RIBEIRÃO CASCALHEIRA – Lideranças políticas, empresários e moradores de Ribeirão Cascalheira uniram forças para rejeitar formalmente a proposta de construção de um anel viário na BR-158. O posicionamento da gestão municipal ocorreu durante uma audiência pública realizada com representantes do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) na Câmara Municipal, onde a comunidade local debateu o futuro logístico da região.

A prefeita Elza, acompanhada de vereadores e representantes da Associação Comercial e Empresarial (ACERC), liderou o argumento de que a retirada do fluxo de veículos pesados do perímetro urbano trará prejuízos irreparáveis à economia. Para o setor produtivo, o fluxo diário de motoristas e caminhoneiros é o combustível que sustenta postos de combustíveis, restaurantes, hotéis e o comércio varejista local. Desviar o trânsito significaria isolar economicamente a cidade.
Divergências e desapontamento de defensores do anel viário
Apesar do consenso entre comerciantes e poder público, a rejeição do anel viário gerou desapontamento em uma parcela da população e entre motoristas que transitam pela região. Aqueles que defendiam o desvio rodoviário argumentam que a permanência das carretas pesadas no centro da cidade compromete gravemente a qualidade de vida e a segurança dos moradores.
As principais frustrações apontadas pelos defensores do projeto incluem:
- Insegurança para pedestres: O tráfego pesado de carretas de grãos e biotrens dividindo espaço com motociclistas, ciclistas e pedestres eleva constantemente o risco de atropelamentos e acidentes fatais no perímetro urbano.
- Poluição e ruído: Moradores que residem próximos às avenidas principais lamentam a continuidade da poeira, da emissão de fumaça e do barulho intenso dos freios motor durante as madrugadas.
- Destruição do asfalto urbano: O peso excessivo das cargas de trânsito rápido acelera o desgaste das vias municipais, gerando buracos e demandando manutenção constante por parte do município.
- Perda de uma oportunidade histórica: Críticos da decisão apontam que o veto ao contorno pode afastar investimentos federais definitivos em infraestrutura moderna que o DNIT pretendia implantar.
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A proposta local: obras na travessia urbana
Para mitigar os problemas apontados e tentar conciliar a economia com a segurança, as forças locais exigem que o DNIT execute um projeto alternativo de adequação de 1,4 quilômetro da travessia urbana atual. A comunidade apresentou estudos topográficos mostrando que é viável organizar o tráfego sem a necessidade de criar um anel externo.
As propostas levadas ao DNIT incluem a criação de bolsões de estacionamento recuados na Avenida Mutirão para acomodar os caminhões, além de melhorias de sinalização e intervenções estruturais de segurança na pista existente.
Cobrança na “Curva da Macaca”
Aproveitando o espaço de diálogo com os técnicos federais, a comitiva de Ribeirão Cascalheira também cobrou agilidade para outro gargalo rodoviário regional: o alargamento emergencial da conhecida “Curva da Macaca”, localizada na BR-143. O trecho é considerado perigoso e tem registrado frequentes acidentes graves.
A mobilização da cidade agora aguarda o parecer final do DNIT sobre o acolhimento das propostas de engenharia na travessia urbana, enquanto a comunidade segue dividida entre o alívio comercial e o desafio de conviver com o tráfego pesado no coração do município.
Da Redação.
