quarta-feira, 29 abril, 2026
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Confira os ganhadores do sorteio desta sexta-feira (14.01) do Show de Prêmios da ACECAN

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CANARANA – A Associação Comercial e Empresarial de Canarana-MT (Acecan) realizou nesta sexta-feira (14.01) o sorteio da campanha Show de Prêmios, o primeiro sorteio desse ano. Ao todo, 10 consumidores do comércio local da cidade foram ganhadores. (Confira a Lista de ganhadores no final da matéria).

A campanha é voltada para premiar o máximo de consumidores possíveis, atendendo a todos os segmentos e incentivando a compra durante todo o ano. Finalizando a campanha de 2021 com o sorteio com um prêmio de R$ 30 mil em dinheiro, que foi realizado no estande do Sicoob no Dinetec 2022.

Os sorteios foram realizados por meio de “lives”, e também ao vivo para aqueles que estavam no estande do Sicoob na Dinetec 2022.

A Campanha foi realizada com o apoio do Sicoob e da Prefeitura Municipal (através da Secretaria do Desenvolvimento Socioeconômico e Turístico), além de cada comércio associado.

“Esse ano foi um ano diferente, um ano muito bom, e nós tivemos a oportunidade de fazer essa parceria com a Acecan, fomentamos o comercio local, após uma decrescente no mercado onde a pandemia atrapalhou muito então nós tivemos a oportunidade de ajudar a fomentar esse comercio, e além de ajudar o comércio nós ajudamos muitas famílias também, diretamente e indiretamente. É uma satisfação e um prazer muito grande de poder participar deste momento, agora vem a campanha 2022, e estaremos juntos novamente com a Acecan e junto com a imprensa. Realização por ser uma empresa que se interessa pela comunidade.” Vivian Marques gerente da agência Sicoob Primavera em Canarana.

Por Brenda Tietz, Jornal OPioneiro.

 

 

FUTILIDADE DO DIA – Dentes de Waterloo

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Você já ouviu falar dos “dentes de Waterloo”? Esta é uma história que remonta ao século XIX, quando a Odontologia ainda engatinhava e os altos consumos de açúcar causavam índices alarmantes de cáries na população europeia. Naquela época, os dentistas acharam uma solução criativa para resolver a grande demanda por dentaduras: os chamados “dentes de Waterloo”.

O nome se remete à origem dessa história. Após o encerramento da Batalha de Waterloo (aquele famoso confronto em que Napoleão Bonaparte foi derrotado), em 1815, os ladrões, os saqueadores e até os soldados sobreviventes começaram a arrancar os dentes dos soldados que haviam morrido. Esses dentes eram então levados até os dentistas, que tinham a tarefa de limpá-los, tirar a raiz e fabricar dentaduras um tanto bizarras.

Conforme explicado em uma matéria da BBC, essas dentaduras “humanas” se tornaram famosas porque eram consideradas mais confortáveis e realistas do que as feitas com porcelana ou marfim, tirados dos hipopótamos e elefantes. Até hoje, não se tem certeza se os usuários dessas dentaduras sabiam que a matéria-prima delas vinha de pessoas mortas.

Um breve registro da história da Odontologia

Foto: Reprodução

 

Um dos aspectos mais interessantes acerca da história dos “dentes de Waterloo” é que eles servem como documento sobre de que maneira a Odontologia evoluiu ao longo dos séculos. Segundo Rachel Bairsto, curadora do Museu Britânico da Odontologia por 10 anos, os dentistas recebiam os “materiais”, ou seja, os dentes dos mortos, que eram normalmente vendidos por ladrões de túmulo, mas não se preocupavam muito com a sua origem.

A própria noção do que era um dentista, na verdade, precisa ser problematizada nesse caso, tendo em vista de que a profissão ainda não existia oficialmente. No século XIX, a Odontologia não era ainda de fato uma ciência médica, e muitos profissionais faziam trabalhos dentários — como os ferreiros, os profissionais que trabalhavam com marfim e até mesmo os joalheiros.

O macabro comércio de dentes

A história do comércio de dentes, como os surgidos após a Batalha de Waterloo, também dá um bom testemunho sobre as diferenças abissais que existiam (e ainda existem) entre classes sociais. Isso porque, por mais que a saúde bucal de todos não fosse boa, eram apenas os ricos que tinham condições de colocar dentes falsos.

Alguns registros dessa compra de dentes são anteriores à famosa batalha. Um anúncio de 1792, por exemplo, clama pela venda de dentes humanos para repor os perdidos nas bocas dos britânicos abastados.

Além disso, há um cartum de 1787, de autoria de Thomas Rowland, representando os ricos arrancando os dentes dos pobres. Há, inclusive, dados que mostram que os dentes eram retirados de escravos e de crianças pequenas para serem vendidos.

Após a Batalha de Waterloo, mais de 10 mil soldados mortos tiveram seus dentes extirpados. A consequência foi a grande oferta de dentes no mercado, o que fez o valor das dentaduras “reais” cair, possibilitando que a classe média também pudesse adquiri-las.

Fonte: MegaCurioso.

Homem tenta matar irmão à facadas na madrugada desta sexta (14) em Canarana

CANARANA – Um homem de 26 anos tentou matar seu irmão, de 34 anos, à facadas por volta das 04:35h da madrugada desta sexta-feira (14.01), na rua Boa Vista do Buricá, no Jardim Bela Vista em Canarana – MT. A vítima foi socorrida e encaminhada para o Hospital Regional de Àgua Boa – MT, Paulo Alemão.

Conforme Boletim de Ocorrência, os irmãos estavam bebendo em um bar e, ao retornarem pra casa, se desentenderam e começaram uma discussão na entrada da residência onde moram. Instantes depois, entraram em luta corporal e, um deles, pegou duas facas de serra que estavam sobre uma mesa e desferiu diversos golpes contra o outro.

A Policia Militar foi acionada por uma testemunha e ao chegar no local, prendeu o suspeito e chamou atendimento médico para a vítima, que foi encaminhada para o Hospital Municipal Lorena Parode, com ferimentos graves. Ao todo, o homem sofreu sete perfurações, sendo três no abdômen, duas no tórax, uma no pescoço e uma no rosto.

Ele foi encaminhado para o Hospital Regional. O suspeito foi levado para a Delegacia de Policia e o caso será investigado.

Por OPioneiro.

Casal é resgatado pelos bombeiros após carro ficar submerso pela água em estrada rural de Ribeirão Cascalheira

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RIBEIRÃO CASCALHEIRA – Os bombeiros resgataram um casal em um carro que ficou submerso pela água de um rio, na noite desta terça-feira (11), na zona rural de Ribeirão Cascalheira, a 765 km de Cuiabá. Apesar do susto, eles não ficaram feridos.

Picape fica submersa e casal é resgatado pelos bombeiros — Foto: Corpo de Bombeiros

De acordo com os bombeiros, a equipe estava realizando buscas na região devido ao desaparecimento de uma pessoa, quando encontraram a picape e o casal pedindo ajuda.

Quando os bombeiros iniciaram o resgate, a água alcançava a cintura deles. Mas ao final, a água já chegava ao pescoço deles.

“Foi muito rápida a subida do nível da água”, disse um dos bombeiros ao g1.

Picape ficou submersa pelo aumento do nível da água de um rio próximo — Foto: Corpo de Bombeiros

A região em que o casal ficou submerso com o carro tem um pequeno rio nas proximidades, que, com o aumento do volume das chuvas, subiu o nível da água e alcançou a estrada rural.

Os bombeiros fizeram uma ancoragem com o veículo para que não fosse levado pela correnteza. Eles resgataram o casal até um local seguro.

Por g1 MT.

FUTILIDADE DO DIA – 6 Maravilhas da natureza que não existem mais

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Os seres humanos gostam de ver lugares bonitos. Muitos viajam o mundo inteiro para conhecer museus, comer em restaurantes famosos ou observar a arquitetura de cidades históricas, porém a natureza também proporciona vários pontos turísticos imperdíveis: praias com água límpida, montanhas com neve para esquiar, paredões com vista de tirar o fôlego…

Os seis lugares desta lista eram exemplos disto: belezas naturais que atraíam muitos turistas. Contudo, não existem mais; foram modificados por fenômenos da natureza como a erosão ou destruídos pela ação humana. Você nunca mais vai ver essas belezas ao vivo, mas pode conhecê-las aqui no Mega Curioso.

1. Arcos de Darwin

(Fonte: BBC/Reprodução)

Começando por uma beleza natural que “sumiu” há pouco tempo, em maio de 2021, o Arco de Darwin era um dos grandes atrativos das Ilhas Galápagos. Foi nessa região, que pertence ao Equador, que o britânico Charles Darwin fez boa parte das experiências que culminaram na Teoria da Evolução.

O Arco de Darwin, uma ponte natural de pedra, no alto de duas outras rochas, era um local de mergulho bastante procurado por turistas, mas a erosão por água do mar desgastou as pedras até que elas desmoronaram completamente. Ainda bem que, mesmo sem o Arco de Darwin, as Ilhas Galápagos continuam sendo um destino imperdível.

2. Janela Azul

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

Outro belíssimo arco natural de pedra que foi destruído pela erosão foi a Janela Azul (ou Janela Dwejra, no idioma local). Ela ficava na ilha de Gozo, no pequeno país de Malta, no meio do Mar Mediterrâneo. Em 2017, as pedras que formavam a janela caíram na água. Antes disso, o local foi visitado por milhões de turistas durante décadas e até serviu de cenário para os dothraki, de Game of Thrones.

3. El Dedo de Dios

(Fonte: Estadão/Reprodução)

Essa curiosa pedra vertical nas Ilhas Canárias (pertencentes à Espanha) parece um dedo apontando para o céu, por isso foi batizada como “o dedo de Deus”. Ela tinha 30 metros de altura e sua imponência inspirou diversos artistas espanhóis.

Porém, uma tempestade tropical em 2005 atingiu severamente a região. A parte de baixo da pedra resistiu, é claro, enquanto a fina estrutura do “dedo de Deus” não teve chance contra a força da natureza. Após o desabamento, algumas pessoas cogitaram reconstruir a paisagem artificialmente, mas a ideia logo foi descartada.

4. Estação de ski de Chacaltaya

(Fonte: Wikimedia Commons)

A imagem acima parece de uma estação de ski para você? Não, porque falta algo essencial para esquiar: a neve. Ela existia até alguns anos atrás, quando as mudanças climáticas começaram a impedir a formação de neve.

A geleira de Chacaltaya ficava na Bolívia, a 20 quilômetros de La Paz. A partir de meados do século XX, a temperatura nos Andes começou a aumentar, fazendo a geleira perder 60% de sua massa até 1980. Naquela época, os cientistas previram que toda a neve iria sumir até 2015.

Contudo, o aquecimento foi tão rápido que a geleira foi destruída antes disso, em 2009. Agora, a estação de ski de Chacaltaya está completamente abandonada.

5. Mar de Aral

(Fonte: Wikimedia Commons)

Entre o Cazaquistão e o Uzbequistão existia um mar… que agora é um deserto. A destruição do Mar de Aral é, frequentemente, listada como um dos piores desastres ambientais causados pela ação humana.

Até meados do século XX, o Mar de Aral era o quarto maior lago do mundo. Suas águas banhavam turistas e eram usadas por pescadores da região, mas tudo mudou quando o Rio Syr Darya foi transposto para abastecer agricultores de outras regiões da Ásia Central. Tal obra, somada às mudanças climáticas, matou o Mar de Aral aos poucos.

Sobraram poucos laguinhos, e a região foi rebatizada como Deserto de Aralkum. Desde então, o Cazaquistão está tentando recuperar o Mar de Aral.

6. A árvore Ténéré

(Fonte: Wikimedia Commons)

Esse marco foi destruído pela ação humana, mas não por causa de mudanças climáticas ou obras mal pensadas — a história é bem mais curiosa.

A árvore se tornou lendária por ser a única planta a se destacar em mais de 150 quilômetros de deserto. Tanto que aparecia em mapas e era ponto de referência para as caravanas de nômades no Saara, na região noroeste do Níger. Até que, em 1973, um motorista de caminhão bêbado se chocou contra a árvore e a derrubou. Fim da história.

Fonte: MegaCurioso.

 

Fugitivo do presídio é morto pela Força Tática na noite desta quarta (12)

CANARANA – A Força Tática da Policia Militar localizou por volta das 22h da noite desta quarta-feira (12.01), á cerca de 20km de Canarana-MT, um dos fugitivos do Presídio de Água Boa Major Suzi. Ele estava armado e, após tentar contra a vida dos agentes, foi alvejado e não resistiu aos ferimentos, vindo a falecer.

Conforme Boletim de Ocorrência, os policiais receberam a informação de que um homem estaria caminhando ás margens da MT-326, 16km após o entroncamento da BR-158. Em rápida ação, chegando ao local, os agentes encontraram um dos fugitivos, Weste Junio Nunes Gama, de 34 anos, que, ao ser abordado, verificou-se que ele possuia uma arma de fogo.

Os agentes deram ordem para que ele largasse a arma, mas este, conforme B.O., levou a arma de forma brusca em direção á equipe que, para garantir sua propria segurança, disparou contra o indivíduo. Ele foi socorrido com vida pelos proprios agentes e levado ao Hospital Municipal Lorena Parode, não resistindo aos ferimentos e vindo a óbito.

Esse é o quarto indivíduo localizado dos 14 que fugiram da penitenciária de Água Boa no último dia 03 de janeiro. O fugitivo, Weste, cumpria pena por homicídio e porte ilegal de arma de fogo.

Por OPioneiro.

Fugitivo do presídio é morto pela Força Tática na noite desta quarta (12)

CANARANA – A Força Tática da Policia Militar localizou por volta das 22h da noite desta quarta-feira (12.01), á cerca de 20km de Canarana-MT, um dos fugitivos do Presídio de Água Boa Major Suzi. Ele estava armado e, após tentar contra a vida dos agentes, foi alvejado e não resistiu aos ferimentos, vindo a falecer.

Conforme Boletim de Ocorrência, os policiais receberam a informação de que um homem estaria caminhando ás margens da MT-326, 16km após o entroncamento da BR-158. Em rápida ação, chegando ao local, os agentes encontraram um dos fugitivos, Weste Junio Nunes Gama, de 34 anos, que, ao ser abordado, verificou-se que ele possuia uma arma de fogo.

Os agentes deram ordem para que ele largasse a arma, mas este, conforme B.O., levou a arma de forma brusca em direção á equipe que, para garantir sua propria segurança, disparou contra o indivíduo. Ele foi socorrido com vida pelos proprios agentes e levado ao Hospital Municipal Lorena Parode, não resistindo aos ferimentos e vindo a óbito.

Esse é o quarto indivíduo localizado dos 14 que fugiram da penitenciária de Água Boa no último dia 03 de janeiro. O fugitivo, Weste, cumpria pena por homicídio e porte ilegal de arma de fogo.

Por OPioneiro.

Fugitivo do presídio é morto pela Força Tática na noite desta quarta (12)

CANARANA – A Força Tática da Policia Militar localizou por volta das 22h da noite desta quarta-feira (12.01), á cerca de 20km de Canarana-MT, um dos fugitivos do Presídio de Água Boa Major Suzi. Ele estava armado e, após tentar contra a vida dos agentes, foi alvejado e não resistiu aos ferimentos, vindo a falecer.

Conforme Boletim de Ocorrência, os policiais receberam a informação de que um homem estaria caminhando ás margens da MT-326, 16km após o entroncamento da BR-158. Em rápida ação, chegando ao local, os agentes encontraram um dos fugitivos, Weste Junio Nunes Gama, de 34 anos, que, ao ser abordado, verificou-se que ele possuia uma arma de fogo.

Os agentes deram ordem para que ele largasse a arma, mas este, conforme B.O., levou a arma de forma brusca em direção á equipe que, para garantir sua propria segurança, disparou contra o indivíduo. Ele foi socorrido com vida pelos proprios agentes e levado ao Hospital Municipal Lorena Parode, não resistindo aos ferimentos e vindo a óbito.

Esse é o quarto indivíduo localizado dos 14 que fugiram da penitenciária de Água Boa no último dia 03 de janeiro. O fugitivo, Weste, cumpria pena por homicídio e porte ilegal de arma de fogo.

Por OPioneiro.

FUTILIDADE DO DIA – Charles Fiester, o homem que ficou imóvel por 515 dias pata não ser executado

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Pouco se sabe sobre a história de Charles Fiester, e muitos a acham irrelevante, visto que são suas ações na vida adulta, em meados de 1895, que contam. De acordo com registros do Departamento de Polícia de Salem, no Oregon (EUA), Fiester tinha 22 anos quando conheceu e se casou com Nancy, que na época tinha apenas 13 anos.

O casal chegou a criar 10 filhos em um casamento de 30 anos que, para vizinhos e colegas, parecia estável e amoroso. O homem era conhecido por sua simpatia, sua fala mansa e seu trabalho duro, valores que eram muito celebrados no século XIX.

Mas isso tudo mudou quando Nancy começou a aparecer repleta de hematomas e as gritarias em casa tomaram conta do habitual silêncio. Então ela começou a sair com outra pessoa ao decidir pôr um fim no casamento. O resultado: ela acabou assassinada por Fiester.

Foto: Reprodução

Em 30 de setembro daquele ano, Fiester se declarou inocente por motivo de insanidade diante do juiz do tribunal do Condado de Josephine — ou seja, ele não poderia ser executado —, mas seu julgamento aconteceu anos antes de a ideia de insanidade temporária impregnar os tribunais norte-americanos. Ele não tinha histórico de instabilidade mental, portanto, por falta de provas, o júri não se convenceu de que ele estava louco durante o crime. Fiester foi considerado culpado e condenado à morte por enforcamento.

Poucos dias antes de sua execução, a Suprema Corte Estadual concedeu uma suspensão da execução para poder revisar a alegação de insanidade. Porém, no meio da prorrogação, o cenário de uma liberdade já não parecia mais uma possibilidade.

Temendo acabar na corda em praça pública, Fiester simplesmente se deitou em seu beliche na cela, encarou o teto por alguns minutos e nunca mais se moveu, falou ou respondeu a ninguém.

Catatônico

O homem entrou em um estado catatônico profundo, o que foi suficiente para um psicólogo do tribunal o declarar louco. E, como Fiester esperava, sua execução foi interrompida.

Ele permaneceu onde estava, sob supervisão, esperando que saísse daquele estado enquanto seu caso definhava. Os agentes penitenciários tiveram de cuidar dele, alimentando-o várias vezes ao dia, banhando e trocando suas fraldas. Era como se só o corpo dele estivesse em pleno funcionamento, mas não sua mente.

Após 515 dias imóvel, em 10 de maio de 1897, Fiester acordou, mesmo sem ninguém ter visto, quando dois de seus filhos, William (26) e John (18), terminaram na mesma cela que ele após cometerem um roubo.

Os prisioneiros alegaram aos carcereiros que ouviram a família cochichando no meio da madrugada. Na manhã seguinte, ao levar o que seria sua última bandeja de comida, um policial encarregado de alimentar Fiester disse que nunca mais faria aquele serviço.

“Você jogou bem”, disse o policial. “É, mas foi difícil”, respondeu o criminoso, após 43 meses em silêncio.

Em 21 de abril de 1898, a defesa contra insanidade de Fiester foi indeferida, e o juiz declarou que ele seria enforcado em 10 de junho. Na manhã seguinte, o homem foi encontrado no mesmo estado catatônico pelo xerife, mas com os olhos revirados, a respiração difícil e inconsciente.

Seu enforcamento foi adiado por apenas algumas horas, porque o público se recusou a ser enganado de novo. Mesmo desacordado, às 13h, os oficiais o carregaram para forca, na qual Fiester encontrou seu destino.

Fonte: MegaCurioso

FUTILIDADE DO DIA – Charles Fiester, o homem que ficou imóvel por 515 dias pata não ser executado

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Pouco se sabe sobre a história de Charles Fiester, e muitos a acham irrelevante, visto que são suas ações na vida adulta, em meados de 1895, que contam. De acordo com registros do Departamento de Polícia de Salem, no Oregon (EUA), Fiester tinha 22 anos quando conheceu e se casou com Nancy, que na época tinha apenas 13 anos.

O casal chegou a criar 10 filhos em um casamento de 30 anos que, para vizinhos e colegas, parecia estável e amoroso. O homem era conhecido por sua simpatia, sua fala mansa e seu trabalho duro, valores que eram muito celebrados no século XIX.

Mas isso tudo mudou quando Nancy começou a aparecer repleta de hematomas e as gritarias em casa tomaram conta do habitual silêncio. Então ela começou a sair com outra pessoa ao decidir pôr um fim no casamento. O resultado: ela acabou assassinada por Fiester.

Foto: Reprodução

Em 30 de setembro daquele ano, Fiester se declarou inocente por motivo de insanidade diante do juiz do tribunal do Condado de Josephine — ou seja, ele não poderia ser executado —, mas seu julgamento aconteceu anos antes de a ideia de insanidade temporária impregnar os tribunais norte-americanos. Ele não tinha histórico de instabilidade mental, portanto, por falta de provas, o júri não se convenceu de que ele estava louco durante o crime. Fiester foi considerado culpado e condenado à morte por enforcamento.

Poucos dias antes de sua execução, a Suprema Corte Estadual concedeu uma suspensão da execução para poder revisar a alegação de insanidade. Porém, no meio da prorrogação, o cenário de uma liberdade já não parecia mais uma possibilidade.

Temendo acabar na corda em praça pública, Fiester simplesmente se deitou em seu beliche na cela, encarou o teto por alguns minutos e nunca mais se moveu, falou ou respondeu a ninguém.

Catatônico

O homem entrou em um estado catatônico profundo, o que foi suficiente para um psicólogo do tribunal o declarar louco. E, como Fiester esperava, sua execução foi interrompida.

Ele permaneceu onde estava, sob supervisão, esperando que saísse daquele estado enquanto seu caso definhava. Os agentes penitenciários tiveram de cuidar dele, alimentando-o várias vezes ao dia, banhando e trocando suas fraldas. Era como se só o corpo dele estivesse em pleno funcionamento, mas não sua mente.

Após 515 dias imóvel, em 10 de maio de 1897, Fiester acordou, mesmo sem ninguém ter visto, quando dois de seus filhos, William (26) e John (18), terminaram na mesma cela que ele após cometerem um roubo.

Os prisioneiros alegaram aos carcereiros que ouviram a família cochichando no meio da madrugada. Na manhã seguinte, ao levar o que seria sua última bandeja de comida, um policial encarregado de alimentar Fiester disse que nunca mais faria aquele serviço.

“Você jogou bem”, disse o policial. “É, mas foi difícil”, respondeu o criminoso, após 43 meses em silêncio.

Em 21 de abril de 1898, a defesa contra insanidade de Fiester foi indeferida, e o juiz declarou que ele seria enforcado em 10 de junho. Na manhã seguinte, o homem foi encontrado no mesmo estado catatônico pelo xerife, mas com os olhos revirados, a respiração difícil e inconsciente.

Seu enforcamento foi adiado por apenas algumas horas, porque o público se recusou a ser enganado de novo. Mesmo desacordado, às 13h, os oficiais o carregaram para forca, na qual Fiester encontrou seu destino.

Fonte: MegaCurioso