Novos moradores de Canarana-MT criam iniciativa para ajudar iniciantes a pedalar

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CANARANA – O ‘pedal’ ganhou a preferência dos canaranenses. Pedal no caso, é a abreviação para pedalar de bicicleta. Esse movimento iniciou há cerca de quatro anos. Até então a prática ficava mais restrita a atletas que treinavam para competições.

A construção da ciclovia no canteiro da Av. Rio Grande do Sul e paralela à MT-326, trouxe um incentivo para o ingresso de novos integrantes, principalmente o público que utiliza esta atividade esportiva aliado ao lazer. 

Concomitante a isso, eventos de passeio de ciclismo, como o Ecobike, além de grupos diversos que organizam pedaladas, foram criados. Hoje, é comum ver na cidade ou nas estradas próximas da cidade, ciclistas pedalando de manhã ou ao anoitecer.

Atividade indicada para todas as idades, o ciclismo reúne desde crianças a idosos. E grupos são criados segmentando o público e o objetivo. Tem a galera que compete, tem grupos só de mulheres, tem grupos de amigos. E aumentando.

A professora Juliana Selestina Rita, 34 anos, mudou-se há seis meses com o marido Glaisen Monteiro, agrônomo, de Paragominas-PA para Canarana-MT. Lá, o casal pedalava há pelo menos quatro anos. Ingressaram na prática pelo incentivo e apoio de amigos. 

Vieram para Canarana em busca de sossego e aqui começaram a reproduzir o que aprenderam em Paragominas. “A primeira vez que meu marido foi pedalar, o pessoal empurrou ele até a porta de casa. Assim como alguém nos ajudou a começar, queremos fazer o mesmo com outras pessoas”, disse Juliana.

Na quarta-feira dessa semana, 29/01, ela organizou uma primeira pedalada em Canarana, com saída e chegada na Praça do Avião, percurso de 10 km dentro da cidade. Participaram 17 pessoas de diferentes idades. A ideia é promover a pedalada toda quarta-feira às 19h15, sempre com um percurso diferente.

O intuito dessa iniciativa é ajudar pessoas que não tem experiência no ciclismo. Todos saem e chegam juntos, nem que seja empurrado. Os mais experientes ajudam os iniciantes. O percurso é leve para que todos possam participar. “Pode ser qualquer tipo de bicicleta ou roupas, apenas exigimos capacete, pisca e lanterna”, explicou.

Juliana e Glaisen já pedalaram em várias regiões do Brasil. Em Paragominas faziam constantemente o trajeto até a capital Belém, com mais de 300 km. “Pedalar para mim significa lazer, diversão, saúde, amizade, enfim, uma série de benefícios”, complementa Juliana.

Quem quiser participar da iniciativa pode entrar em contato com Juliana, pelo telefone (66) 9.9219-3497. Pode participar tanto quem não tem prática e quer iniciar, quanto quem já tem experiência, mas quer ajudar os demais.

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