sexta-feira, 9 dezembro, 2022
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Mendes: investir em Segurança não basta; é preciso endurecer lei

O governador Mauro Mendes (União) afirmou nesta semana que todo o investimento feito em Segurança Pública muitas vezes é em vão diante da brandura da legislação penal brasileira.

“Vivo ouvindo os meus policiais reclamarem que prendem um bandido, (…) enquanto ele está lá fazendo a burocracia, já tem bandido saindo na audiência de custódia”.

Foto: Mayke Toscano/Secom-MT

Em entrevista concedida à rádio Centro América FM, na sexta-feira (12), Mendes reconheceu que há um aumento preocupante na violência em Sorriso e Cáceres, por conta das facções que migraram para o Estado, procurando principalmente rotas para o tráfico.

“Um absurdo essa história das facções criminosas. Se não houver uma mudança radical na lei brasileira, porque não é o governador nem a Assembleia que fazem lei sobre isso, é o Congresso Nacional”, cobrou.

“Algumas cidades brasileiras foram perdidas para o crime organizado. Rio de Janeiro é uma delas. Então, precisa mudar muito a lei brasileira, porque aí sim nós vamos pegar esses bandidos, esses líderes faccionados”.

 

O governador relatou que, mesmo com a construção de presídios de segurança máxima, com celas individuais, é muito difícil manter os líderes de facções separados dos demais presos.

 

“Construímos a ala de segurança máxima com celas individuais para líderes faccionados, mas a lei nos engessa, você tem dificuldade. Você coloca lá, o advogado vem, representa, quer processar porque está colocando o cara em uma solitária”.

 

Mendes ainda levantou a questão de que o tráfico não vem sozinho, mas estimula a prática de diversos outros crimes. Diante disso, o governador aponta que a situação pode sair totalmente do controle, caso não seja duramente combatida.

“Tem que ter uma união do Governo do Estado, Federal, porque essa relação com outros países, quando se fala de segurança, fronteira, é um problema do Itamaraty. Os entes subnacionais você pode cobrar, e nós fazemos isso, juntar todo mundo para pressionar o Governo Federal”.

Por ANGÉLICA CALLEJAS E VITÓRIA GOMES
DA REDAÇÃO, Midia News.

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