Nesta segunda-feira (27), a primeira-dama de Água Boa Juliana Rosa de Souza Kolankiewicz (MDB) se tornou a primeira deputada federal do Vale do Araguaia. Juliana, que foi suplente na última eleição, assume por quatro meses uma cadeira na Câmara dos Deputados em Brasília (DF), após o deputado Juarez Costa (MDB) se licenciar.
Juliana Kolankiewicz durante pronunciamento do compromisso regimental no Plenário da Câmara. Foto: Reprodução/TV Câmara
Com o seu histórico à frente da Ação Social de Água Boa, papel crucial no desenvolvimento e bem-estar da comunidade local, Juliana Kolankiewicz agora será a primeira mulher a representar o Vale do Araguaia no Congresso Nacional, um marco na política de Água Boa e região.
Obra da BR-158 inicia ‘após desabafo’ do Dr. Eugênio; ele agradece ao ministro e senador e diz que cobrança vai continuar
Iniciando o seu trabalho como deputada federal, Juliana alega que já tem benfeitorias que serão batalhadas para o Vale do Araguaia na área da logística, como o asfaltamento dos trechos das BRs 158 e 242, além do acompanhamento e cobrança dos serviços da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (FICO).
Deputado Dr. Eugênio de Paiva (PSB) usou a tribuna da Assembleia Legislativa para dizer que “após desabafo” e cobrança feita por ele e autoridades de Mato Grosso sobre a retomada da pavimentação da rodovia BR-158, as obras começaram no trecho de 12 Km. Dois trechos de 195 Km têm investimento de cerca de R$ 428 milhões.
Ele cobrou o ministro dos Transportes Renan Filho em sessão no final de abril e durante o XII Fórum Político da Dinâmica de Empreendimentos e Empreendedores, em Porto Alegre do Norte, no início deste mês.
Foto: Ronaldo Mazza/ALMT
Dr. Eugênio agradeceu a interlocução e a defesa pela retomada da obra da BR-158 feita pelo ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, e pelo senador Jayme Campos junto ao ministro dos Transportes.
“Eu não sei se foi fruto desse desabafo lá, mas, passados 10 dias, as máquinas estão lá trabalhando”, disse na sessão desta quarta-feira (22/5). “Nós temos que cobrar mesmo. Espero que o ministro dos Transportes, Renan Filho, não fique apenas nesses 12 Km da pavimentação da BR-158, que liga Porto Alegre do Norte até localidade do Bar do Luizinho”, cobrou Dr. Eugênio.
“Se passaram nove meses da ordem de serviço para pavimentação da BR-158, evento realizado pelo ministro dos Transportes, Renan Filho. E passados nove meses não havia acontecido absolutamente nada”, explicou o deputado.
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O deputado já havia cobrado a retomada da construção da BR-158 durante todo o seu primeiro mandato e neste segundo mandato. Ele intensificou cobranças em reuniões, encontros e audiências no Araguaia e em Brasília.
Ordem de serviço
O ministro Renan Filho lançou a ordem de serviço da obra no final de setembro do ano passado, em Porto Alegre do Norte, no trecho entre o município e o entroncamento da BR-242, em Alto Boa Vista. E de Alto Boa Vista até Bom Jesus do Araguaia.
A BR-158 tem previsão de investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do Governo Federal, e contempla o trecho cobrado pelo Dr. Eugênio, e que contorna a Terra Indígena Marãiwatsédé, dentro dos territórios dos municípios de Alto Boa Vista, Bom Jesus do Araguaia e São Félix do Araguaia.
O PAC foi anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em agosto de 2023, no Rio de Janeiro. Em Mato Grosso, o investimento do PAC é de R$ 60,6 bilhões, segundo o Ministério da Casa Civil.
Rodovia federal BR-158
A rodovia federal BR-158 interliga os maiores municípios do Araguaia, sempre paralela ao rio Araguaia, na divisa de Mato Grosso com os Estados de Goiás e Tocantins.
Ela atravessa toda a região Araguaia de Sul para o Norte e adentra no Estado do Pará. Com cerca de 4 mil Km, a BR-158 liga o Rio Grande do Sul até ao Pará. E passa pelas principais regiões produtoras do agronegócio do Brasil e do desenvolvimento nacional, o que contempla ainda Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná e Santa Catarina.
O número de pedidos de recuperação judicial atingiu um pico de seis anos em abril, segundo dados do Indicador de Falências e Recuperação Judicial da Serasa Experian.
Ao todo, 184 empresas abriram processos de proteção no mês, superando os 183 pedidos do mês anterior.
O resultado é o terceiro pior da série histórica da Serasa Experian, ficando atrás dos meses de setembro de 2016 (244) e de março de 2018 (190).
Pedidos praticamente dobraram no ano – Foto: Pixabay
A variação pode ter sido pouca no mês, mas comparado a abril de 2023, a quantidade de empresas pedindo recuperação judicial é 97,8% maior.
Apesar do ciclo de corte de juros iniciado pelo Banco Central em agosto, a avaliação é de que o efeito da Selic alta ainda pesa no caixas das empresas, colocando obstáculos para que quitem suas dívidas e se reorganizem financeiramente.
“Enquanto a inadimplência não cair, o que envolve negociações com credores e a implementação de estratégias para aumentar a receita e cumprir com pagamentos, as recuperações judiciais continuarão subindo”, pontua o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi.
Além do efeito a longo prazo dos juros altos, o professor do Ibmec e especialista em recuperação judicial, Luís Fernando Guerrero, aponta que o impacto da pandemia ainda pesa na recuperação das empresas.
“Contratos mais antigos tiveram prazos ajustados, foram repactuados e estão vencendo agora ou credores tomaram medidas de execução recentemente. Contratos foram feitos durante a pandemia levando em conta cenários de crescimento que posteriormente não se efetivaram como esperado”, aponta Guerrero.
“Naquele momento, muitos contratos foram celebrados ou repactuados para cumprimento ou pagamento em um momento futuro. Esse momento futuro chegou.”
Em oito anos, o Governo de Mato Grosso pode dobrar o número de pontes de concreto existentes nas rodovias estaduais de Mato Grosso. A atual gestão estadual já entregou 197 pontes e trabalha para concluir mais 180 até 2026, elevando o número até 754. Em 2019, eram 377 pontes de concreto.
A informação foi dada pelo secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, durante participação no AgroFórum da BTG Pactual, nesta quinta-feira (23.05). . Ao lado do CEO da Rumo Logística, Pedro Palma, o secretário participou do painel “Expansão Logística do Agronegócio”, mediado pelo sócio do BTG, Lucas Marquiori.
Mayke Toscano/Secom-MT
“Desde 2019 nós executamos mais de 3.500 quilômetros de asfalto novo e construímos 197 pontes de concreto. Estamos interligando todas as cidades de Mato Grosso, levando infraestrutura para melhoria da logística de escoamento da produção de Mato Grosso, mas também para a qualidade de vida e direito de ir e vir da população”, disse.
O secretário afirmou que Mato Grosso tem a maior malha rodoviária do país, com quase 33 mil km de rodovias, e é o maior produtor agrícola do Brasil. Isso cria um desafio para a logística que o Estado precisa resolver. Ele lembrou que o crescimento agrícola mato-grossense é recente.
“Nós fomos divididos em 1977. Somos crianças perto da história desse país. Em 1977 não tinha milho, soja, algodão, não tínhamos nem asfalto ligando aos grandes centros. A única coisa que tínhamos era o fato de ser o centro da América do Sul. E ser o centro da América do Sul significa que nós ficamos longe de tudo. Hoje nós estamos com essa obrigação de levarmos infraestrutura para suprir essa potência de produção”, afirmou.
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Marcelo destacou outros investimentos que o Estado realiza, como R$ 2,5 bilhões em convênios com os municípios, a substituição de pequenas pontes de madeira por aduelas de concreto e a entrega de máquinas para que prefeituras, associações e consórcios façam a manutenção de rodovias não pavimentadas.
Além disso, há um grande investimento em novos corredores logísticos, como as MTs 140 e 130 que cortam o Estado de Norte a Sul e a MT-242, que faz a ligação entre o leste e o oeste. Todas essas obras criam a perspectiva de que Mato Grosso vai continuar crescendo nos próximos anos.
“Nós não tinhamos nada e hoje somos essa potência. Continuem acreditando em Mato Grosso, porque a determinação do nosso povo é grande. Temos muito potencial de crescimento e vamos crescer ainda mais”, concluiu.
Ferrovia
A melhoria na logística de Mato Grosso passa por uma maior oferta de ferrovias. Por isso, Mato Grosso trabalhou em uma ideia inovadora, para autorizar a implantação da primeira ferrovia estadual do país, construída totalmente com recursos privados.
O CEO da Rumo Logística, empresa responsável pelas obras e pela operação da Ferrovia Estadual Vicente Vuolo, afirmou que as obras estão a todo vapor, com a empresa firme no propósito de cumprir todos os prazos acertados.
A Ferrovia terá mais de 700 quilômetros de extensão, partindo de Rondonópolis e chegando em Lucas do Rio Verde e Cuiabá.
Pedro Palma afirmou que o crescimento de Mato Grosso justifica os investimentos. Ele lembrou que o Terminal de Rondonópolis embarcava 12,5 milhões de toneladas de grãos por ano em 2014. Hoje, esse número dobrou e chega a 25 milhões de toneladas anuais.
Outro crescimento é no transporte de Etanol de Milho. Segundo o CEO da Rumo, se antes Mato Grosso recebia muito mais combustível do que enviava para o Centro de Operações de Paulínia-SP, hoje isso se inverteu, com o etanol de milho mato-grossense suprindo boa parte do mercado de combustível do sudeste brasileiro.
“Mato Grosso é um Estado que renova a visão de que o Brasil vai dar certo. Em Mato Grosso a gente entende porque quer continuar fazendo investimentos no país”, afirmou.
Mato Grosso registrou a menor taxa de desemprego do país no primeiro trimestre deste ano, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Divulgado nesta sexta-feira (17), o índice de pessoas sem ocupação no Estado ficou em 3,7%.
Carteira de Trabalho; Foto – OP.
No mesmo período do ano passado, Mato Grosso era o terceiro do país com o menor percentual de pessoas desempregadas, atrás de Santa Catarina (3,2%) e Rondônia (3,8%).
Agora, está em primeiro, ao lado de Rondônia, que também registrou índice de 3,7%.
Já Santa Catarina caiu para segundo lugar, com 3,8%, e o Paraná, ficou em terceiro, com 4,8%.
“Estamos há anos consecutivos no pódio dos Estados com menor desemprego. E isso é resultado do esforço conjunto do Governo, da iniciativa privada e do nosso povo trabalhador. Criamos um equilíbrio fiscal e uma gestão com foco em eficiência, que tem atraído investimentos e empresas para Mato Grosso. Além disso, as milhares de obras que o Governo toca, direta ou indiretamente, tem ajudado a aquecer diversos setores e, com isso, gerado cada vez mais empregos”, destacou o governador Mauro Mendes.
Voos do aeroporto de Porto Alegre iniciam na Base Aérea de Canoas nesta segunda-feira (27.05)
O desempenho de Mato Grosso vai na contramão do país, que teve aumento na taxa do desemprego em oito estados, sendo eles: Acre, Bahia, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.
Para o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, este é um dos reflexos do dinamismo da economia de Mato Grosso em uma combinação de investimentos públicos por parte do Governo do Estado, segurança jurídica, políticas de incentivos fiscais e atração de investidores privados.
“Isso significa que as políticas públicas implementadas pelo Governo continuam proporcionando oportunidades a todos que querem investir, que querem empreender, gerando emprego em nosso estado. A grande política social é a oportunidade de trabalho, a oportunidade de ter dignidade e de crescer. Mato Grosso, mais uma vez, na contramão do que acontece no Brasil. Aqui é o lugar onde o Brasil dá certo e nós vamos continuar trabalhando por um estado cada vez melhor”, disse César Miranda.
Conforme o IBGE, 1,9 milhão de mato-grossenses estão na força de trabalho, sendo 1,8 milhão trabalhando com carteira assinada ou não, e outros 73 mil estão desempregados.
No primeiro trimestre de 2023, o número de desempregados no Estado era de 83 mil.
Dentre os trabalhadores, 1,309 milhão estão no setor privado, enquanto o setor público emprega 213 mil pessoas.
Outros 466 mil trabalhadores atuam por conta própria.
Os empregos com carteira assinada no Estado tiveram saldo positivo de 25.688, ao contratar mais do que demitir de janeiro a março de 2024.
O setor de serviços é o primeiro ao empregar cerca de 10,8 mil pessoas, seguido pela construção civil (4,2 mil) e a indústria (4,1 mil).
A indústria de Mato Grosso teve o 2º maior crescimento do Brasil em março deste ano, se comparado a fevereiro.
Enquanto no país a produção industrial cresceu 0,9%, no Estado foi 2,5%, atrás somente do estado do Pará, que aumentou a produção industrial em 3,8%.
O crescimento da produção industrial reflete diretamente na política de incentivos fiscais como o Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic), que oferece descontos no ICMS em operações internas e interestaduais.
“Uma política de incentivos fiscais transparente, sem burocracia e com tratamento isonômico você atrai mais indústrias para aqueles que buscam fazer investimentos e ampliarem suas estruturas, gerando mais vagas de trabalho e tornando Mato Grosso um estado de oportunidades”, completou o secretário.
A partir desta segunda-feira, 27 de maio, a Fraport Brasil – Porto Alegre inicia a operação de embarque e desembarque de passageiros a partir de um local temporário: o Terminal ParkShopping Canoas. Esta medida, anunciada através de uma nota oficial da Fraport, visa garantir a continuidade dos serviços enquanto passam por ajustes necessários.
Foto: Canva
O novo terminal temporário está localizado no piso L2 do ParkShopping Canoas, com acesso pela entrada B, na Avenida Farroupilha, 4545, no bairro Marechal Rondon, em Canoas/RS. Este espaço foi devidamente preparado para acomodar os passageiros e realizar todos os procedimentos necessários para o embarque e desembarque.
Os passageiros encontrarão no Terminal ParkShopping áreas destinadas ao check-in, despacho de bagagem e embarque. O terminal estará aberto a partir das 6h da manhã e fechará conforme a programação do último voo do dia. Para garantir a segurança, foram instalados equipamentos de raio-X, pórticos detectores de metal e ETD (Explosive Detection Trace) para a inspeção de passageiros e bagagens de mão, supervisionados pela Polícia Federal, em conformidade com a legislação aeroportuária.
Polícia Civil alerta sobre possível invasão de terras no município de São José do Xingu
Após a inspeção, os passageiros aguardarão na sala de embarque para, posteriormente, serem transportados via terrestre até a Base Aérea de Canoas. Este transporte será realizado por funcionários da Fraport Brasil e das companhias aéreas. É importante que os passageiros se apresentem no Terminal ParkShopping com pelo menos 3 horas de antecedência ao horário do voo, uma vez que o processo de embarque se encerrará 1h30 antes da decolagem. Após esse período, não será permitido o ingresso na sala de embarque.
A Fraport Brasil destacou que o acesso à Base Aérea de Canoas será exclusivo para passageiros que realizarem os procedimentos no Terminal ParkShopping Canoas e que serão transportados exclusivamente por ônibus identificados pela empresa. Não será permitido que passageiros se dirijam diretamente à Base Aérea.
SÃO JOSÉ DO XINGU – A Polícia Civil emitiu um alerta sobre uma possível invasão de propriedade rural na cidade de São José do Xingu. Segundo informações apuradas, os organizadores estão recrutando pessoas de outras cidades como Porto Alegre do Norte e Santa Cruz do Xingu com informações falsas e enganosas.
Conforme apuração, após investigações, foi confirmado que as terras em questão não possuem autorização do Incra, contradizendo as alegações dos organizadores. Além disso, o projeto está fazendo uso indevido do nome do Instituto Raoni, sem qualquer respaldo legal.
Foto: Reprodução
É importante ressaltar que a população indígena local não tem qualquer acordo ou envolvimento com tais atividades.
A CONAF (Confederação Nacional da Agricultura Familiar Indígena do Brasil) está supostamente coordenando o mencionado “projeto”, mas a polícia alerta a população para não se juntar a esse grupo.
Mesmo homem invade duas vezes Casa Paroquial em Canarana
Os indivíduos envolvidos nessa ação podem ser incriminados pelo crime de associação criminosa e esbulho possessório.
O governo estadual reitera seu compromisso com uma política de tolerância zero contra invasões e reafirma seu apoio às medidas legais para garantir a segurança e a ordem pública.
O empreendimento Cargil Agrícola S.A, CNPJ 60.498.706/0063-50, localizado no município de Canarana, torna público que requereu junto a Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental “Médio Araguaia” – CODEMA, a Renovação da Licença de Operação Nº 08/2020 para a atividade de “Armazéns Gerais para deposito de produtos não perigosos”, conforme Resolução CONSEMA 85/2014.
CANARANA – Um homem de 41 anos invadiu a Casa Paroquial da Igreja Católica no Centro de Canarana – MT, por volta das 09.30h desta sexta-feira (24.05). Dentro da residência, ele foi surpreendido pelo próprio padre, sendo que o suspeito fugiu em seguida.
Conforme Boletim de Ocorrência, o suspeito arrombou duas janelas para entrar na residência. A Policia Militar foi acionada e localizou o homem escondido em meio a uma carreta estacionada na Avenida Santa Catarina.
Ele foi reconhecido como o mesmo homem que invadiu o mesmo local no último domingo (19.05). Naquela oportunidade, ele foi surpreendido por membros da comunidade e fugiu do local.
PJC prende suspeito de incêndio que destruiu caminhão em Canarana
O suspeito, em verificação da ficha criminal, possui 19 passagens pela polícia. Ele foi preso por arrombamento e tentativa de furto, e encaminhado para a Delegacia de Policia Local.
Por OPioneiro. Foto: Vida Nova FM.
Doutor que já pregou em mais de 120 países e que traduziu a bíblia em três idiomas, estará em Canarana
Mato Grosso registrou 22 casos das febres do mayaro e oropouche, no primeiro quadrimestre deste ano.
A confirmação foi feita por meio da análise de 93 amostras que se enquadraram como suspeitas, realizada pelo Laboratório Central de Saúde Pública de Mato Grosso (Lacen), da Secretaria de Estado de Saúde.
Ministério da Saúde
Do total, 16 exames tiveram diagnóstico positivo para a febre oropouche e seis para a do mayaro.
As duas doenças são causadas por arbovírus, com os mesmos nomes que as identificam e que potencialmente podem emergir e provocar surtos.
De acordo com informações da SES-MT, o objetivo da investigação foi analisar e fornecer informações laboratoriais sobre a circulação do vírus mayaro e oropouche no Estado, para subsidiar aos gestores de Saúde na tomada de decisões.
Conforme o relatório técnico de investigação laboratorial de vírus disponibilizado pelo órgão estadual, os casos estão distribuídos por sete cidades.
Em relação a febre oropouche, os resultados positivos são dos municípios de Guarantã do Norte (4), Rosário Oeste (11) e Campo Verde (1).
Já os da febre mayaro são de Várzea Grande (2), Tangará da Serra (1), Lucas do Rio Verde (1), Querência (1) e Rosário Oeste (1).
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Os pacientes têm entre 16 e 76 anos.
A detecção das doenças foi feita por meio de busca ativa realizada em amostras suspeitas de pacientes com histórico de hospitalização e que tiveram resultados negativos para dengue, zika e chikungunya.
Até o momento, não há relatos de óbitos associados às arboviroses, porém a detecção do vírus no fluido cérebro-espinhal sugere que podem comprometer o sistema nervoso central.
O QUE SÃO: A febre do mayaro é transmitida a partir da picada de mosquitos que se infectam ao se alimentar do sangue de primatas ou humanos infectados com o vírus.
O homem é considerado um hospedeiro acidental, quando frequenta o habitat dos hospedeiros e vetores silvestres infectados.
Os sintomas são semelhantes aos provocados pelo vírus chikungunya.
O quadro clínico inicia-se com síndrome febril aguda inespecífica e que pode acompanhar cefaleia, mialgia e exantema.
Também pode ocorrer artralgia, que pode ser acompanhada de edema articular, e é o principal sintoma das formas severas e, ocasionalmente, pode ser incapacitante ou limitante, persistindo por meses.
Casos graves podem apresentar encefalite (inflamação no cérebro), mas na maioria dos casos a doença é autolimitada, com o desaparecimento dos sintomas em uma semana.
Já a febre oropouche é transmitida pelo “Culicoides paraenses”, também conhecido como “maruim” ou mosquito-pólvora.
Assim como ocorre com a mayaro, a febre de oropuche possui similaridades de sintomas com outras arboviroses, principalmente dengue, como cefaleia, mialgia, artralgia, anorexia, tontura, arrepios e fotofobia.
Alguns pacientes relatam exantema, náusea, vômitos, diarreia, conjuntivite, dor epigástrica e dor retro orbital.
Vale reforçar que não há registro de transmissão de uma pessoa para outra diretamente nos dois tipos de febres.
As medidas de prevenção contra as enfermidades envolvem evitar a picada de mosquitos infectados.
Ao adentrar em locais de mata e beira de rios, deve-se fazer uso de repelentes, roupas compridas, usar cortina e mosquiteiros em áreas rural e silvestre.
Especificamente sobre a oropouche, a eliminação dos criadouros envolve eliminar os acúmulos de lixo, promovendo limpezas de terrenos ou quintais, lajes, caixas d’água e cisternas, bem como realizar a vistoria para eliminar qualquer tipo de água parada que propiciem que os mosquitos depositem ovos.