segunda-feira, 4 maio, 2026
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Justiça estadual vai conduzir ação contra ex-secretário por exploração ilegal de diamantes em Nova Xavantina

A Justiça Federal decidiu que a ação civil pública movida contra o ex-secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, Nilton Borgato, e outros quatro acusados por exploração ilegal de diamantes deve ser julgada pela Justiça Estadual.

“A exploração em questão não gera impactos ambientais de nível regional ou nacional”.

A decisão assinada juíza Danila Gonçalves de Almeida, da Vara Federal Cível e Criminal de Barra do Garças, reconheceu a incompetência da Justiça Federal para conduzir o caso.

O ex-secretário de Estado Nilton Borgato, que é alvo de ação civil

Além de Borgato, foram acionados José Alves Nogueira, Jurandi Alves Nogueira, Rafael Valadão Barbosa e José Francisco Pires.

Eles são acusados pelo Ministério Público Estadual (MPE) de instalarem uma balsa flutuante para extração de diamantes no leito do Córrego Antártico, no município de Nova Xavantina.

O MPE apontou irregularidades na concessão de licenças ambientais para a atividade mineradora e pediu a suspensão imediata da exploração.

A ação foi inicialmente protocolada na 1ª Vara da Comarca de Nova Xavantina, que declinou da competência em favor da Justiça Federal.

No entanto, ao ser consultado, o Ministério Público Federal (MPF) recusou-se a integrar o processo, argumentando que não havia interesse federal na causa, pois não há envolvimento direto da União ou de seus órgãos.

Com base nesse entendimento, a juíza Danila Almeida determinou o retorno do caso à Justiça Estadual.

Segundo a magistrada, a legislação ambiental brasileira estabelece que o licenciamento de atividades como a extração mineral em território estadual é de competência da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema), e não do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Além disso, a decisão reforçou que a exploração em questão não gera impactos ambientais de nível regional ou nacional, critério fundamental para que o caso fosse tratado na esfera federal.

“Ante o exposto, por não se tratar o objeto desta ação civil pública de pretenso dano ambiental de impacto regional ou nacional, e diante da não intervenção do MPF na presente relação processual, determino a restituição/remessa dos autos ao Juízo da 1ª Vara da Comarca de Nova Xavantina/MT com as homenagens de estilo”, decidiu.

Apreensão de diamantes

Em 2022, durante a Operação Descobrimento, a Polícia Federal apreendeu 336 diamantes, avaliados em R$ 383 mil, em posse de Borgato. A operação tinha como alvo um grupo acusado de enviar entorpecentes para a Europa.

O ex-secretário chegou a ser preso na época, acusado de ser um dos líderes do esquema. Atualmente, ele responde como réu pelos crimes de tráfico internacional de drogas e organização criminosa, cumprindo medidas cautelares.

Por MidiaNews.

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