A Polícia Civil, por meio da Delegacia Regional de Tangará da Serra e Delegacia de Barra do Bugres, deflagrou na manhã desta terça-feira (6.5), a Operação Sentinela 2 que resultou no fechamento de um local utilizado para rinha de galos. A ação resultou no resgate de 17 galos, um cachorro, além da apreensão de uma arma de fogo e munições.
Foto: Reprodução
A operação foi deflagrada após o recebimento de denúncias sobre uma chácara, na saída para Lambari D’Oeste, onde haveria vários galos presos em gaiolas de madeira e que, aparentemente, eram utilizados em rinhas.
Diante dos fatos, as equipes policiais foram até a propriedade onde havia diversos apetrechos de rinhas como tapa bico, e protetores de espora que eram utilizados nos animais, ringue de briga de galos, assim como algumas aves mortas dentro da propriedade.
Polícia prende homem que ameaçou matar familiares que lhe hospedaram em Canarana
No local, também foram encontrados dezenas de animais presos em gaiolas, um cachorro com sinais de maus-tratos, além de ser apreendida uma arma de fogo calibre 38, com sete munições. Os animais foram recolhidos e colocados em segurança. A arma de fogo, que não possui registro, será periciada pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).
Um homem encontrado na propriedade foi conduzido a Delegacia de Barra do Bugres, onde será interrogado pelo delegado Fernando Filiu Albuquerque. Ficando comprovado o seu envolvido, o suspeito responderá pelos crimes de posse ilegal de arma de fogo e maus-tratos de animais.
ÁGUA BOA – O desaparecimento misterioso do engenheiro agrônomo Eder Tadeu Maciel Costa, completa 8 anos.
Ele teria hoje, 36 anos. Eder viajava de Água Boa para Canarana quando desapareceu.
Eder residia na época em Nova Mutum, mas estava trabalhando no Araguaia. Seu veículo Sandero prata foi encontrado com danos materiais em uma lavoura às margens de uma estrada de chão batido nos fundos da Fazenda Mantiqueira.
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O local fica a cerca de 8 quilômetros da entrada da cidade. Pertences do agrônomo foram encontrados no carro, mas não havia pistas dele. O rastreador do veículo informa que ele parou na lavoura de milheto por volta das 10hs da manhã daquela sexta-feira, 5 de maio de 2017. Eder andou com o veículo por dentro da lavoura, um fato bem estranho.
Depois disso ninguém mais teve notícias do paradeiro dele. São 8 anos do desaparecimento.
O superintendente do Sistema Famato, Cleiton Gauer, participou nesta segunda-feira (5) da coletiva de imprensa realizada pela Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (Fiemt) e pelo Sindicato das Indústrias de Bioenergia do Estado de Mato Grosso (Bioind-MT), para divulgar o balanço da safra 2024/25 de etanol de milho e cana-de-açúcar em Mato Grosso.
O evento aconteceu no auditório da Fiemt e destacou o protagonismo do estado no setor de bioenergia. Além de Gauer, participaram da coletiva o presidente da Fiemt, Silvio Rangel, e o diretor-executivo da Bioind, Giuseppe Lobo.
Foto: Fiemt
Durante a coletiva, Gauer apresentou o Panorama da Safra 2024/25 de Etanol e as perspectivas para o novo ciclo produtivo, ambos elaborados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). O estudo confirma a consolidação de Mato Grosso como o segundo maior produtor nacional do biocombustível, atrás apenas de São Paulo.
Segundo os dados do Imea, a produção estadual alcançou 6,70 bilhões de litros de etanol, o que representa um crescimento de 17% em relação à safra anterior, superando a média nacional de 3,65%. Com esse desempenho, Mato Grosso foi o estado com o maior avanço entre os cinco principais produtores do país.
O levantamento revela que o etanol de milho continua sendo o principal motor da expansão do setor. Do total de 6,70 bilhões de litros produzidos em Mato Grosso, 5,62 bilhões têm como base o milho, o que faz com que o estado responda por 68% da produção nacional de etanol de cereais. Para alcançar esse volume, a moagem do grão aumentou de 10,11 para 12,50 milhões de toneladas, resultando em uma produção de 5,62 bilhões de litros — um crescimento de 23,77%. Também houve incremento na fabricação dos coprodutos: a produção de DDG/DDGS cresceu 28,28%, chegando a 2,72 milhões de toneladas, e o óleo de milho teve alta de quase 30%, com 257,5 mil toneladas produzidas.
Em Mato Grosso, armazenagem não acompanha evolução da safra e pode gerar risco para safras futuras
Por outro lado, o etanol oriundo da cana-de-açúcar registrou uma leve retração. A moagem caiu 2,37% e a produção do biocombustível recuou 8,63%, somando 1,08 bilhão de litros. Apesar disso, o setor direcionou esforços para a fabricação de açúcar, que teve um aumento de 6,21% e atingiu 571,1 mil toneladas.
Para a próxima safra, 2025/26, a expectativa é de um crescimento de 5% na produção total de etanol em Mato Grosso, que deverá atingir 7,03 bilhões de litros. Desse total, 5,98 bilhões devem ser provenientes do etanol à base de milho, impulsionados pela entrada em operação de duas novas usinas e pelo aumento projetado na moagem do grão, que deve chegar a 13,3 milhões de toneladas. Por outro lado, para o etanol à base de cana-de-açúcar, espera-se uma queda de 2,10%, totalizando 1,08 bilhão de litros.
Além de etanol, as indústrias bioenergéticas mato-grossenses também produzem energia elétrica, grãos de destilaria e óleo de milho, além de gerar Créditos de Descarbonização (CBIOs), movimentando o mercado financeiro e contribuindo com a agenda da transição energética.
O Imea, responsável pelo levantamento, atua há 28 anos com um corpo técnico de 43 profissionais. A instituição monitora os 142 municípios de Mato Grosso, organizados em 21 microrregiões e sete macrorregiões, e mantém mais de 5 mil contatos e 300 indicadores atualizados para análise do agronegócio estadual.
Durante a apresentação, foram detalhados: o ranking nacional da produção de etanol (milho + cana); a evolução mensal da produção por tipo de produto; o comportamento dos mercados de etanol de milho e de cana; e as projeções para a safra 2033/34.
Para a safra 2033/34, a expectativa é de que a produção de etanol de milho em Mato Grosso mais que dobre, atingindo 12,62 bilhões de litros. A projeção segue a tendência de crescimento do setor, impulsionada pela entrada de novas plantas industriais e pelo aumento da capacidade das unidades já existentes.
De acordo com dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o estado de Mato Grosso tem produção estimada em 97,38 milhões de toneladas de soja e milho na safra 24/25, volume que o mantém como o maior produtor agrícola do país, responsável por 30,75% da produção nacional. No entanto, essa força produtiva esbarra em um gargalo estrutural que compromete o desenvolvimento do setor nos próximos anos, a armazenagem. Com capacidade estática, estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), de armazenar 52,29 milhões de toneladas, o Imea aponta um déficit de 45,10 milhões de toneladas.
Nos últimos 10 anos, dados da Conab indicam que a produção estadual aumentou em 51,6 milhões de toneladas, enquanto a capacidade de armazenagem saiu de 37,82 milhões de toneladas em 2015 (safra 13/14), para 52,29 milhões em 2025 (safra 23/24), um crescimento que não acompanha a evolução do volume de grãos produzidos. Considerando a expectativa de aumento de produção, o IMEA aponta que será necessário ampliar em 177,13% a capacidade de armazenagem até 2034, caso contrário, o déficit de armazenagem poderá ser 71,87% maior que o projetado para 2025, chegando a 77,51 milhões de toneladas.
Foto: Mateus Dias/Aprosoja MT.
Para o vice-presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), Luiz Pedro Bier, este problema afeta não apenas a logística, mas também a segurança econômica e estratégica do Estado. Ele lembra que a concentração do escoamento nos primeiros meses do ano gera sobrecarga nas rodovias e nos portos, com aumento do custo do frete e perda de competitividade.
“A grande maioria dos armazéns estão nas mãos de tradings e a gente precisa que esse armazém esteja na mão do produtor. Nós precisamos de linhas de financiamentos menos burocratizadas e com juros mais acessíveis. A questão da armazenagem de grãos é uma questão econômica muito importante, mas também é uma questão de soberania nacional ter o controle do próprio grão”, afirma.
Desde 2021, a campanha Armazém para Todos tem orientado produtores de todo o estado, como Rosana Balbieri Leal, de Primavera do Leste, que estava enfrentando dificuldades para ampliar o armazém que tinha em sua fazenda. Ela conta que através do simulador disponibilizado pela entidade, conseguiu calcular a viabilidade, considerando o volume de produção, a distância da propriedade, média de frete e até descontos por umidade.
“Começamos a mexer na plataforma e vimos que o armazém se pagava em dois ou três anos, devido à quantidade de frete e ao que perdia de desconto com umidade. Aumentamos o armazém para mais 160 mil sacas, totalizando 185 mil sacas. Depois de dois anos ele ficou pequeno, daí fizemos mais um silo de 100 mil sacas. Então, hoje, tem capacidade para quase 285 mil sacas de grãos, que é o suficiente para você fazer um giro legal e sair do momento crítico de preço de frete ou de questões de umidade. Você consegue colher, jogar no seu pulmão e voltar. E essa conta, hoje, em 2025, se fecha, pois ele está praticamente pago”, relata Rosana.
A agricultora ressalta que ter uma estrutura de armazenagem é um grande diferencial. “Quando você tem um armazém, você é dono do seu produto e consegue fazer um planejamento melhor dessa comercialização. A que hora vou vender e a hora que eu não vou vender, essas decisões começam a ser suas, você sai do mercado de soja disponível e entra no mercado de soja que está tendo balcão”, acrescenta.
O delegado do núcleo de Campos de Júlio, Ivo Frohlich Junior, também construiu estrutura própria e já conseguiu armazenar os grãos da safra 24/25 para garantir melhores contratos de comercialização. “A gente depositava a nossa soja na trading e no ano passado, a soja chegou em R$ 160 reais a saca na nossa região, sendo que nas tradings estavam pagando em torno de R$ 100 até R$ 110 reais, ou seja, tinha papel e não tinha grão, já hoje o que nós temos é a valorização do grão”, conta.
Segundo o produtor, o armazém foi feito para atender a primeira safra e, portanto, continuará utilizando silo bolsa para armazenagem da segunda safra. “A soja a gente sabe que o custo desse armazenamento é um pouco elevado. Então, com isso, a gente fez a estrutura somente para a soja”, enfatiza.
Meta do governador é finalizar 2026 com 30 colégios de alto padrão em todo MT
Diante da dificuldade de financiar armazéns próprios, muitos produtores avaliam a construção de armazém através de cooperativa ou em condomínio com outros produtores. “Temos muitos pequenos produtores que são os principais prejudicados e eu acredito que nós temos que unir esses pequenos produtores para eles montarem uma unidade. Nós já temos em nossa região um caso parecido, de cinco a seis produtores que se uniram e compraram uma unidade de beneficiamento, no caso, de armazenagem. Eles se uniram, produtores com 200, 300 hectares, e essa unidade já está rodando pelo segundo ano consecutivo”, afirma Junior.
Por meio da Comissão de Política Agrícola, a Aprosoja Mato Grosso continuará em busca de políticas públicas e de campanhas orientativas que incentivem a construção de silos em propriedades de pequeno e médio porte, para ampliar a capacidade de armazenamento no estado. Armazéns próprios ou em condomínio, representam uma estratégia importante para os agricultores, pois permite a comercialização da produção em momentos oportunos. Além disso, oferecem maior segurança diante de adversidades climáticas durante a colheita, fortalecem a segurança alimentar e contribuem para a soberania nacional.
O governador Mauro Mendes afirmou que, até o final de 2026, a meta do Governo de Mato Grosso é finalizar 30 novos Colégios Estaduais Integrados (CEIs) em todo o estado. Essas unidades são marcadas pelo alto padrão de qualidade e infraestrutura.
Duas delas foram entregues na manhã desta segunda-feira (5/5), no Pedra 90, em Cuiabá: o Complexo Educacional que une os CEIs 03 Mário de Castro e 04 Malik Didier. A escola estadual onde funcionava a Mário de Castro agora abriga a Escola Estadual.
O governador Mauro Mendes, durante a entrega do Complexo Educacional Foto: Mayke Toscano/Secom-MT
“Já entregamos seis colégios desse formato até agora e já publicamos a contratação de quatro obras iguaizinhas a essa no interior de Mato Grosso. Nos próximos dias, vamos publicar mais sete e nos próximos meses, até o ano que vem, teremos obras em 30 novos CEIs não só em Cuiabá e Várzea Grande, mas em várias cidades do interior de Mato Grosso”, garantiu.
Os CEIs contam com dezenas de salas de aula, ambientes modernos e integrativos, salas de descanso, laboratório de química, quadra poliesportiva, área de lazer, biblioteca, refeitório e vários ambientes projetados para estimular o aprendizado dos alunos e uma qualidade de trabalho aos profissionais da Educação.
“Estamos oferecendo aquilo que existe de melhor para os estudantes e professores. Nosso grande objetivo é colocar a educação de Mato Grosso entre as cinco melhores do Brasil, pois já avançamos muito quando saímos da 22ª posição para a 8ª. Obrigado a todos que estão nos ajudando a transformar esse sonho em realidade”, registrou.
Justiça acata pedido da ALMT e suspende cobrança de ICMS sobre energia solar
De acordo com o governador, os filhos da escola pública precisam de estrutura moderna e adequada para ter condições de competir de igual para igual no mercado de trabalho, no ingresso em uma universidade ou em outras situações que exigem ensino de qualidade.
“Eu prometi ao meu filho que, se eu tivesse a oportunidade, iria trabalhar muito com seriedade, com honestidade, para construir escolas públicas iguais ou melhores que aquelas que ele estudou na rede particular. Então hoje, eu estou aqui com muito orgulho para agradecer a todos vocês, nossos deputados estaduais, nossos secretários, todos os servidores públicos e cidadãos, porque eu estou realizando um sonho que eu sei que não é só meu, mas de todo pai que quer o melhor para o seu filho”, completou.
Também participaram do evento: o prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini; a primeira-dama de Cuiabá e vereadora Samantha Iris; os deputados estaduais Diego Guimarães e Elizeu Nascimento; os secretários de Estado Fabio Garcia (Casa Civil), Alan Porto (Educação) e Laice Souza (Comunicação); além de vereadores, secretários municipais, servidores e demais lideranças.
A desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), acatou o pedido da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e concedeu liminar suspendendo a cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre energia solar, que vinha sendo feita pela Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) e pela concessionária de energia elétrica Energisa a consumidores com micro ou minigeração de energia solar no período de setembro de 2017 a março de 2021.
A Ação de Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) foi proposta pela Mesa Diretora da ALMT no dia 9 de abril, a pedido do presidente da Comissão de Defesa do Consumidor e do Contribuinte, deputado estadual Faissal Calil (Cidadania).
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“Essa liminar representa uma vitória concreta para milhares de consumidores que investiram em energia limpa e estavam sendo penalizados injustamente. A Assembleia Legislativa cumpriu seu papel de defender o cidadão, garantindo segurança jurídica e respeito aos princípios constitucionais. Essa conquista é fruto do trabalho conjunto da Mesa Diretora, da Comissão de Defesa do Consumidor e da atuação firme do deputado Faissal”, disse o presidente da ALMT, deputado Max Russi (PSB).
Faissal Calil destacou a importância da medida e ressaltou que a cobrança já foi considerada inconstitucional pelo TJMT, no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº 1018481-79.2021.8.11.0000.
“Foi uma decisão necessária, pois vários contribuintes estavam sendo afetados em Mato Grosso, inclusive com a inclusão do nome na dívida ativa, o que impossibilita o uso de benefícios fiscais. Muitos produtores rurais têm sistemas funcionando graças à energia solar e, ao ter o nome inscrito na dívida ativa, não conseguem vender soja nem obter incentivos para se manterem competitivos no mercado. Tenho conhecimento de pessoas que até parcelaram essa dívida, uma dívida que não existe. Então, a liminar veio na hora certa e a expectativa é que seja mantida no mérito”, avaliou.
Dresch prevê quebradeira de times gigantes nos próximos anos
Na decisão proferida no dia 30 de abril, a desembargadora reforçou os argumentos apresentados pela ALMT, reconhecendo que a cobrança retroativa do ICMS afronta preceitos fundamentais da Constituição Estadual e que não há fato gerador do imposto, uma vez que não ocorre operação de circulação jurídica de mercadoria, mas sim um empréstimo gratuito de energia à concessionária.
Diante disso, determinou a suspensão da cobrança retroativa do imposto, tanto pelo Fisco quanto pela Energisa, bem como de processos judiciais ou administrativos relacionados à matéria. Além disso, proibiu novas autuações, notificações ou cobranças baseadas em manifestação técnica da Sefaz (Informação 131/2021), até julgamento do mérito da ADPF.
“Mesmo que se considere o aspecto temporal, a matéria de fundo guarda relevância e envergadura jurídica, envolvendo, no mínimo, uma conveniência na concessão liminar, traduzida pela extensão do debate, para evitar prejuízos significativos à sociedade, à economia ou à ordem pública. Trocando em miúdos, os efeitos decorrentes da continuidade da cobrança são exponencialmente superiores aos danos de uma suspensão até o julgamento definitivo”, diz trecho da decisão liminar.
O procurador do Legislativo Estadual, João Gabriel Perotto Pagot, considerou a decisão significativa e enfatizou o caráter inédito da ação. “Trata-se de um marco importante, por se tratar da primeira ADPF proposta no estado de Mato Grosso, fruto da iniciativa da Mesa Diretora e da Comissão de Defesa do Consumidor e do Contribuinte. A medida é fundamental para o restabelecimento da segurança jurídica e para a proteção dos consumidores, que vinham sendo cobrados indevidamente”, declarou.
O presidente do Cuiabá Esporte Clube, Cristiano Dresch, prevê uma quebradeira em massa, nos próximos dois anos, de grandes times das séries A e B do Campeonato Brasileiro.
De acordo com o Dresch, o atual modelo de administração esportiva tem levado muitos clubes à falência, devido à falta de planejamento a longo prazo.
O presidente do Cuiabá Esporte Clube, Cristiano Dresch, que critica o modelo associativo – Foto: Reprodução
Diante dessa situação, ele afirmou que haverá uma mudança na forma como os clubes são geridos no Brasil.
“Eu vejo o futebol brasileiro passando por uma transição, uma transição dolorosa, disso não temos dúvidas. Você pode ter certeza de que, no prazo de um, dois, três anos no máximo, vamos ter vários clubes enormes, gigantes da Série A e Série B, indo à falência”, afirmou em entrevista ao programa Jovem Pan Esportes, da rádio Jovem Pan.
“Prorrogação de incentivos fiscais mantém preços baixos para a população mato-grossense”, afirma governador
“A gente não pode ter, à frente de instituições que faturam R$ 600, R$ 700, R$ 800 milhões, até R$ 1 bilhão por ano, pessoas que estão ali pensando só no hoje. Gente que não tem nenhuma preocupação com o que vai acontecer com o clube daqui a três anos, que não assume responsabilidade alguma pelo futuro da instituição”, completou.
Dresch ainda citou o exemplo da forma como o Cuiabá é administrado como empresa, o que, segundo ele, facilita a organização financeira do clube.
“Acho que isso facilita muito a gestão. Transforma o dia a dia do clube em algo muito parecido com o de uma empresa comum. Apesar de lidarmos com um jogo de resultado imprevisível, a gestão, a organização, o planejamento e a responsabilidade são totalmente diferentes do que a gente vê hoje no Brasil”, acrescentou.
CANARANA – Na manhã desta segunda-feira (05.05), um acidente registrado em Canarana – MT envolveu um veículo de passeio e uma motocicleta, causando significativos danos materiais e ferimentos em duas pessoas.
Segundo o boletim de ocorrência, a colisão ocorreu por volta das 11:10h na Avenida São Paulo, na altura da rotatória para o Loteamento Flamboyant III. A condutora de um Chevrolet Onix relatou que seguia no sentido Centro-Bairro e, de forma inesperada, abalroou-se contra o outro veículo, uma Honda CG 125 Fan, que trafegava cruzando o fluxo de trânsito.
De acordo com as informações, a condutora do carro não percebeu a aproximação da motocicleta. Após o impacto, a condutora parou imediatamente para prestar socorro às vítimas, sendo elas encaminhadas ao Hospital Municipal Lorena Parode.
Os danos materiais foram expressivos para ambos os veículos. No tocante às vítimas, o condutor da moto, de 37 anos, sofreu escoriações com maior intensidade no pé direito, enquanto o passageiro, de 41 anos, apresentou ferimentos graves, necessitando de intubação e internação para tratamento. Ambos foram devidamente atendidos pela equipe médica presente no local.
O caso seguiu para a Delegacia de Policia local. Ambos os veículos e condutores estavam com documentação em dia.
BARRA DO GARÇAS – Por medida de segurança aos banhistas e trabalhadores, o Parque Municipal das Águas Quentes permanecerá fechado por um mês, a partir desta segunda-feira, 5 de maio, para cumprir a etapa de manutenção elétrica na reforma do local. O fechamento seguirá até o dia 5 de junho.
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Após a conclusão das instalações elétricas, o parque voltará a funcionar parcialmente, permitindo que a reforma do local siga por etapas. O funcionamento total do parque volta quando a obra for concluída.
Com um investimento superior a R$ 2 milhões, a revitalização do Parque das Águas Quentes contemplará, além das instalações hidráulicas e elétricas, a reforma dos vestiários, melhorias no paisagismo, recuperação dos reservatórios, instalação de quiosques, reforma das pontes e adequação da acessibilidade aos banhistas. As piscinas receberão um revestimento especial em tinta epóxi, o que aumenta sua durabilidade e resistência.
Incentivos fiscais impulsionam investimentos e geração de empregos em Mato Grosso
A Secretaria de Turismo agradece a compreensão de todos e reforça que os ajustes são fundamentais para continuar oferecendo um ambiente agradável, seguro e confortável para moradores e turistas.
CUIABÁ – O Relatório Anual de Desempenho dos Programas de Incentivos Fiscais de Mato Grosso referente ao exercício de 2024 revelou, mais uma vez, a eficácia das políticas públicas de fomento à economia estadual. Para cada R$ 1 de renúncia fiscal concedida, R$ 2,24 retornaram em forma de investimentos diretos pelas empresas beneficiadas pelos programas Prodeic, Proder e Proalmat.
No período de 2020 e 2024, a renúncia fiscal somou R$ 22,4 bilhões, enquanto os investimentos diretos ultrapassaram R$ 62,5 bilhões; Foto – Assessoria/Sedec.
No período de 2020 a 2024, a renúncia fiscal somou R$ 22,4 bilhões, enquanto os investimentos diretos ultrapassaram R$ 62,5 bilhões, o que representa um retorno de R$ 2,79 para cada R$ 1 concedido em incentivo.
“A relação do benefício concedido e o retorno em investimentos e empregos seguem positivos e essa é uma política que fomenta o crescimento dos setores industrial e agropecuário, modernização da infraestrutura produtiva, ampliação da competitividade regional e incremento indireto na arrecadação estadual”, destacou o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda.
Conforme o relatório, a Região Sudeste de Mato Grosso concentra o maior número de empresas incentivadas, com 2.463 inscritos, seguida pelas regiões Médio Norte (1.922) e Centro-Sul (1.019). O destaque da Sudeste se justifica pela infraestrutura consolidada e condições favoráveis à produção agroindustrial, além da posição estratégica para o escoamento de mercadorias.
Por outro lado, em volume de investimentos, a liderança é da Região Médio Norte, com R$ 3,47 bilhões aplicados em 2024, seguida pelas regiões Sudeste (R$ 2,63 bilhões) e Nordeste (R$ 2,5 bilhões). Essa injeção de capital fortaleceu a capacidade produtiva, modernizou instalações industriais e contribuiu diretamente para o fortalecimento das economias locais.
Os valores dos investimentos das empresas beneficiadas tiveram redução de 2024, atingindo R$ 12 bilhões, enquanto em 2023 foram de R$ 18 bilhões. Segundo o presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Sílvio Rangel, isso ocorre porque os investimentos realizados pelas indústrias não seguem uma trajetória linear, ou seja, uma empresa não realiza aportes robustos todos os anos.
“Os investimentos industriais, especialmente os de grande porte, envolvem planejamento de médio e longo prazo, altos custos e, muitas vezes, períodos de maturação antes de gerar retorno. Ou seja, uma indústria pode investir fortemente em determinado ano na compra de máquinas, ampliação de estrutura ou modernização de processos e, nos anos seguintes, focar na consolidação desses investimentos e no aumento da produtividade com base na estrutura já instalada. Por isso, é natural que o volume de investimentos oscile de um ano para o outro, sem que isso signifique retração ou desinteresse, mas sim uma estratégia empresarial consistente”.
Resultados por programa
No Prodeic, o faturamento total de vendas internas e interestaduais das empresas incentivadas em 2024 foi de R$ 72,9 bilhões, com destaque para o crescimento na diversidade de produtos fabricados no Estado. As empresas incentivadas registraram 1.039 NCMs distintas, um aumento de mais de 51% em cinco anos. Produtos ligados a biocombustíveis e indústria alimentícia somaram mais de R$ 39 bilhões em vendas.
Já o Proder, voltado ao desenvolvimento rural, destacou-se com vendas interestaduais que ultrapassaram R$ 1 bilhão em 2024, um crescimento de 13,8% em relação ao ano anterior. As cadeias produtivas do gado bovino e do feijão foram os destaques.
No Proalmat, específico para a cadeia do algodão, registrou um faturamento de R$ 18,3 bilhões, 51,17% superior ao de 2023. A arrecadação do Fethab ligada ao setor alcançou R$ 376 milhões, com aumento de 62,1%.
A consolidação dos dados foi possível por meio do Sistema de Monitoramento de Benefício Fiscal (SIMBEF), lançado no final de 2024. A ferramenta digital permite o envio ágil e seguro de informações pelas empresas beneficiadas, promovendo transparência e eficiência no acompanhamento dos resultados.