CANARANA – A Alvorada Bioenergia, primeira biorrefinaria de etanol de milho do Araguaia, abriu suas portas na segunda-feira (1º) para receber um grupo de jornalistas de Canarana em uma visita guiada às suas instalações. O encontro teve como objetivo apresentar o atual estágio de funcionamento da indústria, que começou a operar em 13 de janeiro deste ano.

Durante a agenda, os jornalistas tiraram dúvidas e receberam informações sobre o status atual de produção. De acordo com o diretor de Projetos da Alvorada Bioenergia, Bernard Hennies, a fase de adaptação e testes foi superada com êxito e hoje a biorrefinaria opera em estabilidade, com rendimento satisfatório e dentro do esperado.
A usina tem capacidade para processar cerca de 525 mil toneladas de milho por ano. Esse volume resulta na fabricação de 222 milhões de litros de etanol (entre anidro e hidratado). Além do biocombustível, a unidade produzirá por ano 8 mil toneladas de óleo bruto de milho e 157 mil toneladas de farelo DDGS (da sigla em inglês Dried Distillers Grains with Solubles).
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Para garantir uma operação de baixo impacto ambiental, a planta conta com a geração de 84.000 megawatts (MWh) de energia, o que garante sua autossuficiência elétrica. Desde seu projeto, a Alvorada Bioenergia foi idealizada e construída para realizar o máximo aproveitamento do milho e impulsionar a transição energética.
Durante a obra, cerca de 5 mil postos de trabalho foram gerados no município e, hoje, 140 profissionais trabalham diretamente na operação da indústria. “Com o início das atividades, houve um aumento na arrecadação de impostos pela prefeitura e estimamos que a cidade receberá de R$ 10 milhões a R$ 20 milhões por ano de massa salarial direta, além da capacitação de mão de obra local”, observou o gerente regional da empresa em Canarana, Rudinei Teixeira.
Além da geração de empregos e da verticalização do milho, a indústria gera outros benefícios para o município de Canarana e entorno. Entre eles, o fomento à pecuária local, que aproveita o DDGS para incrementar a alimentação do rebanho bovino da região – que totaliza 9,37 milhões de cabeças, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
“Até entrarmos em atividade, o fornecedor mais próximo de DDGS estava no norte do estado, no eixo da BR-163. Essa proximidade significa, na prática, um custo menor com frete, tornando o preço do farelo mais acessível. Outro ponto positivo é a estabilidade da oferta do farelo para o pecuarista, principalmente durante os períodos de estiagem”, explicou Marcelo Pires, diretor comercial da empresa.
O impacto dessa proximidade já é sentido no bolso do produtor rural de Canarana. Em média, o preço do produto caiu de R$ 1.200 por tonelada para R$ 1.000 por tonelada na região.
Por Assessoria.
