quarta-feira, 29 abril, 2026
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FUTILIDADE DO DIA – Dia do Fico

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“Se é para o bem de todos e felicidade geral da nação, estou pronto! Digam ao povo que fico.” Ao contrário do imaginário popular, muito provavelmente essa frase não foi dita pelo então príncipe regente Pedro 1º (1798-1834) no episódio conhecido como Dia do Fico. Segundo historiadores, trata-se de mais uma camada das construções da ideia de nação brasileira, na esteira da posterior Independência do Brasil.

O Paço Imperial foi palco de grandes acontecimentos, como o Dia do Fico, em 9 de janeiro de 1822, a coroação de D. João VI, em 1818, e a chegada de D. Leopoldina para o casamento com D. Pedro, em 1817. — Foto: G1/Alexandre Durão

Mas é inegável que o tal dia, ocorrido há exatos 200 anos, em 9 de janeiro de 1822, na Câmara do Rio, foi a materialização da queda-de-braço entre o Reino de Portugal e a colônia brasileira. E aí reside sua importância histórica.

“[Na época, o ato de permanecer no Brasil] foi visto como astuto, audacioso e, principalmente, arriscado. Tratava-se de contraposição às determinações do poder de representação das Cortes de Lisboa”, explica o historiador Paulo Henrique Martinez, da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

“Em Portugal, o gesto foi recebido pelos defensores de uma Constituição como ato de arrogância e de rebeldia, mas foi visto com alento pela Casa Real. Aqui no Brasil, foi festejado como decisão democrática e de expressão soberana da vontade do povo, em defesa de interesses ‘brasileiros’.”

Segundo o historiador Marcelo Cheche Galves, da Universidade Estadual do Maranhão (Uema), o Fico integra “um conjunto de animosidades dentro do mundo português”, num momento em que a corte buscava o “esvaziamento do poder do Rio de Janeiro como centro de autoridade” — depois que a família real decidiu regressar ao Velho Mundo, em 1821.

“Pedro ficou como regente e, a partir de então, passou a lidar com determinações das Cortes, como fechamento de instituições que funcionavam no Rio de Janeiro”, explica Galves. “Esse é o ponto, não tem nada de independência ainda.”

O estopim foi um decreto real emitido em outubro, que, entre outras questões, obrigava o retorno imediato do príncipe regente a Portugal — nomeando uma junta para governar o Brasil.

Imaginário da construção nacional

 

De acordo com Galves, a narrativa que passou a situar o episódio como um antecedente do processo de emancipação política do Brasil foi construído “ao longo do século 19 e em parte do século 20” em um esforço intencional de “inventar a nação brasileira”. “Por isso o Dia do Fico ficou como algo heroico, o dia em que o Brasil começou a se livrar de Portugal”, afirma.

“Se era independência, era no sentido de mais autonomia. Não no sentido de separação total [de Portugal]”, contextualiza o professor da Uema.

Martinez concorda: não podemos considerar o Dia do Fico uma espécie de pontapé da Independência, “sob o risco de repetir acriticamente a construção política e ideológica da historiografia da unidade política nacional, tendo o Império e a Casa de Bragança como seus promotores e avalistas”.

FUTILIDADE DO DIA – Dia do Fico

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“Se é para o bem de todos e felicidade geral da nação, estou pronto! Digam ao povo que fico.” Ao contrário do imaginário popular, muito provavelmente essa frase não foi dita pelo então príncipe regente Pedro 1º (1798-1834) no episódio conhecido como Dia do Fico. Segundo historiadores, trata-se de mais uma camada das construções da ideia de nação brasileira, na esteira da posterior Independência do Brasil.

O Paço Imperial foi palco de grandes acontecimentos, como o Dia do Fico, em 9 de janeiro de 1822, a coroação de D. João VI, em 1818, e a chegada de D. Leopoldina para o casamento com D. Pedro, em 1817. — Foto: G1/Alexandre Durão

Mas é inegável que o tal dia, ocorrido há exatos 200 anos, em 9 de janeiro de 1822, na Câmara do Rio, foi a materialização da queda-de-braço entre o Reino de Portugal e a colônia brasileira. E aí reside sua importância histórica.

“[Na época, o ato de permanecer no Brasil] foi visto como astuto, audacioso e, principalmente, arriscado. Tratava-se de contraposição às determinações do poder de representação das Cortes de Lisboa”, explica o historiador Paulo Henrique Martinez, da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

“Em Portugal, o gesto foi recebido pelos defensores de uma Constituição como ato de arrogância e de rebeldia, mas foi visto com alento pela Casa Real. Aqui no Brasil, foi festejado como decisão democrática e de expressão soberana da vontade do povo, em defesa de interesses ‘brasileiros’.”

Segundo o historiador Marcelo Cheche Galves, da Universidade Estadual do Maranhão (Uema), o Fico integra “um conjunto de animosidades dentro do mundo português”, num momento em que a corte buscava o “esvaziamento do poder do Rio de Janeiro como centro de autoridade” — depois que a família real decidiu regressar ao Velho Mundo, em 1821.

“Pedro ficou como regente e, a partir de então, passou a lidar com determinações das Cortes, como fechamento de instituições que funcionavam no Rio de Janeiro”, explica Galves. “Esse é o ponto, não tem nada de independência ainda.”

O estopim foi um decreto real emitido em outubro, que, entre outras questões, obrigava o retorno imediato do príncipe regente a Portugal — nomeando uma junta para governar o Brasil.

Imaginário da construção nacional

 

De acordo com Galves, a narrativa que passou a situar o episódio como um antecedente do processo de emancipação política do Brasil foi construído “ao longo do século 19 e em parte do século 20” em um esforço intencional de “inventar a nação brasileira”. “Por isso o Dia do Fico ficou como algo heroico, o dia em que o Brasil começou a se livrar de Portugal”, afirma.

“Se era independência, era no sentido de mais autonomia. Não no sentido de separação total [de Portugal]”, contextualiza o professor da Uema.

Martinez concorda: não podemos considerar o Dia do Fico uma espécie de pontapé da Independência, “sob o risco de repetir acriticamente a construção política e ideológica da historiografia da unidade política nacional, tendo o Império e a Casa de Bragança como seus promotores e avalistas”.

FUTILIDADE DO DIA – Dia do Fico

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“Se é para o bem de todos e felicidade geral da nação, estou pronto! Digam ao povo que fico.” Ao contrário do imaginário popular, muito provavelmente essa frase não foi dita pelo então príncipe regente Pedro 1º (1798-1834) no episódio conhecido como Dia do Fico. Segundo historiadores, trata-se de mais uma camada das construções da ideia de nação brasileira, na esteira da posterior Independência do Brasil.

O Paço Imperial foi palco de grandes acontecimentos, como o Dia do Fico, em 9 de janeiro de 1822, a coroação de D. João VI, em 1818, e a chegada de D. Leopoldina para o casamento com D. Pedro, em 1817. — Foto: G1/Alexandre Durão

Mas é inegável que o tal dia, ocorrido há exatos 200 anos, em 9 de janeiro de 1822, na Câmara do Rio, foi a materialização da queda-de-braço entre o Reino de Portugal e a colônia brasileira. E aí reside sua importância histórica.

“[Na época, o ato de permanecer no Brasil] foi visto como astuto, audacioso e, principalmente, arriscado. Tratava-se de contraposição às determinações do poder de representação das Cortes de Lisboa”, explica o historiador Paulo Henrique Martinez, da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

“Em Portugal, o gesto foi recebido pelos defensores de uma Constituição como ato de arrogância e de rebeldia, mas foi visto com alento pela Casa Real. Aqui no Brasil, foi festejado como decisão democrática e de expressão soberana da vontade do povo, em defesa de interesses ‘brasileiros’.”

Segundo o historiador Marcelo Cheche Galves, da Universidade Estadual do Maranhão (Uema), o Fico integra “um conjunto de animosidades dentro do mundo português”, num momento em que a corte buscava o “esvaziamento do poder do Rio de Janeiro como centro de autoridade” — depois que a família real decidiu regressar ao Velho Mundo, em 1821.

“Pedro ficou como regente e, a partir de então, passou a lidar com determinações das Cortes, como fechamento de instituições que funcionavam no Rio de Janeiro”, explica Galves. “Esse é o ponto, não tem nada de independência ainda.”

O estopim foi um decreto real emitido em outubro, que, entre outras questões, obrigava o retorno imediato do príncipe regente a Portugal — nomeando uma junta para governar o Brasil.

Imaginário da construção nacional

 

De acordo com Galves, a narrativa que passou a situar o episódio como um antecedente do processo de emancipação política do Brasil foi construído “ao longo do século 19 e em parte do século 20” em um esforço intencional de “inventar a nação brasileira”. “Por isso o Dia do Fico ficou como algo heroico, o dia em que o Brasil começou a se livrar de Portugal”, afirma.

“Se era independência, era no sentido de mais autonomia. Não no sentido de separação total [de Portugal]”, contextualiza o professor da Uema.

Martinez concorda: não podemos considerar o Dia do Fico uma espécie de pontapé da Independência, “sob o risco de repetir acriticamente a construção política e ideológica da historiografia da unidade política nacional, tendo o Império e a Casa de Bragança como seus promotores e avalistas”.

Pelo segundo ano, Sicoob Primavera participa do Dinetec

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CANARANA – Pelo segundo ano consecutivo, a Sicoob Primavera participa do Dinetec (Dias de Negócios e Tecnologias) que em 2022 chega à sua oitava edição e acontece nos próximos dias 12 a 14 de janeiro. O evento, que ocorre em Canarana – MT, é a maior vitrine do agro do Vale do Araguaia e uma das maiores feiras de Mato grosso.

O Sicoob Primavera vem se consolidando como uma das principais instituições financeiras do município e, com atendimento desde outubro de 2020, vem atuando através de linhas de custeio e financiamento, diretamente com o setor ao qual Canarana possui vocação e que impulsiona a economia local, o agronegócio.

Dinetec; Imagem – divulgação.

Prova desse atuação são os números alcançados pela cooperativa no município, chegando à 1.300 associados e a R$100 milhões em crédito emprestado na praça. No Dinetec, a cooperativa trás mais uma vez um atendimento próximo e humano com a classe produtiva.

Semelhante à 2021, na edição desse ano, haverá novamente a presença do BUD, o cãolaborador, um cão da raça Golden Retriever, que vive entre os colegas de trabalho nas agências Sicoob e ajuda, através do Sicoopet, a promover, de maneira colaborativa, com a participação de toda a comunidade, a disponibilização de comedouros e bebedouros para cães de rua, em vários pontos da cidade.

Stand do Sicoob no Dinetec 2021; Foto OP.

O Sicoob é patrocinador oficial do Dinetec 2022. A feira é o primeiro evento do agronegócio do calendário brasileiro. É realizada pela Meta Consultoria Agrícola em parceria com o Sindicato Rural de Canarana e com apoio da Prefeitura de Canarana. Já há 107 stands confirmados. O Dinetec acontece na MT-326, próximo à entrada de Canarana.

Por OPioneiro.

Exclusivo – Três fugitivos da penitenciária de Àgua Boa foram recapturados

CANARANA – Atualizada – Informações apuradas pela redação do OPioneiro, junto à uma fonte oficial da Segurança Pública, apontam que 3 dos 14 fugitivos da Penitenciária Major Suzi, de Água Boa – MT, foram recapturados nesta segunda-feira (10.01).

Eles teriam sido recapturados no entroncamento da BR-158 com a MT-326. Os demais fugitivos estão sendo perseguidos em região de fazendas da região, em localidade não divulgada para não atrapalhar as investigações e buscas.

Foto: Redes Sociais.

A fuga ocorreu no último dia 03 de janeiro. Forças policiais militares e civis do Estado estão empenhadas na recaptura dos fugitivos. Mais informações em instantes.

Por OPioneiro.

OPioneiro entrevistou comandante que pilotou avião da Praça de Canarana

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CANARANA – No ano em que Canarana completa 50 anos da chegada dos pioneiros sulistas, OPioneiro traz uma entrevista com um dos comandantes que fez parte da equipe que pilotava as aeronaves da Coopercol/Coopercana, ainda na década de 1970. Uma dessas aeronaves é o DC3 com o prefixo PP-YPU, que repousa na Praça Siegfried Roewer, em Canarana, conhecida como a Praça do Avião, tombada como patrimônio estadual.

DC3 decolando no aeroporto de Canarana; Foto – cedida por Carlos Marquardt.

Hoje com 72 anos, residente em Erechim-RS, Carlos Marquardt, pais de três filhos e avô de duas netas, nos contou suas lembranças dos quatro anos em que pilotou as aeronaves que traziam agricultores do Rio Grande do Sul para as terras do cerrado de Mato Grosso, de onde surgiram prósperas cidades como Canarana, Água Boa, Querência e, mais ao norte, Terra Nova. Ele acumulou 1.400 horas/voo no DC3.

Comandante Carlos Marquardt.

Marquardt entrou para a Escola de Aviação em 1968, aos 19 anos. Aos 22 anos começou a ganhar a vida pilotando aeronaves, inicialmente em empresas de táxi aéreo. Em 1975 ele foi convidado para compor a tripulação como freelance num voo de DC3 que partiria de Carazinho-RS para Aragarças-GO, com uma parada em Presidente Prudente-SP, durando aproximadamente 5h30. Foi seu primeiro voo no PP-YPU.

“Nesse voo, além de agricultores, tinha um passageiro ilustre, Norberto Schwantes, o qual durante o almoço me convidou para trabalhar na empresa. Aceitei feliz o convite. Continuar voando aquele magnifico avião e fazer parte daquele importante momento histórico de colonização dos gaúchos em terras mato-grossenses era irrecusável”, disse Carlos.

LEIA MAIS – 31 de março: Há 50 anos surgia a Coopercol, colonizadora de Canarana e Água Boa

LEIA MAIS – Avião da Praça de Canarana atuou na Segunda Guerra Mundial

Conforme o comandante, havia esperança em cada rosto dos agricultores que vinham para o Mato Grosso: “Em nossos voos transportávamos agricultores que pouca terra dispunham para tirar o sustento para a família. Em busca de nova vida, aceitaram o convite de Norberto para conhecer a imensidão do cerrado mato-grossense e, em especial Canarana. Víamos em cada rosto dos passageiros, um ar de ansiedade e um sorriso de esperança”.

DC3 no aeroporto de Canarana; Foto – cedida por Carlos Marquardt.

Para Marquardt, Norberto Schwantes, o idealizador da colonização dessa região, foi um homem de estrema coragem e determinação: “Norberto Schwantes foi admirável como líder deste empreendimento, demonstrando coragem e determinação e, como pastor, cumpriu com seu propósito de levar os seus fiéis a um futuro melhor em terras do Mato Grosso”.

Viajando agora em suas memórias, o comandante se recorda de um fato inusitado durante um dos voos do DC3. Um dos passageiros abriu a porta de emergência durante o voo para jogar a bagana de cigarro fora: “O barulho e o susto foram imensos. O DC3 estava com velocidade de aproximadamente 300 km/h. Reduzi imediatamente a velocidade e a janela foi fechada pelo nosso mecânico de voo Arnold. O passageiro retornou para o sul via terrestre”.

Sobre voar num DC3, o comandante disse que era uma aeronave forte, resistente a fadiga, dócil de pilotar e de fácil manutenção. “Não era exigente com as pistas e mesmo as de terra e que eram curtas e mal preparadas serviam para o nosso trabalho”, contou. Mais de 13 mil desse modelo foram fabricados e alguns voam até hoje.

Os voos ocorreram até o ano de 1979. Ao todo eram quatro aeronaves DC3, três aviões de outros modelos e dois pequenos helicópteros. O PP-YPU parou sua jornada tendo voado mais de 34 mil horas. Seu último voo foi o translado do distrito de Serra Dourada até a cidade Canarana, realizado pelo comandante Ervino Paulo Rescke, com duração de 10 minutos.

Três aeronaves DC3 no aeroporto de Serra Dourada; Foto cedida por Carlos Marquardt.

Ao todo, Marquardt pilotou por 50 anos. Depois de voar pela colonizadora, pilotou para o Departamento Aeroviário do Estado, Atam Express, NHT, pulverizou lavouras agrícolas e, por último, trabalhou numa aeronave executiva de uma empresa erexinense. Ele acumulou 18 mil horas de voo.

Após décadas, Carlos quer voltar esse ano para Canarana para ver o resultado daquele trabalho. E, também, visitar o DC3 que está na Praça do Avião.

Foto atual do DC3 na Praça do Avião de Canarana; Foto – Rafael Govari.

Por Rafael Govari para OPioneiro.

OPioneiro entrevistou comandante que pilotou avião da Praça de Canarana

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CANARANA – No ano em que Canarana completa 50 anos da chegada dos pioneiros sulistas, OPioneiro traz uma entrevista com um dos comandantes que fez parte da equipe que pilotava as aeronaves da Coopercol/Coopercana, ainda na década de 1970. Uma dessas aeronaves é o DC3 com o prefixo PP-YPU, que repousa na Praça Siegfried Roewer, em Canarana, conhecida como a Praça do Avião, tombada como patrimônio estadual.

DC3 decolando no aeroporto de Canarana; Foto – cedida por Carlos Marquardt.

Hoje com 72 anos, residente em Erechim-RS, Carlos Marquardt, pais de três filhos e avô de duas netas, nos contou suas lembranças dos quatro anos em que pilotou as aeronaves que traziam agricultores do Rio Grande do Sul para as terras do cerrado de Mato Grosso, de onde surgiram prósperas cidades como Canarana, Água Boa, Querência e, mais ao norte, Terra Nova. Ele acumulou 1.400 horas/voo no DC3.

Comandante Carlos Marquardt.

Marquardt entrou para a Escola de Aviação em 1968, aos 19 anos. Aos 22 anos começou a ganhar a vida pilotando aeronaves, inicialmente em empresas de táxi aéreo. Em 1975 ele foi convidado para compor a tripulação como freelance num voo de DC3 que partiria de Carazinho-RS para Aragarças-GO, com uma parada em Presidente Prudente-SP, durando aproximadamente 5h30. Foi seu primeiro voo no PP-YPU.

“Nesse voo, além de agricultores, tinha um passageiro ilustre, Norberto Schwantes, o qual durante o almoço me convidou para trabalhar na empresa. Aceitei feliz o convite. Continuar voando aquele magnifico avião e fazer parte daquele importante momento histórico de colonização dos gaúchos em terras mato-grossenses era irrecusável”, disse Carlos.

LEIA MAIS – 31 de março: Há 50 anos surgia a Coopercol, colonizadora de Canarana e Água Boa

LEIA MAIS – Avião da Praça de Canarana atuou na Segunda Guerra Mundial

Conforme o comandante, havia esperança em cada rosto dos agricultores que vinham para o Mato Grosso: “Em nossos voos transportávamos agricultores que pouca terra dispunham para tirar o sustento para a família. Em busca de nova vida, aceitaram o convite de Norberto para conhecer a imensidão do cerrado mato-grossense e, em especial Canarana. Víamos em cada rosto dos passageiros, um ar de ansiedade e um sorriso de esperança”.

DC3 no aeroporto de Canarana; Foto – cedida por Carlos Marquardt.

Para Marquardt, Norberto Schwantes, o idealizador da colonização dessa região, foi um homem de estrema coragem e determinação: “Norberto Schwantes foi admirável como líder deste empreendimento, demonstrando coragem e determinação e, como pastor, cumpriu com seu propósito de levar os seus fiéis a um futuro melhor em terras do Mato Grosso”.

Viajando agora em suas memórias, o comandante se recorda de um fato inusitado durante um dos voos do DC3. Um dos passageiros abriu a porta de emergência durante o voo para jogar a bagana de cigarro fora: “O barulho e o susto foram imensos. O DC3 estava com velocidade de aproximadamente 300 km/h. Reduzi imediatamente a velocidade e a janela foi fechada pelo nosso mecânico de voo Arnold. O passageiro retornou para o sul via terrestre”.

Sobre voar num DC3, o comandante disse que era uma aeronave forte, resistente a fadiga, dócil de pilotar e de fácil manutenção. “Não era exigente com as pistas e mesmo as de terra e que eram curtas e mal preparadas serviam para o nosso trabalho”, contou. Mais de 13 mil desse modelo foram fabricados e alguns voam até hoje.

Os voos ocorreram até o ano de 1979. Ao todo eram quatro aeronaves DC3, três aviões de outros modelos e dois pequenos helicópteros. O PP-YPU parou sua jornada tendo voado mais de 34 mil horas. Seu último voo foi o translado do distrito de Serra Dourada até a cidade Canarana, realizado pelo comandante Ervino Paulo Rescke, com duração de 10 minutos.

Três aeronaves DC3 no aeroporto de Serra Dourada; Foto cedida por Carlos Marquardt.

Ao todo, Marquardt pilotou por 50 anos. Depois de voar pela colonizadora, pilotou para o Departamento Aeroviário do Estado, Atam Express, NHT, pulverizou lavouras agrícolas e, por último, trabalhou numa aeronave executiva de uma empresa erexinense. Ele acumulou 18 mil horas de voo.

Após décadas, Carlos quer voltar esse ano para Canarana para ver o resultado daquele trabalho. E, também, visitar o DC3 que está na Praça do Avião.

Foto atual do DC3 na Praça do Avião de Canarana; Foto – Rafael Govari.

Por Rafael Govari para OPioneiro.

OPioneiro entrevistou comandante que pilotou avião da Praça de Canarana

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CANARANA – No ano em que Canarana completa 50 anos da chegada dos pioneiros sulistas, OPioneiro traz uma entrevista com um dos comandantes que fez parte da equipe que pilotava as aeronaves da Coopercol/Coopercana, ainda na década de 1970. Uma dessas aeronaves é o DC3 com o prefixo PP-YPU, que repousa na Praça Siegfried Roewer, em Canarana, conhecida como a Praça do Avião, tombada como patrimônio estadual.

DC3 decolando no aeroporto de Canarana; Foto – cedida por Carlos Marquardt.

Hoje com 72 anos, residente em Erechim-RS, Carlos Marquardt, pais de três filhos e avô de duas netas, nos contou suas lembranças dos quatro anos em que pilotou as aeronaves que traziam agricultores do Rio Grande do Sul para as terras do cerrado de Mato Grosso, de onde surgiram prósperas cidades como Canarana, Água Boa, Querência e, mais ao norte, Terra Nova. Ele acumulou 1.400 horas/voo no DC3.

Comandante Carlos Marquardt.

Marquardt entrou para a Escola de Aviação em 1968, aos 19 anos. Aos 22 anos começou a ganhar a vida pilotando aeronaves, inicialmente em empresas de táxi aéreo. Em 1975 ele foi convidado para compor a tripulação como freelance num voo de DC3 que partiria de Carazinho-RS para Aragarças-GO, com uma parada em Presidente Prudente-SP, durando aproximadamente 5h30. Foi seu primeiro voo no PP-YPU.

“Nesse voo, além de agricultores, tinha um passageiro ilustre, Norberto Schwantes, o qual durante o almoço me convidou para trabalhar na empresa. Aceitei feliz o convite. Continuar voando aquele magnifico avião e fazer parte daquele importante momento histórico de colonização dos gaúchos em terras mato-grossenses era irrecusável”, disse Carlos.

LEIA MAIS – 31 de março: Há 50 anos surgia a Coopercol, colonizadora de Canarana e Água Boa

LEIA MAIS – Avião da Praça de Canarana atuou na Segunda Guerra Mundial

Conforme o comandante, havia esperança em cada rosto dos agricultores que vinham para o Mato Grosso: “Em nossos voos transportávamos agricultores que pouca terra dispunham para tirar o sustento para a família. Em busca de nova vida, aceitaram o convite de Norberto para conhecer a imensidão do cerrado mato-grossense e, em especial Canarana. Víamos em cada rosto dos passageiros, um ar de ansiedade e um sorriso de esperança”.

DC3 no aeroporto de Canarana; Foto – cedida por Carlos Marquardt.

Para Marquardt, Norberto Schwantes, o idealizador da colonização dessa região, foi um homem de estrema coragem e determinação: “Norberto Schwantes foi admirável como líder deste empreendimento, demonstrando coragem e determinação e, como pastor, cumpriu com seu propósito de levar os seus fiéis a um futuro melhor em terras do Mato Grosso”.

Viajando agora em suas memórias, o comandante se recorda de um fato inusitado durante um dos voos do DC3. Um dos passageiros abriu a porta de emergência durante o voo para jogar a bagana de cigarro fora: “O barulho e o susto foram imensos. O DC3 estava com velocidade de aproximadamente 300 km/h. Reduzi imediatamente a velocidade e a janela foi fechada pelo nosso mecânico de voo Arnold. O passageiro retornou para o sul via terrestre”.

Sobre voar num DC3, o comandante disse que era uma aeronave forte, resistente a fadiga, dócil de pilotar e de fácil manutenção. “Não era exigente com as pistas e mesmo as de terra e que eram curtas e mal preparadas serviam para o nosso trabalho”, contou. Mais de 13 mil desse modelo foram fabricados e alguns voam até hoje.

Os voos ocorreram até o ano de 1979. Ao todo eram quatro aeronaves DC3, três aviões de outros modelos e dois pequenos helicópteros. O PP-YPU parou sua jornada tendo voado mais de 34 mil horas. Seu último voo foi o translado do distrito de Serra Dourada até a cidade Canarana, realizado pelo comandante Ervino Paulo Rescke, com duração de 10 minutos.

Três aeronaves DC3 no aeroporto de Serra Dourada; Foto cedida por Carlos Marquardt.

Ao todo, Marquardt pilotou por 50 anos. Depois de voar pela colonizadora, pilotou para o Departamento Aeroviário do Estado, Atam Express, NHT, pulverizou lavouras agrícolas e, por último, trabalhou numa aeronave executiva de uma empresa erexinense. Ele acumulou 18 mil horas de voo.

Após décadas, Carlos quer voltar esse ano para Canarana para ver o resultado daquele trabalho. E, também, visitar o DC3 que está na Praça do Avião.

Foto atual do DC3 na Praça do Avião de Canarana; Foto – Rafael Govari.

Por Rafael Govari para OPioneiro.

PRF apreende 40 quilos de pasta base de cocaína na BR-158, em Água Boa

ÁGUA BOA – A Polícia Rodoviária Federal (PRF), apreendeu neste sábado (8), 40 quilos de pasta base de cocaína na BR-158, em Água Boa (MT)). A apreensão aconteceu durante uma abordagem de rotina no km 535, a um veículo Volkswagen Fox.

Foto: Reprodução

De acordo com a PRF, o condutor ao ser abordado, demonstrou sinais de nervosismo, não respondendo às perguntas básicas realizadas pelos policiais, de onde estava vindo e para onde iria.

Ao realizar uma revista veicular, os agentes descobriram um fundo falso no assoalho central do carro, na parte traseira e descobriram 40 tabletes de pasta base de cocaína (40 quilos).

O condutor do automóvel informou que que havia saído de cidade de Jauru (MT) e levaria a droga para Goiânia (GO), contudo, não disse quem era o proprietário e quanto receberia para fazer o transporte.

O suspeito foi preso e encaminhado à Delegacia da Polícia Judiciária Civil de Água Boa.

Por Rede da Noticia.

PRF apreende 40 quilos de pasta base de cocaína na BR-158, em Água Boa

ÁGUA BOA – A Polícia Rodoviária Federal (PRF), apreendeu neste sábado (8), 40 quilos de pasta base de cocaína na BR-158, em Água Boa (MT)). A apreensão aconteceu durante uma abordagem de rotina no km 535, a um veículo Volkswagen Fox.

Foto: Reprodução

De acordo com a PRF, o condutor ao ser abordado, demonstrou sinais de nervosismo, não respondendo às perguntas básicas realizadas pelos policiais, de onde estava vindo e para onde iria.

Ao realizar uma revista veicular, os agentes descobriram um fundo falso no assoalho central do carro, na parte traseira e descobriram 40 tabletes de pasta base de cocaína (40 quilos).

O condutor do automóvel informou que que havia saído de cidade de Jauru (MT) e levaria a droga para Goiânia (GO), contudo, não disse quem era o proprietário e quanto receberia para fazer o transporte.

O suspeito foi preso e encaminhado à Delegacia da Polícia Judiciária Civil de Água Boa.

Por Rede da Noticia.