sexta-feira, 29 agosto, 2025
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Se fosse país, MT seria o 3º maior produtor mundial de soja

Se Mato Grosso fosse um país, seria o terceiro maior produtor de soja do mundo, atrás apenas do Brasil e dos Estados Unidos.

Na safra 2024/25, o Estado superou a Argentina, produzindo 300 mil toneladas a mais do grão, e totalizando 50,6 milhões de toneladas.

A liderança nacional também aparece no milho, no algodão e na carne bovina.

Foto: Divulgação

A essência de Mato Grosso é agrícola: 71% agricultura e 29% pecuária, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).

A produção soma R$ 230 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB) estadual e representa 56,2% do agrícola nacional.

O agronegócio brasileiro contribui com 23,2% do Produto Interno Bruto (PIB) do País, hoje próximo de R$ 12 trilhões.

Parte da posição de destaque do Brasil no agro mundial se deve ao Estado. Na safra 2024/25, o País produziu 169,49 milhões de toneladas de soja; os EUA, 118 milhões.

Só Mato Grosso alcançou quase metade da safra americana, com 50,6 milhões de toneladas — 30,03% da produção nacional e 12,06% da mundial. Mais de 60% vão para exportação, in natura ou como óleo e farelo.

O Estado também lidera a produção de milho, segundo o Imea, com 55 milhões de toneladas nesta safra, mais que o dobro de dez anos atrás e 40% do total nacional.

Metade é exportada, mas o consumo interno já responde por 31,6%.

“O milho em Mato Grosso foi impulsionado pelas biorrefinarias, que absorvem a produção regional. O consumo maior no Estado também beneficiou produtores do Sul, que já não enfrentam a concorrência do grão do Centro-Oeste”, diz Alexandre Nepomuceno, chefe-geral da Embrapa Soja.

Para a pesquisadora Daniela Dalla Costa, da Fundação Mato Grosso, a alta produção favorece a industrialização. “Quando se tem alta produtividade de grãos e insumos, também se consegue logística mais facilitada, o que atrai a indústria. No médio-norte, cresce a presença de usinas de etanol e derivados de milho.”

INFRAESTRUTURA – Produtores investem em infraestrutura para processar parte da safra na região. Em pouco mais de uma década, a expectativa é de que o Estado atinja o nível de São Paulo em agroindústria.

“A indústria de etanol de milho gera o DDG (resíduo para ração animal) e já começamos a confinar bois. Empresas surgem ao redor do confinamento para insumos e serviços”, diz Gilson Antunes de Melo, vice-presidente Oeste da Aprosoja-MT.

Hoje, Mato Grosso conta com 321 agroindústrias — 137 algodoeiras, 57 laticínios, 51 frigoríficos de bovinos e suínos e 24 plantas de biodiesel e etanol.

O algodão é destaque, com 72,5% da pluma nacional e 11% da mundial. Em dez anos, a produção triplicou, alcançando 2,9 milhões de toneladas.

Além de soja, milho e algodão, o Estado tem o maior rebanho bovino do País: 32,8 milhões de cabeças, 14,3% do nacional. Do total, 7,4 milhões são abatidos anualmente.

Técnicas de manejo como a Integração Lavoura Pecuária (ILP) permitem usar 5,1 milhões de hectares degradados e possibilitam até três safras, duas de grãos ou fibras e uma de carne.

Por JOSÉ MARIA TOMAZELA
Do Estado de S. Paulo

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