sexta-feira, 1 maio, 2026
InícioNotíciasAgronegócioSe fosse país, MT seria o 3º maior produtor mundial de soja

Se fosse país, MT seria o 3º maior produtor mundial de soja

Se Mato Grosso fosse um país, seria o terceiro maior produtor de soja do mundo, atrás apenas do Brasil e dos Estados Unidos.

Na safra 2024/25, o Estado superou a Argentina, produzindo 300 mil toneladas a mais do grão, e totalizando 50,6 milhões de toneladas.

A liderança nacional também aparece no milho, no algodão e na carne bovina.

Foto: Divulgação

A essência de Mato Grosso é agrícola: 71% agricultura e 29% pecuária, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).

A produção soma R$ 230 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB) estadual e representa 56,2% do agrícola nacional.

O agronegócio brasileiro contribui com 23,2% do Produto Interno Bruto (PIB) do País, hoje próximo de R$ 12 trilhões.

Parte da posição de destaque do Brasil no agro mundial se deve ao Estado. Na safra 2024/25, o País produziu 169,49 milhões de toneladas de soja; os EUA, 118 milhões.

Só Mato Grosso alcançou quase metade da safra americana, com 50,6 milhões de toneladas — 30,03% da produção nacional e 12,06% da mundial. Mais de 60% vão para exportação, in natura ou como óleo e farelo.

O Estado também lidera a produção de milho, segundo o Imea, com 55 milhões de toneladas nesta safra, mais que o dobro de dez anos atrás e 40% do total nacional.

Metade é exportada, mas o consumo interno já responde por 31,6%.

“O milho em Mato Grosso foi impulsionado pelas biorrefinarias, que absorvem a produção regional. O consumo maior no Estado também beneficiou produtores do Sul, que já não enfrentam a concorrência do grão do Centro-Oeste”, diz Alexandre Nepomuceno, chefe-geral da Embrapa Soja.

Para a pesquisadora Daniela Dalla Costa, da Fundação Mato Grosso, a alta produção favorece a industrialização. “Quando se tem alta produtividade de grãos e insumos, também se consegue logística mais facilitada, o que atrai a indústria. No médio-norte, cresce a presença de usinas de etanol e derivados de milho.”

INFRAESTRUTURA – Produtores investem em infraestrutura para processar parte da safra na região. Em pouco mais de uma década, a expectativa é de que o Estado atinja o nível de São Paulo em agroindústria.

“A indústria de etanol de milho gera o DDG (resíduo para ração animal) e já começamos a confinar bois. Empresas surgem ao redor do confinamento para insumos e serviços”, diz Gilson Antunes de Melo, vice-presidente Oeste da Aprosoja-MT.

Hoje, Mato Grosso conta com 321 agroindústrias — 137 algodoeiras, 57 laticínios, 51 frigoríficos de bovinos e suínos e 24 plantas de biodiesel e etanol.

O algodão é destaque, com 72,5% da pluma nacional e 11% da mundial. Em dez anos, a produção triplicou, alcançando 2,9 milhões de toneladas.

Além de soja, milho e algodão, o Estado tem o maior rebanho bovino do País: 32,8 milhões de cabeças, 14,3% do nacional. Do total, 7,4 milhões são abatidos anualmente.

Técnicas de manejo como a Integração Lavoura Pecuária (ILP) permitem usar 5,1 milhões de hectares degradados e possibilitam até três safras, duas de grãos ou fibras e uma de carne.

Por JOSÉ MARIA TOMAZELA
Do Estado de S. Paulo

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.