quinta-feira, 27 agosto, 2026
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Mendes defende impeachment de ministros em caso de crime

CUIABÁ – Candidato ao Senado, o ex-governador Mauro Mendes (União) defendeu o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) quando houver comprovação de prática ilícita. Segundo ele, integrantes da Corte não podem estar acima das regras aplicadas aos demais agentes públicos.

“Ninguém nesse país pode estar acima da lei. Ninguém nesse país pode ter o direito de cometer erros ou crimes e ficar impune. Seja no STF, seja em qualquer lugar”, afirmou.

Mauro argumentou que diferentes autoridades públicas já foram afastadas de seus cargos e questionou por que ministros do Supremo não poderiam estar sujeitos ao mesmo mecanismo.

“Nós tivemos presidentes impeachmados, governadores impeachmados, prefeitos, desembargadores, juízes, ministros do STJ tirados do seu cargo. Por que nós não podemos ter isso no STF?”, questionou.

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“O STF não é uma corte divina, suprema. São homens e mulheres suscetíveis a falhas”, afirmou.

Sem perseguição política

A declaração foi dada ao MidiaNews ao comentar uma fala do decano do STF, Gilmar Mendes. O ministro afirmou que a defesa do impeachment de integrantes da Corte é um “equívoco compreensível” e avaliou que o tema ganhou espaço porque “certamente algumas pesquisas indicam que isto tem um apelo eleitoral”.

Mendes, porém, ponderou que um eventual processo contra ministros do Supremo não pode ser utilizado como instrumento de perseguição política. Para ele, qualquer medida desse tipo deve estar amparada em critérios jurídicos.

“Não pode ser uma perseguição política. Mas tem que ser algo tecnicamente correto, assim como vale para eles. Tem que ser tecnicamente correto para qualquer brasileiro em qualquer situação”, disse.

O ex-governador também criticou a ideia de que integrantes do STF estariam imunes a erros ou responsabilizações em razão do cargo que ocupam.

Confira a entrevista coimpleta neste link.

Por MidiaNews.

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