Mesmo com o lançamento do Pix e sua popularização, outra ferramenta de pagamentos – um pouco mais amadurecida no mercado, mas, ainda assim, relativamente nova – foi o grande destaque em crescimento no Sicoob, instituição cooperativa financeira – em 2020. Trata-se do contactless, os famosos pagamentos por aproximação, em que o usuário não precisa inserir o cartão na maquininha para concluir suas compras.
De acordo com dados levantados pela instituição, ao longo do ano passado foram quase 6 milhões de pagamentos nas funções crédito e débito, totalizando R$ 300 milhões movimentados via contactless. Um expressivo aumento de mais de 1.500% com relação a 2019.
Segundo Francisco Reposse, Diretor Comercial e de Canais, os cooperados podem realizar compras de até R$ 200 contando com a agilidade de não ter que digitar sua senha, facilitando, assim, a experiência da compra.
Outro benefício do contactless é a segurança. “Principalmente nesse momento de pandemia, esse método permite que você faça compras sem precisar tocar as mãos na maquininha. É mais rápido e seguro, porque evita contatos desnecessários na hora do pagamento”, explica o executivo.
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Para Vilaça, a avaliação é de que esse método deve crescer ainda mais em 2021, mesmo com a chegada do Pix. “O contactless já demonstrou sua usabilidade e provou ser um facilitador para o processo de compra. Além disso, se popularizou entre os meios de pagamentos mais buscados pelos nossos cooperados”, destaca.
O Sicoob conta, hoje, com mais de 5 milhões de cooperados e cerca de 1,2 milhões de cartões com a tecnologia contactless.
O Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), assinou a ata de registro de preço que garante a aquisição de máquinas e equipamentos rodoviários destinados à conservação de rodovias não-pavimentadas, em parceria com consórcios intermunicipais, associações e prefeituras.
Serão adquiridos 175 máquinas e equipamentos, sendo 100 moto-niveladoras, 30 pás-carregadeiras, 30 escavadeiras hidráulicas e 15 pranchas. O investimento total será de R$ 94 milhões e a aquisição atende a uma determinação do governador Mauro Mendes, de investir em infraestrutura rodoviária e logística.
Venceram a licitação, que estava dividida em oito lotes por tipo de equipamento, as empresas XCMG Brasil, responsável pelo fornecimento de 160 máquinas e equipamentos, e a empresa JH Borges, que vai fornecer as demais máquinas. A Sinfra ainda estuda de que forma a aquisição desses equipamentos será realizada, se em uma ou duas fases.
De acordo com o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, uma vez adquiridos, os equipamentos serão repassados para municípios, consórcios intermunicipais e associações, mediante formalização de parceria junto à Sinfra. Eles serão destinados à manutenção de rodovias municipais e rodovias estaduais não-pavimentadas.
Hoje Mato Grosso possui 23 mil quilômetros de rodovias não-pavimentadas e cerca de 2,4 mil pontes somente em rodovias estaduais. “A aquisição de maquinários proporcionará uma melhoria nas rodovias, diminuindo os problemas, pois a grande maioria dos equipamentos existente nos municípios e nas patrulhas rodoviárias está em condições precárias ou fora de operação devido ao elevado tempo de vida dos mesmos”, disse o secretário.
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Em último levantamento realizado pela Sinfra junto aos municípios, foi constatada a existência de 371 maquinários do Estado, sendo 84 escavadeiras, 110 pás-carregadeiras, 175 motoniveladoras e dois semirreboques. No entanto, a grande maioria dos equipamentos se encontra em situação de regular a ruim, e pelo menos 10% estão inservíveis.
“Vamos substituir os equipamentos inservíveis e ampliar a capacidade operacional do Estado na manutenção das rodovias não-pavimentadas. Tudo isso dentro do maior programa de construção e substituição de pontes de madeira já realizado em Mato Grosso. Ou seja, faremos a substituição das pontes e investiremos nos equipamentos para garantir a melhoria da infraestrutura e trafegabilidade das rodovias não-pavimentadas”, disse o secretário.
Lançado pelo governador Mauro Mendes, o programa de pontes compreende, além da compra dos equipamentos, a substituição de pontes de madeira por pontes com estrutura de vigas metálicas, por aduelas de concreto ou por bueiros metálicos, totalizando até 5 mil obras de arte especiais nas estradas municipais e rodovias estaduais. O programa prevê ainda a construção de 65 pontes de concreto de médio e grande porte.
Um aventureiro que foi atacado e roubado por “piratas” no Rio Araguaia teve os seus bens devolvidos, na sexta-feira (05.03), após rápida ação da Polícia Civil e Polícia Militar de Santa Terezinha (1.312 km a nordeste de Cuiabá). A vítima, de 70 anos, é aposentada do município de Mineiros (G0) e saiu de Barra do Garças no dia 04 de fevereiro para realizar uma aventura de barco.
O aposentado descia o Rio Araguaia em sua embarcação, rebocando uma canoa de quatro metros e um motor de popa. Na quarta-feira (03.03), o aventureiro atracou sua embarcação na cidade de Santa Terezinha e no dia seguinte (04) deu continuidade a sua viagem.
Durante o trajeto, o aposentado foi abordado por três pessoas que estavam em outra canoa e encostaram-se à sua embarcação e anunciaram o assalto. Os criminosos roubaram combustível, o motor de popa e o barco auxiliar da vítima, assim como uma pequena quantia em dinheiro.
Aposentado que viajava pelo rio Araguaia é assaltado por piratas e tem barco roubado
A abordagem da vítima ocorreu entre os distritos da comunidade Antonio Rosa e Lago Grande, pertencente ao município de Santa Terezinha e que fazem divida com a Ilha do Bananal do município de Pium (TO). Após o roubo, a vítima atracou sua embarcação na comunidade Lago Grande e contou os fatos para moradores da comunidade.
O fato viralizou pelos grupos de WhatsApp e veículos de comunicação da região, chegando ao conhecimento das forças de segurança do município. Assim que tomou conhecimento dos fatos, as equipes da Delegacia de Santa Terezinha e da Polícia Militar iniciaram as diligências para averiguar os boatos que estavam circulando nas redes sociais.
Durante as diligências na comunidade, os policiais colheram informações com moradores, conseguindo localizar a canoa e o motor roubados da vítima em uma ilha na região, a aproximadamente dois quilômetros do distrito. Após a recuperação, os bens foram restituídos à vítima que apesar de ficar muito contente com ação das forças de segurança, disse que não queria registrar o boletim de ocorrência e apenas seguir a sua viagem.
Segundo o delegado de Santa Terezinha, José Ramon Leite, apesar da vítima não manifestar interesse, o boletim de ocorrência foi registrado e as investigações seguem em andamento para identificar os autores do crime.
“A vítima saiu para viver uma aventura e estava viajando há cerca de um mês pelo Rio Araguaia com a pretensão de chegar ao Amazonas, quando foi surpreendida pelos criminosos armados, que agiram como verdadeiros piratas subtraindo bens, fato que possivelmente dificultaria a continuidade da viagem do aposentado”, explicou o delegado.
QUERÊNCIA – Na tarde de domingo (07), foi registrado mais um acidente na BR-242, a cerca de 15 km do perímetro urbano de Querência-MT. O condutor de um caminhão carregado com soja identificado como Marcionil Rodrigues dos Santos, natural de Alto Araguaia -MT, acabou vindo a óbito no local.
Acidente com óbito na BR-242 em Querência; Foto – Notícias Interativa.
Segundo informações da Policia Militar, alguns metros antes, um dos pneus dianteiros acabou estourando, em seguida o condutor perdeu o controle do veículo e saiu da pista.
O eixo dianteiro do veículo acabou ficando a alguns metros do local. O caminhão parou atravessado na estrada, “de cabeça para baixo”, com a cabine por cima do motorista, que ficou preso às ferragens.
A carga ficou espalhada pela via, precisando de ajuda de terceiros para retirar os grãos do local e liberar o tráfego de veículos.
Esteve presente a guarnição da Polícia Militar, Polícia Civil e Politec.
QUERÊNCIA – Um homem que matou a namorada com golpes de faca durante uma discussão no município de Querência-MT, foi preso em flagrante em rápida ação da Polícia Civil realizada na madrugada de domingo (07), logo após o crime. O suspeito, de 33 anos, foi autuado em flagrante por homicídio qualificado pelo feminicídio.
Trevo de acesso a Querência; Foto – OP.
As diligências iniciaram logo após a Polícia ser acionada sobre uma mulher ferida com golpes de faca, no bairro Setor F. No local, os policiais constataram a veracidade dos fatos, encontrando a vítima caída aparentemente sem vida. A ambulância esteve no local e constatou a morte da vítima.
Segundo relatos de testemunha, vítima e suspeito estavam brigando quando uma vizinha tentou separá-los e também foi ameaçada pelo suspeito. Em seguida, o filho da vítima procurou novamente a vizinhança dizendo que o suspeito estava tentando matar a sua mãe.
Logo depois, a vítima foi encontrada com ferimentos de faca e chegou a falar que foi golpeada pelo namorado, porém em seguida caiu no chão, não resistindo ao ferimento. O suspeito fugiu do local após o crime, porém permaneceu nas redondezas.
Em diligências ininterruptas, a equipe da Polícia Civil conseguiu localizar o suspeito em uma rua da cidade. Ele foi encaminhado para a Delegacia de Querência, onde após ser interrogado pelo delegado Rogério Gomes Rocha, foi autuado em flagrante pelo homicídio qualificado pelo feminicídio.
O preso será encaminhado para o presídio de Água Boa-MT, onde ficará a disposição da Justiça.
Recentemente me perguntaram como eu me definiria, quem era Virginia Mendes. Fiquei pensativa, analisei a minha trajetória e percebi que sou a somatória das centenas de mulheres que cruzaram o meu caminho. Mulheres guerreiras, exemplos de vida, de força e de luta, como é o caso da minha mãe, dona Eurídice, que sempre lutou contra as adversidades e hoje trava mais uma batalha, dessa vez a pela vida, contra a Covid-19.
Foi minha mãe, que é um exemplo de retidão, quem me ensinou a olhar ao próximo e me mostrou que nós mulheres somos muito mais fortes que a nossa aparência pode demonstrar.
Mulheres são donas de 31% das empresas de Mato Grosso
Nesses últimos dois anos, em que estou exercendo a função de primeira-dama, tive o privilégio de ter encontrado na minha caminhada mulheres maravilhosas, como as que compõem a nossa equipe da Unidade de Ações Sociais e Atenção à Família (Unaf), porque ninguém faz nada sozinho. O sucesso das ações depende de uma equipe coesa e unida pelo bem de ajudar ao próximo.
Nessa trajetória, cruzei com histórias inimagináveis de superação. Mulheres que fazem a diferença, como é o caso da Maria Aparecida do Nascimento, a Cidinha, que trabalha na Associação de Catadores de Materiais Recicláveis, e atua no aterro sanitário de Várzea Grande. Tive a oportunidade de conhece-la por meio do projeto Vem ser Mais Solidário, que implantamos no governo.
Primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes
Que mulher é a Cidinha. Ela é motivadora e, sempre com um sorriso no rosto, demonstra que quando realmente queremos, conseguimos superar os nossos próprios limites. Ela só terminou o ensino médio após os 40 anos e hoje dá curso de sustentabilidade em mercados e redes de hotéis. Que orgulho!
Pelas minhas andanças por esse Mato Grosso imenso, no trabalho voluntário na Unidade de Ações Sociais e Atenção a Família, fui até a Aldeia Wazare, no município de Campo Novo do Parecis, e conheci a liderança indígena Valdirene Paresi, esposa do cacique Roni. Uma guerreira, com nível superior, que exerce a profissão de professora, e que garante a perpetuação das tradições indígenas. Ela trabalha diuturnamente na busca de oferecer sempre o melhor para o seu povo.
Outra grande mulher que a minha função como primeira-dama fez com que eu me aproximasse foi a desembargadora Maria Erotides. Que mulher fantástica, que luta pela garantia dos direitos das mulheres e, atualmente, é coordenadora estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar, no âmbito do Tribunal de Justiça. Ela abraçou o meu projeto de implantar o Plantão 24 horas da Mulher, em Cuiabá, que inauguramos em setembro do ano passado. Uma conquista para milhares de mulheres, que sofrem agressões e não tinham um lugar digno para serem acolhidas pelas forças de segurança.
E falando em Justiça, hoje nós somos representadas por uma mulher na presidência do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, a desembargadora Maria Helena Gargaglione Póvoas. Um marco para nós, uma representatividade que demonstra a todas que temos competência para realizarmos nossos sonhos e ambições. Nosso lugar é aonde desejamos estar.
Na minha história de vida, que todos conhecem, a adoção se faz presente. Fui adotada pela minha mãe, o que me fez ter uma grande ligação com a causa da adoção. E foi essa causa que me proporcionou conhecer a Lindacir Rocha Bernadon, presidente da Ampara, que tem uma história que inspira. Ela adotou três crianças e se dedica a orientar e transmitir informações sobre a adoção, para desmistificar ideias preconceituosas. Que exemplo!
Outra grande inspiração é a Tais Augusta de Paula, que é superintendente de Políticas Públicas para pessoas com deficiência. Ela pensa e vive a causa que defende, movimenta as pessoas a pensarem no próximo, nas dificuldades e busca sempre uma sociedade mais igualitária, em que todos possam ter oportunidades.
E o que falar das mulheres que dedicam suas vidas a alimentar o próximo. A oferecer o pão de cada dia. Como é o caso da pastora Fátima, que não apenas busca o alimento físico para os mais necessitados, como alimenta a alma com suas pregações. Outro grande exemplo é da Dona Pedrina que oferece sopão no bairro Jonas Pinheiro III em Cuiabá, além da Dona Maria Orli, que é a presidente da União Cuiabana dos Clubes de Mães, e da Rosângela, que faz marmitas para oferecer às pessoas que necessitam.
Nessa minha função como primeira-dama, tenho ao meu lado mulheres singulares, como a nossa secretária de Assistência Social e Cidadania, Rosamaria. A Rosa é uma grande amiga e parceira, que tem uma linda trajetória de vida, sempre a frente do seu tempo e que mostra seu valor em todas as tarefas que desempenha. Em nome dela, estendo a minha admiração a toda equipe e as primeiras-damas do nosso Estado que lutam para oferecer oportunidades iguais para as mulheres.
Todas mulheres fortes, que pensam e agem para ajudar pessoas que não conhecem. Só trabalham pelo simples fato de fazer o bem, para modificar a realidade em que se encontram.
Não foi apenas no exercício do trabalho voluntário nos projetos sociais, como o Vem ser Mais Solidário, o Ser Mulher, Ser criança, Ser Família, Ser Idoso, Ser Cidadão Indígena e Ser Inclusivo, que encontrei mulheres fantásticas, mas nas atividades simples do dia a dia, como é o caso da Daniele Salustiana dos Santos Silva, que cuida do nosso gabinete, da Dona Lenise Oliveira, que está conosco há 13 anos e nos ajuda no dia a dia, entre tantas outras mulheres guerreiras, com trajetórias extraordinárias de vida.
E o que dizer das nossas mulheres, profissionais da saúde, que estão na linha de frente do combate ao coronavírus. Médicas, fisioterapeutas, enfermeiras, técnicas e auxiliares de enfermagem, mulheres que cuidam da limpeza e da alimentação dos pacientes. Pessoas que deixaram de lado a própria família, para ajudar ao próximo, nesse momento único de pandemia. No anonimato trabalham sem descanso para salvar vidas. Em nome da Patrícia Neves, que é a diretora do Hospital Estadual Santa Casa, presto a minha homenagem a essas mulheres da saúde. Elas merecem todos os aplausos.
Por isso, sei que ao longo da minha vida, fui humildemente observando, assimilando e aprendendo com mulheres como essas, e tantas outras mato-grossenses, que somos capazes de fazer absolutamente tudo. Que o mundo precisa nos respeitar. Que somos fortes e precisamos de espaço.
Feliz dia da Mulher a todas as mulheres do nosso Estado, que lutam por uma sociedade justa e igualitária, com garra, delicadeza e amor.
*Virginia Mendes é economista e primeira-dama do Estado de Mato Grosso
Mato Grosso possui 161.238 empreendedoras, segundo o estudo do Sebrae, “Empreendedorismo Feminino no Brasil”, que traz o perfil das empresárias brasileiras até o terceiro bimestre de 2020, com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD). No Estado elas estão no comando de 31% das empresas e 58% delas tem menos de 44 anos de idade.
O principal setor escolhido pelas empreendedoras em Mato Grosso é o de serviço com 46%. Dentro deste setor 29% escolheram o comércio, 27% o alojamento e alimentação, 13% a agropecuária, 12% a indústria e 0,5% a construção.
“Os números mostram que o empreendedorismo feminino é significativo. As mulheres estão avançando cada vez mais no mundo empresarial, ocupando cargos de liderança nos negócios. Nós vemos pela grande participação delas nos eventos e cursos. Sempre com uma característica de garra, de superação e inovação. E nós, enquanto Sebrae, continuaremos firmes na missão de disseminar o empreendedorismo como alternativa de renda e realização pessoal e profissional, incentivando que mais mulheres invistam em pequenos negócios”, afirma a diretora técnica do Sebrae, Eliane Chaves.
A empreendedora Elisa Maria Ehrig
Além de gerenciar o próprio negócio, 52 % das empresárias mato-grossenses também são chefes de domicílio. Mesmo com o desafio de lidar com várias tarefas no dia a dia, 51% delas dedicam mais de 40 horas por semana ao negócio. No Estado, 14% delas são empregadoras e 54% possuem entre 1 a 5 funcionários.
Um dos maiores desafios das mulheres empreendedoras é gerenciar os negócios com as tarefas diárias de casa. “Culturalmente ainda persistem a responsabilidade das mulheres pela maior parte das tarefas domésticas. Com a pandemia, essa situação foi agravada. As crianças permaneceram mais tempo em casa ao longo de 2020 e os idosos exigiram mais cuidados por parte da família. Essas tarefas, além daquelas que já eram depositadas nos ombros das mulheres, comprometeram a dedicação das empresárias ou potenciais empreendedoras”, comenta Eliane.
Aposentado que viajava pelo rio Araguaia é assaltado por piratas e tem barco roubado
Para a proprietária da empresa Zapgáz, que possui sede em Lucas do Rio Verde, Elisa Maria Ehrig, a pandemia testou as mulheres como empreendedoras, mães, chefes de família, seres humanos. “Na minha visão nosso maior desafio foi manter o foco e o equilíbrio. Possuímos uma dupla jornada. No meu caso, por exemplo, que trabalho com um serviço de primeira necessidade que demanda 12 a 14 horas diárias foi preciso focar ainda mais nesses dois pontos. Porque não é fácil trabalhar horas como essas que temos e ainda cuidar da família, da casa. É preciso planejar muito, seja o trabalho, seja em casa para que não falte nada. E acima de tudo muita coragem e força de vontade para continuar. O que a gente sabe que as mulheres têm”, destaca.
Essa resiliência das mulheres tem sido importante na gestão da empresa na pandemia afirma Elisa. “No começo os funcionários sentiram bastante o lado emocional por ser um trabalho que demanda o contato diário com cliente, muitas vezes precisamos entrar na casa deles. Mas fizemos um trabalho para que todos se sentissem com segurança ao reforçarmos os cuidados com a parte sanitária com uso de máscaras e álcool 70% para proteger funcionários e clientes. Todos foram se adaptando e agora com o lockdown no Estado é preciso mais uma vez buscar esse equilíbrio, já que estamos trabalhando com horas reduzidas. É preciso planejar, remanejar a equipe e se preparar para atender os clientes da melhor maneira possível. Sempre com foco e equilíbrio”, ressalta.
Apesar da crise no país a empreendedora afirma que financeiramente a empresa não foi afetada. “Por ser um produto de primeira necessidade e até por ter muita gente em casa, de home office,sentimos um leve aumento nas vendas”, destaca.
Contudo essa não foi a realidade de todas as mulheres empreendedoras no Brasil. O levantamento do Sebrae revela uma redução na proporção de mulheres entre os donos de negócios em comparação com o mesmo período de 2019, quando o percentual de mulheres à frente de negócios era de 34,5%. No terceiro trimestre de 2020 havia cerca de 25,6 milhões de donos de negócios no Brasil, e as mulheres eram 33,6% desse total, o que representa uma redução de quase um ponto percentual.
“De acordo com um estudo feito pelo IBGE, em 2019 as mulheres dedicaram 10,4 horas por semana a mais que os homens aos afazeres da casa. E o dia só tem 24 horas para todo mundo, homens e mulheres. Como elas vão se dedicar aos negócios se estão sobrecarregadas com as tarefas domésticas? Todo mundo na família se beneficia de uma comida bem feita e da casa limpa. Por motivos culturais isso recai desproporcionalmente sobre a mulher. Mas cultura a gente muda com diálogo e exemplo”, afirma a coordenadora do Projeto Sebrae Delas, Renata Malheiros.
O levantamento feito pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, Sebrae Nacional, tem como base dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, PNAD, que mostra o perfil das empreendedoras até o terceiro bimestre de 2020.
Mais prejudicadas, porém, mais inovadoras
O presidente do Sebrae, Carlos Melles, comenta que esses dados levantados pelo Sebrae coincidem com os resultados apresentados em outra pesquisa feita pela instituição, em parceria com a FGV, em novembro do ano passado. “A 9ª Pesquisa de Impacto do coronavírus nos pequenos negócios já indicava que as mulheres empreendedoras foram mais prejudicadas do que os homens no que diz respeito ao faturamento mensal (75% delas acusaram diminuição contra 71% dos homens)”, ressalta Melles. Isso aconteceu, segundo o presidente do Sebrae, apesar das empreendedoras terem sido mais proativas do que os homens no lançamento de novos produtos (46% delas passaram a comercializar novos produtos/serviços, contra 41% dos empresários). “As mulheres também se mostraram mais tecnológicas do que os homens (76% delas fazem uso das redes sociais, aplicativos ou internet na venda de seus produtos/serviços, enquanto 67% dos homens utilizam esses canais)”, acrescenta.
ALTO BOA VISTA – O Ministério Público Federal (MPF) garantiu na Justiça Federal o fechamento do traçado da rodovia BR-158, que corta o interior da reserva indígena Marãiwatsédé, localizada no Norte Araguaia. O procurador da República Everton Pereira Aguiar Araujo ajuizou ação civil pública (ACP) contra a União, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).
A ACP foi motivada pela não resolução consensual entre os entes, e inclusive foi realizada audiência pública promovida pela Câmara dos Deputados em 2018. Na ocasião, o procurador ressaltou que o traçado cortando o interior da terra indígena (TI) foi uma das causas e um dos catalisadores da ocupação da área por não indígenas, bem como por novos posseiros.
Conforme a ACP, o traçado da BR-158, que intercepta de norte a sul a TI Marãiwatsédé, afeta diretamente aspectos culturais e existenciais dos povos Xavantes ali residentes. Além disso, o trânsito interno de veículos pesados, além de ocasionar a morte de espécies da fauna nativa, traz risco de acidentes para a população indígena.
O MPF argumentou também que a presença de pessoas alheias à cultura indígena no interior da TI pode gerar conflitos com os residentes. Da mesma forma, uma rodovia que serviria para escoar a produção agrícola da região, de alta demanda, embaraçaria o livre exercício da posse de terra tradicionalmente ocupada.
Nesse sentido, uma rodovia pavimentada no interior desse território facilitaria a perpetração de delitos ambientais como, incêndios e desmatamentos, que prejudicam sobremaneira as atividades de subsistência dos povos indígenas, mormente considerando que eles utilizam preponderantemente a caça para obter alimentos.
Na sentença, a juíza federal Danila Gonçalves de Almeida afirma que “a medida mais importante e urgente para preservar os interesses dos indígenas de forma definitiva seria a conclusão do traçado leste, extraindo o trânsito de veículos do interior da TI Marãiwatsédé”.
Dessa forma, a União e o Dnit devem abster-se da pavimentação do trecho que corta a TI Marãiwatsédé, promover o seu fechamento e reflorestamento para garantir a recuperação ambiental.
Devem também iniciar, de forma urgente, as obras referentes ao traçado leste da BR-158, respeitando, na elaboração do trajeto, as aldeias antigas, cemitérios e demais locais sagrados para a comunidade indígena. Devem ainda, no prazo de dezoito meses, apresentar o Plano Básico Ambiental e o Estudo de Componente Indígena, como condicionante para a licença de instalação.
Em relação ao Ibama, a instituição não deve expedir licença ambiental quanto ao trajeto da BR-158 que corta a TI Marãiwatsédé.
CUIABÁ – O Governo de Mato Grosso alterou as medidas restritivas contra o contágio da covid-19 e estendeu os horários de funcionamento permitidos para supermercados nos sábados e para restaurantes aos finais de semana.
As alterações do novo decreto serão publicadas em edição extra do Diário Oficial de sexta-feira (05). As medidas restritivas começaram a valer na quarta-feira e têm validade de 15 dias.
De acordo com o novo decreto, os supermercados e estabelecimentos que vendem produtos alimentícios poderão ficar abertos nos sábados até às 19h, “vedado o consumo de bebidas alcoólicas no local”. Antes, a permissão desse ramo nos sábados era das 5h às 12h.
Já os restaurantes, inclusive os localizados em shoppings, que poderiam atender até o meio-dia nos sábados e domingos, agora poderão funcionar até às 14h no final de semana. A alteração não se aplica às demais lojas dos shoppings.
Confira como ficaram as novas regras, válidas para os 141 municípios de Mato Grosso:
– De segunda à sexta, proibição de todas as atividades econômicas das 19h às 5h. Aos sábados e domingos, a proibição será após o meio-dia. A exceção fica por conta das farmácias, imprensa, hospedagem, serviços de segurança e vigilância privada, serviços de saúde, funerárias, postos de gasolina (exceto conveniências), indústrias, transporte de alimentos e grãos, e serviços de manutenção de atividades essenciais, como água, energia, telefone e coleta de lixo.
– Supermercados poderão funcionar nos sábados das 5h às 19h.
– Restaurantes, inclusive os localizados em shoppings, poderão atender nos sábados e domingos até às 14h.
– Nos horários permitidos, as atividades econômicas deverão respeitar as medidas de segurança, como o uso de máscara, distanciamento e limitação de 50% da capacidade máxima do local.
– Eventos podem ocorrer dentro do horário permitido, respeitado o limite 30% da capacidade do local, e número máximo de 50 pessoas.
– Os serviços de entrega por delivery seguem autorizados até às 23h.
– O transporte coletivo e congêneres (Uber, 99, etc) podem funcionar normalmente.
– Toque de recolher a partir das 21h até às 5h, com proibição de circulação.
– Nos órgãos públicos estaduais, fica suspenso o atendimento presencial em todas as secretarias e órgãos do governo, com exceção das unidades finalísticas. Quanto a jornada de trabalho, cada secretaria/autarquia vai disciplinar medidas para redução do fluxo de pessoas.
Algumas coisas são tão óbvias que acabam passando despercebidas.
E isso pode acontecer até em uma imagem onipresente como a Mona Lisa.
O retrato emblemático de Leonardo da Vinci, feito em 1503, estrelado por Lisa del Giocondo, uma mulher de 24 anos, mãe de cinco filhos e esposa de um rico comerciante de seda florentino, é a obra de arte mais famosa do mundo.
No entanto, quantos de nós já notamos conscientemente o objeto na pintura que aparece mais perto do observador do que qualquer outro: a cadeira em que a mulher misteriosa está sentada?
Ainda que seja a única coisa que a modelo de Leonardo agarra com a mão (literalmente todos os dedos de sua mão a tocam ou apontam para ela), a cadeira parece ser o aspecto mais esquecido da pintura.
Escondida, mas à vista de todos, ela também pode ser a seta que aponta o caminho para os significados mais profundos da obra.
Além do sorriso
Durante séculos, nossa atenção se concentrou em outra parte do pequeno painel de óleo sobre choupo (77 x 53 centímetros) que Da Vinci nunca terminou por completo e sobre o qual, acredita-se, ele continuou a trabalhar obsessivamente até sua morte em 1519.
A preocupação com o sorriso inescrutável de Mona Lisa é quase tão antiga quanto a pintura, remontando pelo menos à reação do lendário escritor e historiador renascentista Giorgio Vasari, que nasceu alguns anos depois de Da Vinci começar a trabalhar no quadro.
“A boca, com a sua abertura e as suas pontas unidas pelo vermelho dos lábios às tonalidades da carne do rosto”, observou Vasari na sua célebre obra Vidas dos mais destacados pintores, escultores e arquitetos.
“Pareciam, na verdade, não serem cores, mas a própria pele (…) do fundo da garganta, se você olhasse com atenção, dava para ver a batida do pulso”, escreveu.
E concluiu: “Nesta obra de Leonardo havia um sorriso tão agradável que era algo mais divino do que humano de se contemplar, e foi considerado algo maravilhoso, no sentido de que era algo vivo”.
O fascinante mistério do sorriso de Mona Lisa e como Leonardo magicamente o aproveitou para criar “algo mais divino do que humano” e ainda “nada mais e nada menos do que vivo” acabaria sendo muito intenso para muitos.
Alfred Dumesnil, crítico de arte francês do século 19, confessou achar o paradoxo da pintura completamente paralisante.
Em 1854, ele afirmou que o “sorriso é cheio de atrativos, mas é a atração traiçoeira de uma alma doente que retrata a loucura”.
“Este olhar, tão suave mas ganancioso como o mar, devora.”
Se for para acreditar na lenda, a “atração traiçoeira” do sorriso insolúvel da Mona Lisa também consumiu a alma de um aspirante a artista francês chamado Luc Maspero.
De acordo com o mito popular, Maspero, que supostamente terminou seus dias se jogando da janela de seu quarto de hotel em Paris, foi levado a uma distração destrutiva pelos sussurros mudos dos lábios extasiados de Mona Lisa.
“Durante anos lutei desesperadamente com seu sorriso”, ele teria escrito no bilhete que deixou para trás. “Prefiro morrer.”
Mãos e pálpebras
No entanto, nem todo mundo se contentou em localizar o centro da mística magnetizante da Mona Lisa em seu sorriso enigmático.
O escritor vitoriano Walter Pater acredita que é a “delicadeza” com que suas mãos e pálpebras foram pintadas que nos paralisa e nos hipnotiza para que acreditemos no poder sobrenatural da obra.
“Todos nós conhecemos o rosto e as mãos da figura”, observou ele em um artigo sobre Da Vinci em 1869, “naquele círculo de pedras fantásticas, como em uma luz fraca sob o mar.”
Pater passa a meditar sobre a Mona Lisa de maneira singularmente intensa. Em 1936, o poeta irlandês William Butler Yeats usou em um poema uma frase da descrição de Pater, dividindo-a em versos livres.
A passagem que Yeats não pode deixar de responder começa assim: “É mais antigo do que as rochas em que se senta; como o vampiro, morreu muitas vezes e aprendeu os segredos da tumba; mergulhou em mares profundos e guarda seus últimos dias ao seu redor; ela traficou através de redes estranhas com mercadores orientais e, como Leda, ela era a mãe de Helena de Tróia, e, como Santa Ana, a mãe de Maria; e tudo isso era para ela como um sonar de liras e flautas.”
O retrato “vive”, conclui Pater, “na delicadeza com que moldou os traços mutáveis e tingiu as pálpebras e as mãos”.
A descrição de Pater ainda surpreende. Ao contrário de Dumesnil e do infeliz Maspero antes dele, Pater vê além da armadilha sedutora do sorriso do retrato.
A pintura está fixada em uma vitalidade maior que se infiltra nas profundezas da superfície.
Ao argumentar que a pintura representa uma figura suspensa em um vaivém incessante entre o aqui e agora e algum reino de outro mundo, Pater aponta para a essência mística do apelo perene da pintura: seu senso surreal de fluxo eterno.
Como Vasari, Pater testemunha uma presença pulsante e transpirante — “características mutáveis” — que transcende a materialidade inerte do retrato.
A água
A chave para a força da linguagem de Pater é a insistência em imagens aquáticas que reforçam a fluidez do ser elusivo da modelo (“luz fraca no fundo do mar”, “submerso em mares profundos” e “traficado… com mercadores orientais”), como se a Mona Lisa fosse uma fonte viva e inesgotável de água, uma ondulação sem fim nos redemoinhos intermináveis do tempo.
Talvez seja. Há razões para pensar que tal leitura, que vê a modelo como fonte de eterno ressurgimento que muda de forma, é exatamente o que Leonardo pretendia.
Flanqueado em ambos os lados por corpos d’água fluentes e que o artista habilmente posiciona de forma a sugerir que são aspectos da personalidade da modelo, o tema de Da Vinci tem uma qualidade estranhamente subaquática que é acentuada pelo vestido verde-alga.
A Mona Lisa usa uma segunda pele de anfíbio que se torna mais e mais escura com o tempo.
A cadeira
Virando ligeiramente o olhar para a esquerda, é possível ver que Mona Lisa não está sentada em um banquinho qualquer, mas no que é popularmente conhecido como cadeira pozzetto.
Significando “pequeno poço”, o pozzetto introduz um simbolismo sutil na narrativa que é tão revelador quanto inesperado.
De repente, as águas que vemos serpenteando em um movimento labiríntico atrás da Mona Lisa (sejam elas de uma paisagem real, como o vale do rio italiano Arno, como alguns historiadores acreditam, ou inteiramente imaginárias, como outros argumentam) não são mais estão distantes e desconectados da modelo, mas um recurso essencial que sustenta sua existência. Eles literalmente fluem para ela.
Ao colocar a Mona Lisa dentro de um “pequeno poço”, Da Vinci a transforma em uma dimensão sempre flutuante do universo físico que ela ocupa.
Martin Kemp, historiador da arte e importante especialista em Da Vinci, também detectou uma conexão fundamental entre a representação da Mona Lisa e a geologia do mundo em que ela habita.
“O artista não estava literalmente retratando o Arno pré-histórico ou o futuro”, afirma Kemp em um estudo sobre o artista, “mas estava moldando a paisagem da Mona Lisa com base no que havia aprendido sobre a mudança no ‘corpo da Terra’ para acompanhar as transformações implícitas no corpo da mulher como mundo menor ou microcosmo”.
A Mona Lisa não está sentada diante de uma paisagem. Ela é a paisagem.
O significado do poço
Como acontece com todos os símbolos visuais usados por Leonardo, a cadeira pozzetto é multivalente e serve mais do que simplesmente uma ligação entre Mona Lisa e o conhecido fascínio do artista pelas forças hidrológicas que moldam a Terra.
A sugestão sutil de um “pequeno buraco” na pintura como o canal através do qual a Mona Lisa emerge à consciência reposiciona completamente a pintura no discurso cultural.
Este não é mais apenas um retrato secular, mas algo espiritualmente mais complexo.
As representações de mulheres “junto ao poço” são um marco na história da arte ocidental.
As histórias do Antigo Testamento de Eliezer encontrando Rebecca em um poço e Jacob com Rachel no poço se tornaram especialmente populares nos séculos 17, 18 e 19.
Além disso, as representações apócrifas da Anunciação no Novo Testamento (o momento em que o arcanjo Gabriel informa à Virgem Maria que ela dará à luz a Cristo) ao lado de uma fonte eram comuns entre os ilustradores de manuscritos medievais e podem até ter inspirado o retrato mais antigo de Maria.
Como um emblema infinitamente elástico, como sugere Walter Pater, a Mona Lisa é certamente capaz de absorver e refletir todas essas ressonâncias e muito mais. Não há ninguém além dela.
‘Água Viva’
Mas talvez o paralelo mais pertinente entre a Mona Lisa de Da Vinci e os precursores pictóricos seja aquele que pode ser traçado com as muitas representações de um episódio bíblico em que Jesus se encontra em um poço, tendo uma conversa enigmática com uma mulher samaritana.
No Evangelho de São João, Jesus faz uma distinção entre a água que pode ser tirada da nascente natural e a “água viva” que ele pode fornecer.
Enquanto a água de um poço só pode sustentar um corpo perecível, a “água viva” é capaz de saciar o espírito eterno.
As representações notáveis da cena pelo pintor italiano medieval Duccio di Buoninsegna e pelo mestre renascentista alemão Lucas Cranach, o Velho, tendem a colocar Jesus diretamente na parede do poço, sugerindo seu domínio sobre os elementos fugazes deste mundo.
No entanto, ao colocar seu modelo metaforicamente no poço, Da Vinci confunde a tradição e sugere, em vez disso, uma fusão dos reinos material e espiritual, um borrão do aqui e do além, em um plano compartilhado de criação eterna.
Na emocionante narrativa de Da Vinci, a própria Mona Lisa é uma onda milagrosa de “água viva”, serenamente contente por estar ciente de seu próprio infinito intenso.