CUIABÁ – Dados divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) mostram que a taca de letalidade, ou seja, o percentual de pessoa que morrem em decorrência da Covid-19 em Mato Grosso é maior nos municípios menores. Nos 10 municípios com maior taxa de mortes pelo novo coronavírus no estado não há mais que 20 mil moradores.
Até 17 de agosto a maior taxa de mortalidade foi registrada em Ponte Branca (491 km ao sul de Cuiabá), município com 1.576 habitantes. Dos 3 casos de covid-19, duas pessoas vieram a óbito, o que representa 66,67% dos contaminados.
A segunda cidade com maior proporção de mortes é Tesouro (379 km ao sul), que tem 3.805 moradores. Lá foram 12 casos da doença e duas mortes, o que significa uma taxa de letalidade de 14,29%.
Já a terceira maior taxa fica na região metropolitana, em Santo Antônio de Leverger (34 km ao sul), com 16.628 moradores, 84 diagnósticos do novo coronavírus e 9 mortes. Além da taxa de 10,71%, outros 16 casos estão em monitoramento.
Constam ainda entre os 10 municípios mato-grossenses com maior mortalidade Cotriguaçu (950 km a noroeste), Vale de São Domingos (491 km a oeste), Carlinda (762 km ao norte), Porto Esperidião (326 km a oeste), Itaúba (600 km ao norte), Santa Terezinha (1.312 km a nordeste) e Nova Nazaré (269 km a leste).
Também é um município de pequeno porte a cidade com maior risco de se pegar covid-19 e morrer, ou seja, de uma pessoa saudável, pegar a doença e vir a morrer. Em Porto Esperidião, esse risco é de 1,748 a cada mil habitantes.
CUIABÁ – Pelo menos 150 empresas em Mato Grosso vão estar aptas para exportar seus produtos para outros países dentro dos próximos dois anos.
É o que pretende o Núcleo Operacional do Programa para Exportação (PEIEX), que está sendo instalado na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) a partir de um convênio firmado com a Agência de Promoção de Exportações do Brasil (Apex-Brasil).
(Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Governo de Mato Grosso distribuiu 21,3 mil testes rápidos para a região Araguaia
Rabêlo explica que o programa está em fase de implantação, e no próximo mês (setembro) já começa a selecionar profissionais que vão atuar na capacitação das empresas. Vale ressaltar que a qualificação não tem nenhum custo para o empresário.
Em relação ao perfil das empresas com potencial exportador, o professor explica que o foco está no agronegócio e biotecnologia. “Mas qualquer empresa com potencial exportador poderá se beneficiar do programa”.
BARRA DO GARÇAS – A terceira e última fase da Missão Xavante chegou ao final na segunda-feira (17), quando a equipe de profissionais de Saúde das Forças Armadas Brasileiras desembarcou na Base Aérea de Brasília (ALA 1). A missão interministerial das Pastas da Defesa e da Saúde levou 24 militares e insumos médicos para reforçar o combate à Covid-19 em comunidades indígenas da região Centro-Oeste do Brasil.
“Tratou-se de uma ação humanitária grandiosa, em que acolhemos e atendemos nossos irmãos de Pátria nesse momento de pandemia. Servir a eles é servir à Pátria! Eu, como médica infectologista, procurei incentivar a prevenção, tratando, quando necessário, a infecção pelo novo coronavírus e as demais doenças infecto-parasitárias”, disse a Tenente Maria Letícia, do Hospital Militar de Área de São Paulo (HMASP), ao desembarcar de sua segunda missão de ajuda à população indígena no contexto da COVID-19.
Durante uma semana de trabalho intenso, mais de 2.000 indígenas das etnias Xavante e Bororo receberam atendimento de saúde especializado e 6.873 medicamentos foram entregues. Para a Capitão Camila Vital Cardoso, pediatra do Hospital Militar de Área de Brasília, foi uma experiência única e gratificante. Segundo ela, além de esbarrar em questões como a língua e as tradições de cada etnia, os casos encontrados foram bem peculiares e, geralmente, não vistos na prática clínica dos grandes centros. “As patologias variam de desnutrição grave até doenças tropicais. Covid não é o único problema lá, é só mais um. Sinto que fiz a diferença na vida deles e volto para casa com espírito e alma renovados. Recebi muito mais do que fui oferecer”.
A Capitão pediatra destacou, também, a importância do apoio logístico e aéreo das Forças Armadas, dando o suporte necessário para que fosse realizado o trabalho por parte dos profissionais militares. “Saio daqui vibrando mais ainda com a farda que escolhi!”, completou Camila.
Missão Xavante; Foto – Sd Lucas Almeida/CCOMSEx.
Missão Xavante; Foto – Sd Lucas Almeida/CCOMSEx.
A missão
Com o apoio de helicópteros do Exército Brasileiro, no dia 11 de agosto, os militares de Saúde deslocaram-se para o Polo Base Sangradouro, onde foram realizadas as primeiras ações da fase 3 da Missão Xavante.
Na região, que fica cerca de 250 km a oeste do 58º Batalhão de Infantaria Motorizado (58º BI Mtz), sediado em Aragarças (GO), base da operação, vivem cerca de 2.800 indígenas da etnia Xavante. Foram realizados mais de 300 atendimentos especializados, que incluíram, além de consultas médicas, testes rápidos para COVID-19, exames de ultrassonografia obstétrica e coleta de preventivo, entre outros.
Para o Cacique Alexandre Tsereptsé, o apoio com atendimentos está sendo muito bom para Sangradouro. “Isso vai afastar as doenças e o meu povo vai viver melhor”, disse.
No dia seguinte (12), os atendimentos foram realizados na aldeia Meruri, de etnia Bororo. A aldeia, que fica cerca de 120 Km a oeste de Aragarças, possui uma população média de 500 indígenas e muitos deles aproveitaram a oportunidade para passar por consultas em diferentes especialidades. Foram contabilizados 656 atendimentos na região.
O Cacique da aldeia, José Mario, destacou a alegria e a satisfação da comunidade de Meruri em receber o apoio dos Ministérios da Defesa e da Saúde. “Ver vocês aqui colaborando depois dessa pandemia, que fez alguns estragos na comunidade, empenhados, exercendo a saúde e resgatando a nossa integridade física, é muito importante para nós. Sempre que puderem estar apoiando a saúde aqui, a gente agradece. Obrigado.”
Rafael Batista, enfermeiro do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) de Cuiabá, acompanhou os atendimentos de saúde da equipe das FA no Polo Meruri. “Esse reforço veio para suprir uma necessidade em um momento de grande dificuldade enfrentada por essa população. Então, a gente só tem a ganhar com essa atividade.”
Nos dias 13 e 14, a missão seguiu para as aldeias Tritopá e Caçula, ambas do Polo Base Água Boa, mais ao norte da base de operação.
Situada a mais ou menos 200 km de distância do 58º BI Mtz, com uma hora de deslocamento aéreo, na Aldeia Tritopá, vivem aproximadamente 2.000 xavantes. A equipe de saúde realizou mais de 450 atendimentos, que variaram entre procedimentos de rotina, como consultas e exames, até situações menos comuns, que exigiram dos profissionais militares versatilidade e adaptabilidade.
“Nesta missão, vivenciamos uma outra realidade, uma outra cultura e situações completamente diferentes do cotidiano intra-hospitalar. Crescemos muito profissionalmente, pois tivemos que vencer a barreira da comunicação, da cultura e dos recursos, mas, sem dúvida, o lado humano evoluiu muito mais, pois ajudar, levar saúde a quem precisa é uma coisa singular”, disse o Sargento da Força Aérea Jonathan Sergio da Silva, integrante da equipe de Enfermagem do Setor de Pediatria do Hospital Central da Aeronáutica.
Na sexta-feira, dia 14, os atendimentos foram direcionados aos Xavantes da Aldeia Caçula. De mais difícil acesso, após o deslocamento de uma hora de helicóptero, a equipe precisou realizar uma caminhada em meio à vegetação para, finalmente, iniciar os trabalhos na aldeia.
O vice-cacique de Caçula, Moises Tsumradi Xavante, fez questão de agradecer os 442 atendimentos realizados junto ao seu povo: “Vocês são bem-vindos para atender e ajudar no combate à doença”.
Todas as aldeias contempladas foram definidas no contexto da COVID-19, de acordo com o estudo do perfil epidemiológico realizado pela Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI), do Ministério da Saúde. Após finalizar as ações de Saúde nas comunidades indígenas, a equipe integrante da Missão Xavante realizou, no sábado (16), uma Ação Cívico-Social (ACISO) em benefício da população do município de Nova Nazaré (MT), na região onde ocorreu parte da missão.
Missão Xavante
A Missão Xavante teve início no dia 27 de julho, com o objetivo de prestar atendimento de Saúde, em particular de combate ao novo coronavírus, junto às populações indígenas da região Centro-Oeste do País. Dividida em três fases, a missão proporcionou atendimento especializado a mais de 10 mil indígenas.
Por Maristella Marszalek e Major Medeiros – CCOMSEx.
Um brilho verde! Tão intenso e de beleza tão incrível que já rendeu paixões e orações frente ao espetáculo que a natureza se propõem.
A aurora boreal é um fenômeno óptico que ocorre no extremo norte da Terra. A peça teatral que se forma transforma o céu, do ponto de vista do observador, num misto de cores, geralmente predominante para o verde. É comum ocorrer na Finlândia e todo o ano angaria milhares de turistas. Também é possível vê-la na Noruega.
Cientificamente falando, a aurora boreal é fruto de uma associação entre “ventos solares” e o campo magnético da Terra. Sua irmã, que ocorre no polo sul do planeta (aurora austral) segue o mesmo preceito.
Conforme define a revista SuperInteressante, as auroras ocorrem quando partículas com carga elétrica provenientes do Sol chegam às vizinhanças da Terra e são atraídas pelos polos sul e norte do campo magnético do planeta. Essa partículas interagem com elementos da atmosfera terrestre (oxigênio e nitrogênio) em uma grande velocidade.
Qual a especiaria mais cara do mundo? - Futilidade do dia
Esses choques produzem radiação eletromagnética em diversos comprimentos de onda, gerando assim as cores características da aurora, em tonalidades fortes e cintilantes que se estendem por até 2 mil quilômetros. A luz é mais visível a noite, por razões óbvias, e não há garantia que ocorram todos os dias.
CANARANA – A Câmara Municipal de Canarana aprovou por unanimidade, na Sessão Ordinária de segunda-feira (17), o Projeto de Lei de nº 49/2020, que dispõe sobre bonificação extraordinária de enfrentamento ao Covid-19 aos profissionais da saúde atuantes em todas as unidades de saúde de Canarana.
Conforme projeto de autoria do Executivo, o pagamento será mensal até o mês de novembro de 2020. Para os profissionais que atuarem no contato direto com pacientes com Covid-19 dentro das unidades, a bonificação será de R$ 1.000 mensais. Profissionais que trabalham de forma indireta nas unidades, voltadas ao enfrentamento do vírus, terão bonificação de R$ 400. Os profissionais que foram afastados por contaminação do novo coronavírus ou por suspeita, receberão R$ 400 de bonificação. Os valores são independentes do cargo, desde médico aos trabalhadores de limpeza.
Conforme argumento do Executivo, o projeto tem por objetivo reconhecer os serviços prestados pelos profissionais, se expondo ao risco de contaminação todos os dias pelo contato com pessoas com o vírus, além do impacto emocional que a pandemia está provocando aos servidores da saúde. A mesma medida está sendo adotada por outros municípios e também estados da federação.
CUIABÁ – O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), abriu processo licitatório para contratação de empresa de engenharia para execução da pavimentação da MT-100, nos municípios de Araguainha e Ponte Branca, na região Araguaia em Mato Grosso.
Rodovia MT-100 ainda sofre com a falta de pavimentação; Obras foram iniciadas em 2013; Foto – Secom MT.
A pavimentação será realizada em um trecho de 29,3 quilômetros entre Araguainha e Ponte Branca e outros 20 quilômetros do entroncamento da MT-463, em Ponte Branca, até o acesso ao município de Ribeirãozinho.
Ao todo, serão asfaltados 49,3 quilômetros da MT-100, remanescentes de obras já executadas em 2013, que não foram totalmente concluídas e estão sendo retomadas pelo Governo de Mato Grosso. O orçamento estimado para as obras é de R$ 72 milhões.
De acordo com o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, a MT-100 é considerada umas das principais rodovias estruturantes no Araguaia. Isso porque interliga ao menos 10 municípios entre a região da rodovia federal BR-158 e a da BR-364.
Além disso, permite o escoamento da produção do agronegócio, através da continuidade da MT-100 em direção ao município de Alto Taquari, até a divisa de Mato Grosso do Sul. Tal rota é fundamental para o acesso ao Porto de Santos, em São Paulo.
“Essa é uma obra que está paralisada desde 2013 e que vamos retomar graças ao esforço do Governo do Estado para valorizar toda a região do Araguaia. Inclusive já estamos com outras licitações em andamento para pavimentação e melhorias da MT-100, que hoje é o corredor utilizado por diversos produtores para o escoamento da produção de todo o Araguaia”, disse.
Outras melhorias
Além da licitação publicada, o Governo do Estado já está com processo licitatório em andamento para execução dos serviços de melhoramento em 45,4 quilômetros do trecho que compreende o entroncamento da MT-461, que dá acesso a Ribeirãozinho, até o entroncamento da MT-466, em Torixoréu.
Também está em andamento a licitação para pavimentação de 18 quilômetros que faltam para interligar os municípios de Torixoréu e Pontal do Araguaia por vias asfaltadas. O orçamento estimado é de R$ 57,2 milhões, sendo R$ 24,7 milhões para as obras de pavimentação e R$ 32,5 milhões para serviços de melhoramento.
Licitação
A licitação para pavimentação dos 49,39 quilômetros da MT-100 será realizada na modalidade Regime Diferenciado de Contratação (RDC), do tipo menor preço. A entrega das propostas ocorrerá durante sessão pública no dia 10 de setembro, no auditório da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag).
Outras informações acerca da licitação, como o edital completo, o projeto-executivo e demais documentações complementares encontram-se disponíveis para consulta no site da Sinfra. Eventuais esclarecimentos de dúvidas quanto aos editais poderão ser solicitados, preferencialmente, via e-mail [email protected].
ÁGUA BOA – Uma viatura da Polícia Militar estava em rondas pela Av. Araguaia por volta das 22h00 de segunda-feira (17), quando encontrou uma moça de em prantos. Ela relatou que estava sentada na calçada próximo à sua residência, quando um suspeito se aproximou e a levou para uma construção abandonada.
Homem acusado de estupro já teve várias passagens pela polícia; Foto – Reprodução.
Mediante ameaças, o suspeito estuprou a moça e depois entregou uma nota de R$ 5,00 para ela esquecer o caso. O estuprador disse ainda que se a encontrasse com seu namorado na rua, iria matá-los. A vítima conseguiu sair correndo e encontrou a polícia. O suspeito estava com uma arma de fogo na cintura e usava uma camiseta do Flamengo.
A viatura realizou patrulhamento nas proximidades e avistou o suspeito próximo à escola Antônio Gröhs. Ele estava com a bermuda ao avesso e foi encaminhado ao CISC de Água Boa. A moça, que tem 18 anos, passou pelo médico legista, quando foi submetida a exame de corpo de delito.
Segundo o delegado de Polícia, Dr. Gutemberg de Lucena Almeida, o homem de 36 anos já possui condenação por furto e responde a vários processos por outros crimes. Conforme o Ten Cel Gyancarlos Cabelho, essa é a 21ª vez que a PM deteve o suspeito.
O caso segue sob investigação até a conclusão do inquérito policial, cujo prazo é de 10 dias.
Por Inácio Roberto/Notícias Interativa com Redação OPioneiro.
Dados epidemiológicos da Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT) mostram que nos últimos sete dias (de 09 a 16.08), 9.089 pessoas se recuperaram da Covid-19 em Mato Grosso. Foi registrado um aumento de 211 pessoas recuperadas por dia, em relação à média diária da semana anterior.
“É perceptível o crescimento de pessoas recuperadas. Muitos mato-grossenses já se curaram da doença e isso soma-se ao trabalho que o Governo de Mato Grosso faz no Centro de Triagem, serviço que é paralelo à ação da Atenção Básica nos municípios. Oportunizamos a testagem à população e, após prescrição médica, os medicamentos para o tratamento precoce são entregues”, explica Gilberto Figueiredo, secretário estadual de Saúde.
Foto por: Christiano Antonucci – Governo de MT
Com uma média de 1.354 recuperados por dia (na semana 33), de acordo com o Painel Covid-19 da SES-MT, foi constatada uma alta no número de pacientes curados. Também houve o considerável crescimento na média diária de 705 recuperados em relação à semana 29, que é a primeira na análise dos últimos 30 dias.
De acordo com a SES, neste domingo (16), Mato Grosso chegou à notificação de 50.963 casos recuperados da Covid-19. O número de pessoas curadas nos 141 municípios mato-grossenses representa 69% dos cidadãos infectados pela doença no estado.
CANARANA: Apesar de mortes por Covid, óbitos caíram 40% na comparação com 2019
Foram notificados, ainda pela SES-MT, 73.115 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso, desses 19.775 estão em monitoramento, sendo registrados 2.377 óbitos em decorrência do coronavírus no estado. Nas últimas 24 horas foram registradas 324 novas confirmações de Covid-19.
Para acessar o Painel Interativo da Covid-19 em Mato Grosso, CLIQUE AQUI!
Tem gente que não sabe o que é Rock’n’Roll. Tem gente que acha que o ritmo sempre foi sinônimo de rebeldia. E tem gente que diz com convicção ao ouvir o termo que: “Rock é coisa do demônio!” E esse talvez seja um dos maiores mitos da música do último século.
Vamos lançar uma pequena “luz” sobre o tema e após, respondermos a pergunta que intitula o futilidade de hoje. Afinal, de onde surgiu esse ritmo?
Primeiramente, o Rock é um estilo musical caracterizado principalmente pela presença do som da guitarra. A batida é essencialmente uma mistura dos ritmos Blues e Country com contratempo acentuado.
Bom, não há um consenso do momento exato em que o Rock and Roll surgiu. O aceito pelos críticos e historiadores é que o ritmo tenha surgido entre 1940 e 1960, embora há elementos artísticos semelhantes ao Rock conhecido de hoje que já eram usados em 1910, na música country americana.
Mas onde e como surgiu? Para a surpresa de alguns, as raízes do ritmo, além do já mencionado blues e country, estão na música gospel. A mistura de ritmos surgiu a partir dos ensaios com elementos elétricos nas músicas dentro de igrejas. Um dos primeiros álbuns de música considerada já no ritmo do rock, inclusive, foi da cantora gospel americana Rosetta Tharpe. Rosetta começou sua carreira acompanhando sua mãe (Katie Bell Nubin) que tocava mandolin na Igreja de Deus em Cristo pelo sul dos Estados Unidos. A primeira música considerada no ritmo rock é “Strange Things Happening Every Day“.
Rosetta Tharpe.
Aliás, a própria expressão Rock and Roll surgiu em uma música gospel. Em 1937, Chick Webb e Ella Fitzgerald (uma das maiores vozes que já existiu) gravaram a música “Rock It for Me”, que incluía na letra o verso “Então, você não vai satisfazer a minha alma com o rock and roll”. O termo Rocking, na época, já era usado por cantores negros gospel no sul dos Estados Unidos para dizer algo semelhante ao êxtase espiritual.
Tá, mas porque a fama ruim do Rock então? Bem, temos ai vários candidatos a responsáveis. Começando pelo próprio Beatle John Lennon, que em entrevistas nos anos 70 afirmou que para ter sucesso na carreira solo teve que fazer um pacto com o demônio. Muitos religiosos, inclusive, consideram sua morte precoce um “castigo”.
Palavras em latim que usamos no dia-a-dia - Futilidade do dia
Em meio a isso temos ainda como responsáveis pela má fama do ritmo o emblemático Ozzy Osbourne (que mordeu um morcego no meio de um show em 1982 {é sério}) e o pessoal do Black Sabbath (que por uma suposta maldição, passaram a andar com crucifixos no pescoço). Tem também ai uma dose de responsabilidade para Raul Seixas e até os Rolling Stones, por causa da música “Simpathy for the Devil” cuja letra é, basicamente, uma metáfora do diabo se apresentando pelas maldades que já fez no mundo.
Contudo, século XXI, garantimos, a fama só precede o ritmo, mas não o define. Basta ir a uma igreja católica ou protestante que trabalha com música em seus cultos e vai ser fácil identificar um arranjo de rock. Ritmo que engloba milhares de artistas e milhões de ouvintes, capaz de produzir músicas elevadas como “Spirit in the Sky”, de Norman Greenbaum, que diz na letra:
Never been a sinner I never sinned I got a friend in Jesus So you know that when I die He’s gonna set me up with The spirit in the sky
Tradução:
Nunca fui um pecador, eu nunca pequei Eu sou amigo de Jesus Assim você sabe que quando eu morrer Ele vai me acertar com O espírito no céu
PORTO ALEGRE – A MetSul Meteorologia adverte para uma massa de ar polar enorme e muito intensa que vai atingir praticamente a metade do território brasileiro e grande parte da América do Sul nesta semana, com potencial de ser um evento histórico de frio e neve. Verdadeira bolha de ar antártico avançará pela Argentina e vai atingir pela sua trajetória continental o Sul, o Centro-Oeste, o Sudeste e parte do Norte do Brasil, além de Paraguai, Bolívia, Uruguai, Peru e mesmo Equador, Colômbia e Venezuela. Assim, a influência do ar frio, mesmo que modesta, deve atravessar a linha do Equador e chegar ao Hemisfério Norte, onde é verão.
Massas de ar frio fortes ocorrem virtualmente quase todos os anos no Sul do Brasil, mas esta será excepcionalmente forte e abrangente para a segunda metade do mês de agosto. A queda da temperatura será sentida a partir da quarta-feira no Rio Grande do Sul e entre quinta e sexta-feira será percebida nas demais regiões brasileiras. A quinta, a sexta e o começo do sábado serão dias de muito frio no Sul do Brasil. Como a massa de ar será por demais gelada, é comum que chegue com vento moderado a forte que vai trazer sensação térmica com valores muito baixos, negativos em muitas localidades.
Uma baixa polar em níveis médio da atmosfera vai atuar sobre o Sul do Brasil. Isso irá fazer com que haja nebulosidade e instabilidade com ar muito gelado em altitude, o que na análise da MetSul traz uma altíssima probabilidade de ocorrência de neve no Sul do país. Todos os modelos numéricos consultados pela MetSul apontam neve entre quinta-feira e sábado. Se há certeza do frio intenso e quase convicção que pode nevar, a dúvida no momento é onde e o quanto pode nevar.
A cada rodada, e a cada modelo, as projeções de neve são diferentes e variam bastante. Ora, muito mais abrangente e ora mais limitada aos locais tradicionais do fenômeno como os Aparados da Serra e o Planalto Sul Catarinense. O que chama atenção, porém, é que diversos modelos e em diversas rodadas de hoje e dos últimos dias indicaram que pode nevar de forma mais abrangente e em locais pouco acostumados a ver neve ou que não testemunham o fenômeno por décadas.
Os modelos nas últimas horas e dias já indicaram neve no Uruguai, perto da cidade de Buenos Aires e nas províncias argentinas de Santa Fé e Entre Rios, na maior parte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e o Paraná, e até em Curitiba e no Sul do estado de São Paulo.