sexta-feira, 10 abril, 2026
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Dupla é presa no Pará por ataque com explosivos a quartel da PM de Confresa

Dois homens foram presos nesta terça-feira (8), em Marabá, no sudeste do Pará, durante a terceira fase da Operação Pentágono, que investiga um ataque a uma transportadora de valores no Mato Grosso, quando criminosos fortemente armados sitiaram uma cidade e usaram explosivos na tentativa de acessar um cofre. A ação também cumpriu mandados de busca e apreensão e bloqueio de contas bancárias.

Segundo a Polícia Civil, foram presos Josivan Pereira da Silva e Pablo Henrique de Sousa Franco, investigados por participação no crime ocorrido em abril de 2023, no município de Confresa (MT). A operação no Pará foi realizada pela Superintendência Regional do Sudeste Paraense e pelo Núcleo de Apoio à Investigação (NAI) de Marabá, em ação conjunta com a Polícia Civil do Mato Grosso.


Ao todo, foram expedidas 97 ordens judiciais, sendo 27 mandados de prisão preventiva, 30 de busca e apreensão e o bloqueio de 40 contas bancárias, determinadas pela 3ª Vara Criminal de Barra do Garças (MT).

De acordo com as investigações, o grupo criminoso tinha atuação interestadual e estrutura organizada, com divisão de funções entre os integrantes. Havia núcleos responsáveis pelo comando financeiro, planejamento, execução do crime, apoio logístico nos estados do Pará e Tocantins e locação de veículos usados na fuga.

As investigações apontam ainda que a quadrilha gastou cerca de R$ 3 milhões para executar o ataque, com expectativa de obter valores elevados com o roubo.

Após a prisão, os suspeitos foram encaminhados à Seccional Urbana da Polícia Civil de Marabá. As investigações continuam para identificar outros envolvidos.

Ataque com explosivos não conseguiu acessar cofre

Em 9 de abril de 2023, cerca de 20 criminosos fortemente armados sitiaram o município de Confresa, a cerca de 1.050 quilômetros de Cuiabá, em uma ação coordenada.

Parte do grupo invadiu o quartel da Polícia Militar, rendeu agentes e incendiou o prédio. Ao mesmo tempo, outros integrantes destruíram veículos e prédios públicos, provocando pânico entre os moradores.

O principal alvo era a transportadora de valores Brinks. Os criminosos utilizaram explosivos para tentar arrombar o cofre da empresa, mas não conseguiram acessar o compartimento principal.

Sem acesso ao cofre, o grupo fugiu e abandonou veículos e parte do material usado na ação.

Não há confirmação de dinheiro roubado

Segundo as investigações, não há confirmação de valores levados no crime. A polícia aponta que, apesar da estrutura montada para o ataque, os criminosos não conseguiram concluir o objetivo principal, que era acessar o dinheiro armazenado na transportadora.

O ataque seguiu a estratégia conhecida como “domínio de cidades”, caracterizada por ações coordenadas de grupos criminosos que ocupam temporariamente um município para executar crimes de grande porte.

Nesse tipo de ação, os criminosos utilizam armamento de grosso calibre, explosivos e equipamentos táticos, além de bloquear acessos e atacar estruturas de segurança para dificultar a resposta das forças policiais.

Por G1 – MT.

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