sexta-feira, 1 maio, 2026
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Ferrovia que ligará Goiás a MT tem 35% das obras concluídas

Com 35,65% das obras executadas até abril de 2025, a Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico) já desenha um novo mapa logístico no Brasil.

O empreendimento é fruto da renovação antecipada do contrato da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM), assinada pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) em 2020.

Viabilizada por meio de um modelo de investimento cruzado, a ferrovia foi assumida pela Vale, como contrapartida à prorrogação do contrato da EFVM.

Foto: ANTT

A nova ferrovia terá 363 quilômetros de extensão, ligando os municípios de Mara Rosa, em Goiás, a Água Boa (730 km a Nordeste de Cuiabá) – dois polos estratégicos para o escoamento de grãos e outros produtos agrícolas.

Com investimento previsto de R$ 10,2 bilhões e execução em cinco anos – ou seja, até 2028 -, a obra já mobiliza simultaneamente 240 quilômetros de frentes de trabalho.

Segundo a ANTT, na prática, isso representa mais competitividade para o agronegócio, menos caminhões nas rodovias, menos emissões de carbono, mais eficiência no transporte de cargas e, sobretudo, mais desenvolvimento para os 11 municípios impactados diretamente pela obra.

“Essa é uma entrega concreta do Estado brasileiro à sociedade. Estamos falando de uma ferrovia que vai impulsionar o desenvolvimento regional, reduzir custos logísticos, aliviar as rodovias e contribuir significativamente para uma matriz de transporte mais limpa e eficiente”, destacou o diretor-geral da ANTT, Guilherme Theo Sampaio.

Ele assinalu que a atuação da ANTT tem sido estratégica na supervisão da fiscalização exercida pela Infra S.A., garantindo a qualidade, a transparência e o cumprimento dos prazos e normas estabelecidos.

Até o momento, mais de R$ 4,2 bilhões já foram contratados, 292 quilômetros da obra autorizados pela ANTT, cerca de 14 milhões de metros cúbicos de escavação e 9,2 milhões de metros cúbicos de aterro executados, além de 99% das sondagens concluídas.

Por outro lado, o esforço conjunto com a Vale tem resultado em boas práticas, como otimizações técnicas e ajustes construtivos que elevam a qualidade e reduzem custos — incluindo soluções sustentáveis, como o uso de madeira reflorestada em substituição à madeira nativa em dormentes e a adoção de tecnologias que racionalizam recursos.

Além dos marcos físicos, há conquistas institucionais igualmente relevantes: 154 permissões ambientais emitidas, mais de 50 mil inspeções realizadas com 89% de assertividade, além de 2082 solicitações de inspeção técnica (SITs) encerradas.

A gestão fundiária também tem avançado com celeridade: 364 quilômetros já foram liberados e quase 230 casos de disputa resolvidos em mutirões de conciliação. Um avanço com 98,8% de aderência ao cronograma nas áreas liberadas.

“Já é possível ver com clareza o antes e o depois do traçado da ferrovia, relevando a dimensão e a transformação que a FICO já imprime no território. Um retrato visual do progresso, das pessoas impactadas positivamente e da mudança concreta que se desenha a cada novo metro de trilho assentado”, completou o diretor-geral.

Por Diário de Cuiabá.

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