domingo, 14 agosto, 2022
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Ministério da Saúde considera Dengue como epidemia em Canarana e mais três municípios do Mato Grosso

CANARANA – Após a queda acentuada de casos de covid-19, o país vive agora um surto de dengue que tem preocupado as autoridades de saúde. Acompanhando a tendência nacional, Mato Grosso também vem registrando aumento no número de casos da doença. Apenas nos quatro primeiros meses de 2022, no comparativo com o mesmo período do ano passado, o estado já registrou um aumento de 128,3% nas notificações.

Em meio a pandemia do novo coronavírus, a dengue não para de avançar em Canarana – MT, o que está gerando preocupações.
Trabalho dos agentes no combate o mosquito transmissor da dengue; Foto – Assessoria.

A doença, causada por um vírus, é transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti. Os principais sintomas são febre alta, erupções cutâneas e dores musculares e nas articulações. Nas formas mais graves, a dengue pode causar hemorragia interna em órgãos e tecidos, e levar à morte.

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Conforme dados divulgados pelo Ministério da Saúde na segunda-feira (02), entre janeiro e abril de 2022, foram registrados 19.382 casos de dengue em Mato Grosso. São cerca de 543 casos prováveis para cada 100 mil habitantes. O índice deixa o estado bem acima da média nacional que é de 254 casos a 100 mil habitantes. Em todo o país, no mesmo período, o crescimento foi de 113,7%.

Em Mato Grosso, os municípios com mais casos são atualmente Sinop, Canarana, Lucas do Rio Verde e Diamantino. Nestes locais, o aumento de casos já é considerado uma epidemia. Os municípios de Pontes e Lacerda, Campo Novo do Parecis e Querência já são considerados áreas de transmissão.

Segundo o boletim, no Brasil, já foram registrados 542.038 casos prováveis de dengue, entre a primeira e a décima sexta semana epidemiológica, período compreendido entre 2 de janeiro e 23 de abril de 2022. Esse número já é praticamente o mesmo que foi registrado em todo o ano de 2021, quando foram contabilizados 544 mil casos prováveis da doença.

Chikungunya em Mato Grosso

Em relação à febre chikungunya, transmitida pelo mesmo mosquito, o Ministério da Saúde informou que, até o último dia 23 de abril, foram registrados em Mato Grosso 136 casos prováveis, uma taxa de incidência de 3,8 casos por 100 mil habitantes no estado. Apesar do número ser consideravelmente menor que o da dengue, o dado é preocupante, já que corresponde a um aumento de 56% dos casos em relação ao mesmo período do ano passado.

Desde o início do ano, a chikungunya foi a causa de morte de oito pessoas no país, sendo seis apenas no Ceará. Maranhão e Mato Grosso do Sul foram os dois outros registros. No entanto, ao menos 12 óbitos seguem em investigação nos estados de Mato Grosso, Ceará, Bahia, São Paulo, Paraíba, Pernambuco, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Goiás.

Por www.pnbonline.com.br com Redação OP.

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