terça-feira, 15 setembro, 2026
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Politec confirma que vítimas de queda de avião em Água Boa eram um brasileiro e dois paraguaios

ÁGUA BOA – A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) confirmou que as três pessoas que morreram na queda de um avião bimotor na Fazenda Santa Rita, em Água Boa, eram um brasileiro e dois cidadãos paraguaios. Os nomes ainda não foram oficialmente divulgados.

Politec – Imagem Notícias Interativa.

Como os corpos foram carbonizados no incêndio que consumiu a aeronave, eles foram encaminhados para Cuiabá, onde a identificação será realizada por meio de exames de DNA. A Politec mantém contato com familiares das vítimas, inclusive no Paraguai, para a coleta do material genético necessário.

O acidente aconteceu na manhã de quinta-feira (10), pouco antes das 8h30. O Cessna, de prefixo N401NA, caiu em uma região de mata da Fazenda Santa Rita e pegou fogo após atingir o solo. Equipes do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar foram mobilizadas para combater as chamas e isolar a área.

As primeiras informações levantadas pela perícia apontam que a aeronave caiu em uma posição próxima à vertical, provocando um forte impacto e um afundamento no solo. Não foram identificados, até o momento, sinais aparentes de uma tentativa de pouso de emergência.

Aeronave teria decolado de Goiânia

A Polícia Civil apura as circunstâncias que antecederam a queda e, segundo as informações reunidas até agora, o avião teria decolado de Goiânia (GO), onde permanecia em um hangar.

As diligências indicam ainda que a aeronave teria sido adquirida por um novo proprietário aproximadamente quatro meses antes do acidente. Outro ponto investigado é que o bimotor não possuía registro perante as autoridades brasileiras de aviação e estaria sem condições de voo antes da viagem.

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Apesar disso, na manhã do acidente, o proprietário e outras duas pessoas teriam embarcado e decolado da capital de Goiás. O destino do voo ainda não foi esclarecido.

A Polícia Civil também informou que, até sexta-feira (11), não havia localizado um plano de voo válido relacionado à viagem. A situação documental da aeronave, as condições em que ocorreu a decolagem, a propriedade do avião e a finalidade do deslocamento estão entre os pontos investigados.

Polícia investiga o que aconteceu antes da queda

Funcionários de uma fazenda próxima ao local do acidente relataram ter visto a aeronave fazendo uma curva segundos antes da queda. Na sequência, ouviram uma explosão e correram em direção ao local, mas o fogo impediu uma aproximação imediata.

A investigação deverá esclarecer o que ocorreu entre a decolagem em Goiânia e o impacto em Água Boa. Entre as possibilidades que precisam ser analisadas estão eventual problema mecânico, perda de controle ou outras circunstâncias que possam ter provocado a queda.

A Polícia Civil e a Politec também devem verificar se houve alguma comunicação antes do acidente e levantar todas as informações relacionadas à operação da aeronave.

Não há indícios de carga ilícita

Outra linha de apuração envolveu a possibilidade de o avião estar transportando drogas ou outro tipo de carga ilícita. Segundo a Polícia Civil, porém, até o momento não foram encontrados indícios de que a aeronave estivesse transportando entorpecentes.

A informação é relevante porque o prefixo N401NA já apareceu anteriormente em uma investigação envolvendo tráfico de drogas. Em 2017, uma aeronave com esse prefixo foi apreendida pela Polícia Federal em Goiânia com cerca de 67 quilos de cocaína, e dois irmãos espanhóis foram presos na ocasião.

Não há, contudo, informação de que as três vítimas do acidente tenham qualquer relação com aquela investigação ou de que o avião estivesse transportando drogas no voo que terminou em Água Boa.

Investigação continua

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) também foi comunicado e deverá participar dos trabalhos relacionados à investigação aeronáutica.

A Polícia Civil e a Politec seguem realizando diligências para identificar oficialmente as vítimas, esclarecer a situação documental da aeronave, confirmar a propriedade e a procedência do voo e determinar as circunstâncias que levaram à queda.

Da Redação, com informações do Diário de Cuiabá, G1 e MidiaNews

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