sábado, 12 junho, 2021
Início Notícias Destaques Indígenas recebem 90 caixas de mel para expansão da apicultura em MT

Indígenas recebem 90 caixas de mel para expansão da apicultura em MT

PRIMAVERA DO LESTE – O Governo do Estado, por intermédio da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), e da Superintendência de Assuntos Indígenas, ligada a Casa Civil, entregou 90 caixas de mel aos índios Xavantes da terra indígena Grande Sangradouro, em Primavera do Leste. A entrega, realizada no último sábado (29.05), visa incluir a comunidade indígena na ação governamental de fortalecimento da apicultura, na qual se propõe aumentar nos próximos anos a produção de mel, passando dos atuais 471 toneladas de mel/ano para 651 t/a.

Vista área da terra indígena Grande Sangradouro, em Primavera do Leste; Foto – Lucas Diego.

LEIA MAIS – Com apoio da Prefeitura de Canarana, Indígenas Xavante realizam colheita de cerca de 10 toneladas de milho

Esta ação integra o ‘Programa MT Produtivo-Apicultura’, que prevê disponibilizar 6 mil caixas de mel a agricultores familiares e indígenas de todas as regiões do Estado até o final de 2021.

Para a introdução dos indígenas na coleta de mel, o Governo do Estado contou com o apoio do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), que promoveu cursos de aperfeiçoamento de apicultura para 15 dos 58 representantes indígenas que a terra indígena abriga. Segundo a mobilizadora do Senar, Cassia Izabela, o conteúdo disponibilizado aos participantes será repassado pelos próprios indígenas aos demais integrantes da comunidade indígena.

“Está parceria entre Senar e os indígenas existe há três anos, através da Cooperativa Rural de Primavera do Leste. Nós vimos a necessidade que os indígenas precisavam de aperfeiçoamento, e então resolvemos fornecer cursos para eles, para assim daí houvesse o apoio do Estado na aplicabilidade do aprendizado adquirido através do uso dessas caixas doadas”, explica a mobilizadora, que acrescenta ainda que o Senar tem a projeção de realizar mais cursos de capacitação junto à comunidade indígena, entre eles na área de mecanização agrícola.

O cacique Bartolomeu Patira, da comunidade da Aldeia Sangradouro, elogiou o incentivo que os indígenas têm recebido no ingresso a apicultura. “Não podemos ficar parados no tempo. Temos área suficiente e o mais importante: interesse em produzir mel e, portanto, é de muita valia esse apoio que o secretário Silvano Amaral e o governador Mauro Mendes têm nos dados para ingressar nessa nova atividade”, complementa o líder.

Para o indígena e presidente da Cooperativa Grande Sangradouro (Coograndesan), Gerson Wa raiwe, a doação das 90 caixas de abelha motivarão ainda mais outros indígenas a entrar na coleta melífera e a se interessarem pela atividade recém ingressada na comunidade. Esse reconhecimento, segundo o superintendente dos Assuntos Indígenas da Casa Civil, Agnaldo Silva, deixa a equipe governamental orgulhosa e ainda mais motivada a fazer novas parcerias com os povos indígenas mato-grossenses.

“Eu como superintendente dos Assuntos Indígenas da Casa Civil, fico imensamente feliz em ver nosso sendo de fato sendo colocado em ação, através dessas entregas, e mais do que gerar renda, essas caixas irão auxiliar na recuperação de enxames de abelhas e no reequilíbrio do ecossistema”, enaltece Agnaldo Silva.

Além da comunidade indígena, produtores familiares que já atuam na atividade apícola, porém com baixa produção ou para consumo próprio, já estão também sendo beneficiados com a doação de caixas de mel.  No total 714 caixas de mel já foram entregues nas cidades de Cuiabá, Confresa, Nortelândia, Porto Esperidião, Canarana, Vera, Querência, Primavera do Leste e Barão de Melgaço.

Plantio de arroz

Além da atividade apícola, os indígenas da terra indígena Sangradouro, com o apoio do Governo do Estado de Mato Grosso, Sindicato Rural de Primavera do Leste e a Fundação Nacional do índio (Funai), deram início à colheita do arroz plantado no final do ano passado, através do projeto Independência Indígena. A produção foi voltada a abastecer as comunidades locais, mas em um futuro não tão distante, a expectativa é de que em breve o plantio seja comercializado, garantindo autonomia financeira aos indígenas.

Por Thaylla Maiza/Seaf-MT.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.