sexta-feira, 1 maio, 2026
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FUTILIDADE DO DIA – Canibalismo dos Tupinambás

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Entre as tribos indígenas que viviam no Brasil na época do início da colonização portuguesa, no século XVI, os tupinambás ficaram conhecidos amplamente por uma característica peculiar: a antropofagia, isto é, o ato de comer carne humana, também denominado canibalismo. É certo que os tupinambás não eram os únicos a exercer tal prática, mas em razão sobretudo dos relatos de alguns viajantes europeus que presenciaram os rituais de canibalismo dessa tribo, sua fama correu o mundo.

O ritual antropofágico era comum entre os índios tupinambás no Brasil *
Foto: Historiasdomundo

O principal relato escrito sobre o canibalismo dos tupinambás é de autoria do aventureiro alemão Hans Staden (1525-1579) e está registrado na obra Duas Viagens para o Brasil, publicada em 1557. Esse relato circulou amplamente entre os círculos letrados da Europa por várias décadas, o que contribuiu para a composição de um imaginário exótico do chamado “Novo Mundo”.

Outro europeu que se dedicou a refletir sobre o canibalismo dos índios brasileiros foi o filósofo francês Michel de Montaigne (1533-1592), inventor do gênero de escrita chamado ensaio. Montaigne escreveu o ensaio intitulado “Dos Canibais” para pensar a própria forma de organização da civilização europeia de sua época (século XVI) em contraste com a tribo primitiva dos tupinambás. Sem contar que tanto Montaigne quanto várias multidões de pessoas do século XVI tiveram a oportunidade de ver índios tupinambás em cidades como Lisboa e Paris. Eles haviam sido capturados no Brasil e para lá conduzidos a fim de acrescentar uma “mostra exótica” à corte dos monarcas europeus.

A prática do canibalismo entre as tribos indígenas brasileiras é interpretada por antropólogos e historiadores sobre vários ângulos. Primeiramente, deve-se destacar que o canibalismo tupinambá é caracterizado como “exocanibalismo”, isto é, essa tribo não devorava membros de sua própria comunidade, mas buscava em outras tribos rivais o seu “alimento”. Geralmente os homens canibalizados eram guerreiros capturados em batalhas. O corpo desses rivais era comido em cerimônias com presença de dança e outros elementos ritualísticos. O canibalismo, na maioria dos casos, possuía algum fundamento mítico que o legitimava, como a necessidade de espantar a violência do grupo, da comunidade, através do sacrifício de membros de fora dela.

Na década de 1920, vale acrescentar que o poeta, polemista e filósofo Oswald de Andrade, um dos organizadores da Semana de Arte Moderna de 1922, publicou o “Manifesto Antropófago”, um dos textos-base do Modernismo artístico brasileiro, no qual evocou a ideia dos índios canibais brasileiros, dando a ela um sentido estético que serviu como marca da capacidade da cultura brasileira de absorver outras culturas e tradições e imprimir nelas sua própria marca.

Por Cláudio Fernandes, Histórias do Mundo.

Acidente na MT-109 deixa vítima fatal nesta sexta (15) em Canarana

CANARANA – Um grave acidente de trânsito por volta das 09:40h na manhã desta sexta-feira (15.10) na MT-109, à 36 km da zona urbana de Canarana – MT, deixou uma vítima fatal. O motorista teria perdido o controle do veículo e capotado.

Conforme Boletim de Ocorrência, a Policia Militar foi acionada para atender o acidente, e, quando chegaram no local, juntamente com uma ambulância, se depararam com o veículo, um Fiat Uno Mille Branco, capotado na lateral da pista. Uma testemunha afirma que o veículo seguia rumo à Querência – MT, quando numa rampa de um morro da pista, o motorista perdeu o controle do veículo.

Janisson Fereira (31 anos), único envolvido no acidente, foi retirado, ainda com vida, do carro por pessoas que passavam pelo local. Ele foi levado para o Hospital Municipal Lorena Parode pela ambulância, não resistindo, contudo, aos graves ferimentos, vindo a óbito.

O caso será investigado.

Que Deus conforte a família neste momento de dor.

Por OPioneiro.

Governo investe em aeródromo e rodoviária de São Félix do Araguaia

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SÃO FELIX DO ARAGUAIA – O Governo do Estado está investindo na melhoria logística do município de São Félix do Araguaia, reformando o terminal rodoviário e também o aeródromo da cidade. Distante 1.159 quilômetros de Cuiabá, São Félix é um dos principais destinos da temporada de praias do Rio Araguaia, além de ter outros atrativos turísticos, como a Ilha do Bananal e aldeias indígenas.

São Félix é um dos principais destinos da temporada de praias do Rio Araguaia – Foto por: Prefeitura de São Felix do Araguaia

A reforma da rodoviária será realizada por meio de um convênio entre a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) e a Prefeitura de São Félix do Araguaia. O convênio havia sido firmado em 2013 e o Estado seria responsável por repassar R$ 341 mil para a prefeitura. No entanto, a obra foi interrompida em 2016 e retomada na atual gestão. A prefeitura fez um realinhamento do preço e a Sinfra-MT autorizou um aditivo ao contrato, que agora é de R$ 562 mil.

De acordo com a prefeita de São Félix do Araguaia, Janailza Taveira, a ampliação do terminal rodoviário vai permitir que a cidade tenha um lugar adequado para receber os turistas e os cidadãos que chegam ao município por via terrestre. “A obra da rodoviária será retomada agora graças ao governador Mauro Mendes e a equipe da Sinfra-MT. Aqui é Governo e município trabalhando por todos os mato-grossenses”, afirmou.

Ao mesmo tempo, o Estado investe em um projeto de reforma do aeroporto de São Félix do Araguaia. O projeto, que está em fase de elaboração, prevê a recuperação do pavimento da pista de pouso, sinalização horizontal e construção de cerca. O investimento está previsto dentro do programa Mais MT Aeródromos Públicos.

“Investir em aeroportos é pensar em logística de forma estratégica”, afirma o secretário de Infraestrutura, Marcelo de Oliveira. “O avião atrai pessoas e diminui distâncias, principalmente em um Estado com dimensões de um país, como é o caso de Mato Grosso”, completou.

Mais MT Aeródromos

O Governo do Estado lançou em agosto de 2021 o Mais MT Aeródromos Públicos, o programa estadual para melhoria dos aeródromos de Mato Grosso. Gerido pela Sinfra-MT, o programa prevê um investimento de R$ 70 milhões, em recursos próprios, para viabilizar projetos e obras em 2021 e 2022.

Por Guilherme Blatt | Sinfra-MT.

Celeiro Construções comemora 5 anos com descontos de até 50% em diversos produtos

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CANARANA – Há exatos cinco anos surgia em Canarana – MT a Celeiro Construções! Um sonho, carregado de dificuldades e incertezas, mas que foram compensadas pela fé e determinação postas em prática diariamente. Neste mês de outubro, como forma de agradecer a cada um dos clientes e amigos, a empresa está com descontos em diversos produtos da loja.

E nesse mês de aniversário, a Celeiro vai compartilhar, além dos sonhos, ótimos presentes. São conjuntos de armários, luminárias, tintas e diversos outros produtos com até 50% de desconto e condições especiais de pagamento. A equipe da Celeiro, hoje com 12 colaboradores, já está a postos para receber cada canaranense para comemorar junto esse aniversário.

Alguns dos produtos em promoção no mês de aniversário Celeiro.

Em seus cinco anos, a Celeiro vem evoluindo e conquistando espaço na cidade e região, se transformando num ponto para  encontrar tudo que cada um precisa para construir aquilo que virá a ser o seu lar, fazendo jus ao seu próprio slogan “Use essa casa para construir a sua”. Assim, a Celeiro, ajudou a construir e reformar centenas de lares nestes cinco anos, fazendo de seu sonho, o sonho de cada cliente.

A sócia-proprietária da empresa, Keila Tonelli, salienta contudo, que o maior tesouro que a empresa conseguiu nesse tempo “foram as pessoas. Ganhamos clientes, mas, sobretudo, fizemos amigos. Pessoas que abriram mais que as portas de suas empresas e residências. Abriram seus corações e permitiram que houvesse uma sincera interação pessoal”.

“Temos muito que agradecer a cada parceiro e cliente que tornou a história da Celeiro Construções ainda mais especial e marcante. Estes são apenas os primeiros cinco anos, dos muitos que ainda virão, de trabalho e dedicação” finaliza Keila.

A Celeiro Construções está localizada na rua Miraguai, número 311, no centro de Canarana, e atende pelos telefones (66) 3478 – 2977 ou (66) 9.8434-0219. 

Por OPioneiro.

FUTILIDADE DO DIA – Fenícios no Brasil?

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Quando se estuda Idade Antiga, a civilização fenícia possui muito destaque, sobretudo quando se trata das guerras que os romanos promoveram contra Cartago (Guerras Púnicas), a principal cidade construída pelos fenícios, situada no Noroeste da África. Além disso, a criação do primeiro alfabeto – as famosas inscrições fenícias – e as intensas rotas de comércio marítimo destacam ainda mais a importância dessa civilização.

Contudo, em alguns momentos da história aparecem recorrentemente algumas teorias mirabolantes relacionadas a essas antigas civilizações. Uma delas refere-se especificamente aos fenícios, ou melhor: a indícios da presença dos fenícios no Brasil. Essa teoria é fruto de uma conjunção de fatores que leva em conta: lendas europeias antigas, anteriores à descoberta do Brasil, e os achados arqueológicos em terras brasileiras, que só seriam satisfatoriamente explicados a partir do avanço dos estudos arqueológicos no século XX.

O imaginário europeu anterior às grandes navegações dos séculos XV e XVI, e do consequente descobrimento do continente americano, concebia uma série de lendas a respeito de civilizações perdidas e de grandes aventuras além mar, isto é, incursões marítimas através do Oceano Atlântico, até então pouco explorado. A história da ilha perdida de Atlântida é a mais famosa dessas lendas.

Os fenícios eram exímios comerciantes marítimos e haviam conseguido estabelecer rotas por praticamente todo o mar mediterrâneo. Por esse motivo, os europeus imaginaram a mítica fundação de uma colônia fenícia numa ilha do Atlântico – não havia a perspectiva de que pudesse existir um continente além mar. Essa ilha faria parte de regiões desconhecidas desde a época do dilúvio, relatado pelo Gênesis.

Após o descobrimento do Brasil e o processo de colonização, os primeiros estudiosos europeus que fizeram expedições pelo sertão nordestino se depararam com achados arqueológicos bastante impressionantes, sobretudo inscrições e pinturas rupestres. As mais famosas destas inscrições rupestres são as itacoatiaras (“pinturas em pedra”, em tupi-guarani) de Ingá, no estado da Paraíba.

As inscrições rupestres nas rochas de Ingá, na Paraíba, contribuíram indiretamente para a lenda da presença nos fenícios no Brasil.2

Segundo informações da arqueóloga Gabriela Martin, em sua obra Pré-História do Nordeste do Brasil, as inscrições rupestres de Ingá se “converteram”, na segunda metade do século XIX, em inscrições fenícias. Isso se deu, em parte, porque a grande autoridade em arqueologia no Brasil naquela época, Ladislau Netto, acreditou que isso pudesse ser verdade. Netto teve contato com uma suposta transcrição de inscrições fenícias que teriam sido encontradas por alguém chamado Joaquim Alves da Costa, no município de Pouso Alto, no vale do Paraíba, e enviadas ao Marquês de Sapucaí, diretor do IHGB (Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro) na época.

Sabe-se hoje que o município de Pouso Alto e Joaquim Alves da Costa jamais existiram e que as supostas inscrições fenícias eram, na verdade, as itacoatiaras de Ingá, referidas acima. Provavelmente alguém que conhecia o Marquês de Sapucaí e Ladislau Netto lhes enviou a transcrição de um texto fenício qualquer, sugerindo, de má-fé, que tivesse sido encontrado em rochas da Paraíba. Ladislau Netto havia estudado na Europa e foi aluno do grande arqueólogo Ernest Renan, especialista em arqueologia fenícia, o que dava ainda mais credibilidade à história da presença dos fenícios no Brasil. Entretanto, em 1875, num artigo intitulado “Inscrição Phenicia”, L. Netto admitiu que tinha sido vítima de uma fraude e reconhecia que não havia provas concretas sobre a presença de fenícios no Brasil.

Ainda segundo Gabriela Martin, outra personalidade que contribuiu para a lenda da presença dos fenícios no Brasil foi Ludwing Schwennhagen. Schwennhagen era austríaco e tinha um interesse excêntrico pelas pinturas rupestres e pelas estruturas dos achados arqueológicos no Nordeste do Brasil. Esteve no Brasil nas décadas de 1910 e 1920, dando aulas e viajando pelo sertão. Esse pesquisador austríaco unia métodos de arqueologia com as fantasias de lendas antigas, como a lenda das Sete Cidades (uma lenda que surgia na Península Ibérica, na Idade Média, por volta do século VIII, que versava sobre a vigem do último rei dos Visigodos para fundar uma civilização no além-mar, conhecida como Sete Cidades) e a lenda da cidade mítica de Tutoia, no vale do Paraíba. Nesta última, segundo Schwennhagen, os fenícios teriam se unido a troianos e construído várias cidades, dentre as quais, a mais importante: Tutoia.

Essas histórias fantasiosas só foram possíveis, em grande parte, por conta da falta de sofisticação das técnicas de datação arqueológica, que só em meados do século XX seriam desenvolvidas e aqui aplicadas. Mas, como se percebe com as informações acima, as lendas antigas, motivadas pelo mistério gerado pela imensidão do Oceano Atlântico, anterior à descoberta da América, também contribuíram para que o imaginário ficasse por um bom tempo ocupando o lugar das explicações mais rigorosas.

* Créditos de imagem:

1Shutterstock e Babich Alexander

2Lúcia Barreiros da Silva

Por Cláudio Fernandes .

 

Presidente da AMM destaca investimentos do Governo de MT na agricultura familiar: “dignidade para o pequeno produtor”

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O presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Neurilan Fraga, enalteceu as ações do Governo de Mato Grosso de recuperação do ‘caixa’ do Estado que permitiram a realização do maior programa de investimentos da história de Mato Grosso, o Mais MT.

Presidente da AMM destaca investimentos do Governo de MT na agricultura familiar – Foto por: Tchelo Figueiredo

Neurilan lembrou que até cerca de três anos atrás, as prefeituras enfrentavam uma grave crise de receita em função dos atrasos nos repasses do Governo do Estado e que as ações não chegavam aos municípios menores.

“Há cerca de três, quatro anos atrás nós tínhamos uma briga muito grande com o Governo do Estado, porque atrasava os repasses do ICMS, da Saúde, as prefeituras ficavam até seis meses sem receber recursos. Não existia obra do Governo de Mato Grosso sendo realizada no Estado. Eram só promessas não cumpridas. Essa gestão, em menos de três anos, recuperou as finanças do Estado e hoje nós vemos ações do Governo nos 141 municípios, em todas as áreas”, afirmou Neurilan Fraga, na última sexta-feira (08.10), durante entrega de maquinário para a agricultura familiar e a infraestrutura dos 141 municípios.

Nesta etapa, o Governo do Estado aplicou R$ 209 milhões na maior entrega de máquinas e equipamentos através das secretarias de Agricultura Familiar (Seaf-MT) e de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT).

Neurilan reforçou a necessidade de investimento no pequeno produtor e afirmou, ainda, que o maquinário vai dar dignidade a essa população que, sozinha, não tem condição de produzir sequer para consumo próprio.

“Mato Grosso hoje possui mais de 150 mil pequenos produtores, muitos deles vivendo de bolsa família, muitos deles não conseguem produzir nem pra sua subsistência, a maioria concentrados nos municípios pequenos, onde o prefeito não tem condição de fornecer uma patrulha agrícola, nem mesmo de dar assistência técnica. Então, essa ação do Governo do Estado vem justamente para possibilitar que os recursos possam chegar lá na ponta, fazendo com que nossos produtores produzam, tenham receita própria e vivam com dignidade”, finalizou Neurilan Fraga.

Por Érika Oliveira | Secom-MT.

Nova lei para loteamentos em Canarana agora obriga iluminação em LED, drenagem e aumenta a largura da rua

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CANARANA – A Câmara Municipal aprovou por unanimidade na sessão ordinária de quarta-feira (13), o Projeto de Lei Complementar nº 08/2021, que dá nova redação ao parcelamento e uso do solo urbano em Canarana-MT, atingindo, por exemplo, novos projetos de loteamentos residenciais e industriais.

Cidade de Canarana; Foto – RF Imagens.

 

Entre as mudanças, está que as principais avenidas da cidade não poderão ser bloqueadas e que a caixa deverá seguir o padrão de 60 metros. Se a largura do asfalto for menor, automaticamente o canteiro será maior, mas a largura entre passeio, pista e canteiro deverá ser de 60 metros.

LEIA MAIS – Obras de conclusão do Loteamento Alto do Cerrado tem entrega prevista já para 2022

No quesito tamanho de ruas, a lei anterior permitia vias com um mínimo de até seis metros de largura, o que estava sendo considerado muito estreito. Nessa largura, se tiver um carro estacionado, não cruzam dois carros trafegando. Agora, o mínimo será de nove metros. Já o asfalto terá que durar no mínimo 10 anos, sob responsabilidade do loteador fazer os reparos necessários por esse período.

Agora, também consta em lei que é obrigatória a construção de drenagem para o escoamento das águas das chuvas, acessibilidade, iluminação pública em LED e arborização em cada terreno, além de sinalização de trânsito vertical e horizontal.

Mas a principal mudança é que o loteador só poderá começar a vender os lotes após a conclusão total da infraestrutura exigida para aquela etapa, para não ocorrer novamente casos em que o morador adquire o terreno, mas não pode construir porque não tem água, energia ou mesmo pavimento.

Enquanto a lei estava sendo estudada pelo Executivo para ser apresentada e apreciada pelo Legislativo, os vereadores Rafael Govari e Soni Porsch solicitaram, através de requerimento, que nenhum novo pedido de loteamento residencial ou industrial fosse aceito, até que as novas regras estivessem valendo.

O Projeto de Lei Complementar agora vai para sanção do prefeito Fábio Faria.

Por OPioneiro.

Deputados aprovam projeto que regulamenta o uso da maconha medicinal em pacientes do SUS em MT

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CUIABÁ – O projeto de lei que regulamenta o uso da da maconha medicinal foi aprovado pelos deputados estaduais em segunda votação, durante sessão na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), nesta quarta-feira (13). A proposta segue para sanção do governo.

maconha reprodução facebook stf
Reprodução Facebook – STF

De acordo com o texto do projeto, de autoria do deputado estadual Wilson Santos (PSDB), o Sistema Único de Saúde (SUS) deverá fornecer medicamentos a base de substância ativa canabidiol aos pacientes que apresentam condições médicas debilitantes.

Ainda foi fixado como condição médica debilitante pacientes com as seguintes enfermidades:

  • Câncer
  • Glaucoma
  • Estado positivo para o vírus da imunodeficiência adquirida (HIV)
  • Síndrome da imunodeficiência adquirida (SIDA)
  • Mal de Parkinson
  • Hepatite C
  • Transtorno de espectro de autismo (TEA)
  • Esclerose lateral amiotrófica
  • Doença de Croh
  • Agitação do mal de Alzheimer
  • Cachexia
  • Distrofia muscular
  • Fibromialgia severa
  • Aracnoidite
  • Síndrome pós-concussão
  • Doenças e lesões da medula espinhal, cistos de Tarlov, hidromielia, siringomielia, artrite reumatóide, displasia fibrosa, traumatismo cranioencefálico

Também estão incluídas esclerose múltipla, síndrome Anrold-Chiari, ataxia espinocerebelar, síndrome de Tourette, mioclonia, distonia simpático-reflexa, síndrome dolorosa complexa regional, neurofibromatose, polineuropatia desmielinizante inflamatória crônica, síndrome de Sjogren, lúpus, cistite interticial, miastenia grave, hidrocefalia, síndrome da unha-patela, dor límbica residual, convulsões (incluindo as características da epilepsia) ou os sintomas associados a essas enfermidades e seu tratamento.

De acordo com a proposta, há a possibilidade de outras enfermidades serem atestadas por médico devidamente habilitado.

Todos os medicamentos deverão ser prescritos por médico devidamente habilitado nos termos das normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Conselho Federal de Medicina (CFM). Os procedimentos administrativos para acesso aos medicamentos, serão definidos pela Secretaria de Estado de Saúde no prazo máximo de 180 dias após da publicação da lei no Diário Oficial do Estado (DOE), o que só ocorre após a sanção pelo governo.

Por g1 MT

Drogas sintéticas, arma e dinheiro são apreendidos com dupla que traficava próximo a escola em Confresa

CONFRESA – Cento e oitenta compridos de drogas sintéticas, diversas porções de cocaína, dinheiro e uma arma foram apreendidas pela Polícia Civil nesta quarta-feira (14), em Confresa, na região nordeste do estado, com dois suspeitos de traficar entorpecentes na cidade, inclusive perto de uma unidade escolar.

Foto: PJC

A equipe de investigação da Delegacia de Confresa estava em monitoramento para apurar informações sobre a distribuição de drogas na cidade, feita por um rapaz de 22 anos.

Os policiais conseguiram abordar o veículo conduzido pelo suspeito, na BR-158, e com ele estava um adolescente de 15 anos. Ambos ficaram bastante nervosos na presença da equipe e o suspeito disse que não tinha habilitação e o carro seria de um amigo, de quem emprestou para fazer a entrega dos entorpecentes. Diante da abordagem, ele acabou indicando que em sua residência havia mais drogas, além da já encontrada no veículo, e dinheiro.

Após autorizar a entrada dos investigadores na casa, foram localizadas porções de pasta base, crack e maconha em diversos lugares da residência, entre elas 36 embalagens com cocaína e 180 adesivos de LSD e comprimidos de ecstasy. Uma pistola calibre 380, carregador, munições, máquina de cartão, balança digital e aparelhos celulares também foram apreendidos. O dinheiro apreendido totalizou R$ 1 mil.

Diante de todo o material encontrado, os dois foram detidos e encaminhados à Delegacia da Polícia Civil. A mãe do adolescente foi comunicada da apreensão.

O adulto foi autuado em flagrante pelos crimes de tráfico e associação ao tráfico de drogas, posse irregular de arma de fogo e corrupção de menor de idade. O adolescente de 15 anos foi apreendido e responderá pelos crimes análogos a tráfico e associação para o tráfico de drogas.

Por Raquel Teixeira/Polícia Civil-MT.

Preço médio da gasolina terá redução de até R$ 0,16 a partir de janeiro de 2022 em Mato Grosso

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CUIABÁ – O preço médio do litro da gasolina comercializada em Mato Grosso sofrerá uma redução de até R$ 0,16, conforme projeção da Secretaria de Fazenda (Sefaz-MT), a partir de janeiro de 2022, quando deve entrar em vigor o Projeto de Lei do Governo do Estado que irá reduzir o imposto sobre os combustíveis, a energia elétrica, a comunicação e o gás industrial.

OPioneiro fez nesta quarta-feira (08), levantamento junto aos seis postos da cidade, para registrar o preço dos combustíveis em Canarana.
Posto de combustível em Canarana; Foto – OPioneiro

Após aprovação do texto pela Assembleia Legislativa, Mato Grosso passará a ter a menor alíquota de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre a gasolina no Brasil. Atualmente, o Estado já possui a menor alíquota do país no etanol (12,5%) e no gás de cozinha (12%).

De acordo com a proposta anunciada pela equipe econômica do Governo, no caso da gasolina, o Preço Médio Ponderado ao Consumidor Final (PMPF) usado na base de cálculo, que atualmente é de R$ 6,22 (com a alíquota de 25%), passará a ser R$ 6,06. Ou seja, uma redução de R$ 0,16 por litro. O impacto final no ICMS, cuja alíquota será reduzida para 23%, será de 10% no imposto a ser recolhido.

Em 2021, o combustível se transformou num dos vilões da inflação, responsável por afetar duramente o orçamento das famílias em todo o País. As constantes altas se devem à política de preços praticada pela Petrobras, que faz com que os valores do litro dos combustíveis sofram reajustes de acordo com a variação cambial.

Em Mato Grosso, o ICMS que incide sobre os combustíveis é o mesmo praticado há 10 anos. Agora, conforme proposta do Governo do Estado, além da gasolina, Mato Grosso vai reduzir também o imposto da energia elétrica (de 25% e 27% para 17% a todos os setores), dos serviços de comunicação, como internet e telefonia (de 25% e 30% para 17%), do diesel (de 17% para 16%), do gás GLP (de 17% para 12%) e do uso do sistema de distribuição da energia solar (de 25% para 17%).

Com o pacote de redução de ICMS, o Governo de Mato Grosso deve deixar de arrecadar cerca de R$ 1,2 bilhão por ano, valor que permanece no bolso dos contribuintes.

A redução de impostos foi possível em razão das medidas adotadas pela atual gestão – com o apoio da Assembleia Legislativa – que consertaram o caixa do Estado, trouxeram o equilíbrio fiscal e permitiram que o Governo saltasse de Nota C para Nota A no Tesouro Nacional.

Por Érika Oliveira | Secom-MT. Foto: OPioneiro.