sábado, 25 abril, 2026
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Aumenta procura por divórcio durante a pandemia

BRASÍLIA – A procura por divórcio tem aumentado durante o período de isolamento social provocado pela pandemia da covid-19. Segundo a advogada da área de Família e Sucessões, Débora Guelman, o convívio intenso em virtude da quarentena tem sobrecarregado física e emocionalmente as famílias brasileiras.

“Esse isolamento social forçado pela pandemia aumenta o convívio entre os casais e justamente esse aumento do convívio gera conflitos. Por conta disso, a probabilidade de haver mais divórcios é muito maior”, disse Débora Guelman, em entrevista à Rádio Nacional.

 

A advogada afirma que cerca de 70% dos pedidos de divórcio são iniciados pelas mulheres, e a reclamação mais frequente é a tripla jornada. “Essas mulheres trabalham, cuidam dos filhos e cuidam da casa. Então, elas não aguentam relacionamentos machistas”, afirmou.

No Brasil há dois tipos de divórcios. No mais simples, chamado de “extrajudicial”, casais podem se separar de forma mais rápida, pelo cartório, amigavelmente. Já o divórcio judicial ou litigioso é realizado diante de um juiz e envolve questões mais complexas como falta de consenso entre o casal, partilha de bens, pensão e guarda de filhos.

“Se divorciar não é um processo rápido, pelo contrário. É um processo demorado e muito doloroso. Principalmente no aspecto emocional e no aspecto financeiro. Então, essa decisão de se divorciar envolve diversos fatores, que são impedimentos até para pessoa efetivar esse divórcio. Normalmente, a pessoa pensa por um ano e meio, até dois anos, antes de se efetivar o pedido”, explicou Débora Guelman.imagem de divórcio

Apoio

Em Belo Horizonte, um grupo terapêutico formado por três psicólogas e a advogada Gabriela Sallit foi criado. O grupo se reúne por meio de uma plataforma online, com participação de três a seis pessoas.

“O isolamento causado pela pandemia acirrou os conflitos nas relações, mas, por outro lado, dificultou o acesso aos advogados e ao Judiciário; e a recursos essenciais em uma separação, como mudar de casa, por exemplo”, explicou a advogada Gabriela Sallit.

Fonte e matéria completa: Agência Brasil.

Querência registra 2 novos óbitos por Covid-19

QUERÊNCIA – O município de Querência-MT finalizou a segunda-feira (22/06) com a notícia de mais dois óbitos registrados ocasionados pela Covid-19. Até o momento, o município já contabiliza cinco óbitos e 128 casos positivos. Os óbitos, contudo, foram registrados no domingo (21/06).

As vítimas são dois pacientes do sexo masculino, um de 89 anos, aposentado, que possuía doença cardiovascular e diabetes. Ele foi encaminhado ao Hospital Regional Paulo Alemão, em Água Boa – MT, no dia 12/06, e após, à uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na Santa Casa de Cuiabá, onde veio a falecer no domingo.

O outro paciente, de 59 anos, era aposentado e também apresentava doenças pré-existentes, como hipertensão e diabetes. Ele foi internado no Hospital Regional no dia 11/06, e encaminhado à UTI do Hospital São Benedito, em Cuiabá, onde veio à falecer.

Segundo o boletim epidemiológico emitido pela Secretaria Municipal de Saúde de Querência na noite de segunda-feira, 70 pessoas ainda aguardam resultado de exames. Dos casos positivos, 67 estão recuperados, 07 estão internados em enfermarias e 02 em UTIs.

Por OPioneiro.

Governador: “No Araguaia, estamos com 400 km de asfalto e 32 pontes em andamento”

Governador Mauro Mendes afirmou que o Governo do Estado precisa investir no Vale do Araguaia, que por muito tempo foi esquecida
Pavimentação do trecho da MT-110 de Guiratinga a Tesouro; Foto – Mayke Toscano/Secom-MT

CUIABÁ – O Governo do Estado está com mais de 400 km de pavimentação e 32 pontes em andamento na região do Vale do Araguaia. A informação consta no relatório de obras da Secretaria de Infraestrutura e foi divulgada pelo governador Mauro Mendes, durante entrevista nesta segunda-feira (22.06) à rádio Gazeta FM, de Barra do Garças (516 km de Cuiabá).

Mendes afirmou que, durante muito tempo, a região foi deixada de lado pelo Poder Público, chegando a receber a alcunha de “Vale dos Esquecidos”, e por isso o Governo do Estado tem buscado compensar essa dívida histórica.

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“Só na região do Araguaia, estamos com mais de 400 km de asfalto novo sendo realizado. São mais de 32 pontes sendo feitas na região. Muito disso com recursos do Fethab, que agora tem sido aplicado verdadeiramente esse dinheiro para melhorar a infraestrutura no estado de Mato Grosso”, relatou.

Governador Mauro Mendes afirmou que o Governo do Estado precisa investir no Vale do Araguaia, que por muito tempo foi esquecida
Governador de Mato Grosso Mauro Mendes; Foto – Assessoria Secom-MT

De acordo com Mauro Mendes, investir em infraestrutura não é apenas investir na qualidade das rodovias e na logística para o transporte da produção agropecuária, mas investir em qualidade de vida e desenvolvimento econômico para a população mato-grossense.

“As pessoas pensam que investir em estrada, em infraestrutura, é só para os caminhões de soja, de gado e de milho passar. Mas se esquecem que milhares de mato-grossenses moram nessas cidades, precisam ir e vir, andar com suas famílias, acessar os serviços públicos, etc”, afirmou.

Entre as obras, estão o trecho de 41 km na MT-326 de Cocalinho a Nova Nazaré; o trecho de 44 km na MT-130 de Paranatinga a Sete Placas; o trecho de 26 km na MT-110 no entroncamento da BR-364 em Alto Garças até Guiratinga; a ponte sobre o córrego Sete Voltas, dentre muitas outras.

Confira em anexo a lista com todas as obras em andamento na região do Vale do Araguaia:

Por Lucas Rodrigues/Secom-MT.

Economista alerta que MT precisa da Reforma da Previdência para não aumentar imposto

Economista Cornelius Fleischhaker afirma que Mato Grosso precisa aprovar a reforma da previdência para não correr o risco de ter que sacrificar a qualidade dos serviços públicos
Economista do Banco Mundial, Cornelius Fleischhaker; Foto – Reprodução

CUIABÁ – O economista do Banco Mundial, Cornelius Fleischhaker, afirmou que Mato Grosso precisa aprovar a reforma da previdência para que o Estado não corra o risco de ter que “sacrificar a qualidade dos serviços públicos, ou aumentar impostos”.

Fleischhaker, que é gerente do projeto de políticas de desenvolvimento para ajuste fiscal e sustentabilidade ambiental do Estado de Mato Grosso, alertou ainda que um “sistema previdenciário desequilibrado é um grande risco em qualquer lugar do mundo e com freqüência tem levado a crises fiscais”.

Para o gerente, a reforma também é importante para Mato Grosso, principalmente, no momento atual, em que o “Estado vem melhorando muito as suas contas públicas desde o ano passado. Contudo, sem reformas, o déficit da previdência seria uma constante fonte de pressão fiscal”.

“Nas nossas projeções, vimos claramente que há uma tendência do aumento de déficit caso as reformas não sejam feitas. Quando fizemos as contas, vimos que, sem reforma, o déficit previdenciário do estado ia triplicar em termos reais até 2035 comprometendo uma parcela cada vez maior da receita estadual”, destacou.

Ainda de acordo com ele, outro fator que preocupa é o caso de que em Mato Grosso a idade média dos servidores públicos “é ainda mais baixa do que a de outros estados, a reforma tem impactos relevantes e pode de fato reduzir a curva do déficit nos próximos anos e décadas”.

“Será muito pior para os mato-grossenses, se o Estado tiver que gastar cada vez mais para pagar a dívida da previdência e ter menos dinheiro para serviços públicos ou, talvez pior ainda, ter que cobrar mais impostos”, afirmou.

LEIA MAIS – Seguindo Reforma da Previdência, Projeto de Lei prevê aumento previdenciário para servidores de Canarana-MT

Na avaliação técnica de Fleischhaker, a reforma é fundamental para consolidar os avanços fiscais que vêm acontecendo desde o ano passado. Para ele, “isso vai permitir que o estado continue pagando todos os servidores e fornecedores em dia e que consiga fazer investimentos em melhores serviços públicos”.

“Com base no perfil demográfico dos servidores, o sistema previdenciário de Mato Grosso vai enfrentar um grande aumento das aposentadorias nas próximas décadas. O número de aposentados no regime público de Mato Grosso tende a dobrar nos próximos 15 anos. Acompanhar a reforma feita em nível federal e também introduzir a previdência complementar permitirão o estado reduzir o déficit previdenciário e proteger os serviços essenciais como saúde, educação, e infraestrutura”.

Justiça Social

O gerente do Banco Mundial também ressaltou a importância de se alinhar a previdência do setor público com a do setor privado. Para ele, é uma questão de justiça social. “Ao retirar dinheiro dos serviços essenciais para pagar aposentadorias custosas a determinados setores, o estado está contribuindo para o aumento da desigualdade social ao invés de priorizar o bem estar de todos os cidadãos”, explicou.

“Para o desenvolvimento social e econômico e importante o estado manter a capacidade de gastar no que de fato traz avanços de desenvolvimento, como melhorias na qualidade da saúde, educação e infra-estrutura. Reformar a previdência para ficar mais equilibrada vai ajudar muito em isso”, concluiu.

Confira os principais pontos da entrevista

1. Pela função que o senhor ocupa, acompanha a situação financeira de vários países e estados. Por isso lhe pergunto qual o impacto nas economias que realizam a reforma da previdência perante as que continuam com o desequilíbrio?

Um Sistema previdenciário desequilibrado é um grande risco em qualquer lugar do mundo e com frequência tem levado a crises fiscais.

Ter um sistema equilibrado sem déficit ou pelo menos um déficit limitado permite que o estado gaste o dinheiro dos contribuintes nos serviços que de fato geram benefícios para a sociedade, como educação, saúde, saneamento e infraestrutura.

Hoje alguns estados brasileiros, mesmo tendo pouca dívida estão quebrados porque o custo da previdência é cada vez mais alto, altíssimo. Para tentar pagar esse custo, os estados precisam sacrificar a qualidade dos serviços públicos, ou aumentar impostos. Para não correr esse risco, é importante que o estado do Mato Grosso faça sua reforma da previdência agora.

2. Mato Grosso prevê um déficit na previdência estadual, nos próximos 10 anos de R$ 13 bilhões, caso não aprove a reforma. Como um rombo desse nas contas públicas pode comprometer a situação fiscal do Estado?

Acabamos de observar nesta semana, durante a supervisão do nosso projeto, que o estado vem melhorando muito as suas contas públicas desde o ano passado. Contudo, sem reformas, o déficit da previdência seria uma constante fonte de pressão fiscal.

Nas nossas projeções, vimos claramente que há uma tendência do aumento de déficit caso as reformas não sejam feitas. Quando fizemos a as contas, vimos que, sem reforma, o déficit previdenciário do estado ia triplicar em termos reais até 2035 comprometendo uma parcela cada vez maior da receita estadual.

Como a idade média dos servidores públicos do Mato Grosso é ainda mais baixa do que a de outros estados, a reforma tem impactos relevantes e pode de fato reduzir a curva do déficit nos próximos anos e décadas.

Será muito pior para os mato-grossenses, se o estado tiver que gastar cada vez mais para pagar a dívida da previdência e ter menos dinheiro para serviços públicos ou, talvez pior ainda, ter que cobrar mais impostos.

3. Muitos defendem que acompanhar a reforma feita em nível federal é prejudicial. Qual sua opinião sobre a reforma realizada no Brasil? Como isso pode ajudar a situação de MT que o senhor acompanha de perto?

Na nossa análise, acompanhar a reforma federal é a melhor opção disponível a todos os governos estaduais neste momento. A reforma brasileira não resolve todos os problemas, mas ajuda muito para ajustar o sistema à realidade demográfica do país e permite aos estados tomarem medidas para limitar o crescimento das suas obrigações com aposentadorias futuras.

Mesmo depois da reforma, a idade de aposentadoria no Brasil (65/62) não será muito alta em comparação com o resto do mundo, e vale lembrar que mesmo com a reforma os professores ainda poderão se aposentar 5 anos antes.

Acho que para Mato Grosso, a reforma é fundamental para consolidar os avanços fiscais que vêm acontecendo desde o ano passado. Isso vai permitir que o estado continue pagando todos os servidores e fornecedores em dia e que consiga fazer investimentos em melhores serviços públicos.

Com base no perfil demográfico dos servidores, o sistema previdenciário de Mato Grosso vai enfrentar um grande aumento das aposentadorias nas próximas décadas. O número de aposentados no regime público de Mato Grosso tende a dobrar nos próximos 15 anos. Acompanhar a reforma feita em nível federal e também introduzir a previdência complementar permitirão o estado reduzir o déficit previdenciário e proteger os serviços essenciais como saúde, educação, e infraestrutura.

4. Qual a importância para a economia e desenvolvimento social de um estado em se ter uma isonomia entre os setores público e privado no que diz respeito ao sistema previdenciário?

Alinhar a previdência do setor público com a do setor privado também é uma questão de justiça social. Ao retirar dinheiro dos serviços essenciais para pagar aposentadorias custosas a determinados setores, o estado está contribuindo para o aumento da desigualdade social ao invés de priorizar o bem estar de todos os cidadãos.

Para o desenvolvimento social e econômico e importante o estado manter a capacidade de gastar no que de fato traz avanços de desenvolvimento, como melhoras na qualidade da saúde, educação e infra-estrutura. Reformar a previdência para ficar mais equilibrada vai ajudar muito em isso.

Laice Souza/Secom-MT

Prefeito de Água Boa testa positivo para Covid-19

Prefeito de Água Boa diz que apesar de testar positivo para Covid-19, ele está bem e não tem nenhum sintoma
Prefeito de Água Boa – Mauro Rosa; Foto Reprodução

ÁGUA BOA – O prefeito de Água Boa, Mauro Rosa, anunciou em vídeo na manhã desta segunda-feira (22), que saiu o resultado do exame do Lacen/MT e que ele testou positivo para coronavírus (Covid-19).

O prefeito disse que está bem, não tem nenhum sintoma, o quadro clínico está ótimo e que continua em casa em isolamento até passar o período, conforme as normas determinadas pelo Ministério da Saúde.

Assista ao vídeo do prefeito de Água Boa clicando aqui.

Mauro ainda reitera para que toda a população de Água Boa tenha os devidos cuidados.

Água Boa com 45 casos

No início da noite de domingo (21), a Secretaria Municipal de Saúde atualizou, através do Boletim, 45 casos de Covid-19, sendo que 2 pessoas estão hospitalizadas. O município já registrou dois óbitos decorrentes do vírus. Há 42 casos suspeitos.

LEIA MAIS – Atualizada: Primeiro óbito por Covid-19 em Canarana – Homem de 56 anos

Por ABNews com Redação OP.

Empresários de todo o país recorrem a empréstimos para salvar os negócios

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RIO DE JANEIRO – Diversos empresários de todo o país viram o faturamento de suas empresas despencar de um hora para outra devido à pandemia do novo coronavírus. Três meses após o alastramento da doença no Brasil, a Caixa Econômica Federal lançou o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), linha de crédito de empréstimos que tem como objetivo garantir recursos a pequenos negócios e a manutenção dos empregos.

O banco oferecerá R$ 3 bilhões em capital de giro para as empresas. O programa está disponível para microempresas com receita anual de até R$ 360 mil e para microempreendedores que movimentam até R$ 81 mil. Além disso, também foram contempladas empresas de pequeno porte que faturam por ano até R$ 4,8 milhões. Os interessados no empréstimo terão carência de 28 meses para iniciar o pagamento da dívida.

Acesse nossos conteúdos de rádio Diversos empresários de todo o país viram o faturamento de suas empresas despencar de um hora para outra devido à pandemia do novo coronavírus
Comércio fechado no Rio de Janeiro; Foto – Agência do Rádio

A adesão ao Pronampe é feito pelo site do próprio banco. O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, diz que alguns ajustes no programa estão em desenvolvimento, entre eles a criação de um aplicativo. Ele pede que os interessados evitem o comparecimento às agências.

“Neste momento de pandemia é eficiente e rápido que o contato seja feito pelo site. Como falamos, vamos melhorar e operacionalizar via um aplicativo que está sendo desenvolvido, porém queremos antecipar atendimento para agilizar o crédito”, aconselha o presidente.

Entre as vantagens da nova modalidade de crédito está o pagamento do empréstimo em até 36 vezes e taxa de juros de 1,25% mais a taxa Selic, que varia mensalmente e hoje está em 2,25%. Para empresas com menos de 12 meses de funcionamento, o limite de contratação do crédito é até 50% do capital social ou até 30% da média do faturamento mensal calculado desde o início das atividades. O empreendedor escolhe pela forma mais vantajosa.

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Para empresas com mais de um ano de funcionamento, o limite de contratação corresponde a 30% da receita bruta anual calculada com base no exercício de 2019.

Um estudo da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio RJ) que ouviu 470 empresários do estado mostrou que 38,7% dos entrevistados têm a intenção de recorrer a empréstimos até o final de junho. O principal motivo para recorrer ao crédito, segundo os empresários, se dá principalmente pelo impacto que a Covid-19 trouxe ao comércio.

O presidente da Fecomércio do Rio de Janeiro, Antonio Florencio de Queiroz Junior, alega que, por si só, empréstimos não são capazes de resolver os problemas dos empresários, sobretudo os microempreendedores, que são os mais afetados pela crise. Além da ajuda financeira, ele defende ações econômicas mais coordenadas por parte do Poder Público. “Tem que haver um grande pacto de retomada da economia. Com flexibilização de medidas, não só de impostos, mas medidas bancárias. Para que as empresas possam voltar ao mercado, possam comprar mercadorias, obter créditos junto a seus fornecedores”.

Incerteza

O gerente geral Alécio Nunes, que administra três lojas de uma rede de restaurantes do Distrito Federal, afirma que a empresa em que ele trabalha precisou recorrer a dois empréstimos que somam mais de R$ 130 mil para manter a folha de pagamento dos funcionários em dia. No DF, bares e restaurantes só podem abrir para o serviço de entrega. O administrador diz que apenas quando a reabertura do setor for permitida será possível saber se os empréstimos serão suficientes para manter a empresa no azul.

“A perspectiva é que, assim que abrir, voltemos a ter o mesmo movimento que tínhamos e talvez essa demanda até aumente. É impossível dizer se vamos conseguir nos manter com os empréstimos, até o final do ano, porque tudo depende de como o comércio vai se comportar”.

Por Agência do Rádio/Brasil61.

Usina Térmica de Canarana, desativada desde 2002, consumia até 23 mil litros de diesel por dia

A Usina Térmica de Canarana funcionou por cerca de 20 anos, entre o início da década de 1980 até 2002, quando chegou o primeiro linhão
A Usina Térmica de Canarana funcionou por cerca de 20 anos, entre o início da década de 1980 até 2002, quando chegou o primeiro linhão; Foto – Arquivo Pessoal/Mauri Novotny

CANARANA – A cidade de Canarana receberá em breve o terceiro linhão de energia interligado ao sistema nacional, prometendo diminuir as quedas e oscilações. Mas há menos de duas décadas não existia nenhum linhão e a energia era gerada por uma usina térmica.

Mesmo com dois linhões, atualmente ainda ocorrem constantes oscilações na rede, o que levam alguns moradores a suscitar o retorno da Usina Térmica de Canarana, que gerava energia através de motores a diesel e funcionou por cerca de 20 anos.

O Pioneiro entrevistou um dos técnicos da antiga usina, Mauri Novotny, hoje com 52 anos e que contou alguns detalhes curiosos daquele sistema.

A Usina Térmica de Canarana funcionou por cerca de 20 anos, entre o início da década de 1980 até 2002, quando chegou o primeiro linhão.

Mauri entrou na empresa de energia no ano de 1988, com 19 anos. Na época, a empresa pertencia ao Governo do Estado de Mato Grosso e se chamava Centrais Elétricas Mato-grossenses (Cemat).

Mauri veio de Três de Maio-RS para Canarana em 1985 para trabalhar com agricultura em uma terra recém adquirida pelo seu pai. Quando entrou na empresa em 1988 ainda estava cursando o antigo 2º Grau (Ensino Médio).

Em 1988, quando a cidade ainda era pequena, dois motores pequenos davam conta da demanda. Em 1995 eram 16 motores
Mauri começou a trabalhar na Usina Térmica em 1988; Foto – Arquivo Pessoal/Mauri Novotny

Conforme Mauri, até 1988 a energia era distribuída das 6h00 da manhã até as 2h00 da madrugada. Das 2h00 às 6h00 a cidade ficava literalmente no escuro.

“Em época de verão, que chovia, até era fresquinho, mas quando chegava agosto e setembro, era um calorão danado pra dormir. Quando a energia era desligada, o ventilador parava e os mosquitos apareciam”, lembra Novotny.

Em 1988, quando a cidade ainda era pequena, dois motores pequenos davam conta da demanda. Em 1995 eram 16 motores. À noite, quando a demanda aumentava, exigindo mais energia, era comum boa parte dos moradores ouvirem o barulho das máquinas.

A Usina Térmica de Canarana funcionou por cerca de 20 anos, entre o início da década de 1980 até 2002, quando chegou o primeiro linhão
Em 1988, quando a cidade ainda era pequena, dois motores pequenos davam conta da demanda. Em 1995 eram 16 motores; Foto – Arquivo Pessoal/Mauri Novotny

“Naquela época dava muito mais problemas do que hoje. Quando uma ou duas máquinas quebravam, um setor da cidade ficava sem energia”, conta Mauri.

Em 1996 os motores pequenos foram substituídos por dois motores grandes, que chegavam a consumir 23 mil litros de óleo diesel por dia, o que tornava a energia cara.

“O preço da energia naquela época já seguia uma tabela nacional, mas o que arrecadava em Canarana cobria só 60% dos custos, os outros 40% eram arcados pelo Governo do Estado. Isso que naquela época o preço do diesel era menor que hoje”, ressalta.

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No ano 2000 foi iniciada a construção da sequência do linhão de Água Boa para Canarana. Em março de 2002, Canarana passou a ser abastecida por energia do linhão e as máquinas foram desligadas, mas, por sorte, não foram levadas embora.

“Num dia faltou energia porque deu um temporal entre Serra Dourada e Canarana e derrubou seis torres. O encarregado de Barra do Garças me ligou e disse que teríamos de voltar a funcionar os motores, que geraram energia por mais 90 dias. Foi a sorte”, lembra Novotny.

Daqui, as máquinas foram levadas para Querência e depois para outros municípios do Norte Araguaia, até que todas as cidades foram interligadas pelo linhão.

Depois de 2002, Mauri não quis ir para outra cidade e decidiu sair da empresa, se dedicando, desde então, exclusivamente à agricultura. O mesmo aconteceu com a maioria dois oito técnicos que trabalhavam na Usina Térmica de Canarana.

A Usina Térmica de Canarana funcionou por cerca de 20 anos, entre o início da década de 1980 até 2002, quando chegou o primeiro linhão
Mauri ao centro, sua esposa Nelci e seu filho Rafael Henrique. O casal ainda tem outro filho, Renan Henrique; Foto – OP.

Passados quase 20 anos do fim da usina, as oscilações ainda são recorrentes, principalmente no período de chuva e os preços da energia ainda geram muita reclamação, mas Mauri salienta que os problemas hoje são muito menores que antigamente.

Se a energia vinha há algumas décadas de motores a diesel e hoje quase que exclusivamente das hidrelétricas, a bola da vez agora é a energia solar, mais limpa e mais barata. Independente de como é gerada, é impensável hoje viver sem ela.

Por Rafael Govari e Lavousier Machry/O Pioneiro.

O que é o Solstício de Inverno?

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O inverno começou no último sábado (20/06) às 18h44 no hemisfério sul. No mesmo dia, ocorre um fenômeno astronômico marcando o inicio da estação mais fria do ano: o solstício de inverno. Ok, mas o que vem a ser isso?

O evento astronômico acontece por conta do movimento de rotação e translação da Terra, que faz com que o Sol ilumine os dois hemisférios de forma desigual. O solstício ocorre duas vezes por ano, nos meses de junho e dezembro, marcando o início das estações, verão e inverno, que são contrárias em cada hemisfério.

No sábado, tivemos no Hemisfério Sul o dia mais curto do ano (com menos tempo de luz solar). No Hemisfério Norte, na mesma data aconteceu o solstício de verão, onde houve o dia mais longo (mais tempo de luz solar).

Clima tempo - solstício de inverno
Fonte: Clima tempo

Equinócio

O equinócio é definido como o instante em que o Sol, em sua órbita aparente, cruza o equador celeste.

O equinócio ocorre duas vezes no ano também, em março e em setembro. Diferente do solstício, no equinócio ambos os hemisférios da Terra encontram-se igualmente iluminados pelo Sol.

Por OPioneiro.

Polícia investiga caso de idoso que morreu ao pular janela de hospital em MT

CUIABÁ – A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) investiga a morte de um paciente idoso internado com suspeita de Covid-19 que tentou fugir do Hospital Metropolitano, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, e morreu ao pular a janela da unidade de saúde, na noite de sábado (20).

Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT), por meio da diretoria do Hospital Metropolitano, informou que o idoso pulou pela janela do banheiro. A enfermeira que o acompanhava percebeu a demora incomum e acionou outros profissionais para auxiliar na abertura da porta, que estava trancada.

“Neste momento, foi constatado que o paciente já não estava mais no banheiro. As equipes passaram a procurar o homem, que foi encontrado morto nos arredores do hospital com um corte profundo na cabeça”, explica.

O hospital afirmou que tomou todos os cuidados necessários ao quadro clínico do paciente e que ele tinha o acompanhamento profissional individualizado. Disse também que o Hospital Metropolitano possui segurança armada, porteiros e sistema de videomonitoramento 24 horas por dia.

hospital de varzea grande em mato grosso
Hospital Metropolitano de Várzea Grande – MT.

A unidade de saúde ainda é cercada por muro com bloqueio de serpentinas e uma pulseira branca é usada para identificação de todos os pacientes. A Secretaria Estadual de Saúde prevê reforço na contratação de mais profissionais psiquiátricos e psicólogos para todas as unidades hospitalares do estado.

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) também foi acionada para ajudar na investigação do caso. Milton estava internado há um dia no local. Após o sumiço dele, a Polícia Militar também foi chamada por outras pessoas que estavam no hospital.

De acordo com a polícia, os acompanhantes de outros pacientes estavam revoltados com o desaparecimento do idoso. Um boletim de ocorrência foi registrado durante esta madrugada, após encontrarem o corpo do paciente.

Por G1 MT.

Idoso com Covid-19 morre ao pular janela de hospital em Várzea Grande

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O idoso Milton de Oliveira Santos, de 78 anos, que estava internado no Hospital Metropolitano de Várzea Grande tratando Covid-19, morreu ao tentar fugir da unidade de saúde. A morte por acidente foi registrada na madrugada deste domingo (21), por volta das 00h40.

 

Segundo o boletim de ocorrência, a PM foi acionada para se deslocar até o Hospital Metropolitano,  no bairro Cristo Rei, onde algumas pessoas estariam revoltadas pelo fato de um paciente idoso com Covid-19 ter desaparecido.

hospital de varzea grande em mato grosso
Hospital Metropolitano de Várzea Grande – MT.

O boletim ainda narra que após certo tempo, os funcionários do hospital localizaram o paciente que já estava morto  após ter caído de uma janela,  na tentativa de fugir. A altura da queda não foi informada.

Diante da situação, a Politec foi acionada para perícia no local. Agora, as circunstâncias da morte do paciente serão investigadas pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Por RDNews.