quinta-feira, 23 abril, 2026
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Mato Grosso registra queda nos índices de criminalidade no período de isolamento social

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CUIABÁ – Com o isolamento social, medida imposta para controlar a disseminação do coronavírus em Mato Grosso, as ocorrências policiais reduziram no Estado, conforme a análise do Observatório de Violência, da Adjunta de Inteligência da Secretaria de Estado de Segurança Pública. O período analisado é 10 a 29 de março, com base nos boletins de ocorrência registrados pela Polícia Militar e Polícia Civil no Sistema de Registro de Ocorrências Policiais (SROP). Por ser dados preliminares, estão passíveis de alterações após a consolidação pelo Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp).

Comparado com o mesmo período do ano passado, os crimes de latrocínio (roubo seguido de morte) caíram 85,7%. Foi registrado 1 caso este ano contra 7 no ano passado. Da mesma forma os casos de roubos caíram em 30,7%, furto 40,4%, lesão corporal 34,4%, tráfico de drogas 36,3% e 4,3% nos casos de homicídios dolosos (com intenção de matar). No caso dos assassinatos, foram considerados números absolutos de vítimas. Foram 44 mortes em 2020 no período de 10 a 29 de março, enquanto foram 46 no ano passado.

Em outro estudo do Observatório da Violência, mas no período de 10 de março a 24 de março, apontam que os casos de violência contra a mulher caíram 35% em Mato Grosso. Os dados levam em conta a comparação deste ano (1.402 casos) com o mesmo período do ano passado (2.170).

Nestes números, levantados pela Superintendência do Observatório de Violência da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), estão incluídas as 23 principais naturezas criminais praticadas contra mulheres, como ameaça, homicídio doloso e assédio sexual, por exemplo.

A Secretaria de Estado de Segurança Pública destaca que as razões para a redução não significam necessariamente que o crime contra a mulher caiu, mas pode ser caso de subnotificações dos casos. Dentre os motivos pode ser que o agressor está em casa inibindo a vítima, ou caiu porque os bares estão fechados, já que o álcool é um potencializador da violência doméstica.

Débora Siqueira | Sesp-MT; Foto – Reinaldo Lima/PJC.

Mato Grosso tem estrutura suficiente mesmo se ocorrer o pior cenário, afirma especialista

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CUIABÁ – O médico Abdon Salam Khaled Karhawi, que é especialista em infectologia e professor da Universidade Federal de Mato Grosso, afirmou que Mato Grosso possui a estrutura necessária para atender os casos de coronavírus, mesmo na hipótese de ocorrer o pior cenário projetado de propagação da pandemia.

Abdon colabora com o Gabinete de Situação criado pelo Governo do Estado para monitorar e deliberar as ações necessárias para impedir o avanço do covid-19 em Mato Grosso.

“Estamos trabalhando para que haja o menor impacto possível. O vírus está instalado e em progressão. Toda a estrutura estadual está sendo preparada para isso. As unidades estão realocando leitos para estes pacientes, otimizando os espaços isolados. O fato é que precisamos ouvir os gestores, que estão trabalhando com isso. A equipe comandada pelo governador Mauro Mendes e pelo secretario de Saúde, Gilberto Figueiredo, está extremamente focada para que as pessoas recebam o tratamento necessário neste momento. Todos estão muito preocupados para que as pessoas recebam o atendimento correto”, afirmou ele, durante coletiva transmitida pela internet sobre a consolidação das medidas contra o coronavírus, nesta quinta-feira (26.03).

O infectologista fez uma projeção da situação de Mato Grosso com o cenário da Itália, onde a pandemia provocou milhares de mortes. De acordo com ele, ainda que o vírus avance no Estado com a mesma força que avançou no país europeu, o que não deve acontecer, o Estado contará com um cenário “plausível de controlar”.

“Podemos pegar a população italiana, que tem 60 milhões de habitantes e que até o dia 25 de março de 2020, quando estava no 55º dia da epidemia, haviam 75 mil pessoas infectadas. Desse grupo de pacientes, 10% tiveram complicações mais graves. Nesse cenário, se compararmos com Mato Grosso, temos uma estimativa de que aqui, no 55º dia da pandemia, a partir da primeira infecção, teremos pouco mais de 4 mil pessoas contaminadas. Isso deve gerar uma perspectiva de que 850 pessoas precisarão de atendimento hospitalar e, dentro desse grupo, cerca de 200 a 220 serão de leitos em UTI”, afirmou.

“Temos informações científicas que a cada 1000 pessoas com infecção documentada, 200 precisarão de atendimento hospitalar. Dessas 200, 50 estarão em UTI.”

Abdon ponderou que esses números estão projetados na perspectiva do pior cenário possível, que é o exemplo italiano. Por isso, ele reiterou a necessidade de a população continuar a seguir as determinações do Governo do estado, no sentido de evitar o contato social, manter distanciamento mínimo de 1,5m e promover a devida higienização.

“Temos um cenário bem plausível de controlar, tendo como base os indicadores que dispomos no momento. De maneira objetiva, temos um cenário controlado. Estamos muito atentos na progressão da doença no Brasil e no mundo. A epidemia é dinâmica e estamos monitorando todas essas mudanças”, ressaltou.

Ampliação de leitos

O Governo de Mato Grosso tem definido uma série de ações para contar com a estrutura necessária de atendimento. No momento, as unidades geridas diretamente pelo Governo contabilizam 240 leitos clínicos disponíveis em oito hospitais.

Com as medidas do Plano de Contingência, o Estado contará com o total de 616 leitos clínicos nos hospitais estaduais.

Já o total de leitos das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) disponibilizados nos hospitais estaduais é de 126 leitos, entre neonatal, adulto e pediátrico. Com o Plano de Contingência, a rede de assistência do estado passará a ter 228 leitos de UTI.

Também está previsto o incremento de 376 leitos clínicos e 102 leitos de UTI adulto para o atendimento de pacientes com a Covid-19. O Hospital Metropolitano de Várzea Grande, por exemplo, terá ampliação de 200 leitos, passando a contar com um total de 260 leitos exclusivos para os casos de coronavírus.

Lucas Rodrigues | Secom- MT; Foto – Christiano Antonucci.

Governador anuncia novo decreto e aumenta quarentena das escolas de MT

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CUIABÁ – O governador Mauro Mendes (DEM) afirmou, no início da noite desta segunda-feira (30), durante participação ao programa Estúdio – da TV Cidade Verde (canal 12.1), parceira do RepórterMT – que vai baixar novo decreto nesta terça-feira (31) estendendo a suspensão das aulas das redes de ensino estadual, municipal e superior até o fim do mês de abril.

Na medida anterior, o governador havia decretado a paralisação por 13 dias, ou seja, terminaria no próximo dia 05. Porém, com o avanço da pandemia do novo coronavírus, Mauro viu a necessidade de ampliação do decreto.

Nesta segunda, o boletim da Secretaria de Estado de Saúde aponta que Mato Grosso tem 18 casos confirmados de coronavírus. Pelo menos 68 pessoas, com casos confirmados e suspeitos, estão internadas, sendo que 20 delas em Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Redação RepórterMT

Consumo consciente de água é indispensável durante período de isolamento social

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CANARANA – As medidas de prevenção contra o coronavírus já fazem parte da realidade de inúmeras cidades brasileiras. Como forma principal de evitar a propagação do vírus, a população brasileira, em sua maioria, foi convocada a permanecer em casa, evitando assim aglomerações e situações de contaminação. No entanto, neste período de atenção, é necessário também fazer uso responsável dos recursos hídricos e adotar hábitos para evitar o desperdício.

Consumo consciente e economia financeira

Respeitando todas as medidas preventivas, a Águas Canarana mobilizou seus colaboradores de forma segura para que as atividades de abastecimento e fornecimento de água do município continuem regularmente. A orientação da concessionária, porém, é que os clientes não abusem do recurso enquanto estão em casa e fiquem atentos ao seu consumo diário.

“Nosso efetivo operacional está comprometido integralmente com o serviço essencial que prestamos. Por isso, é tão importante que todos adotem ações de consumo consciente da água”, explica André Silva, diretor geral da Águas Canarana.

A diminuição do tempo de banho é uma importante ação contra o desperdício. Um banho de 15 minutos, por exemplo, consome cerca de 80 litros de água. A recomendação é que o tempo seja reduzido para três minutos, o que representa uma economia de 60 litros. Escovar os dentes com a torneira fechada também é indispensável.

Já na cozinha, o consumo consciente passa por pequenas alterações de hábito na hora de lavar louça. Ao realizar essa tarefa é importante fechar a torneira nos intervalos entre o enxague e o momento de ensaboar.

A adoção destas e outras pequenas ações contra o desperdício de água também pode significar economia financeira. Com cuidado e atenção, é possível controlar o consumo diário de água na sua residência para melhor administrar as finanças do mês.

Confira outras dicas úteis para contribuir com a preservação da água durante o isolamento social:

No banheiro

– Não jogue papel higiênico, absorventes, cigarros ou outro tipo de lixo no vaso. O acionamento da descarga consome em média de 6 a 10 litros de água;

– Mantenha a torneira fechada enquanto estiver escovando os dentes; fazendo isso você economizará cerca de 12 litros em casa ou cerca de 80 litros de água em apartamento;

Na cozinha

– Antes de lavar a louça, tire o excesso de sujeira de pratos e panelas com uma toalha de papel ou deixe as panelas mais sujas de molho por um tempo com água e sabão;

– Feche a torneira enquanto ensaboa a louça e enxague tudo de uma vez, assim, você economiza até 20 litros de água;

– Deixe frutas e verduras em água com um pouco de vinagre por alguns minutos antes de lavar – a economia chega a 10 litros;

– Utilize sabão ou detergente biodegradável, que, por se decompor mais facilmente, não polui os rios;

– Feche bem a torneira. Torneiras que pingam podem desperdiçar entre 30 e 200 litros de água por dia.

Na lavanderia

– Junte bastante roupa suja antes de ligar a máquina ou usar o tanque. Não lave uma peça por vez. Caso use lavadora de roupa, procure utilizá-la cheia e ligá-la no máximo duas vezes por semana;

– Se as roupas são lavadas no tanque, deixe de molho e use a mesma água para esfregar e ensaboar. Use água nova apenas no enxague. E você ainda pode aproveitar essa última água para lavar o quintal, a garagem, a calçada ou a própria área de serviço;

– Fique atento! No tanque, com a torneira aberta por 15 minutos, o gasto pode chegar a 280 litros. Já a lavadora de roupa com capacidade para cinco quilos consome 135 litros;

Cuidado com os vazamentos

– Uma torneira gotejando pode chegar a desperdiçar 46 litros de água por dia, e 1.380 litros por mês;

– Um filete de mais ou menos dois milímetros desperdiça 4.140 litros de água por mês;

– Um filete de quatro milímetros desperdiça 13.260 litros de água por mês;

– Um furo de dois milímetros no encanamento, para uma pressão de 15m de coluna de água, desperdiça, aproximadamente, 3.200 litros por dia.

Assessoria Íntegra Comunicação; Foto – Arquivo JOP.

Final de semana marcado por dois suicídios no Médio Araguaia

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ÁGUA BOA – Dois suicídios foram registrados no final de semana no Médio Araguaia. Um no município de Água Boa-MT e outro no Município de Querência-MT.

Em Querência, um jovem de 23 anos tirou a própria vida na noite de sexta-feira (27), na casa onde morava, no Setor E. Segundo familiares informaram à polícia, a vítima, Lázaro Ferreira, estava em casa com alguns familiares, quando em determinado momento se dirigiu ao quintal da residência. Ao perceber a demora no retorno, uma familiar foi até o quintal, onde encontrou a vítima enforcada e já sem vida. Os familiares não souberam dizer o que teria motivado o jovem a tirar a própria vida.

Em Água Boa, Danilo Pereira Costa, de 36 anos, foi encontrado morto por enforcamento no final da madrugada deste domingo (29/03), na residência da família, no Bairro Rodoviário. De madrugada, os familiares encontraram ele enforcado em um cômodo da casa. A Polícia Civil foi acionada. Técnicos da Politec estiveram no local efetuando levantamento. O fato chocou a família.

Centro de Valorização da Vida (CVV)

O Centro de Valorização da Vida (CVV) realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone, e-mail e chat 24 horas todos os dias. Os contatos com o CVV são feitos pelos telefones 188 (24 horas e sem custo de ligação) ou pelo site www.cvv.org.br, por chat e  e-mail.

Mesmo que você não tenha certeza de que precisa da ajuda do CVV, não tenha receios em entrar em contato, sua vida vale muito.

Por Notícias Interativa, com redação J. O Pioneiro.

Prefeitura de Canarana passa a seguir Decreto Estadual que trata sobre ações de combate ao Covid-19

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CANARANA – Em reunião na manhã desta segunda-feira (30/03), na Prefeitura Municipal, o prefeito Fábio Faria, secretários municipais, vereadores, representantes do comércio, dos produtores rurais e do Ministério Público, decidiram as medidas que seriam tomadas em Canarana-MT no combate ao Coronavírus (Covid-19), tendo em vista o Decreto Estadual, o qual será seguido.

O Decreto do Governo do Estado (Nº 425) emitido na quinta-feira (26/03), que relaxa a abertura do comércio em todo o Mato Grosso, também incluía os municípios, unificando um padrão para todo o Estado no combate ao Covid-19. Não houve consenso na reunião para seguir o Decreto Estadual ou o Decreto Municipal nº 3054/2020. Contudo, a discussão de aderir ou não ao Decreto Estadual, gera o risco de se criar um disputa jurídica.

Na reunião, parte dos participantes defendeu que fosse esperado até o julgamento de uma ação, movida pelo Ministério Público Estadual contra o Decreto do Governo, e depois tomar medidas no âmbito Municipal. O resultado do recurso do MPE deve ser expedido nesta segunda-feira ou amanhã. Porém, para a maioria presente, Canarana deveria seguir imediatamente o Decreto Estadual e, caso ele seja modificado, daqui em diante fossem seguidas as normas do Governo de Mato Grosso. A Prefeitura irá emitir, ainda nesta segunda-feira, um novo decreto com orientações que devem ser tomadas por toda a população e pelos comerciantes.

Todos os presentes ressaltaram a importância de se tomar todos os cuidados em relação às precauções para impedir o contágio com o novo Coronavírus, como evitar aglomerações, usar produtos como álcool em gel, entre outras. As autoridades públicas presentes também informaram que irão fiscalizar e lacrar os comércios que não cumprirem as recomendações.

O temor é que haja um grande número de contaminados simultaneamente. Num cenário desses, não há estrutura na saúde do Município ou do Estado para tratamento. O que as autoridades querem, com o isolamento social, é retardar o contágio, impedindo com que todos peguem o vírus ao mesmo tempo.

Por outro lado, comerciantes, ambulantes e uma parcela da sociedade, estão clamando para que o comércio e a indústria possa manter as portas abertas com restrições e cuidados. Caso contrário, haverá demissões, falências e uma grave crise econômica que poderá, inclusive, matar mais pessoas pelas mazelas decorridas de uma grave recessão.

SOBRE O DECRETO DO GOVERNO

Funcionamento proibido

Parques públicos e privados; praias de água doce; teatro; cinema; museus: casas de shows; festas; feiras; academias; ginásios esportivos e campos de futebol; missas, cultos e celebrações religiosas; outros eventos e atividades que demandem aglomeração ou reunião de pessoas. Também ficam suspensas as atividades escolares públicas e privadas até o dia 05 de abril de 2020.

Atividades econômicas permitidas

Supermercadistas; Padarias, para retirada de produtos no local ou na modalidade delivery; Restaurantes, cafés e congêneres, para retirada ou delivery; Lojas de conveniência, bares e distribuidoras de bebidas, para retirada no local ou na modalidade delivery; Açougues e peixarias, para retirada no local ou na modalidade delivery; Distribuidoras de gás de cozinha, para retirada no local ou na modalidade delivery; Agências bancárias e loterias, utilizando o protocolo de segurança visando evitar a aglomeração de pessoas na área interna e externa do estabelecimento; Comércio de alimentos e medicamentos destinados a animais; Oficinas mecânicas; Produção, distribuição e comercialização de combustíveis e de derivados, inclusive postos de combustíveis.

Fica expressamente vedado o consumo de produtos no local do estabelecimento.

Atividades ao ar livre

Para os que estão fora do grupo de risco, fica recomendada a prática de atividades recreativas e esportivas individuais ao ar livre, desde que respeitado o distanciamento mínimo de 1,5 m entre as pessoas.

Veja o Decreto na íntegra Aqui.

Por J. O Pioneiro.

 

 

Coronavírus: Pesquisa da Fiemt revela que 96% dos empresários têm prejuízos

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CUIABÁ – A segunda rodada da pesquisa sobre a percepção do empresário industrial mato-grossense, diante da pandemia de Covid-19, revela que 96% das indústrias sofreram impactos negativos nos últimos dias. O número registrou aumento em relação à semana anterior, quando 80% dos entrevistados disseram ter prejuízo por conta do vírus.

Os dados foram coletados pela Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), por meio do IEL Pesquisa e do Observatório da Indústria, e divulgados na sexta-feira (27/03). Cinquenta empresários de nove setores diferentes responderam aos questionários.

O setor também demostra preocupação com o cenário econômico a médio prazo. Do total dos entrevistados, 55,1% de empresários preveem tendência de piora, 26,53% acreditam em estagnação do setor e apenas 18,37% estão otimistas.

Redução de vendas, questões de transporte e logística e dificuldades de acesso aos insumos são os principais obstáculos enfrentados pelas indústrias do estado. Dos empresários entrevistados, 40 deles registraram queda no faturamento e 16% recorreram ao sistema financeiro para mitigar os efeitos da crise.

Medidas trabalhistas como a adoção do teletrabalho, compensação de bancos de horas e antecipação de férias individuais também têm sido alternativas adotadas pelos empresários.

“O Ministério da Saúde já confirmou que conviveremos com esse vírus ao longo de 2020. A retomada de algumas atividades econômicas, por meio do decreto do estado, vai ajudar a reorganizar o sistema produtivo de Mato Grosso e, possivelmente, reduzir os impactos negativos. Tudo isso, obviamente, observando estritamente a segurança e a prevenção”, pondera o presidente do Sistema Fiemt, Gustavo de Oliveira.

O Sistema Fiemt tem dado todo o suporte necessário aos empresários para o enfrentamento da pandemia. Todo o trabalho é coordenado pelo comitê de gerenciamento de crise, implantado para monitoramento permanente da situação.

Pesquisa

Esta edição da pesquisa ouviu empresários dos setores de alimentos, madeira, construção civil, indústria da transformação e geral, bebidas, combustíveis e biocombustíveis, químico e minerais não metálicos. Clique aqui e acesse o levantamento na íntegra.

Assessoria.

Carregamento de caixões causa pânico em cidade de MT

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ARENÁPOLIS – Em tempos de pandemia do novo coronavírus, um simples transporte de material pode causar pânico em uma cidade, especialmente nas pequenas. Foi o que aconteceu em Arenápolis (MT), município com pouco mais de 10 mil habitantes com a chegada de um caminhão carregado de caixões, que causou pânico na cidade e vitalizou nas redes sociais.

A foto começou a circular na segunda-feira (23) e chocou por mostrar um caminhão carregado com mais de 30 caixões circulando pelo centro da cidade. Moradores começaram a divulgar nas redes sociais que a funerária já estava se preparando para as mortes pelo coronavírus.

Uma página nacional de humor no Instagram compartilhou a imagem, com a legenda “o dono da funerária de Arenápolis está confiante. Comprando carga de caixão fechada”. A postagem viralizou e teve comentários como “Senhor, tem misericórdia de nós” e “queima senhor Jesus”.

A polêmica foi tamanha na cidade que o dono da funerária precisou se manifestar sobre o caso. A explicação para a cena incomum foi que o material fazia parte do estoque da empresa em Nortelândia (253 km a médio-norte) e com o fechamento da unidade, foi necessário trazer as urnas para a sede em Arenápolis.

Thalyta Amaral/Gazeta Digital; Com informações de Atual MT.

Opinião: Ministério Público vs Aprosoja: Afinal, quem tem razão? – Por Selma Arruda

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A mídia mato-grossense vem noticiando, há alguns dias, que o Ministério Público interpôs ações civis públicas em face da APROSOJA-MT e de vários agricultores. O mote dos processos seria a ocorrência de possível ofensa a regras fitossanitárias quando da realização de pesquisa em algumas áreas do estado. A pesquisa visa obter informações em face a alegado equívoco na calendarização do plantio de soja, imposto pelo INDEA/SEDEC via instrução normativa datada de 2015.

Não fui eleita com o apoio do agronegócio e nunca me intitulei Senadora do agro, mas como pessoa pública eleita pelo povo mato-grossense me vi na obrigação de me informar melhor a respeito, uma vez que uma das alegações do Ministério Público é de possível ofensa ao meio ambiente. Em artigos, revistas e vídeos que encontrei pude vislumbrar alguns dados que são de extrema importância, sobre os quais penso que a população deva
ser informada.

Afinal, somos um país essencialmente agrícola e Mato Grosso é basicamente dependente dessa atividade, de modo que os destinos do agronegócio são diretamente ligados aos de todos os outros setores da economia. Durante minha investigação encontrei argumentos variados, tanto contra quanto a favor da instrução normativa n. 02 de 2015, que instituiu o que leva o nome de “calendarização do plantio”.

Para melhor compreensão do leitor, é preciso que se exponha, primeiro, que há exigências legais e científicas a serem seguidas pelos agricultores e também para a edição de atos normativos. Aos produtores cabe o respeito ao chamado “vazio sanitário”, que consiste no período em que é vedado qualquer plantio. Aos legisladores, especialmente em se tratando de medidas fitossanitárias, se respaldar em pesquisas científicas.

O objetivo do vazio sanitário é evitar a proliferação da ferrugem asiática, praga que advém de um fungo biotrófico, ou seja, que precisa de plantas vivas para se desenvolver e é totalmente dependente das condições climáticas para sua evolução. A ferrugem asiática tem alto potencial de danos econômicos e por isso exige muito rigor na adoção de técnicas, manejos e uso de tecnologias, tanto por parte do produtor, quanto das indústrias químicas e também do próprio governo.

O vazio sanitário é uma das formas de manejo que melhor atende à agricultura sustentável, vez que extingue a praga por falta de plantação e também pela falta de água. Ocorre entre 15 de junho e 15 de setembro em Mato Grosso. Nesse período, todas as plantas vivas que possam servir como hospedeiras devem ser eliminadas, seja por uso de produtos químicos ou pelo gradeamento da terra. Até onde se tem notícias, os produtores entendem a importância da medida e a obedecem sem maiores problemas.

O período hoje chamado de vazio sanitário foi instituído no ano de 2006 em Mato Grosso. Fomos o estado pioneiro na adoção dessa técnica, que só veio a ser recomendada pelo Ministério da Agricultura nos demais estados a partir de 2007.

Ocorre que aproximadamente em 2011, em virtude da diminuição do preço do milho, os agricultores optaram por plantar soja sobre soja, a então denominada “safrinha”, o que causou um grande problema, já que facilitou a sobrevivência da ferrugem asiática por maior período e contribuiu para a resistência da praga aos defensivos existentes.

Diante disso, foi recomendado, apenas com base em evidências, sem pesquisa apropriada, a dita calendarização, visando diminuir a janela de plantio. A medida, que estipulou o dia 31 de dezembro como data limite para o plantio da soja, realmente diminuiu o período de permanência da cultura no campo, evitou o plantio de soja sobre soja, mas acabou gerando outro impasse: os agricultores que necessitam plantar, complementarmente, suas próprias sementes e os próprios sementeiros acabaram ficando prejudicados porque a data limite é,
tecnicamente, a pior época para o plantio, devido à alta frequência de chuvas, especialmente no mês de janeiro e coincide com os plantios da safra, época ideal para o desenvolvimento da ferrugem asiática.

O plantio na época em que as chuvas são quase que ininterruptas acaba causando graves problemas econômicos e ambientais, já que amplia a necessidade de aplicação de produtos químicos, até porque a própria chuva acaba lavando os fungicidas, não eliminando a ferrugem e espalhando os produtos no solo.

Há registros de que as plantações feitas em dezembro acabam exigindo até dez aplicações de defensivos, muitas vezes com até três componentes químicos diferentes cada. Essa situação, por óbvio, pode aumentar a resistência da praga, tornando cada vez mais ineficiente o seu controle.

É nesse sentido que a instrução normativa peca e por isso merece ser alterada, já que contraria seus próprios objetivos, que são evitar a proliferação da praga e aumento da resistência aos produtos químicos. É certo que a EMBRAPA deveria realizar pesquisas que
embasassem essas constatações, porém, inexplicavelmente não o faz e, por esse motivo, os próprios agricultores se viram obrigados a fazê-lo.

Foi com esse intuito que a APROSOJA, representante dos sojicultores mato-grossenses, resolveu tomar a iniciativa da realização da pesquisa, que só se iniciou depois de várias audiências de mediação, para as quais fui inclusive convidada, ocorridas no ano de 2019, nas quais participou também o órgão responsável pela autorização da pesquisa, o INDEA, além da SEDEC, MAPA, SEMA, Aprosoja, dentre outros, isto em âmbito de uma câmara de mediação reconhecida pelo poder público, a AMIS.

Devo apontar, também, que ainda no ano de 2019, participei de reunião com a Ministra da Agricultura, na qual a mesma garantiu que mudaria a data do calendário, desde que houvesse pesquisa científica que comprovasse tal necessidade, mas a empresa pública jamais se manifestou neste sentido. A realização da pesquisa é, portanto, fundamental para que se chegue à conclusão razoável sobre o tema.

Não cabe a quem quer que seja a proibição de pesquisa científica, desde que adotadas as normas metodológicas pertinentes e feita com responsabilidade e, ao menos sem que se tenha base fática robusta, não se pode duvidar da expertise dos pesquisadores e instituições de pesquisas envolvidas. Estamos em pleno século XXI e não podemos nos portar como se fôssemos medievais. É a ciência que move o mundo.

Nessa esteira, penso ser pouco razoável a alegação do Ministério Público de que a realização da pesquisa possa causar dano social, econômico e ambiental, vez que toda as evidências mostram o contrário. As áreas selecionadas são pequenas, com no máximo 50 ha. cada, ou seja, são meras amostragens, de modo que inexiste perigo iminente, especialmente pelo respeito integral ao vazio sanitário, que em Mato Grosso, é o mais extenso do país.

Os argumentos do Ministério Público não encontram base fática suficiente, nem sob a ótica jurídica, tampouco sob a científica. Afinal, a pesquisa está em andamento, o período de chuvas já está acabando, de modo que é prematuro prever o acidente ambiental aventado pelo parquet. Ademais, pude averiguar que há inúmeros outros problemas, estes sim, que precisam ser encarados pelos órgãos de defesa vegetal e até pelo Ministério Público.

É preciso averiguar o que ocorre nas lavouras de algodão, tomadas por plantas invasoras de soja, em cujos cultivos se aplicam até mais vezes os mesmos fungicidas utilizados para controle da ferrugem. E sobre estas invasoras não há quaisquer restrições, apesar de estarem no campo exatamente no mesmo período das lavouras que se quer destruir, o que me parece um total contrassenso. Ainda durante as buscas que fiz sobre o assunto, encontrei várias matérias jornalísticas que contrariam a presunção da promotoria, uma vez que apontam que a soja plantada nas áreas de amostragem contém muito menos ferrugem, com menor uso de pesticidas do que a que é encontrada normalmente nas lavouras cujo plantio obedece à calendarização.

Nessa toada, não é difícil concluir que há possibilidade concreta de mudança da data limite de plantio, com diminuição de custos e também de aplicação de produtos químicos. A constatação ainda não é definitiva, mas só será possível saber a resposta se a pesquisa prosseguir. Impedi-la é negar o direito de se comprovar o equívoco no calendário e, mais do que isso, negar a comprovação de que é possível utilizar menos defensivos do que hoje acontece.

Não é demais lembrar que a discussão refere-se apenas ao direito dos produtores de plantarem suas próprias sementes, sem se obrigarem a adquiri-las das empresas sementeiras. O que se discute não é o período da safra de soja, mas apenas o período em que os produtores podem plantar para a produção de suas sementes, o que ocorre em áreas muito menores. É um direito, acima de tudo, dos pequenos produtores.

Há quem diga que por trás da celeuma estão interesses econômicos de grandes potências sementeiras e de obtentores de variedades de soja. Acrescente-se a isto que com mais ferrugem mais se vende pesticidas e é possível que isto também interesse à indústria química, a qual também se opõe à mudança no calendário de plantio.

Verdade ou mentira, só saberemos se a pesquisa for concluída. A interrupção do trabalho científico e a destruição das lavouras-testes, ao contrário, terá o amargo sabor de que os poderosos tubarões do agro conseguem amordaçar e dominar toda a categoria sojicultora, com a agravante de fazer uso do Ministério Público para isso.

Longe de imaginar que a promotoria esteja agindo com má-fé, o que quero dizer é que a falta de elementos técnicos pode, sim, induzir o órgão a erro. E não se diga que mera nota técnica da Embrapa tem o poder de suplantar o resultado de uma pesquisa científica realizada por instituição abalizada como é a Fundação Rio Verde e o Instituto Agris.

Prudência e canja de galinha não fazem mal a ninguém. Espera-se que o Judiciário, último recurso do cidadão, tenha o cuidado de periciar as áreas envolvidas antes de tomar qualquer decisão. Pelo bem da agricultura. Pelo bem do meio-ambiente. Pelo bem da economia mato- grossense, já tão surrada nesses tempos de corona vírus.

Por Selma Rosane Santos Arruda.

Manini Alimentos tem cheques furtados

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CANARANA – Na manhã de sexta-feira (27-03), a Polícia Militar de Canarana-MT foi acionada pelo proprietário da empresa Manini Alimentos, devido a um furto ocorrido no local.

Segundo o Boletim de Ocorrência, foi arrombada uma janela na frente do estabelecimento e depois aberto o cofre, sem arrombamento, subtraindo vários cheques de clientes.

O montante chegava a quantia aproximada de R$ 30 mil reais de cheques do Banco do Brasil, Bradesco, Sicredi, Caixa e Sicoob. Todas as folhas estavam carimbadas em nominal para Manini.

Segundo a vítima, o local possui sistema de monitoramento e um técnico iria apurar as imagens. Pela internet, as pessoas estão enviando foto do carimbo da empresa e pedindo para a comunidade denunciar caso algum cheque apareça.

Por Notícias do Araguaia.