CUIABÁ – A garçonete B.M.B., de 42 anos, registrou um boletim de ocorrência no início deste mês de maio, acusando o ex-patrão, o empresário P.H.M.C., dono de uma espetaria de Cuiabá, de deixar um “despacho” em frente à sua casa.
Segundo ela, o motivo que teria levado o homem a deixar a “macumba” no local seria uma ação que move contra ele na Justiça do Trabalho cobrando direitos trabalhistas.
Uma câmera de segurança registrou o momento em que um homem se aproximou do portão da casa da vítima e deixou um recipiente com velas no local. Em outro registro, a mulher mostra o “despacho”.
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“Olha o que colocaram no portão de casa, bem em frente ao nosso portão”, disse ela na gravação. A ação trabalhista foi protocolada em 12 de fevereiro de 2026, na 4ª Vara do Trabalho de Cuiabá.
Conforme a ação, B.M.B. afirmou que trabalhou de fevereiro a outubro de 2025 sem registro em carteira, exercendo jornadas que começavam às 6h e terminavam às 21h, divididas entre a preparação dos alimentos e o atendimento em um ponto de venda na Rodovia Palmiro Paes de Barros.
A vítima alegou ainda que foi demitida por áudio no WhatsApp e que não recebeu verbas rescisórias, FGTS, horas extras e outros direitos trabalhistas. O valor da causa é de R$ 26,2 mil.
Nos autos, a defesa da trabalhadora anexou comprovantes de corridas de Uber, recibos de pagamento, documentos pessoais e até um áudio atribuído ao momento da demissão.
A mulher alegou que trabalhava em dois locais distintos da empresa e que custeava o próprio deslocamento entre os pontos de serviço.
A audiência inicial foi marcada para o dia 18 de maio de 2026, por videoconferência.