sábado, 2 maio, 2026
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Polícia Civil prende caminhoneiro e apreende carregamento de Pau Brasil ilegal em Confresa

A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Confresa (1.050 km de Cuiabá), realizou, entre a noite de segunda-feira (28.4) e a manhã de terça-feira (29.4), a prisão de um homem 38 anos e a apreensão de aproximadamente 600 lascas de madeira do tipo Pau Brasil.

A ação teve início por volta das 20h40, quando uma equipe da Derf Confresa abordou o suspeito, em um caminhão Mercedes Benz 1511 azul, na Estrada PA Porto Velho, que dá acesso à Aldeia Urubu Branco, na zona rural de Confresa.

Foto: Polícia Civil – MT

Ao verificar a carroceria do caminhão, os policiais constataram que havia lascas de Pau Brasil. Questionado, o suspeito afirmou que havia carregado aproximadamente 300 lascas da madeira em uma propriedade rural de Confresa e que o material deveria ser entregue em uma propriedade rural de Santa Terezinha (1.195 km de Cuiabá).

O caminhão e as lascas foram apreendidos e o suspeito foi conduzido até a Delegacia de Confresa.

Já na manhã desta terça-feira (29.4), a equipe de investigadores foi até o local em que o suspeito havia realizado o carregamento, pois ele afirmou que havia a mesma quantidade de madeira no local para uma segunda viagem.

No local, os policiais encontraram mais, aproximadamente, 300 lascas cortadas e empilhadas em carreadores, prontas para o transporte. Havia, ainda, uma motocicleta abandonada e diversos itens utilizados para o corte das madeiras, como galões de óleo e combustível.

Segundo o delegado Bruno Gomes, o local investigado já é conhecido das forças policiais pela extração de madeira. As investigações continuam para apurar os demais envolvidos no caso.

Por Karina Cabral | Polícia Civil – MT.

Epac realiza jogos festivos alusivos a inauguração da iluminação de led do campo de futebol

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A Epac (Escolinha de Pais e Amigos de Canarana) realizou, no dia 28 de abril, um jogo de futebol alusivo a Inauguração Oficial da Iluminação de Led do Campo de futebol onde são realizados os treinos. Os equipamentos foram adquiridos após a escola se inscrever no Fundo Social do Sicredi.

O Projeto ASSOC. EPAC Mudando vidas por meio do esporte, recebeu R$35.000,00 para a execução do projeto que está sendo inaugurado hoje. Com o valor, foi possível comprar um bebedouro, uma máquina de cortar grama além da instalação da iluminação.

“O nosso objetivo é esse. Tudo que gerarmos de riqueza, devemos fazer retornar ao local de onde foi produzido, e esse recurso foi produzido aqui em Canarana, então, nada mais justo que reinvestir e fazer com que se multiplique gerando riqueza novamente, e ele vai gerar mais riqueza formando essas crianças e jovens que estão aqui, e vão se tornar no futuro grandes profissionais, assim como muitos que trabalham no Sicredi e passaram por essa escola”, informou o presidente da Sicredi Araxingu, Martim Steffenon.

Para a inauguração, os representantes da escola organizaram uma partida de futebol entre os alunos da Epac e o Sicredi.

“Espero que o Sicredi vença essa partida de futebol”, ressaltou o presidente da cooperativa ao brincar com o público.

O Fundo Social, foi criado em 2018 e é um recurso financeiro que tem como objetivo alavancar e apoiar entidades em prol do desenvolvimento da nossa região. Quanto mais os associados investirem no Sicredi, maior será o apoio aos projetos das comunidades. Juntos construímos uma sociedade mais próspera.

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Por Assessoria.

Passageira é presa com drogas em ônibus na BR-070 em Barra do Garças

BARRA DO GARÇAS – Uma mulher foi presa com drogas dentro da bagagem, na manhã desta segunda-feira (28), em Barra do Garças. O flagrante ocorreu durante fiscalização a um ônibus interestadual, no km 17 da BR-070.

Foto: PRF

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a passageira foi abordada dentro do veículo que fazia a linha Guarantã do Norte/MT a Goiânia/GO.

Em vistoria à bagagem da suspeita, foram encontrados aproximadamente 5,3 kg de skunk (supermaconha) e 0,74 kg de pasta base de cocaína. Questionada, ela alegou desconhecer o conteúdo da mala e que havia recebido a bagagem do irmão na rodoviária de Peixoto de Azevedo/MT.

Ela foi presa em flagrante e encaminhada para a Polícia Civil de Barra do Garças.

Por Semana 7.

Vereadores trocam xingamentos e socos no plenário em Figueirópolis D’Oeste

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Os vereadores da Câmara Municipal de Figueirópolis D’Oeste (a 400 km de Cuiabá, José Lucas da Silva, conhecido como Luquinhas (PSDB) e Geraldo de Assis Rocha, o Gê (Republicanos), trocaram socos e xingamentos durante a sessão plenária realizada na manhã desta segunda-feira (28). A total falta de decoro dos parlamentares foi filmada e o vídeo circula nas redes sociais.

Foto: Reprodução

A confusão ocorreu quando Luquinhos, que também é primeiro-secretário da Casa de Leis, utilizava a tribuna para reclamar da falta de companheirismo entre os parlamentares. “Cadê o companheirismo, não está tendo”, apontou.

Nesse instante, ele foi interrompido pelo colega que estava com o microfone cortado e acabou se irritando. “Ah, me respeita, vai pra put# que pariu, rapaz”, disparou Luquinhas, já com tom de voz alterado.

Diante da ofensa, Geraldo, que estava sentado na mesa ao lado, se levantou e avançou em Luquinhas, que revidou.

O volume do microfone foi reduzido, enquanto outros vereadores buscavam interromper a briga.

A transmissão da sessão seguiu normalmente e registrou as agressões. Veja o vídeo abaixo:

Por AllanMesquita | GazetaDigital.

STF autoriza Estado a cortar incentivos de empresas que aderirem à moratória da soja

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O ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, autorizou o Governo de Mato Grosso a não conceder incentivos fiscais a empresas adeptas da moratória da soja. Dino reconsiderou parcialmente sua própria decisão liminar e restabeleceu a Lei Estadual nº 12.709/2024, a partir de 1º de janeiro de 2026.

A decisão atendeu a pedido do governador Mauro Mendes, que recorreu da suspensão da lei, em dezembro de 2024. Sem a lei estadual, empresas praticavam a moratória da soja contra produtores mato-grossenses.

Crédito – Divulgação/STF

“Reafirmo que a adesão das empresas à Moratória da Soja é decisão livre, no exercício da iniciativa privada. Entretanto, em um novo exame, parece-me razoável que o Estado não seja obrigado a conceder incentivos fiscais ou terrenos públicos a empresas que atuem em desconformidade com a visão de ajustamento aos marcos legais que entraram em vigor após a celebração da Moratória da Soja”, destacou Dino, em sua decisão.

A moratória da soja é um acordo de 2006 firmado entre algumas empresas exportadoras, que veda a compra de soja plantada em áreas desmatadas da Amazônia, ainda que o desmate tenha ocorrido dentro da lei.

No entanto, o Código Florestal Brasileiro é um dos mais restritivos do mundo. No caso da Amazônia, os proprietários de terra devem manter 80% da área preservada e podem produzir em apenas 20%. E até mesmo a abertura de área legal fica prejudicada com a moratória da soja, que desrespeita a legislação brasileira, por isso, Mato Grosso criou a lei 12.709/24.

“Vale dizer: o poder público, no caso, deve respeitar a iniciativa privada; mas, por outro lado, o poder público não é obrigado a conceder novos benefícios a empresas que resolvam exigir o que a lei não exige”, apontou o ministro.

Conforme a lei estadual, ficam vedados os benefícios fiscais e a concessão de terrenos públicos a empresas que “participem de acordos, tratados ou quaisquer outras formas de compromissos, nacionais ou internacionais, que imponham restrições à expansão da atividade agropecuária em áreas não protegidas por legislação ambiental específica, sob qualquer forma de organização ou finalidade alegada”.

A lei prevê que o descumprimento dessas regras resulta na “revogação imediata dos benefícios fiscais concedidos e na anulação da concessão de terrenos públicos”, prevendo até mesmo que a empresa tenha que devolver o benefício recebido de forma irregular, “bem como a indenização pelo uso de terreno público concedido em desacordo com este diploma”.

A decisão final caberá ao Plenário do STF.

Por Secom-MT.

Empresários chineses visitam Canarana com interesse na exportação de gergelim

CANARANA – Empresários chineses estiveram na semana passada em Canarana-MT para conhecer a produção de gergelim e prospectar negócios para exportação do grão.

A empresa, que já atua no Brasil exportando madeira e amendoim, agora mira também o gergelim. Em um primeiro momento, eles não investirão em armazéns próprios, mas pretendem contratar empresas locais já instaladas para o beneficiamento do grão.

Foto: Assessoria

Durante a visita, os empresários se reuniram com representantes da Prefeitura Municipal, da Câmara de Vereadores, do Sindicato Rural, além de empresários e produtores. A comitiva visitou lavouras e armazéns, conhecendo de perto a estrutura local.

A expectativa é que os negócios se iniciem já nesta safra, cuja colheita começa em junho, com a formalização de contratos.

Nesta safra, Canarana plantou cerca de 120 mil hectares de gergelim. O município também beneficia a produção vinda de outros municípios e estados.

Os chineses sinalizaram interesse no “gergelim doce”, variedade de menor teor de óleo, voltada para o consumo humano. Atualmente, a variedade predominante em Canarana é a K3, destinada principalmente para produção de óleo.

O encontro reforçou a necessidade de investimentos em pesquisa agrícola para diversificar as variedades de gergelim, visando atender novos mercados como o chinês, que foi aberto para o produto brasileiro neste ano de 2025.

Com a consolidação da cultura em Canarana, cresce a expectativa de atração de novos compradores e investidores, além da possível instalação de indústrias para agregar valor ao grão.

Por O Pioneiro.

STF nega confisco de terra e autoriza desapropriação por interesse social

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), manteve a lei atual e rejeitou a tese que poderia aplicar o confisco de terras aos proprietários de imóveis condenados por desmatamento ilegal em área nativa e incêndios florestais.

A decisão foi dada nesta segunda-feira (28/4). Na ação em questão, que trata de medidas para combater crimes ambientais, havia sido levantada a hipótese da perda de terra nesses casos, aplicando o artigo 243 da Constituição, que prevê essa possibilidade para quem planta maconha ou produz cocaína.

Foto: Marcos Vergueiro/Secom-MT

Porém, essa tese foi rejeitada por todos os estados (incluindo Mato Grosso), bem como nos pareceres da Procuradoria Geral da República e da Advocacia Geral da União.

De acordo com Dino, é “juridicamente inviável” a aplicação analógica do artigo 243 da Constituição Federal nesse tipo de situação.

O ministro, no entanto, ressaltou que a legislação atual já permite a desapropriação por interesse social nos casos onde não haja a “utilização adequada dos recursos naturais ou de não cumprimento do dever de preservação do meio ambiente”.

“A União e os Estados devem ser intimados para que: a) adotem instrumentos normativos e operacionais que impeçam a regularização fundiária de áreas em que se constate de forma inequívoca, a prática de ilícitos ambientais e b) promovam ações de indenização contra proprietários de terras que sejam responsáveis por incêndios dolosos e dematamento ilegal”, diz trecho da decisão.

Da Redação.

Sicoob Primavera marca presença em mais uma edição da Fencoop

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O Sicoob Primavera participou, nos dias 24, 25 e 26 de abril, de mais uma edição da Fencoop — Feira do Cooperativismo, promovida pela OCB/PA — realizada na Estação das Docas, em Belém do Pará. O evento, referência no fortalecimento do cooperativismo na região Norte, reuniu 112 cooperativas em estandes de exposição e atraiu centenas de visitantes com uma programação diversificada de negócios, inovação e integração entre as cooperativas.

Com um estande acolhedor e dinâmico, o Sicoob Primavera esteve ao lado das cooperativas irmãs Sicoob Coesa e Sicoob Coimppa, mostrando a força do sistema cooperativista e os diferenciais do Sicoob para o desenvolvimento financeiro e social das comunidades. Colaboradores e presidentes das três cooperativas estiveram presentes no atendimento ao público, apresentando soluções financeiras completas para pessoas físicas, empresas e produtores rurais, além de divulgar as vantagens de fazer parte de uma instituição financeira cooperativa.

“A Fencoop é uma vitrine importante para mostrar como o cooperativismo transforma vidas. Para o Sicoob Primavera, estar presente reforça nosso compromisso com a promoção do desenvolvimento econômico, sempre de maneira sustentável e colaborativa”, destacou o presidente do Sicoob Primavera, Edson Luiz Dapper.

A participação no evento também fortaleceu a integração entre os colaboradores das cooperativas, promovendo a troca de experiências e o incentivo às boas práticas cooperativistas.

Programação
O evento teve início no dia 23 de abril, com a Assembleia Geral Ordinária da OCB/PA, realizada no auditório da Estação das Docas, e contou com a presença do presidente do Sicoob Primavera, Edson Luiz Dapper.

Com uma programação voltada à inovação, intercooperação e desenvolvimento regional, as cooperativas paraenses tiveram a oportunidade de realizar grandes negócios.
O cooperativismo feminino também ganhou ainda mais força com mais uma edição do Encontro de Mulheres Cooperativistas, promovido pelo Sistema OCB/PA, na Assembleia Legislativa do Estado.

Durante a feira, também ocorreu o Encontro de Jovens Cooperativistas e a criação do Comitê Jovem Paraense, reforçando o incentivo à formação de novas lideranças no cooperativismo.

No estande do Sicoob, houve muita interatividade com o mascote Sipaguito — a maquininha de cartão do Sicoob. Brincadeiras, distribuição de picolés, pipoca, doces e brindes personalizados garantiram a alegria dos visitantes.

Sobre o Sicoob Primavera
Com mais de 70 mil cooperados em 33 agências, o Sicoob Primavera atua nos estados do Pará e Mato Grosso, promovendo o acesso a soluções financeiras justas e contribuindo para o crescimento das comunidades onde está inserido, sempre sob o propósito de ser “mais que uma escolha financeira”.

Por Assessoria.

​Governo de Mato Grosso avança em projeto de pavimentação de rota que vai ligar Porto Alegre do Norte até Canarana

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QUERÊNCIA – O Governo de Mato Grosso está intensificando os esforços para a pavimentação da rodovia MT-109, visando melhorar a infraestrutura viária e promover o desenvolvimento socioeconômico na região do Araguaia/Xingu.​

A MT-109, que conecta Querência ao distrito de Espigão do Leste, possui uma extensão de aproximadamente 165 km. Atualmente, os trabalhos de pavimentação estão em andamento, com a expectativa de que até o final do ano sejam concluídos os primeiros 62 km de asfalto, partindo de Querência em direção ao interior. Restarão, portanto, 103 km a serem pavimentados até Espigão do Leste.

MT-109 a partir de Querência já tem 10 km asfaltados; Foto – OP.

Recentemente, o governador Mauro Mendes e o vice-governador Otaviano Pivetta autorizaram a elaboração do projeto para a pavimentação dos 103 km restantes, fortalecendo o compromisso do Estado com a melhoria da infraestrutura na região.​ A informação foi confirmada pelo OPioneiro junto à Assessoria de Imprensa da Sinfra (Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística de Mato Grosso) e ao ex-prefeito de Querência, Fernando Gorgen.

Além dos avanços entre Querência e Espigão do Leste, a pavimentação do trecho da MT-109 entre Espigão do Leste e Canabrava do Norte, cerca de 80 km, também está em andamento. De Canabrava do Norte até a BR-158, próximo a Porto Alegre do Norte, a rodovia já é asfaltada.

No sentido sul de Querência, a MT-109 se estende até Canarana, totalizando 110 km. Desse trecho, 72 km já possuem projeto pronto, entregue ao Governo do Estado, restando cerca de 40 km para a elaboração do projeto. Essa rota, quando completamente pavimentada, criará uma alternativa à BR-158 no eixo norte-sul da região Araguaia/Xingu.

A pavimentação da MT-109 é estratégica para a integração regional, facilitando o transporte de produtos agrícolas, melhorando o acesso a serviços e impulsionando o desenvolvimento econômico. A iniciativa demonstra o compromisso do Governo de Mato Grosso com o Vale do Araguaia/Xingu, promovendo a conectividade e a prosperidade na região.

Por Rafael Govari para OPioneiro.

Venda de megafazenda ao BTG é anulada em Mato Grosso

A Justiça de Mato Grosso cancelou a compra de uma das maiores fazendas de soja do Centro-Oeste por considerar o preço do negócio vil, gerando enriquecimento sem causa ao comprador, o BTG Pactual.

O negócio foi feito por leilão, em 2018, no qual o Banco Sistema (antigo Bamerindus), adquirido pelo BTG, arrematou a propriedade da Camponesa Agropecuária na Chapada dos Guimarães (67 km ao Norte de Cuiaá) por R$ 130,5 milhões.

Foto: Reprodução

Laudo apresentado pela proprietária à Justiça, no entanto, apontou que a propriedade estava avaliada em mais de R$ 500 milhões. No mercado, a fazenda é avaliada hoje em mais de R$ 1 bilhão.

“A arrematação pela quantia de R$ 130.548.576,02 caracteriza-se, sim, preço vil”, escreveu a juíza Milene Aparecida Pereira Beltramini. “Frise-se que o bem penhorado trata-se de grande propriedade rural, com cerca de 24.910 hectares, produtiva e com inúmeras benfeitorias e maquinários. E, até mesma a situação do Estado no cenário econômico teve um avanço em razão do impulso promovido pelo agronegócio, impulso este que, também, influenciou no valor da área rural.”

No processo, que tramita na 1ª Vara Cível de Rondonópolis (212 km ao Sul de Cuiabá), a Camponesa Agropecuária afirma não ter sequer sido consultada sobre o leilão.

Inicialmente, o edital do certame anunciava a fazenda por R$ 190 milhões, baseando-se em avaliação patrimonial de 2012.

Posteriormente, esse valor foi atualizado para R$ 261 milhões. A Justiça considerou, porém, que esse preço fixado ainda estava defasado.

USO DE CRÉDITO DE TERCEIROS – A decisão de cancelar o resultado do leilão também se deu porque, apesar de a fazenda ter sido dada como garantia em empréstimos junto ao BTG (via Banco Sistema), o banco também usou a dívida de outra empresa do grupo com o banco —a Laranjal Agropastoril— como crédito na compra da fazenda de soja da Camponesa.

No leilão, o banco propôs quitar as dívidas de R$ 54,6 milhões, da Agrosparil, e de R$ 75,8 milhões, da Camponesa, em troca da fazenda.

Beltramini barrou a proposta. A juíza considerou que, embora pertencessem à mesma família, as dívidas das duas empresas não tinham relação entre si. Não havia aval de uma a outra, fiança ou qualquer outra garantia que permitisse a utilização da dívida da Laranjal na composição do lance do leilão.

NEM SEGURO, NEM NADA – Durante o processo, uma perícia mostrou ainda que a dívida de R$ 75,8 milhões da Camponesa Agropecuária era menor, de R$ 43,1 milhões.

No processo, o banco alegou o pagamento do seguro fiança após o encerramento do leilão no valor de R$ 71 milhões. No entanto, a juíza informou inexistir previsão legal para utilização de seguro fiança como forma de pagamento.

Consultado, o banco disse que não comenta processos judiciais em andamento. Ainda cabe recurso.

Com Stéfanie Rigamonti

Por Coluna Painel
Da Folha de S. Paulo.