CANARANA – A guarnição da Polícia Militar, juntamente com a coordenação Regional Xingu/Funai, realizaram no último domingo, 26, patrulhamento fluvial nos rios Sete de Setembro e Culuene, com intuito de prevenir a disseminação do Covid 19, bem como promover a fiscalização contra a invasão de terras indígenas e coibir a pesca predatória na região de Terra Indígena Pequizal do Naruvôtu, municípios de Canarana e Gaúcha do Norte, em anexo à Terra Indígena do Xingu.
Na operação, foi apreendido e encaminhado até a Delegacia de Polícia Judiciária Civil de Canarana, um barco com motor 15hp Yamaha, tralha completa de pesca, cinco varas de pesca profissional, sete exemplares de peixes da espécie piranha e um veículo Strada. Além do material, o suspeito R. M. F. foi detido e encaminhado para a Depol para as providências cabíveis.
Essa operação vem ocorrendo desde o início do mês e, conta, além do patrulhamento fluvial, com barreiras estratégicas em torno das terras indígenas da região do Xingu, onde é coibido a visitação de aldeias por turistas e freteiros. Também são feitas ações de orientação dos indígenas que trafegam nas estradas de acesso da região e a entrega de material para a prevenção contra a disseminação do Covid 19.
A operação vem de encontro aos termos da Portaria 419/Pres, de 17 de março de 2020; e da Ação Civil Pública promovida pelo Ministério Público Federal e ratificada pela Justiça Federal.
Participaram do patrulhamento fluvial nos rios Sete de Setembro e Culuene os militares CB PM Lennon, SD PM Henrique, SD PM Levi e SD PM Honda, juntamente com o chefe do Serviço de Gestão Ambiental e Territorial da Coordenação Regional Xingu/Funai, André Schilling.
CUIABÁ – Rápido e sem dificuldade. É assim que Fabian Júlio de Rosa, morador do município Campo Verde, em Mato Grosso, define o processo que enfrentou para abrir a própria empresa no ramo da construção civil. O pequeno negócio opera em “serviços de todos os tipos”, como ele mesmo diz. Desde a construção, passando pelo acabamento, parte elétrica e até a pintura.
Empresas; Foto – Brasil 61.
“A intenção de abrir era para ficar mais fácil para emitir nota e ficar dentro da lei. Graça a Deus no ramo que eu abri, da construção, sempre tem serviço. Mesmo que seja pouco, sempre tem. Eu não posso reclamar que não está bom. Ainda consigo trabalhar com a construção civil”, afirma.
Fabian conta que deu entrada no processo para abrir o próprio negócio em dezembro do ano passado. Logo no início de 2020, já estava tudo regularizado. “Foi rápido. Eu é que demorei para ir lá”, conta ao se referir ao período em que deixou a documentação para análise na Junta Comercial de Mato Grosso (Jucemat).
E ao que parece, outros empreendedores pensam o mesmo. Isso porque, de acordo com o Boletim do Mapa das Empresas, do Ministério da Economia, Mato Grosso foi o estado que teve o maior crescimento percentual de empresas abertas nos quatro primeiros meses do ano.
Entre janeiro e abril houve aumento de 19,1% no número de novos negócios na comparação com os quatro últimos meses do ano passado, percentual que surpreende em meio ao impacto econômico da pandemia da Covid-19. Em relação ao primeiro quadrimestre de 2019, o resultado também foi positivo: crescimento de 5,8%.
O estado também é o dono do maior crescimento no número de empresários individuais. Para ser mais exato, 17.623 empreendedores solo abriram a própria empresa em Mato Grosso nos primeiros quatro meses do ano, aumento de 23,3% em relação ao último quadrimestre do ano passado (de setembro a dezembro) e de 7,7% na comparação com o primeiro quadrimestre de 2019.
Para César Miranda, secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, os resultados positivos são consequência de medidas que o governo estadual adota desde o ano passado. Entre elas estão o ajuste fiscal, com aumento de receitas e a diminuição das despesas, investimentos em segurança pública e a aprovação de uma lei que instituiu os incentivos fiscais às empresas do estado.
“Quem vai investir em um estado em que as viaturas de polícia estão sem gasolina? Resumindo tudo o que foi feito, é aquela frase: criando um seguro e bom ambiente de negócios”.
Segundo Fernando Tadeu, vice-presidente do Conselho Regional de Economia do Mato Grosso (Corecon-MT), o crescimento na quantidade de empresas é resultado de uma articulação entre o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) e a Jucemat.
“A parceria que foi estabelecida do Sebrae com a Jucemat levou a esse processo de modernização para grande parte dos municípios mato-grossenses. O resultado foi que essas pessoas que estavam desencorajadas para entrarem no mercado passaram a acreditar ser possível empreender e fortalecer o sonho de oferecer algum serviço, alguma atividade e, com isso, ajudar o país”, avalia.
Bom ambiente de negócios
Uma das explicações para o clima favorável ao empreendimento no estado é a velocidade no processo de abertura de uma nova empresa. De acordo com o Ministério da Economia, esse tempo é de apenas um dia e 22 horas, o que faz de Mato Grosso um dos melhores no país neste quesito. O prazo já chegou a ser de três meses, de acordo com a presidente da Jucemat, Gercimira Resende.
“Antigamente você ia na Junta Comercial e se preparava para perder o dia. Hoje você chega lá, não tem mais carro no estacionamento. Isso é fundamental”, afirma o secretário, César Miranda.
Fernando Tadeu elenca as características que fazem do estado tão atrativo aos novos empresários. “O incentivo do governo, a simplificação de registro e legalização de empresas e negócios com as prefeituras passaram a facilitar a vida do empreendedor. A região oferece oportunidades, perspectivas de negócios e isso estimula o empreendedor”, cita.
Incentivos
E não é apenas a abertura de um novo negócio que o estado de Mato Grosso tem tentado tornar mais fácil. Neste mês, o estado digitalizou todo o processo necessário para que os empresários consigam linha de crédito junto ao Fundo de Financiamento do Centro-Oeste (FCO).
É o que explica o secretário César Miranda. “Acabou aquilo da pessoa que precisa pegar um financiamento através do FCO de contratar um projetista, de ir numa agência bancária, dar entrada em um calhamaço de papel… É tudo digitalizado. A pessoa vai entrar [no site], preencher, o banco já analisa, a secretaria já analisa. Você ganha agilidade, transparência e o custo diminui”, garante.
Além disso, ele afirma que a administração estadual tem se esforçado para manter as conquistas e minimizar os impactos econômicos da pandemia da Covid-19 sobre as empresas locais. “A nível de política tributária tem sido feito tudo que é possível, como parcelamento de dívidas, de impostos, como IPVA, que também foram prorrogados”. César diz que apesar dos problemas, a economia do estado conseguiu se manter “aquecida” e brinca: “se não fosse a pandemia do coronavírus, nós íamos entrar em 2021 e o Brasil não iria mais enxergar Mato Grosso”.
Cuiabá lidera
De acordo com a Junta Comercial de Mato Grosso (Jucemat), 5.993 empresas foram abertas no estado, entre janeiro e abril deste ano. O setor de serviços corresponde a 52% dos novos negócios, com 3.149 empresas. Em seguida, vêm o comércio, a indústria e o setor de agropecuária, produção florestal, pesca e aquicultura.
Cuiabá, a capital do estado puxou o crescimento, com a abertura de 1.133 novas empresas. Sinop (325), Rondonópolis (317), Várzea Grande (314) e Sorriso (206) completam a lista dos cinco municípios que tiveram mais negócios abertos no período.
Quando o assunto é Microempreendedor Individual (MEI), a capital do estado também lidera as estatísticas. Lá, mais de 4,3 mil pessoas deram início ao próprio empreendimento nos primeiros quatro meses do ano. As cidades de Várzea Grande, Rondonópolis, Sinop, Sorriso e Lucas do Rio Verde vêm logo atrás.
Panorama Nacional
Em todo o país, 1.038.030 empresas foram abertas no primeiro quadrimestre do ano. Isso significa um aumento de 1,2% na comparação com os quatro últimos meses de 2019 e uma queda de 1,1% em relação ao primeiro quadrimestre, também de 2019.
Entre janeiro a abril, 351.181 empresas fecharam as portas no Brasil, número 6,6% inferior ao registrado no último quadrimestre do ano passado e 12% menor na comparação com os quatro primeiros meses de 2019.
De acordo com o Ministério da Economia, o saldo total foi de 686.849 empresas abertas, o que fez o país alcançar quase 18,5 milhões de empreendimentos.
RIBEIRÃO CASCALHEIRA – O 1º Pelotão de Polícia Militarde Ribeirão Cascalheira (900 km de Cuiabá) está em novas instalações. A inauguração do prédio ocorreu nesta quinta-feira (23.07), com a presença do comandante geral da PM, coronel Jonildo José de Assis, o comandante do 13º Comando Regional, coronel Avelino Neto, da prefeita Luzia Brandão, entre outras autoridades locais e estaduais.
PM de Ribeirão Cascalheira; Foto – 1º Pelotão 13º CR-PMMT.
A nova sede dispõe de recepção, sala específica para confecção de boletim de ocorrência, administração sistêmica, sala do comando, sala de instrução, banheiros de uso comum e restrito, vestiário, cozinha, varanda, garagem e dois alojamentos anexos ao prédio principal da administração.
De acordo com o comandante do 1º Pelotão, tenente Diogo de Oliveira Pimenta, para a construção do novo prédio foi necessário demolir antigo, uma instalação de mais de 30 anos que estava com as estruturas comprometidas.
Os recursos investidos são oriundos de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) do Ministério Público Estadual, repassados ao Conselho de Segurança (CONSEG), entidade que atualmente tem como residente a senhora Margaret Pereira de Souza. A obra também teve o apoio da sociedade civil organizada.
Além da área urbana de Ribeirão Cascalheira, observa o tenente Diogo, essa unidade militar estadual é responsável pelas ações ostensivas, de prevenção e repressão à criminalidade, nos distritos de Vila Berrante e Novo Paraíso.
Diogo Pimenta destaca que o prédio recém-inaugurado oferece não só o conforto e as condições necessárias ao atendimento da comunidade como condições de trabalho aos policiais.
O 1º Pelotão é uma unidade do 13º Comando Regional de Polícia Militar, como sede em Água Boa, e está vinculado a 5ª Companhia Independente de Polícia Militar de Canarana.
PM de Ribeirão Cascalheira; Foto – 1º Pelotão 13º CR-PMMT.
Já estamos há quase nove meses da eclosão do primeiro caso de COVID-19 no mundo. A pandemia se tornou fato, pessoas se contaminaram
e outras milhares já morreram. Se fosse em tempos normais, cada perda de vida seria reverenciada (luto) de acordo com a cultura local do falecido.
Aqui no Brasil, realizamos o velório, ritual fúnebre em que o caixão com a pessoa falecida fica em exposição para que familiares e amigos possam honrar ou velar aquele ente querido. Geralmente este ritual dura em torno de 6 horas, sendo portanto o momento da despedida. Nesse momento, tem-se início o processo de luto.
Mas o que é o luto? O luto é um processo que se inicia após o rompimento de um vínculo, seja por morte ou separação, e estende-se até o período de sua elaboração – quando o indivíduo enlutado volta-se, novamente, ao mundo externo. É um processo essencial para que nós possamos nos reconstruir, nos reorganizar, diante deste rompimento, no caso aqui tratado, o luto pela morte. Passar pelo luto é um desafio emocional, psíquico e cognitivo com o qual todos nós temos que lidar e inclui transformação e ressignificação da relação com o que foi perdido. Neste sentido, o velório, ou qualquer outra forma de se reverenciar o falecido, torna-se um ritual necessário e parte deste processo.
Porém, diante da pandemia o que estamos vivenciando são corpos envoltos em sacos pretos, embalados como uma mercadoria e transportados solitariamente por agentes funerários e enterrados sem cerimônia, sem velório, sem tempo da despedida. Qual o impacto disto para aqueles que ficam e não puderam realizar a “despedida”?
A verdade é que o velório como ritual simbólico de despedida favorece o processo de luto, em que é possível dizer adeus, ainda que o morto não ouça, é possível dar um beijo na testa, fazer o último carinho nas mãos e assim, a pessoa que sofre a perda tem em sua mente esta imagem registrada e o sentimento de ter dito “adeus”. Com a impossibilidade deste ritual, as reações à perda serão muito mais potencializadas e a aceitação pode demorar para chegar, trazendo sofrimento psíquico e emocional ao enlutado, pois a imagem que está na memória será a última que ele tem de quem se foi, ou seja, entrando vivo em um hospital.
Dessa forma, é importante estar atento a quem perde alguém querido. Nesse momento, a psicoterapia pode contribuir no enfrentamento desse processo, como um espaço no qual o enlutado pode expressar a sua dor, ao mesmo tempo que promove o desenvolvimento de mecanismos internos que permitem superar fixações ou bloqueios, com vista à compreensão da perda e a um reposicionamento no mundo real.
Psicóloga – Universidade Mackenzie (São Paulo); Pós-Graduada em Psicologia Hospitalar – ICHC-FMUSP; Pós-Graduada em Educação Especial Inclusiva – UNOPAR; Pós-Graduada em Saúde da Família – Escola de Saúde Pública do Estado do MT; Pós-Graduada em Gestão Pública – IFMT.
Coach de Emagrecimento – Profissão Coach Express e Health Coach International Institute.
ÁGUA BOA – A equipe de Força Tática da PM foi informada no sábado, de que um indivíduo de estatura média, moreno escuro, trajando bermuda avermelhada e camiseta branca, teria cometido um assalto a uma mercearia localizada em frente à Estação Rodoviária de Água Boa.
Bilhete do assalto; Foto – Interativa.
De imediato as equipes policiais deslocaram até o local onde a vítima informou que o ladrão chegou no estabelecimento comercial, pediu uma bebida e um papel com caneta. Em seguida, o marginal teve a ousadia de escrever no papel que se tratava de um assalto e pediu que a vítima não reagisse. O bandido levou o celular da vítima e uma quantia em dinheiro.
Diante das informações, foi mostrado à vítima uma foto de um possível suspeito. De imediato o suspeito foi reconhecido como o autor do roubo.
A equipe de Força Tática então deslocou até os possíveis locais onde o suspeito poderia ser encontrado. Ele foi localizado logo em seguida dentro do cemitério municipal.
Com ele foi encontrado o dinheiro roubado do estabelecimento comercial. Diante dos fatos, o suspeito foi conduzido à Delegacia de Polícia Judiciária Civil para as devidas providências cabíveis.
ALTO TAQUARI – O prefeito de Alto Taquari, a 509 km de Cuiabá, Fabio Garbugio (PDT), de 46 anos, morreu no domingo (26) vítima do coronavírus (Covid-19). A morte dele foi confirmada pelo secretário de Saúde de Alto Taquari, Michel Lucas Rocha Souza, e também pelo vice-prefeito de Alto Taquari, Marco Aurélio Julie.
Prefeito de Alto Taquari, a 509 km de Cuiabá, Fabio Garbugio (PDT), de 46 anos, morreu neste domingo (26) vítima do coronavírus (Covid-19); Foto -Facebook.
Garbugio tinha hipertensão e começou a sentir os primeiros sintomas há oito dias. Ele estava internado em um hospital particular em Goiânia.
O resultado do exame que confirmou Covid-19 no prefeito saiu na quinta-feira.
Eles procuraram o hospital da cidade e foram encaminhados para exames em Goiânia na sexta-feira (24).
Ainda de acordo com o secretário, o prefeito teve o pulmão comprometido e o estado dele piorou no sábado (25), sendo levado à Unidade de Terapia Intensiva (UTI). No domingo ele precisou ser entubado, mas não resistiu e morreu na hora do almoço.
A mulher deve teve alta médica ainda pela manhã.
Há alguns dias o prefeito havia comentado, em uma rede social, que apresentou os sintomas leves e que a família estava em isolamento domiciliar. Na postagem, o gestor havia tido que a família não necessitava de internação neste momento, mas que era acompanhada por uma equipe médica.
A previsão é de que o corpo do prefeito seja levado de avião para a cidade de Maringá, no Paraná, onde mora a família dele.
CANARANA – A Primeira Dama do Município, Carol Spricigo Faria, publicou em seu Facebookagora a pouco, que o seu esposo e prefeito de Canarana, Fábio Faria, que está com Covid-19, foi transferido para Goiânia. Conforme comunicado, a transferência foi necessária devido a doença ter se manifestado de forma mais intensa. Ele já está hospitalizado em Goiânia e sendo assistido pelos médicos. Ela ainda pede orações pela sua melhora.
PARANATINGA – Após lutar pela vida de José Ferreira do Nascimento, 86 anos, diagnosticado com covid-19, a família agora busca por alternativas para custear a internação dele.
Antes de falecer, seu José, que é de Paranatinga, ficou internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital particular de Rondonópolis; Foto – Reprodução.
Antes de falecer no dia 18 de julho, José ficou internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital particular de Rondonópolis (218 km de Cuiabá). A conta ficou em R$ 188 mil.
De acordo com a neta, Eduarda Amaral, José Ferreira tinha hipertensão e teve uma pneumonia há 6 meses. Debilitado, a luta da família começou por uma vaga na UTI. Os sintomas começaram com febre e dores no corpo.
“Ele estava muito ruim e fizemos o teste nele. Mas como demorou pra sair o teste, os filhos o levaram ele para Rondonópolis. Ele mora em Paranatinga, mas lá não tem UTI e não teria lugar pra tratar”, explica.
José foi encaminhado então para a saúde particular, a Unimed do município. Entubado, ele precisava de 100% de oxigênio por respiração mecânica, já que o pulmão ficou comprometido pela covid-19 em 90%.
Na época, ele precisava de 100% de oxigênio por respiração mecânica, já que o pulmão estava comprometido. “Ele tem só 10%. Os médicos cromaram ele para baixo, para ver se ele conseguiria recuperar um pouco a respiração dele, porque ele está muito ruim”, conta Eduarda.
Após 26 dias internado, sendo 17 na UTI, o hospital cobrou a família. Antes, a conta girava em torno de R$ 134 mil e eles iniciaram uma vaquinha. Porém, seu quadro agravou e ele ficou mais dias no hospital, até que não resistiu e faleceu no dia 18 de julho.
Agora, com o valor final, o saldo ficou em R$ 188 mil. Até o fechamento desta reportagem, a família de José conseguiu arrecadar R$ 11 mil.
Quem puder ajudar a família, pode colaborar acessando o link da vaquinha aqui.
Por Vitória Lopes/Gazeta Digital. Leia mais matéria do site Gazeta Digital clicando aqui.
CUIABÁ – As medidas de restrição para frear o avanço do coronavírus, contidas no sistema de classificação de risco do Governo de Mato Grosso, agora serão impositivas aos 141 municípios.
Da esquerda para a direita: secretário de Saúde, Gilberto Figueiredo, governador Mauro Mendes e secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho; Foto Mayke Toscano.
O anúncio foi feito pelo governador Mauro Mendes, durante transmissão ao vivo nas redes sociais, na tarde desta sexta-feira (24.07). Até então, as medidas eram orientativas, cabendo às prefeituras decidirem se acatavam ou não.
“Esse decreto vincula as prefeituras a cumprirem as medidas de restrição que estamos determinando. E vamos intensificar a fiscalização para o cumprimento dessas medidas, com total apoio das forças de segurança do Estado para auxiliar as prefeituras nesse trabalho”, afirmou o governador.
O novo decreto, que será publicado no Diário Oficial ainda nesta tarde, também atualiza as medidas restritivas.
As mudanças ocorrem para os municípios classificados com os graus de risco alto e muito alto.
No grau alto, o Governo coloca como nova medida restritiva a proibição de festas e confraternizações familiares, “ainda que realizadas em âmbito domiciliar, com intensa e especial fiscalização pelos agentes fiscais, inclusive com apoio policial”.
Também fica retirado do grau alto a proibição de funcionamento de shoppings centers, bares e restaurantes. Nesta classificação, os serviços não-essenciais da iniciativa privada poderão funcionar com no máximo 70% da capacidade, “possibilitada a comercialização por meio virtual de serviços e produtos, mediante entrega por delivery, quando for o caso”.
Já para os municípios com grau de risco muito alto, continuam permitidos todos os serviços essenciais elencados pelo Governo Federal, incluindo o exercício da advocacia, os serviços de contabilidade e os meios de hospedagem.
Os demais serviços e atividades funcionarão com, no máximo, 50% da respectiva capacidade, também possibilitada a comercialização por meio virtual de serviços e produtos, mediante entrega por delivery, quando for o caso.
CUIABÁ – Movimento Eu Coopero com a Economia Local, lançado pelo Sicredi em junho, tem o apoio de seis entidades estaduais em Mato Grosso e de outras 20 instituições municipais espalhadas pelo interior. Com atuação estadual, a Federação das Indústrias (Fiemt), a Federação da Agricultura e Pecuária (Famato), a Federação das Associações Comerciais e Empresariais (Facmat), a Federação do Comércio, Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio/MT), a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL/MT) e o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae MT) aderiram ao movimento que visa fomentar e fortalecer a economia local, com a valorização dos pequenos negócios na região, manter os empregos e a renda, e assim ajudá-los a enfrentar os desafios impostos pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19).
Foto Assessoria
Mais que do que nunca ficou evidente o quanto a cooperação faz a diferença e o quanto ela é fundamental para que a situação seja superada o mais rápido possível. O movimento visa agregar a sociedade civil, pessoas físicas e jurídicas, entidades, veículos de comunicação e poder público nessa corrente de cooperação para estimular e desenvolver a economia local. A ideia é incentivar as pessoas a comprarem dos negócios do seu bairro, da sua cidade e da região, fortalecendo a economia local, especialmente os pequenos empreendedores.
Com a adesão ao movimento, as entidades passam a usar em suas peças de comunicação, redes sociais e em outros meios de divulgação o selo da campanha Eu Coopero com a Economia Local, que confirma o engajamento e o apoio da entidade ao movimento. “A adesão dessas entidades, tão importantes nos seus respectivos setores econômicos, vem somar nessa corrente da cooperação. Juntos, vamos superar os obstáculos decorrentes da covid-19. Porque ao comprar produtos ou contratar serviços das cidades onde vivemos estimulamos a criação de empregos e a geração de renda nesses municípios”, afirma o presidente da Central Sicredi Centro Norte, João Spenthof. Ele acrescenta que o estímulo ao consumo e ao desenvolvimento local é um dos propósitos do Sicredi desde a sua fundação, em 1902.
Segundo a diretora técnica do Sebrae MT, Eliane Chaves, Mato Grosso está aderindo a esta iniciativa do Sicredi, esse importantíssimo movimento “Eu Coopero com a Economia Local”, de forma solidária e reconhecendo que os pequenos negócios merecem nosso respeito, nosso apoio, nossas considerações neste momento de pandemia, que afeta severamente a operação do dia a dia de um pequeno negócio. Ela destaca ainda que é preciso colocar para cada cidadão, para cada instituição e governantes a necessidade de uma atenção especial aos pequenos negócios. “Nós precisamos olhar e ver que temos como nossos vizinhos pequenas empresas que prestam serviços, que fornecem produtos, que colocam se à disposição das pessoas, de uma maneira às vezes tão diferenciada, nos bairros, nos locais mais próximos das nossas casas, para que elas possam sobreviver”, enfatiza.
Ressalta ainda o quanto é importante que as instituições se apresentem de uma maneira unida, de uma maneira forte de cooperação para que a gente possa dar o apoio necessário.
“Neste momento, o Sebrae Mato Grosso se faz presente nos canais remotos com todo o nosso portfólio de produtos e serviços de orientação, capacitação e consultorias gratuitas para que as pequenas empresas possam ser orientadas, possam se colocar de uma forma técnica. Disponibilizamos também apoio humano para que possamos fazê-las ter coragem de sobreviver, lidar com as situações desta realidade e que possamos fazer com que grande número delas, quando a economia realmente retomar, tenha condições de sobreviver, inovar e aprender a trabalhar em qualquer crise”.
Para Eliane o momento agora é de cooperação e esse movimento do Sicredi é uma iniciativa de responsabilidade institucional e social para que os pequenos negócios consigam sobreviver, tendo o apoio necessário das instituições, em suas competências, e possam também ter coragem de enfrentar essa realidade e conseguir trazer para o seu público, para os seus empregados, a esperança e a capacidade de reagir.
O movimento pretende impactar positivamente diversos públicos, desde pequenos comerciantes e produtores rurais, para que se sintam apoiados pela campanha; associados do Sicredi, para que contribuam com a divulgação das mensagens e aproveitem oportunidades de negócio que possam surgir com ela; e consumidores, para que se conscientizem sobre seu papel na movimentação da economia de suas regiões por meio de seu comportamento de consumo.
Além do selo da campanha, outras ações serão realizadas. Nos próximos dias vai ser lançado um hotsite, que servirá de fonte de informações sobre a iniciativa e como ferramenta de apoio aos empreendedores locais. O espaço disponibilizará conteúdos em vídeo e e-books com dicas de como trabalhar os negócios nos meios digitais e uma plataforma de personalização de peças digitais de divulgação, além de acesso a outras ferramentas que podem auxiliar na gestão do empreendimento.
A prioridade de relacionamento com fornecedores locais é uma política do Sicredi por meio da atuação das suas 110 cooperativas de crédito. Só em 2019, foram mais de R$ 550 milhões injetados na economia, por meio de pagamentos a fornecedores locais pela instituição. Nas regiões Centro-Oeste e Norte, o Sicredi atua nos estados de Mato Grosso, Pará, Rondônia e Acre, onde são mais de 500 mil associados pessoas físicas, empresas e produtores rurais, distribuídos em 143 municípios.
Sobre o Sicredi
O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4,5 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.800 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br).