RIBEIRÃO CASCALHEIRA – Policiais militares prenderam dois homens, de 25 e 34 anos, por porte ilegal de arma de fogo, na madrugada desta terça-feira (30.9), em Ribeirão Cascalheira. Com os suspeitos, foram apreendidas um revólver calibre .32 e um simulacro de pistola.
A equipe de militares do 1º Pelotão recebeu uma denúncia por populares de que dois homens estavam envolvidos em uma briga e armados. Diante das características dos envolvidos, os policiais se deslocaram até o endereço informado.
Foto: PMMT
Ao chegar no local, os homens já tinham fugido. Em seguida, a equipe iniciou diligências em buscas pelos suspeitos. Em determinado momento, os policiais os localizaram em uma avenida no centro da cidade.
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Durante a abordagem, os suspeitos jogaram as armas no chão e foi identificado um revólver calibre .32, um simulacro de pistola, além de quatro munições calibre .36 escondidas em uma meia. Diante do flagrante, os homens foram encaminhados para a delegacia, com o material apreendido, para as providências que o caso requer.
Mato Grosso encerrou o mês de setembro com o menor número de focos de calor já registrado desde o início da série histórica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/BD Queimadas), iniciada em 1998. Foram contabilizados 2.294 focos no período, superando o recorde anterior de 3.692 ocorrências registrado em 2009, valor que também corresponde à média histórica para o mês. Veja os registros de 1998 a 2025 ao final da matéria.
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Apesar da redução, o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) segue em estado de alerta para o risco de incêndios florestais e reforça a importância da conscientização da população, especialmente diante da previsão de chuvas abaixo da média para o mês de outubro.
Para o comandante-geral do CBMMT, coronel BM Flávio Glêdson Vieira Bezerra, os números confirmam a tendência de redução observada, resultado direto do reforço nas ações de prevenção, fiscalização e resposta rápida aos incêndios florestais, aliada a condições climáticas mais favoráveis, com chuvas recentes.
No mês de setembro de 2025, além de registrar o menor número de focos de calor da série histórica do Inpe, Mato Grosso apresentou uma redução de 88% em comparação com o mesmo mês de 2024, quando foram registrados 19.964 focos. No acumulado do ano, entre janeiro e setembro deste ano, o Estado contabilizou 9.171 focos de calor enquanto no mesmo período do ano anterior, foram registradas 45.326 ocorrências, o que representa uma redução de 80%. Ou seja, quase cinco vezes menos focos.
“O mês de setembro é tradicionalmente marcado por estiagem intensa, que aumenta o risco de incêndios florestais. Mesmo assim, os dados indicam redução nos focos de calor. Reflexo do compromisso contínuo do Estado com a preservação ambiental e o enfrentamento aos incêndios florestais. Essa redução histórica nos focos de calor é um sinal claro de que estamos no caminho certo”, afirmou o coronel Glêdson.
Investimentos estratégicos
Para o combate aos incêndios florestais neste ano, o Governo do Estado está realizando investimentos robustos, destinando R$ 78 milhões diretamente às ações do Corpo de Bombeiros Militar, com foco no fortalecimento da estrutura, da logística e da capacidade operacional, conforme destaca o coronel BM Heitor Fernandes da Luz, Diretor Operacional do CBMMT.
Entre as ações implementadas, destacam-se as operações Infravermelho e Abafa Amazônia, de combate ao uso irregular do fogo, que vêm permitindo a identificação e responsabilização de infratores, além da redução dos danos ambientais. Além disso, o CBMMT conta atualmente com 1.420 bombeiros militares, além de brigadistas estaduais e municipais, viaturas especializadas e uma frota aérea com até oito aeronaves disponíveis para ações de combate em todo o território mato-grossense.
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A resposta operacional é reforçada ainda pelo Sistema Integrado de Cadastro de Recursos para Apoio aos Incêndios Florestais (SICRAIF), que permite a mobilização rápida de mais de oito mil recursos cadastrados, incluindo pessoas, equipamentos e propriedades de apoio logístico.
“A missão ainda não terminou. Seguimos em período crítico e é fundamental que cada militar permaneça imbuído do mesmo compromisso e determinação, para que possamos encerrar esta temporada com resultados vitoriosos e ainda mais expressivos”, reforçou o coronel Heitor.
Ele destacou ainda a necessidade de que a população colabore, denunciando práticas irregulares e respeitando as restrições impostas durante o período proibitivo. Em caso de qualquer indício de incêndio florestal, a orientação é que a denúncia seja feita imediatamente pelos números 193 (Corpo de Bombeiros) ou 190 (Polícia Militar).
Em Mato Grosso, desde o 1º de junho até 31 de dezembro está proibido o uso do fogo no Pantanal. Nas regiões da Amazônia e do Cerrado, o período proibitivo teve início em 1º de julho e vai até 30 de novembro. Já nas áreas urbanas, o uso do fogo é proibido durante todo o ano.
O orçamento de Mato Grosso em 2026 será ampliado em 10,02%, segundo a mensagem encaminhada pelo Governo do Estado à Assembleia Legislativa nesta terça-feira (30). A peça estima a receita e fixa as despesas governamentais e dos Poderes.
O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) do ano que vem estima a receita e fixa as despesas em R$ 40,790 bilhões, com expansão na casa decimal, se comparado com o orçamento de R$ 37,076 bilhões de 2025, segundo dados da Secretaria de Fazenda (Sefaz-MT). Os deputados devem aprovar o projeto até o final do ano, antes do recesso.
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Do total, R$ 28,67 bilhões referem-se ao orçamento fiscal (70,3%), e R$ 12,13 bilhões são destinações da seguridade social (29,7%).
O Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2026 é o instrumento de planejamento governamental que estabelece o orçamento público para o exercício financeiro, e estima a receita e fixa as despesas do Governo do Estado de Mato Grosso.
O secretário Adjunto do Orçamento da Sefaz-MT, Ricardo de Almeida Capistrano, afirma que os investimentos para 2026 estão estimados em R$ 4,9 bilhões, e segue a estrutura de distribuição que tem ocorrido desde 2024, com aplicação em infraestrutura, principalmente.
“Os investimentos podem ser ampliados, com concentração nos programas de infraestrutura, como pavimentação de rodovias, infraestrutura urbana. Neste caso, com alocação de cerca de R$ 1,3 bilhão em 2026”, disse em entrevista ao MidiaNews. “Mantivemos a alocação de investimento em cerca de 15% da Receita Corrente Líquida (RCL)”, diz.
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“A expectativa é de expansão da malha viária em 691 Km, com pavimentação. O eixo infraestrutura tem R$ 3,2 bilhões em investimento para 2026”, explica.
O projeto de LOA para 2026 está dividido nos eixos infraestrutura, econômico, social, ambiental, institucional e digital.
Eixo social
O secretário relaciona ainda no eixo social recurso de investimento no valor de R$ 5,04 bilhões para a Educação; R$ R$ 4,3 bilhões destinados à Saúde; R$ 2,8 bilhões para a Segurança Pública; e R$ 683 milhões para a função Assistência Social.
Ricardo Capistrano diz que a peça orçamentária resume o que o governador Mauro Mendes tem focado nos últimos anos ao secretariado, com o mote da responsabilidade fiscal e equilíbrio das contas públicas.
“Mantivemos a diretriz da sustentabilidade fiscal e equilíbrio das contas públicas. Gerando poupança corrente, liquidez financeira, finanças sustentáveis, como forma de garantir o equilíbrio das contas e projetos e políticas públicas para a população”, argumenta.
Composição da receita
A previsão é que do total da receita, R$ 41,40 bilhões sejam de tributos. E destes, R$ 35,80 bilhões referentes ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). O governo deve pagar ainda R$ 420 milhões em juros e encargos de dívidas.
O Projeto de Lei Orçamentária registra ainda alguns dados macros da economia de Mato Grosso, como a estimativa do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 de R$ 329,31 bilhões e crescimento real de 3,8%. Em 2025, o crescimento do Estado deve registrar 7,8% a um PIB corrente de 317,26 bilhões.
O gestão Mauro Mendes trabalha para uma projeção nacional de inflação de 4,5%; um taxa de juros Selic de 9,2% e o câmbio com o dólar a R$ 5,00.
Em meio ao avanço do crime organizado, o governador Mauro Mendes (União) afirmou que a tornozeleira eletrônica virou símbolo de ostentação entre os jovens.
Para ele, a sensação de impunidade é um dos principais fatores que têm agravado o problema da insegurança pública no país, consequentemente, em Mato Grosso.
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“Jovens de 12 e 13 anos têm orgulho de colocar uma tornozeleira fake (falsa), vendida nos shoppings populares, porque é símbolo de status”, disse Mauro Mendes, durante a 18ª edição do Encontro de Líderes, promovido pela Comunitas, em São Paulo (SP).
“Um dos maiores problemas é a grande sensação real, não só sensação, de impunidade que nós deixamos durante anos e anos, décadas e décadas, pairar nesse país”, completou.
O entendimento é de que esse ambiente permissivo com o crime é resultado de um sistema burocrático, leis brandas e baixa efetividade das punições.
“A Polícia prende, a Justiça condena, mas os criminosos cumprem um sexto, às vezes, dois quintos da pena. Isso criou uma sensação de impunidade, que é real, e uma cultura de que o crime compensa”, afirmou.
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O governador citou como exemplo o crescimento das facções criminosas e a influência negativa sobre os jovens, especialmente nas periferias.
“Em Mato Grosso, fazemos investimentos recordes em armamentos, viaturas, novas vagas em presídios, tecnologia. Mas não adianta apenas tratar a consequência. É preciso acabar com a causa de tudo isso, que são as leis frouxas que geram essa impunidade”, disse.
O governador obsrevou quee todos os 20 países mais seguros do mundo adotaram, em algum momento de sua história, penas severas para coibir o crime e construir uma sociedade que respeite as leis.
“Todos esses países tiveram, sem exceção, ou prisão perpétua ou pena de morte. Essa mudança no DNA da sociedade só aconteceu quando houve uma resposta firme do Estado. Enquanto o Brasil não tiver coragem de fazer o que é necessário, a segurança vai continuar piorando”, completou.
CANARANA – A Polícia Militar prendeu R.B.C., na noite de quarta-feira (1º de outubro), suspeito de efetuar disparos de arma de fogo e ameaçar pessoas em uma boate localizada na área rural de Canarana (MT). De acordo com o boletim de ocorrência, a equipe foi acionada por volta das 23h20 e encontrou o suspeito do lado de fora do estabelecimento, em aparente estado de alteração. Durante a revista, os policiais localizaram uma pistola Taurus TH9, calibre 9 mm, municiada com três cartuchos intactos, que foi apreendida.
Foto: Reprodução
Ainda conforme o registro, testemunhas relataram que o homem teria disparado no exterior e, posteriormente, no interior da boate, colocando em risco frequentadores e funcionárias. Uma mulher foi identificada como vítima de ameaça. O suspeito apresentava escoriações nas costas, cotovelo e ombros, além de ferimento aparente na boca, sem necessidade de atendimento emergencial naquele momento. Ele afirmou possuir registro de CAC (atirador desportivo), informação que será verificada pelas autoridades competentes.
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Diante da situação, os policiais deram voz de prisão em flagrante e utilizaram algemas, justificadas pelo risco de fuga e para preservar a integridade dos envolvidos. O detido foi conduzido à Delegacia de Polícia de Canarana, junto da arma e munições apreendidas, para as providências legais. No trajeto, segundo os militares, o conduzido desferiu chutes no interior da viatura. O caso foi registrado como disparo de arma de fogo, posse ou porte ilegal de arma de uso restrito ou proibido e ameaça.
As Secretarias de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) e de Segurança Pública intensificaram a fiscalização nos rios de Mato Grosso a partir desta quarta-feira (1º.10), início do período defeso da piracema. O objetivo é garantir que os cardumes de peixes consigam chegar aos locais de reprodução para repovoar os rios e manter o estoque pesqueiro. Até o dia 31 de janeiro do ano que vem, a pesca amadora e profissional está proibida no estado.
Na Capital, para marcar o início dos trabalhos e alertar a população sobre o período de defeso, equipes de fiscalização da Sema, do Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental e da Delegacia Especializada do Meio Ambiente realizaram nesta quarta-feira (1º), na Alameda Júlio Muller, o lançamento oficial de uma operação integrada.
Crédito – Christiano Antonucci – Secom – MT
De acordo com o coordenador de fiscalização de fauna da Sema, Alan Silveira, até o término do período proibitivo, cinco a sete equipes atuarão de forma simultânea nos rios da Baixada Cuiabana, onde ocorrem a maior pressão de captura de espécies vulneráveis. No interior do estado, a atuação será reforçada com o apoio das unidades regionais da Sema e das companhias independentes da Polícia Militar.
Ele explica que nesse período, somente está autorizada a pesca de subsistência desembarcada, praticada artesanalmente por populações ribeirinhas ou tradicionais para garantir a alimentação familiar, sem fins comerciais. Nesses casos, é permitida a cota diária de três quilos e um exemplar de qualquer peso por pescador, respeitando os tamanhos mínimos de captura, estabelecidos pela legislação para cada espécie.
Segundo o coordenador, o trabalho de fiscalização é realizado em várias frentes. “O principal foco é o trabalho embarcado nos rios para evitar que o pescado seja capturado. Nós também realizamos a fiscalização em rodovias, barreiras e abordagens a veículos, para que se eventualmente o pescado foi capturado, não chegue ao destino final. Além disso, realizamos a fiscalização nos estabelecimentos para acompanhar a comercialização do estoque”, explicou.
A Sema alerta que os pescadores profissionais e estabelecimentos comerciais devem declarar o estoque de peixes de rio, iscas vivas e peixes ornamentais até sexta-feira (3). A declaração do estoque pesqueiro é obrigatória para armazenamento e comercialização durante o período de defeso da piracema.
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O documento pode ser enviado ao e-mail [email protected] ou entregue na Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), tanto na sede quanto nas regionais de forma presencial. O termo de declaração padrão está disponível no site da Sema.
O comandante do Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental, Ten. Cel. PM Fagner Augusto do Nascimento, ressaltou a importância do trabalho integrado entre os órgãos da segurança e de defesa ambiental. “A integração é a chave do sucesso. Cada um desenvolvendo seu papel de forma integrada a gente tende a ter um resultado maior e melhor com relação aos índices de sustentabilidade. Buscamos menos apreensões e mais proteção”.
Denúncia
A pesca ilegal e outros crimes ambientais devem ser denunciados à Ouvidoria Setorial da Secretaria de Estado de Meio Ambiente pelo número 3613-7398 e 98153-0255 (por telefone ou whatsapp), pelo email [email protected], pelo aplicativo MT Cidadão ou Fale Cidadão da CGE ou em uma das regionais da Sema.
Quem se deparar com um crime ambiental também pode denunciar à Polícia Militar, pelo 190.
A projeção do Produto Interno Bruto (PIB) de Mato Grosso foi revista e deve registrar um avanço de 6,6% em 2025, segundo o relatório Resenha Regional de setembro, elaborado pelo Banco do Brasil. O Estado continua na posição de liderança em crescimento econômico no país.
A projeção de setembro representa uma leve alta em relação ao mês anterior, quando a estimativa era de 6,4%. O desempenho projetado é fortemente influenciado pelo setor agropecuário, que deve crescer 15,5% em 2025.
Foto: Rafael D Marques/Secom-MT
O relatório destacou a força econômica do Centro-Oeste e o papel de liderança de Mato Grosso no cenário nacional.
“Mais uma vez, o Centro-Oeste desponta como a região de maior tração econômica. Mato Grosso e Mato Grosso do Sul seguem liderando, impulsionados pelo agronegócio, que alimenta efeitos em toda a cadeia produtiva”, afirmaram os analistas do Banco do Brasil no relatório.
Após Mato Grosso, as maiores estimativas dos PIBs são dos estados de Rondônia (5,6%), Mato Grosso do Sul (5%) e Tocantins (4,9%).
A indústria mato-grossense também se destaca, com previsão de expansão de 6,7%, o maior crescimento entre todos os Estados brasileiros. Já o setor de serviços deve avançar 3,8% no próximo ano, confirmando a expansão equilibrada entre os principais segmentos econômicos do Estado.
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A projeção de crescimento do PIB nacional para 2025 é de 2,2%. O dado evidencia que Mato Grosso deve avançar em ritmo significativamente superior à média brasileira e consolidar sua posição de liderança.
Para o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, o desempenho previsto para 2025 evidencia a solidez da economia mato-grossense e consolida o Estado como referência de crescimento para o país.
“Mato Grosso segue mostrando que é um motor da economia brasileira. Esses resultados refletem não apenas a força econômica, mas também a confiança de que estamos no caminho certo para garantir um futuro de desenvolvimento e oportunidades para todos”, avaliou.
A cidade de Canarana se prepara para receber uma importante conquista na área da gestão pública. No dia 3 de outubro, às 11h, será inaugurada a nova unidade da AGIRF — Agência de Regulação e Fiscalização, em uma cerimônia aberta à comunidade.
O evento contará com a presença do prefeito municipal, de representantes do Ministério Público, de autoridades locais, vereadores e lideranças da sociedade civil organizada, além de toda a população, que está convidada a prestigiar o momento.
Estrutura e serviços para a população A instalação da unidade em Canarana representa um avanço significativo na regulação e fiscalização dos serviços públicos municipais. A agência contará com dois servidores permanentes — um fiscal e uma ouvidora —, além de um veículo exclusivo para fiscalizações e uma sede moderna e acessível, sem qualquer ônus ao município.
Um dos destaques é o resultado direto da atuação da AGIRF: por meio de cobrança efetiva junto à concessionária Águas de Canarana, a agência garantiu que o município disponha de maquinários e equipamentos permanentes para a recomposição asfáltica de vias que venham a ser danificadas em razão de reparos de rede. A medida assegura que a mobilidade e a estética da cidade sejam preservadas.
Pequi pode ajudar no tratamento de doenças nos rins e reduzir colesterol, apontam estudos
Compromisso com a transparência
Durante a inauguração, os cidadãos poderão conhecer de perto o papel da AGIRF, tirar dúvidas sobre seu funcionamento e compreender de forma clara como a agência atua na regulação e fiscalização dos serviços públicos, sempre com foco na qualidade, transparência e responsabilidade. Serviço
📍 Local: Rua Três Passos, nº 112 – Centro – Canarana 🕗 Atendimento: de segunda a sexta-feira, das 08h às 12h e das 14h às 18h
Com a abertura da unidade, a AGIRF reforça seu compromisso em aproximar-se da comunidade e garantir serviços públicos mais eficientes e acessíveis para toda a população de Canarana.
O pequi, fruto típico do Cerrado, pode contribuir para a prevenção e manejo de doenças renais crônicas e ainda ajudar na redução do colesterol ruim (LDL), segundo estudos experimentais. A nutricionista Vivian Serra da Costa, do Hospital Municipal de Aparecida de Goiânia (HMAP), explica que os benefícios estão ligados principalmente ao alto teor de antioxidantes e compostos anti-inflamatórios presentes na polpa.
Pequi é fruto nativo do Cerrado, em Goiás — Foto: Diomício Gomes/O Popular
“Os estudos apontam que o pequi tem efeito nefroprotetor, ou seja, protege os rins. Isso porque ele ajuda a reduzir inflamações, marcadores de estresse oxidativo e até a proteinúria, que é a perda de proteína pela urina”, detalha Vivian.
Segundo a especialista, o fruto também pode auxiliar no controle do colesterol. Pesquisas mostraram melhora no perfil lipídico, com aumento do colesterol bom (HDL) e redução do ruim (LDL). “Isso tem relação direta com a presença de ácidos graxos e antioxidantes, que ajudam a equilibrar as taxas no organismo”, complementa.
Nutrientes e propriedades
O pequi é rico em ácidos graxos monoinsaturados, como o ômega-9, além de conter vitamina A (na forma de β-caroteno), vitaminas do complexo B, vitamina E e minerais como cálcio, fósforo, potássio e magnésio. Também possui fibras e compostos fenólicos com propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias.
“Apesar dos benefícios, precisamos lembrar que os estudos clínicos ainda são limitados. O pequi não é remédio, é um alimento que pode somar dentro de um estilo de vida saudável”, alerta Vivian.
Essas características fazem do fruto um aliado potencial na prevenção de doenças ligadas ao estresse oxidativo e inflamação crônica, como a doença renal crônica (DRC) e problemas cardiovasculares.
Como consumir
De acordo com Vivian Serra, o preparo influencia na preservação dos nutrientes. O cozimento leve e o uso do óleo de pequi prensado a frio, em saladas ou finalização de pratos, ajudam a manter antioxidantes e vitaminas. Já frituras prolongadas devem ser evitadas, pois degradam compostos bioativos.
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O consumo seguro deve ser moderado: uma ou duas colheres de chá de óleo por dia, ou o fruto em receitas tradicionais, como arroz com pequi ou caldo. Em excesso, o pequi pode provocar desconfortos gastrointestinais e contribuir para aumento de peso, já que é altamente calórico.
Atenção e contraindicações
Por ser rico em potássio, o pequi pode ser contraindicado em estágios avançados da doença renal crônica, quando há risco de hipercalemia (excesso de potássio no sangue). Pessoas com problemas hepáticos, colesterol alto, gestantes ou quem faz uso crônico de medicamentos devem consumir o fruto com acompanhamento profissional.
“Mesmo com boas propriedades, nenhum alimento deve ser exclusivo na dieta. A variedade alimentar é essencial para manter o equilíbrio nutricional”, reforça a nutricionista.
ÁGUA BOA – A Polícia Civil deflagrou, nesta terça-feira (30.9), a quinta fase da “Operação Eclipse”, que desvendou um sofisticado esquema de lavagem de capitais operado por uma facção criminosa atuante na cidade de Água Boa, com ramificações Rondonópolis e Barra do Garças.
A operação foi coordenada pela Delegacia de Água Boa. Conforme as investigações, o grupo criminoso utilizava-se de uma fachada denominada “Vale Crédito” para mascarar a prática de agiotagem e lavagem de dinheiro.
Foto: Polícia Civil-MT/Reprodução
Na ação, foram cumpridas 18 ordens judiciais, expedidas pelo Núcleo de Inquéritos Policiais (Nipo) de Cuiabá e cumpridas nas cidades de Água Boa, Barra do Garças e Rondonópolis. Desse total, 14 foram mandados, sendo sete de busca e apreensão e sete de prisão preventiva. As outras quatro corresponderam a medidas cautelares, sendo dois bloqueios de contas bancárias e dois sequestros de bens.
Ao final, foram presas seis pessoas, dentre elas um assessor de vereador da Câmara de Rondonópolis. Além das prisões, os policiais apreenderam considerável quantia de dinheiro em espécie, anotações de movimentações financeiras, aparelhos telefônicos e demais dispositivos que subsidiarão a continuidade das investigações.
De acordo com o delegado responsável pela operação, Bruno Gomes, a operação tem um papel importante no combate às facções criminosas. “Essa investigação busca ir no eixo central que mantém esses grupos criminosos, que é a parte financeira. Nossa investigação apurou que uma parte do grupo agia como factoring, emprestando dinheiro nas praças, inclusive para comerciantes dos municípios alvos da operação”, explicou Gomes. Com a ação, completou o delegado, “o propósito é ‘quebrar’ esse braço da facção”.
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Participaram da operação cerca de 60 policiais civis da Diretoria do Interior e da Metropolitana, com apoio Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) e do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer).
Estrutura do Esquema
As investigações desencadeadas pela Delegacia de Água Boa revelaram vasta rede de movimentações financeiras realizadas pelo grupo criminoso, voltadas à inserção e dissimulação de recursos ilícitos, principalmente provenientes do tráfico de drogas, no comércio local de diversos municípios de Mato Grosso.
O “Vale Crédito” se apresentava como serviço de empréstimos a comerciantes, porém, na realidade, funcionava como mecanismo de infiltração de capitais ilícitos, mediante cobrança de juros usurários e pulverização de valores em contas de terceiros, dificultando o rastreamento e conferindo aparência de legalidade ao dinheiro da facção.
As investigações comprovaram que a atividade não possuía registro formal, sendo totalmente clandestina e coordenada por integrantes da facção criminosa, com divisão de funções e atuação estruturada em diversas cidades do Estado.