O grupo de senhoras da OASE (Ordem Auxiliadora de Senhoras Evangélicas) em Canarana – MT, ligado à Igreja Evangelica de Confissão Luterana no Brasil (Ieclb), mantém uma rotina de encontros semanais que vai além da convivência religiosa. Todas as quartas-feiras, as participantes se reúnem em um espaço marcado por momentos de oração, estudos bíblicos, louvores e também pela tradicional roda de chimarrão.
Além do fortalecimento espiritual e comunitário, os encontros têm se tornado um importante espaço de ação social, com a realização de projetos voltados ao apoio de pessoas em situação de vulnerabilidade.
Projeto leva conforto a pacientes em tratamento
Um dos principais trabalhos desenvolvidos pelo grupo é a confecção de almofadas em formato de coração, destinadas a pacientes do Hospital do Câncer, em Cuiabá. O projeto tem como objetivo oferecer conforto, especialmente para mulheres que passaram por cirurgias de retirada de mama.
A presidente estadual da OASE, Nair Gromann, explicou que as almofadas são pensadas para auxiliar no apoio do braço e proporcionar alívio durante o período pós-operatório. Ela destacou que, além da função prática, o projeto carrega um valor simbólico importante, ao representar cuidado, carinho e acolhimento para pacientes que enfrentam momentos delicados.
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Trabalho envolve dezenas de grupos no estado
A iniciativa não se limita apenas a Canarana. De acordo com a organização, entre 25 e 28 grupos da OASE estão ativos no estado de Mato Grosso, reunindo cerca de 300 mulheres engajadas em ações sociais semelhantes.
A produção das almofadas envolve um processo cuidadoso, com uso de materiais específicos, como tecido de algodão e enchimento com fibra siliconada, garantindo conforto e qualidade para quem vai utilizá-las.
A demanda, segundo as participantes, é constante e elevada, já que o hospital atende pacientes de diversas regiões. Além disso, as almofadas também são utilizadas por acompanhantes, ampliando ainda mais a necessidade de produção.
Inicialmente, os custos do projeto eram assumidos pelas próprias integrantes do grupo. No entanto, com a divulgação da iniciativa, a comunidade passou a colaborar de forma espontânea.
Atualmente, o trabalho conta com doações de materiais, embalagens e até transporte. Empresas e moradores de Canarana têm contribuído para viabilizar a produção e o envio das almofadas até Cuiabá, demonstrando o envolvimento coletivo com a causa.
Grupo local tem mais de 50 anos de atuação
A presidente da OASE em Canarana, Noeli Dunck Dalosto, destacou que o grupo possui uma longa trajetória no município, com mais de 50 anos de atuação. A organização faz parte de um movimento nacional que existe há mais de um século no Brasil e tem como base a comunhão, o serviço e o testemunho cristão.
Segundo ela, o trabalho desenvolvido vai além das atividades internas da igreja, buscando sempre atender demandas sociais da comunidade por meio de ações solidárias.
Apoio espiritual também faz parte da iniciativa
O projeto conta ainda com o apoio do capelão que atua no Hospital do Câncer, Pastor Deolindo Feltz, responsável por prestar assistência espiritual a pacientes, familiares e profissionais da saúde.
Esse trabalho complementa a ação das voluntárias, levando não apenas suporte físico, com as almofadas, mas também conforto emocional e espiritual às pessoas atendidas pela unidade.
Toda a confecção das almofadas é realizada de forma voluntária pelas integrantes do grupo. As senhoras se organizam para costurar, montar e preparar os itens que serão enviados ao hospital.
A ação é caracterizada como um trabalho diaconal, ou seja, voltado ao serviço ao próximo, reforçando o compromisso do grupo com causas sociais e humanitárias.
A OASE também busca ampliar o alcance do projeto e convida outras mulheres e membros da comunidade a participarem das atividades. A intenção é fortalecer ainda mais a rede de apoio e aumentar a capacidade de produção das almofadas.
A iniciativa demonstra como a união entre fé, solidariedade e engajamento comunitário pode gerar impactos positivos concretos na vida de pessoas que enfrentam situações delicadas de saúde.
Por Vida Nova FM, com redação OPioneiro.