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Outubro Rosa: Conheça a história de Simira

O mês de outubro é o mês de mobilização internacional para o combate ao câncer de mama. O Inca (Instituto Nacional de Câncer) estima que a cada ano, são diagnosticados no Brasil ao menos 66.280 mil novos casos. Apesar de ser mais comum em mulheres, homens também podem desenvolver a doença. Durante o mês de outubro, o OPioneiro trará um pouco da história de algumas canaranenses que superaram a doença.

Simirami Pereira Faria, mais conhecida como Simira, tem 59 anos, mora em Canarana/MT desde 1989 e foi diagnosticada aos 47 anos. Quando recebeu o diagnóstico, não fazia nem oito meses que Simira havia realizado a última mamografia, o que mostra que a doença pode ter um desenvolvimento muito rápido. Mas com muita fé, apoio e com o tratamento adequado, hoje leva uma vida normal.

Em fevereiro de 2007, Simira foi até Goiânia/GO realizar alguns exames pois planejava colocar prótese no seio. Mesmo não tendo nenhum sintoma e nódulo aparente, foi diagnosticada com câncer de mama. Antes de iniciar o tratamento, passou por mais uma série de exames. A doença se desenvolveu muito rápido e já estava em estado avançado, a metástase (espalhar) ainda não tinha acontecido por completo, mas começou a aparecer nas glândulas da axila, o que levou à necessidade de realizar uma mastectomia (retirada do seio) total e a retirada das glândulas comprometidas. Após a cirurgia, seguiu fazendo quimio e radioterapia, ficando aproximadamente um ano em tratamento.

Reação ao diagnóstico

Sobre a reação ao descobrir a doença, Simira conta que permaneceu tranquila. Entretanto, como quem ama cuida e consequentemente fica preocupado, sua família “desesperou um pouco, mas ao verem que eu estava tranquila, eles se tranquilizaram também”, disse Simirami. 

Conforme Simira, o que mais a ajudou a passar pelo tratamento foi ter permanecido tranquila, receber bastante apoio dos amigos e familiares, principalmente de seu marido, filhos, mãe e irmãos, que estiveram junto à ela durante o tratamento ou que enviavam mensagens de carinho e a incluíam nas orações. E por último e não menos importante, ter tido muita fé.

Tratamento

De acordo com a experiência de Simira, principalmente a quimioterapia, não foi fácil, pois a deixava com muito mal estar. O que ajudava, era voltar para casa entre uma sessão e outra, onde se sentia mais confortável. Simira fez o tratamento durante aproximadamente um ano, mas continua retornando todo ano ao médico. Com a retirada total do seio, é comum o desenvolvimento de câncer em outras regiões do corpo. Simira tomou cinco anos de tamoxifeno e anastrozol, dois dos principais remédios que ajudam a inibir o desenvolvimento do câncer, contudo, afetaram seu útero. Assim, o câncer reincidiu no útero e houve a necessidade de realizar-se a retirada do órgão em 2016. 

Grupo de apoio

Simira disse que na época não chegou a participar de nenhum grupo. Mas, todas as vezes que ia a cada 21 dias fazer a quimioterapia, fez amigos com os quais conversou bastante. Eles falavam sobre as dificuldades, os desafios de cada um, compartilhavam histórias e isso fez com que as horas de tratamento passassem mais rápidas.

Mensagem de apoio

Para as pessoas que estejam passando ou possam vir a desenvolver a doença, Simira diz que não é fácil, mas é preciso ter bastante fé e otimismo. Além disso, “uma coisa muito importante que eu percebi, é que durante o tratamento a gente não tem vontade de comer nada, devido a náusea e mal estar. Então, a gente precisa se esforçar bastante para comer, principalmente tomar sucos com bastante vitaminas”. Assim, “mesmo que você não queira se alimentar, é preciso. Às vezes não é apenas o câncer que vai te prejudicar, mas sim doenças oportunistas, como a pneumonia. É importante comer para a imunidade ficar boa”, finalizou Simira.

Prevenção

O tema da campanha do Outubro Rosa deste ano é “quanto antes, melhor”, sendo o diagnóstico precoce, o responsável por aumentar as chances de cura. Conforme pesquisas, cerca de 70% dos casos de câncer de mama são detectados pelo toque. Apesar de ser recomendado realizar mamografia anualmente depois dos 40 anos, antes disso, é importante realizar exames de rotina e o preventivo. Onde, muitas vezes são capazes de detectar o câncer ainda em estado inicial.

Por Vitória Kehl Araujo, para o OPioneiro.

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