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Outubro Rosa: conheça a história de Loreci

    O mês de outubro é o mês de mobilização internacional para o combate ao câncer de mama. O Inca (Instituto Nacional de Câncer) estima que a cada ano, são diagnosticados no Brasil ao menos 66.280 mil novos casos. Apesar de ser mais comum em mulheres, homens também podem desenvolver a doença. Durante o mês de outubro, o OPioneiro trará um pouco da história de algumas canaranenses que enfrentaram a doença. Conheça agora a terceira história que trazemos, de Loreci Bilau.

    Loreci Bilau, mãe de duas filhas e um filho, avó de três netos e uma neta, tem 54 anos, reside em Canarana/MT desde 1980 e foi diagnosticada há quatro anos. Devido ao histórico de câncer na família do pai, Loreci fazia mamografia anualmente durante cinco anos antes de ser diagnosticada com câncer de mama. Segundo ela, possuía um nódulo na mama, mas que até então era considerado benigno. Lori fez a mamografia em julho de 2016, mas demorou para pegar o resultado, buscando-o apenas em outubro. Ao ver que o resultado solicitava uma biópsia, pediu orientação e recebeu encaminhamento médico. Com o auxílio de conhecidos, conseguiu uma consulta diretamente no Hospital do Câncer de Mato Grosso (HCMT), localizado em Cuiabá/MT. 

    Durante todo o tratamento, enfrentou muitos desafios, entre eles, a distância entre Canarana e Cuiabá. “Saía daqui no domingo de manhã pra fazer as quimioterapias e só voltava na sexta-feira ou no sábado com a van, pois não tinha condições de comprar as passagens”, disse ela. E ainda, “às vezes chegava às 4 horas da manhã, sem dormir bem nos piores dias pós quimioterapia. E desde essa época tomo remédio pra dormir”, completou.

    Reação ao diagnóstico

    Sobre a reação ao diagnóstico, “quando peguei a mamografia, eu já tinha certeza que era câncer. Consultei e fiz biópsia, uma filha falou pra se preparar que poderia ser e a outra falava que não. Para mim não foi um choque, aceitei de boa e até que foi tranquilo”, disse ela.

    Segundo Lori, seus filhos e seu marido entraram em desespero, mas disse à eles que tudo iria passar. Eles começaram a se apavorar principalmente com a demora no início do tratamento, pois “há pouco tinha perdido minha irmã e meu pai também morreu de câncer”. 

    Tratamento

    Entre o diagnóstico e o início do tratamento, Loreci disse que levou aproximadamente seis meses, começando pela cirurgia. O procedimento demorou, pois até que terminou de realizar todos os exames, houve a paralisação dos médicos naquele ano. O fim da paralisação coincidiu com o início das férias do médico e depois desse período ele adoeceu. Então, ela voltou para casa e retornou a Cuiabá no próximo domingo. Ao chegar no dia marcado, foi reagendada para sexta-feira da mesma semana. Enfim, o médico a examinou e fez o pedido da cirurgia. 

    Em maio de 2017, iniciou o tratamento com a retirada de um quadrante da mama e a glândula da axila. Fez seis sessões de quimioterapia e durante esse período, passava mal, sentia enjoo e não tinha vontade de se alimentar. Antes da última sessão, teve que adiá-la uma semana. Por não estar se alimentando bem, a sua imunidade baixou. Assim, “como era eu mesma que fazia minha comida, às vezes não dava vontade de fazer”, disse Loreci. 

    Depois de finalizada as sessões de quimioterapia, realizou 30 sessões de radioterapia. Hoje, toma tamoxifeno há três anos e deve continuar pelos próximos dois anos. Vencida a batalha contra o câncer de mama, a medicação deixou sequelas. Loreci precisa retirar o útero devido o espessamento endometrial, mas enfrenta isso com otimismo pois “o pior já passou”, disse ela.

    Grupo de apoio

    Sobre a participação em grupos de apoio, Loreci diz não ter participado de nenhum. Mas que quando estava em Cuiabá para realizar o tratamento, ficava na casa de apoio Estrela Dalva, onde fez diversos amigos que passavam pelo mesmo. 

    Além disso, contou com o apoio da família, mas eles não puderam lhe acompanhar durante boa parte de seu tratamento. Também, teve muita confiança nos médicos e apoio do Pastor Deolindo (IECLB), que realiza trabalhos no Hospital do Câncer de Mato Grosso (HCMT). O Pastor, “sempre estava ali, disposto a conversar, dar palavra de conforto. Estava sempre a disposição, então ele foi muito importante para mim”, disse Loreci.

    Mensagem de apoio

    Para todas aquelas que estejam passando ou possam vir passar pela doença, Loreci deixa a seguinte mensagem: “não deixem de fazer a prevenção, pois é muito importante. Se vier a passar, enfrente isso com fé e coragem, pois será meio caminho andado para a cura”. 

    Prevenção

    O tema da campanha do Outubro Rosa deste ano é “quanto antes, melhor”, sendo o diagnóstico precoce, o responsável por aumentar as chances de cura. Conforme pesquisas, cerca de 70% dos casos de câncer de mama são detectados pelo toque. Apesar de ser recomendado realizar mamografia anualmente depois dos 40 anos, antes disso, é importante realizar exames de rotina e o preventivo. Onde, muitas vezes são capazes de detectar o câncer ainda em estado inicial.

    Por Vitória Kehl Araujo, do OPioneiro.

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