Nove em dez mortes (89,9%) pelo novo coronavírus no Brasil aconteceram entre pessoas com mais de 60 anos. É o que apontam dados divulgados nesta quinta-feira (26) pelo Ministério da Saúde.
O levantamento da pasta considerou 59 mortes, que não é a informação mais atualizada, já que já foram registradas, até agora, 77 vítimas fatais.
A faixa etária com mais vítimas é de pessoas entre 80 e 89 anos (39%), seguido por 70 a 79 (33,9%). A maioria das vítimas fatais é homem (67,8% dos casos). Não há nenhum caso abaixo de 30 anos.
O levantamento mostrou ainda a distribuição de mortes segundo comorbidades, ou seja, quando havia outra doença. Cardiopatia é a condição mais comum (61%), seguido por diabetes (39%) e pneumopatia (25,4%). Ainda registros de imunodepressão (11,9%), doença renal crônica (15,3%), entre outros.
Os números são semelhantes ao já percebidos em estudos com os casos da China. Naquele país, até 11 de fevereiro, 81% das vítimas fatais tinham acima de 60 anos. Os homens também foram as principais vítimas por lá (63,8%). Já o Ministério da Saúde italiano, país em que já foram registradas mais de 8 mil mortes por coronavírus, aponta que a idade média das vítimas é de 78 anos, sendo a maioria (70,9%) de homens.
O Ministério Público do Estado de Mato Grosso, Ministério Público Federal e Ministério Público do Trabalho requereram ao governador Mauro Mendes a suspensão dos efeitos do Decreto 426/2020, que relaxou as medidas restritivas de prevenção ao coronavírus, liberando praticamente todo tipo de atividades comerciais e industriais. O ofício foi protocolado nesta quinta-feira (26).
Além de apresentar estudos e justificativas técnicas que apontam para a ocorrência de mais de oito mil mortes no Estado caso não sejam adotadas medidas estritas de isolamento, os membros dos Ministérios Públicos argumentam que os incisos que alteraram o Decreto Estadual 425/2020 são inconstitucionais.
No ofício enviado ao chefe do Poder Executivo, o procurador-geral de Justiça, José Antônio Borges Pereira, o procurador-chefe do MPT/M, Rafael Mondego Figueiredo, o promotor de Justiça Alexandre de Matos Guedes, a procuradora da República Denise Muller Slhessarenko e a procuradora do Trabalho Tathiane Nascimento solicitam que os efeitos do referido decreto sejam suspensos por ao menos 15 dias. Foi estabelecido um prazo de 24 horas para que o governador se manifeste se irá, ou não, cumprir a recomendação.
“A partir do momento em que se permite o funcionamento de atividades não essenciais nos termos previstos na legislação nacional, o Estado de Mato Grosso está colocando em risco a sua população, eis que as diretivas da Organização Mundial de Saúde indicam o isolamento social como medida mais adequada no trato com a pandemia”, alertam os procuradores que subscrevem o ofício.
Acrescentam ainda que muitas das atividades liberadas podem ser realizadas via teletrabalho e outras podem ter o funcionamento limitado para casos de extrema necessidade. Eles observam também que o novo decreto não estabelece a responsabilidade das empresas que não seguirem as normas sanitárias e nem detalha como será feita a fiscalização pelo poder público para assegurar que as medidas de precaução serão cumpridas.
De acordo com um estudo realizado pela Fiocruz, a região de Cuiabá está entre os 40 lugares do Brasil com maior risco de disseminação grave da pandemia. Médicos do Hospital Universitário Júlio Müller, em comunicação oficial também solicitou ao Governo que revise o Decreto, por sua incompatibilidade com as necessidades da saúde pública e das características da pandemia em questão.
“Torna-se necessário comunicar ao Estado de Mato Grosso que as referidas disposições do Decreto Estadual Nº 425/2020 encontram-se em desacordo com a norma federal pertinente, acarretando aglomerações que devem ser evitadas em nome da saúde pública e da vida das pessoas”, finalizam.
CUIABÁ – O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM), assinou nesta quinta-feira (26/03), um novo decreto que permite o funcionamento do comércio, seguindo algumas normas de segurança para prevenir e combater o Coronavírus (Covid-19). Para anunciar as novas medidas, Mauro Mendes concedeu uma entrevista coletiva pelas redes sociais. A AGRNotícias e o JOPioneiro participaram da coletiva e tiveram uma pergunta respondida pelo governador.
Uma das principais medidas está a unificação das decisões tomadas pelos municípios de Mato Grosso, evitando disparidades nas regras adotadas pelas prefeituras. “Unificamos todos as decisões e vinculamos as prefeituras do Estado a esse Decreto. Se o prefeito quer agir diferente, tem que justificar técnica e cientificamente”, disse o governador.
Mauro disse que o comércio precisa continuar em funcionamento para garantir os empregos e girar a economia. Além disso, destacou que nos municípios onde não há casos registrados da doença, não é necessário o fechamento do comércio. “Continuamos a defender o isolamento social, mas não estamos defendendo o isolamento econômico”, disse. A recomendação é que se mantenha distância uma pessoa da outra nos comércios e se utilize produtos de combate ao vírus.
Governador de Mato Grosso Mauro Mendes.
Funcionamento proibido
Parques públicos e privados; praias de água doce; teatro; cinema; museus: casas de shows; festas; feiras; academias; ginásios esportivos e campos de futebol; missas, cultos e celebrações religiosas; outros eventos e atividades que demandem aglomeração ou reunião de pessoas. Também ficam suspensas as atividades escolares públicas e privadas até o dia 05 de abril de 2020.
Atividades permitidas
Transporte coletivo municipal e metropolitano, sem exceder a capacidade de passageiros sentados; transporte individual remunerado de passageiros por meio de táxi ou aplicativo, vedada a utilização do banco dianteiro do passageiro e mediante assepsia da parte interna do veículo após a finalização de cada atendimento; velório, com até 20 pessoas; transporte coletivo intermunicipal de funcionários, custeado pelos respectivos empregadores.
Atividades econômicas permitidas
Supermercadistas; Padarias, para retirada de produtos no local ou na modalidade delivery; Restaurantes, cafés e congêneres, para retirada ou Delivery; Lojas de conveniência, bares e distribuidoras de bebidas, para retirada no local ou na modalidade delivery; Açougues e peixarias, para retirada no local ou na modalidade delivery; Distribuidoras de gás de cozinha, para retirada no local ou na modalidade delivery; Agências bancárias e loterias, utilizando o protocolo de segurança visando evitar a aglomeração de pessoas na área interna e externa do estabelecimento; Comércio de alimentos e medicamentos destinados a animais; Oficinas mecânicas; Produção, distribuição e comercialização de combustíveis e de derivados, inclusive postos de combustíveis; Etc. (Para conferir a lista completa, leia o Decreto)
Atividades ao ar livre
Para os que estão fora do grupo de risco, fica recomendada a prática de atividades recreativas e esportivas individuais ao ar livre, desde que respeitado o distanciamento mínimo de 1,5 m entre as pessoas.
Pergunta da AGR e JOP
Bom dia Governador. Qual é a maior lição/aprendizado que o Governo Estadual tem com essa pandemia até o momento?
“Toda crise pode ser vista como grande dificuldade, mas uma oportunidade de aprendizado. É algo novo. Sair numa quarta de manhã e olhar a avenida do CPA ter 20 carros. É assustador. Nós precisamos entender que esse mundo conectado trás facilidades para a convivência humana. Tem o lado bom disso e o lado ruim. O lado ruim são as fakenews. Estamos tomando as medidas necessárias. Vamos continuar tomando as medidas necessárias. Vamos continuar trabalhando. Mas se nós pararmos as estradas de MT, daqui a pouco vamos ter cidades paradas”, disse Mauro Mendes.
Por JOPioneiro. Fotos: Cristiano Antonucci, Governo de MT.
O Governo de Mato Grosso conseguiu encerrar um ciclo negativo e, pela primeira vez depois de quatro anos, fechou as contas no azul, ou seja, gastou menos do que arrecadou.
De acordo com o balanço, a receita de 2019 foi de R$ 20.745 bilhões e a despesa foi de R$ 19.875 bilhões, tendo um saldo positivo de R$ 870 milhões.
Na avaliação do governador Mauro Mendes, o resultado é reflexo de todas as medidas adotadas no decorrer do ano de 2019, que contribuíram para estancar o crescimento das despesas.
“Cortamos cargos, diminuímos o número de secretarias de 24 para 15, renegociamos contratos, reduzimos o custo da máquina pública e o crescimento da folha de pagamento, além do trabalho realizado pelos servidores públicos na contenção dos gastos e eficiência na prestação do serviço. O resultado é um Estado mais equilibrado e que está retomando o rumo do crescimento”, afirmou Mauro Mendes.
Conforme os números oficiais, em 2015 o Estado arrecadou R$ 14.055 bilhões e teve uma despesa de R$ 14.353 bilhões, o que correspondeu a uma dívida que ficou sem pagar no valor de R$ 298 milhões. No ano seguinte, o saldo negativo entre despesas e receita ficou maior e alcançou R$ 386 milhões. Já em 2017, o governo arrecadou R$ 16.554 bilhões e gastou R$ 18.187 bilhões, saltando para R$ 1.633 bilhão de despesa contraída e não paga naquele ano.
Os números também comprovam que, em 2018, a relação entre receita e despesa foi mantida no negativo. Naquele ano, foram arrecadados R$ 18.112 bilhões, enquanto a despesa foi de R$ 18.680 bilhões, o que deixou uma dívida sem pagar de R$ 558 milhões.
“Com esse resultado positivo, é possível demonstrar que o trabalho realizado pelas nossas equipes e servidores está no rumo certo. Vamos continuar trabalhando muito nesse ano de 2020 para que seja possível desburocratizar a máquina pública, melhorar ainda mais a prestação de serviço especialmente nas áreas de saúde, educação, infraestrutura e segurança”, destacou Mendes.
Ainda de acordo com ele, a melhoria da situação financeira já tem reflexos em prol da sociedade, como a reforma de seis hospitais (Regionais de Sorriso, Sinop, Alta Floresta, Rondonópolis, Metropolitano de Várzea Grande e o hospital Adauto Botelho); obras em 82 escolas, além da manutenção em outras 200 unidades; e a entrega de 64 obras de infraestrutura em dezenas de cidades e outras 119 obras em andamento, entre pontes, recuperação de rodovias e pavimentação asfáltica.
Por Gazeta Digital, com informações da assessoria.
CANARANA – Em boletim epidemiológico divulgado no fim do dia de quarta-feira (25/03), pela Secretaria Municipal de Saúde, informava que Canarana-MT tinha 249 casos monitorados e um caso suspeito do Coronavírus (Covid-19).
No boletim, o Poder Público Municipal informa que mantém ações preventivas para diminuir o risco de contaminação. Os mais de 200 casos monitorados são de pessoas que chegaram de viagem interestadual e são acompanhadas por 14 dias, período de incubação da doença.
Nesta manhã de quinta-feira (26/03), a reportagem do J. O Pioneiro falou por telefone com o secretário Municipal de Saúde, Ruberlan Rezende. Ele disse que o caso suspeito é de uma mulher de 21 anos, residente em Canarana, mas que há mais de 15 dias está fora do município.
Ela esteve primeiro em Ribeirão Cascalheira-MT onde participou de eventos com aglomeração de pessoas. Depois, foi para Água Boa-MT e, lá, que foi feito o diagnóstico. Neste momento a jovem está internada em isolamento no Hospital Regional Paulo Alemão.
Na quarta-feira foi feita a coleta de material para exame e, hoje, deve chegar no laboratório em Cuiabá, que vai confirmar ou não se ela está com o Coronavírus. A jovem possui sintomas do Covid-19, como febre, falta de ar e mal-estar.
Ruberlan Rezende também disse à nossa reportagem que apesar da paciente não ter vindo a Canarana nos últimos 15 dias, familiares dela que possivelmente tiveram contato serão monitorados. Como a mesma é moradora da cidade, apesar de estar em Água Boa, o caso suspeito é registrado como sendo de Canarana.
CANARANA – A Polícia Judiciária Civil de Canarana-MT emitiu um comunicado de que está fazendo atendimento presencial em casos de homicídio, feminicídio, roubo, latrocínio, crime sexual, violência doméstica, sequestro e acidente de trânsito com vítima fatal. As medidas são em combate a propagação do Coronavírus.
Os demais boletins, como extravio de documento, devem ser lavrados por meio eletrônico, através do site www.delegaciavirtual.mt.gov.br. Solicitação de documentos ou dúvidas podem ser tiradas pelo fone (66) 3478-1360 ou 9.9989-5703. Também pelo e-mail [email protected].
BRASÍLIA – A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) aprovou na terça-feira (24), em Reunião Pública Extraordinária, conjunto de medidas para garantir a continuidade do serviço de distribuição de energia elétrica, protegendo consumidores e funcionários das concessionárias em meio ao cenário de pandemia do novo coronavírus.
As medidas aprovadas em reunião virtual do colegiado da Agência terão validade de 90 dias, podendo ser prorrogadas. Será vedada a suspensão do fornecimento por inadimplência de unidades consumidoras residenciais urbanas e rurais, incluindo baixa renda, além de serviços e atividades consideradas essenciais, conforme a legislação.
A ANEEL decidiu permitir que as distribuidoras suspendam temporariamente o atendimento presencial ao público, como medida para preservar a saúde dos seus colaboradores e da população, em atendimento às restrições impostas por atos do poder público.
Estão suspensos os prazos para a solicitação de ressarcimentos por danos em equipamentos. O processo de ressarcimento envolve a circulação de técnicos até a casa do consumidor para verificar o dano.
ANEEL também decidiu permitir a suspensão da entrega da fatura mensal impressa no endereço dos consumidores. Ao suspender a entrega de fatura impressa, a distribuidora deverá enviar aos consumidores as faturas eletrônicas ou o código de barras, por meio de canais eletrônicos ou disponibilizá-las em seu site ou aplicativo.
As distribuidoras poderão realizar leituras do consumo em intervalos diferentes do usual ou mesmo que não realizem a leitura. Quando não houver leitura, o faturamento será feito com base na média aritmética do consumo nos últimos 12 meses. A distribuidora deverá disponibilizar meios para que o consumidor possa informar a autoleitura do medidor, em alternativa ao faturamento pela média.
Arthur Santos da Silva/Olhar Direto; Foto – Arquivo JOP.
CUIABÁ – O governador Mauro Mendes (DEM) afirmou, em entrevista ao MT1 na terça-feira (24-03), que os servidores não podem parar de trabalhar porque os serviços precisam ser mantidos para amenizar a crise econômica prevista. A previsão é que a arrecadação diminua cerca de 30% em abril.
Ele afirmou que não tem como pagar salário se não entrar receita no estado.
“Por isso, estou dizendo aos servidores que precisamos continuar trabalhando. Diminuir para 6 horas, fazendo revezamento, mas se eu mandar todo mundo para casa quem é que vai rodar a folha de pagamento? Se eu mandar os fiscais da Fazenda, quem é vai cuidar da arrecadação do estado. Se pararmos de trabalhar, vamos morrer todo mundo de fome. O meu desejo é pagar todo mundo”, afirmou.
Perguntado se haverá alguma mudança na folha de pagamento, Mendes avaliou que a crise vai atingir muitos setores, entre eles o setor público.
“Está todo mundo em crise, e só nós não vamos ter crise? Claro que eu não gostaria que isso acontecesse, mas há uma possibilidade da arrecadação cair 20%, 30%, no próximo mês. Como é que nós vamos fazer se entrar 20%, 30%, a menos de dinheiro? Tomara que isso não aconteça, mas essa é a previsão”, disse.
Ele citou que a redução de carros em circulação nas ruas resulta na queda nas vendas de combustível. Com isso, cai a arrecadação do ICMS – Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços. “Se as indústrias param, se as empresas param, não consomem energia elétrica, então menos ICMS de energia elétrica. Há uma probabilidade de cair muito a nossa receita, então sem dinheiro como é que a gente paga?”.
Uma das medidas que poderiam ajudar o governo seria a liberação do dinheiro do Fundo de Auxílio de Fomento às Exportações (FEX), estimado em R$ 1 bilhão.
O FEX é um recurso que serve para compensar o que os estados deixam de arrecadar de ICMS por conta da Lei Kandir, que isenta os produtores rurais de pagarem imposto estadual sobre os produtos exportados.
CUIABÁ – O governador Mauro Mendes decidiu decretar estado de calamidade pública em Mato Grosso, como medida necessária para combater o coronavírus no estado.
Os detalhes da medida serão editados e divulgados nesta quarta-feira (25), durante a reunião com o Gabinete de Situação, montado para monitorar a epidemia.
A decisão em decretar a calamidade foi tomada como forma de auxiliar os 141 municípios do Estado, que precisam adotar uma série de ações contra a pandemia.
Com esta decisão, os prefeitos conseguem mais flexibilidade e menos burocracia para dar cabo das medidas urgentes que a luta contra o coronavírus exige.
“Essa é uma medida que vários estados brasileiros estão fazendo. A partir daí, os municípios poderão adotar as providências cabíveis em cada região”, explicou o governador.
Por Lucas Rodrigues/Secom-MT; Foto – Marcos Vergueiro/Secom-MT
ÁGUA BOA – Homem de 36 anos foi esfaqueado na rua, no final da manhã de terça-feira (24-03), no Centro de Água Boa. Ele teve ferimentos na orelha, pescoço e braço. O suspeito do crime foi preso em flagrante pela Polícia Militar.
De acordo com as informações, PM foi informada via 190 de que um homem estava correndo pelas ruas da cidade todo ensanguentado. Ele foi encontrado e disse ter sido vítima de uma tentativa de homicídio.
Segundo o homem, ele estava andando próximo de um posto de combustível quando foi abordado pelo suspeito, que sacou a faca e deu 3 golpes, acertando sua orelha, pescoço e braço.
Para não morrer, saiu correndo. Já o suspeito do crime fugiu pelo sentido contrário. Em rondas, a PM encontrou o homem com a faca escondida. Ele foi preso em flagrante e levado para a delegacia.
A vítima foi socorrida e encaminhada para uma unidade de saúde, onde recebeu atendimento médico e, em seguida, foi liberada.