagos por empresas que possuem ações tramitando na corte. O mesmo percentual de 85% rejeita de forma contundente que o STF tome decisões que possam beneficiar ou prejudicar candidatos à Presidência durante o período eleitoral.

Contratada pela Folha e pela Globo, a pesquisa ouviu 2.002 eleitores entre os dias 22 e 24 de setembro por meio de abordagens pessoais em pontos de grande fluxo populacional. O levantamento possui margem de erro máxima de 2 pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%. Os dados oficiais estão registrados no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00304/2026.

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