sábado, 12 junho, 2021
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FUTILIDADE DO DIA – A mulher por trás da origem do dia das mães

Em 1932, o então presidente Getúlio Vargas oficializou o segundo domingo de maio como o Dia das Mães por aqui. Porém, quase um século antes, em 1850, os Estados Unidos já viviam o processo para o estabelecimento da data.

Naquela década, Ann Reever Jarvis havia fundado o clube de trabalho das mães, que tinha o intuito de combater as altas taxas de mortalidade infantil, que eram, segundo a BBC, causadas por doenças recorrentes em sua comunidade, em Grafton, West Virginia.

Anna Maria Jarvis – Wikimedia Commons/ Domínio Público

Além disso, as matriarcas também aprendiam mais sobre a importância da higienização e saneamento, e do quão vital era ferver a água antes de beber, por exemplo. Os organizadores do grupo também distribuíam remédios e suprimentos para as famílias menos afortunadas e doentes.

Caso fosse preciso, famílias inteiras também eram colocadas de quarentena para evitar epidemias por lá. O mesmo grupo, de acordo com matéria da Galileu, cuidava dos soldados feridos na Guerra Civil.

Conforme o grupo ganhava espaço, Jarvis também usou as reuniões para promover a presença das mulheres na política. Porém,Ann morreu em 1905. É aí que seu legado é passado para uma de suas filhas: Anna Jarvis, que foi responsável por estabelecer a data.

Assim, Anna inspirou a criação do ‘Dia da Mãe’, que tinha como lema a frase: “Para a melhor mãe que já vivei – sua mãe”. Por isso a comemoração devia ser no singular, pois ela “imaginou o feriado como uma volta para casa, um dia para homenagear sua mãe, a única mulher que dedicou a vida a você”, explica a historiadora Katharine Antolini à BBC.

Assim, três anos depois da morte de Ann, o Dia da Mãe foi celebrado na Igreja Metodista de Andrews, em Grafton. A BBC explica que o segundo domingo de maio foi escolhido por Anna, pois seria celebrado próximo ao dia 9, data que sua mãe faleceu.

Porém, a data cresceu, deixando de ser comemorada apenas em Grafton para se tornar um feriado estadual, em 1910, e, posteriormente, tornado uma comemoração nacional pelo então presidente americano Woodrow Wilson, em 1914.

É aí que um pequeno arrependimento bateu em Anna. Como já dito, ela queria uma comemoração onde os filhos dedicassem um tempo para aquelas que tiveram um peso fundamental em sua criação. Mas logo a data passou a se tornar muito mais comercial que isso.

Contudo, Anna não ficou calada diante disso, muito pelo contrário. Segundo a Galileu, ela passou a armar boicotes a lojas de flores, cartões e afins, que visavam lucrar com a data e que fomentavam muito mais um propósito capitalista do que qualquer outra coisa. Para se ter uma ideia, em 1923, ela e alguns seguidores chegaram a invadir uma confecção na Filadélfia.

Sua luta e protesto duraram até o fim de sua vida. Neste período, ela recusou todo e qualquer dinheiro que lhe foi oferecido por indústrias para que lhe ajudar a comercializar a data.

Uma de suas últimas tentativas contra a data que ajudou a inspirar, foi colher assinaturas de porta em porta na Filadélfia para que o ‘Dia das Mães’, no plural, fosse cancelado. Porém, tudo acabou em 1948, quando ela morreu em decorrência de insuficiência cardíaca, em novembro, aos 84 anos.

 

Por Fabio Previdelli do Aventuras na História.

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