Canarana – MT deu um passo importante no combate ao mosquito Aedes aegypti. Um novo sistema de monitoramento, mais moderno e preciso, começou a ser utilizado no município e promete mudar a forma como a cidade enfrenta a Dengue, com ações mais rápidas e focadas nos locais de maior risco.
O município está utilizando o sistema “ContaOvos”, que monitora a presença do inseto por meio de armadilhas chamadas ovitrampas. O método funciona com a instalação de iscas contendo levedura de cerveja nas residências. Essas armadilhas permanecem por cinco dias nas casas e, após esse período, uma plaqueta é retirada para contagem dos ovos depositados pelo mosquito.
Atualmente, 100 ovitrampas são distribuídas pela cidade todo mês, com espaçamento médio de uma a cada 300 metros. A iniciativa, por parte da Vigilância Ambiental de Canarana, está no segundo mês de implementação e já apresenta resultados relevantes. Na coleta realizada no último dia 06.04, foram identificados 13 pontos classificados como críticos (em vermelho – com mais de 100 ovos na isca), indicando maior concentração do mosquito, conforme mapa.
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De acordo com os dados levantados, foram contabilizados em todas às amostras 4.558 ovos do mosquito, com um Índice de Positividade de Ovitrampas (IPO) de 63%. A Vigilância, conta hoje, com 15 profissionais em campo e outros 2 no suporte interno.
O novo sistema passa a atuar de forma complementar ao modelo tradicional, que é baseado em visitas domiciliares para identificação de focos. Em 2026, ambos os métodos ainda serão utilizados simultaneamente no município. No entanto, a tendência é que, no ano que vem, o monitoramento seja feito exclusivamente pelas ovitrampas.
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Como novo sistema, o trabalho dos agentes de saúde se torna mais direcionado. Em vez de visitas de rotina em toda a cidade, as equipes passam a atuar especificamente nos locais onde as armadilhas indicam maior incidência do mosquito, aumentando a eficiência e a agilidade das ações.
O sistema ContaOvos está sendo implantado em todo o Estado de Mato Grosso e promete otimizar o combate ao mosquito, concentrando esforços onde o risco é maior e tornando o controle mais estratégico.
Por OPioneiro.