O decreto homologado pelo presidente Lula(PT), que amplia a demarcação de 245 mil hectares em território indígena em Mato Grosso pode impactarR$ 170,58 milhões na economia estadual e causar uma demissão em massa. A informação foi divulgada pelo presidente da Famato, Vilmondes Tomain.
Segundo ele, os números fazem parte de um estudo do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Vilmondes Tomain
A medida de Lula prevê a ampliação das terras indígenas Manoki, Uirapuru, Nova Lacerda e Estação Parecis. A área também inclui a Reserva Indígena Kanela do Araguaia, instituída pela Funai.
O levantamentoprevê que a ampliação da área pode impactar anualmente R$ 170,58 milhões no Valor Bruto da Produção, gerar uma redução de R$ 2,89 milhões no Fethab e ocasionar a perda de 498 empregos.
Governador anuncia Moto 1000 GP no Autódromo Internacional de Mato Grosso
“O prejuízorecai sobre quem planta, emprega e paga impostos nos municípios”, disse Tomain.
O Autódromo Internacional de Mato Grosso, no Parque Novo Mato Grosso, em Cuiabá, receberá em novembro de 2026 o Moto 1000 GP, maior campeonato de moto velocidade da América Latina.
O anúncio foi feito nesta terça-feira (25/11) pelo governador Mauro Mendes, acompanhado do vice-governador Otaviano Pivetta, do secretário de Cultura, Esporte e Lazer, David Moura, e de representantes e pilotos do evento.
O governador Mauro Mendes Crédito – Mayke Toscano/Secom
“Depois da Stock Car, agora é a vez do Moto 1000 GP, e com a vantagem de termos três pilotos mato-grossenses competindo em casa. Isso demonstra o quanto estamos avançando na atração de eventos esportivos de grande porte”, afirmou Mauro Mendes.
O Moto 1000 GP trará mais visibilidade para o estado e um forte impacto na economia local. Com a expectativa de atrair milhares de turistas, o evento reforça a estratégia do governo de fortalecer o setor de turismo e gerar emprego e renda para a população de Cuiabá e de todo o Estado.
Governo de Mato Grosso aciona STF contra decreto ilegal de Lula
“A infraestrutura do autódromo é moderna, segura e foi pensada para abrigar competições internacionais. Isso reforça Mato Grosso no centro do calendário esportivo nacional”, destacou o vice-governador Otaviano Pivetta.
O Moto 1000 GP será o segundo grande evento realizado no Autódromo Internacional de Mato Grosso em menos de um ano. Neste mês, o local sediou a estreia da primeira corrida noturna do Brasil da Stock Car, com aprovação e elogios de 100% dos pilotos, e mais de 25 mil expectadores que receberam ingressos gratuitamente do Governo do Estado.
Também já estão previstos, para o próximo ano, corridas da Nascar e da Fórmula Truck no autódromo.
Na manhã desta quarta-feira (26/11/25), a PM foi recebeu uma denúncia anônima de que havia uma mulher, que estaria cultivando uma planta de cannabis, na cidade de Canarana, bem como estaria fazendo postagens em suas mídias sociais.
Foto; Reprodução
Diante das informações, os militares realizaram diligências, onde localizaram a suspeita em um estabelecimento comercial. Em conversa com a mulher, de 21 anos, a mesma confessou que estaria cultivando a planta de maconha no quintal de sua residência no Bairro Bela Vista. Ao deslocarem no local os PM´s encontraram a planta, bem como no interior da residência foram encontrados objetos, com indícios de uso de entorpecentes.
Polícia Militar prende em Ribeirão Cascalheira suspeito por homicídio em Água Boa
No local a suspeita ainda informou aos PM´s que a planta seria para o seu próprio consumo. Deste modo, a suspeita foi conduzida até a Sede da 5ª CIPM para a lavratura do TCO, bem como a planta foi apreendida.
A Penitenciária Major PM Zuzi Alves da Silva, em Água Boa, ganhou a reforma completa e ampliação da ala de custodiados extramuros na unidade. Um grupo de reeducandos foi responsável pela obra, concluída nesta terça-feira (25.11).
Com a reforma, o local ampliado e reestruturado passa a atender até 90 reeducandos, em um ambiente com melhores condições de habitabilidade, organização e higiene.
Foto: Sejus-MT/Reprodução
O local possui 90 camas de alvenaria, banheiros, lavanderia e copa. A construção do espaço foi possível por meio da qualificação dos reeducandos, com aplicação e execução prática do conhecimento adquirido por meio de capacitação nas áreas de construção e decoração de ambientes.
Fazenda em Pontal do Araguaia possui cerca de 9 mil pés de pequi
“Além de beneficiar os recuperandos, o espaço agora proporciona melhores condições de trabalho e mais segurança para os policiais penais, garantindo que os procedimentos diários sejam realizados de forma organizada, eficiente e segura”, explicou o diretor da penitenciária, Gilberto Oliveira.
A construção do espaço representa o compromisso da Secretaria de Justiça na garantia de infraestrutura de qualidade no Sistema Penitenciário de Mato Grosso.
O produtor rural de Pontal do Araguaia, Leximar Parreira Sia, conhecido como “Alex” relembra um pouco sua trajetória no plantio do fruto na cidade e conta como foi a reação das pessoas quando ele resolveu abrir mão da agropecuária, um ramo de sucesso no estado de Mato Grosso, para investir na plantação dos pés de pequi.
Foto: REPRODUÇÃO/INTERNET
O proprietário da Fazenda Recanto dos Guerreiros, ficou conhecido no ano de 2024 ao participar da competição do maior fruto do 4º Festival Regional do Pequi em Pontal do Araguaia e ganhar com um pequi de 2,482 kg. O recorde foi registrado oficialmente pela equipe do Rank Brasil.
Capital do Pequi em Mato Grosso deve aumentar em 30% colheita até dezembro
Hoje, Alex exporta o fruto para diversas cidades do estado de Mato Grosso e também cidades do estado de Goiás, como Goiânia, Anápolis, Rio Verde e até para o Distrito Federal.
Com orgulho ele afirma que hoje sua fazenda é o maior produtor de pequi da cidade com incríveis 9 mil pés.
Policiais militares do 1º Pelotão de Ribeirão Cascalheira prenderam em flagrante, nesta segunda-feira (24.11), um homem suspeito pelo homicídio de Magno Gomes da Silva, de 36 anos. As equipes apreenderam uma arma de fogo e seis munições deflagradas, em uma caminhonete modelo Chevrolet S10. O crime ocorreu em Água Boa (635 km de Cuiabá).
Os policiais militares receberam informações sobre uma tentativa de homicídio, em uma residência, no bairro Guarujá. Uma equipe do Corpo de Bombeiros foi acionada para socorrer a vítima, que foi encaminhada até o Hospital Regional de Água Boa, porém não resistiu aos ferimentos e veio à óbito, na unidade de saúde.
A mãe de Magno relatou que o então autor dos fatos é seu ex-namorado, que não aceitava o término da relação, que durou aproximadamente dois anos. Ela ressaltou que o suspeito sempre a tratava mal, enquanto estavam juntos. Desde a separação, o homem costumava ir a sua casa tentar reconciliação.
Nesta segunda, o suspeito passou ameaçá-la. Magno tentou intervir e iniciou uma discussão com o denunciado. Em certo momento, o indivíduo foi até a sua caminhonete, pegou uma arma de fogo e efetuou diversos disparos contra a vítima. Magno foi encontrado caído de frente ao imóvel.
Polícia Militar apreende drogas e desarticula ponto de venda em casa do bairro Nova Canarana
A mãe da vítima tentou segurar o suspeito, mas foi agredida. Em seguida, o homem fugiu em alta velocidade, sentido ao município de Ribeirão Cascalheira. Diante dos fatos, os policiais militares reforçaram o policiamento em toda região e localizaram o condutor em um trecho da BR-158.
Na abordagem, policiais militares apreenderam um revólver calibre .22 com seis munições deflagradas. O suspeito confessou o crime aos agentes e, em seguida, foi encaminhado à delegacia para o registro do boletim de ocorrência.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190, ou disque-denúncia 0800.065.3939.
CANARANA – A Polícia Militar de Canarana realizou, na noite de segunda-feira (24), uma ação que resultou na apreensão de porções de cocaína, maconha, dinheiro, embalagens e uma balança de precisão em uma residência situada na Rua Planalto, no bairro Nova Canarana. O local já era conhecido pelas forças policiais como ponto de comércio de drogas.
Segundo o boletim, a equipe realizava rondas pelo bairro quando avistou um homem em frente à residência. Ao perceber a aproximação da viatura, ele tentou entrar rapidamente no imóvel, mas acabou arremessando um invólucro para o interior da casa. A atitude levantou suspeita e motivou a abordagem.
Dentro da residência, os policiais encontraram diversas porções de cocaína, maconha, embalagens tipo zip lock, uma balança de precisão, dois celulares e R$ 570 em dinheiro. Uma motocicleta utilizada para entrega de entorpecentes também foi apreendida.
Durante a ocorrência, havia crianças no local, o que levou ao acionamento do Conselho Tutelar, que compareceu e assumiu os cuidados imediatos.
Autor de homicídio em Cocalinho é preso pela Polícia Civil em São José do Xingu
De acordo com o relatório policial, um adolescente estaria sendo utilizado por adultos para auxiliar na venda dos entorpecentes, caracterizando corrupção de menores. Todos os suspeitos foram conduzidos à Delegacia de Polícia Civil junto ao material apreendido.
A Polícia Militar destacou que a ação contou com apoio de outra guarnição e que todos os conduzidos foram apresentados sem lesões.
O levantamento do Instituto MT Dados, divulgado nesta segunda-feira (24), mostrou que – caso a eleição para Senado Federal fosse hoje – o governador Mauro Mendes (União) seria o primeiro eleito, com 51%.
A pesquisa foi divulgada pelo site FolhaMax e soma as intenções de votos entre primeiro e segundo voto. Na eleição do ano que vem, serão eleitos dois senadores.
Foto: Reprodução
A deputada estadual Janaina Riva (MBD) aparece como a segunda mais votada com 31%. O senador Jayme Campos (União) registra 14% das intenções de votos, conforme o Instituto.
O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD) e o deputado federal José Medeiros (PL) aparecem empatados com 12,1%.
O ex-governador Pedro Taques (sem partido) soma 7,8%; o ex-presidente da Aprosoja Brasil, Antônio Galvan (PTB) aparece com 4,2%; e a suplente de senadora Margareth Buzetti (PP) tem 2,7% das intenções de voto.
Não sabem em quem votar somam 57,6% dos entrevistados e nulos e Brancos somam 7,6%.
Justiça devolve fazenda de R$ 2 bilhões em Canarana às famílias Maggi e Golin
A pesquisa ouviu 3.080 pessoas — sendo 1.540 entrevistas presenciais e 1.540 realizadas via recrutamento pelas redes sociais, entre os dias 7 e 14 de novembro.
A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
CANARANA – O município de Canarana (MT) foi habilitado pelo Governo Federal para avançar na contratação de R$ 18,4 milhões junto ao Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Os recursos são específicos para ações de gestão e tratamento de resíduos sólidos urbanos.
A habilitação confirma que a proposta técnica encaminhada pela prefeitura foi aprovada e seguirá agora para validação do agente financeiro responsável. Somente após essa etapa o valor poderá ser efetivamente contratado.
Cidade de Canarana; Foto – RF Imagens.
Com o investimento previsto, o município poderá executar obras e melhorias voltadas à modernização da coleta, implantação ou ampliação de estruturas de disposição final dos resíduos, sistemas de triagem e demais ações relacionadas ao manejo adequado dos resíduos sólidos.
Os recursos vêm da linha de financiamento do FGTS, destinada a municípios que buscam fortalecer sua infraestrutura urbana e ambiental. A inclusão de Canarana no programa representa um passo importante para o avanço das políticas de gestão de resíduos no município.
Justiça devolve fazenda de R$ 2 bilhões em Canarana às famílias Maggi e Golin
A habilitação não significa liberação imediata dos valores, mas assegura que Canarana está apta a prosseguir para as fases finais de contratação dentro do PAC.
A Justiça de São Paulo reverteu, em setembro, uma sentença de 1ª instância e devolveu às famílias Maggi e Golin o controle da fazenda Cocal, em Mato Grosso, avaliada em mais de R$ 2 bilhões.
A informação foi publicada no site O Bastidor, em reportagem assinada pelo jornalista Alisson Matos. O texto revela detalhes da decisão, que corre em segredo de Justiça e envolve a família de Yssuyuki Nakano, morto em 2021, além de Eraí Maggi e Joselito Golin.
Eraí Maggi, que sai favorecido em decisão judicial Foto: Reprodução
Com uma área de 37 mil hectares, a propriedade é disputada pelas empresas Bom Futuro (da família Maggi) e JAP Empreendimentos (da família Golin), que afirmam ter adquirido o imóvel em 2006 de Yssuyuki.
Nakano separou-se da esposa em 2016. Desde então, sua ex-companheira sustenta que o imóvel deveria integrar a partilha de bens, alegando que ele utilizou empresas de “laranjas” para ocultar patrimônio durante o casamento.
Em 2016, a 1ª instância havia anulado as vendas e reconhecido a existência de fraude patrimonial.
Leia a reportagem na íntegra:
Uma decisão de setembro da 7ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo reverteu sentença da 1ª instância e devolveu a duas das maiores famílias de agricultores do Brasil o controle da fazenda Cocal, em Mato Grosso. Ela tem 37 mil hectares e é avaliada em mais de 2 bilhões de reais. A propriedade é usada para plantar grãos como milho e soja.
São eles Eraí Maggi, primo do ex-ministro da Agricultura Blairo Maggi e conhecido como rei da soja, e familiares de Joselito Golin. Ambos têm forte influência no estado.
O acórdão assinado pela desembargadora Maria Lia Pinto Porto Corona, acompanhada pelos magistrados José Rubens Queiroz Gomes e Ademir Modesto de Souza, desconsiderou decisão anterior que reconhecia a existência de um grupo econômico oculto, o uso sistemático de laranjas e a simulação de negócios envolvendo fazendas bilionárias localizadas no interior de Mato Grosso.
O processo, que corre em sigilo, trata dos bens do empresário Yssuyuki Nakano, morto em 2021.
A disputa judicial opõe o grupo liderado por Maggi à parte da família de Nakano, que foi dono da fazenda Cocal. Ele comprou a propriedade no início dos anos 1990 e a vendeu em 2006 para o grupo liderado por Maggi e Golin. No meio da compra e venda, separou-se da esposa, que hoje briga para ter o direito de propriedade sobre bens do ex-marido.
O Bastidor teve acesso com exclusividade aos autos e a documentos apresentados pelas partes. São matrículas, procurações, confissões de dívida e atos societários que deixam precedentes para contestações futuras em tribunais superiores.
Governo de Mato Grosso aciona STF contra decreto ilegal de Lula
A decisão da 1ª instância havia sido proferida em 2016, pelo juiz Guilherme Humberto, da 9ª Vara Cível de Campinas. O magistrado concluiu que Nakano utilizou empresas administradas por laranjas para afastar da partilha de bens propriedades rurais adquiridas por ele durante seu casamento. O objetivo era restringir o acesso da família à parte significativa do patrimônio.
Segundo o magistrado, as companhias Agropecuária Vanguarda Norte S/A, Guainco Agropecuária Ltda. e Agropecuária Canaan Ltda, donas da fazenda Cocal, tinham administração formal em nome de terceiros, mas eram operadas de fato por Nakano.
O juiz levou em consideração informações nas matrículas das fazendas. A partir de 2001, as áreas que compõem a Cocal passaram a ser questionadas em outras ações judiciais, penhoras e ordens de indisponibilidade. As citações em processos paralelos, segundo o magistrado, confrontam argumentos de que os compradores desconheciam o imbróglio judicial com os bens do empresário.
O juiz também cita o histórico de expansão do patrimônio de Nakano durante o período em que esteve casado. A sentença concluiu que a estrutura empresarial servia para separar formalmente bens adquiridos ao longo do casamento, impedindo que fossem incluídos na divisão patrimonial após a separação.
O juiz determinou que as vendas realizadas deveriam ser anuladas, com exceção daquelas comprovadamente destinadas a terceiros de boa-fé. Entre as áreas afetadas estavam glebas integrantes da fazenda Cocal.
As empresas Bom Futuro Campo Verde Agropecuária Ltda, de Maggi, e JAP Empreendimentos, dos Golin, recorreram pedindo que o Tribunal de Justiça preservasse a validade das compras realizadas em 2006.
No recurso, afirmaram que adquiriram as fazendas Cocal, Copacabana e Boa Vontade por meio de escrituras públicas regulares, após negociação direta com as empresas Vanguarda Norte S/A e Guainco Agropecuária Ltda., e que não tinham relação com os conflitos familiares envolvendo Nakano e sua ex-esposa.
As duas empresas sustentaram ainda que não mantinham qualquer vínculo societário, comercial ou pessoal com Nakano, alegando que a compra foi uma operação puramente comercial entre companhias do agronegócio.
Outro ponto central dos argumentos foi o de que as aquisições ocorreram após a separação de fato do casal, em 2000, marco temporal reconhecido pelas próprias partes. Com isso, Bom Futuro e JAP alegaram que não haveria possibilidade de fraude contra a partilha, pois os bens já estariam sob administração exclusiva das empresas de Nakano. As compradoras afirmaram não ter participado das decisões internas das companhias vendedoras nem ter conhecimento de disputas patrimoniais entre o ex-casal.
As empresas também defenderam a boa-fé objetiva na celebração dos contratos. Alegaram que pagaram preço regular, que as matrículas apresentadas no momento da compra não impediam a transmissão da propriedade e que eventual litígio envolvendo os antigos proprietários não fora comunicado ou demonstrado de forma a comprometer a segurança jurídica das operações. Para as recorrentes, as averbações existentes eram atos administrativos usuais, que não inviabilizavam a negociação.
No acórdão de 25 de setembro de 2025, a desembargadora Lia Porto diz que a ex-esposa “sempre teve ciência de todos os bens envolvidos” e que acompanhou “por muitos anos” a movimentação patrimonial das empresas, inclusive “percebendo numerário em não poucas vezes”.
O acórdão registra que “nunca houve surpresa ou espanto” da autora quanto aos negócios firmados por Nakano e destaca que ela própria teria possuído poderes de administração em determinado período. A magistrada também rejeita a alegação de que a existência de averbações de litígio nas matrículas invalida a boa-fé dos compradores. Para a desembargadora, a autora “acompanhou a venda e o destino dos imóveis negociados, sem nunca ter questionado diretamente a venda das fazendas”.
A 7ª Câmara conclui ainda que as transações realizadas por Maggi e pela família Golin “foram formalizadas por escritura pública, dotadas de boa-fé e nunca antes impugnadas”. Não há, para os magistrados, elementos que indiquem simulação, fraude ou desvio de patrimônio comum.
A desembargadora determina a preservação da eficácia das compras realizadas em 2006, mantendo as propriedades sob controle das empresas ligadas às famílias Maggi e Golin.